Canabarro Tróis filho: “A crônica e o povo”


Canabarro Tróis filho

A crônica e o povo

Fernão Lopes (1380-1400) devolveu ao povo, o povo mais simples, o protagonismo que já era seu e lhe era negado. A branda Enciclopédia Larousse Cultural registra o fato: “Ele foi o intérprete de um dos momentos mais importantes da história de Portugal, a crise de 1383/1385, colocou no trono D. João I. Destaca a atuação do povo, como protagonista da história. Sua narrativa, dramática e expressiva, aproxima-se em certos da poesia”.

Não era a crônica escrita por quem vivia na corte, Gozando dos fatos como ocorre atualmente neste país de politiquinha.

O canoense Galvani recorda que “Estava-se em torno do ano de 1942 e ele dava aula (o irmão Frederico de Leitura no La Salle, no velho Externato São Luiz, aqui na frente deste prédio da estação ferroviária) do outro lado da av. Victor Barreto – daqui mesmo pode-se divisar o local do antigo prédio e sem nenhum esforço (no meu caso) em voz alta imaginá-lo. Era o outro extremo da técnica cultivada por Santo Agostinho há dezessete séculos”.