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20/04/2026
 

Geral

O tradicionalismo da 12ª região chora a perda de todos os seus filhos

Redação

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CARTA ABERTA

No inicio desta pandemia, meu amigo Giovane Nogueira me alertou que poderíamos nos despedir de muitos amigos tradicionalistas. Achei exagero dele, ledo engano…

O tradicionalismo chora suas perdas, cada gaúcho ou gaúcha, que empunha a bandeira cívica dos usos e costumes desta terra e dela parte precocemente deixa uma falha insubstituível no elo que nos une.

O Sars-Covid-19 é um vírus covarde. Ceifa a vida sem muita chance de resistência. Nesta batalha inglória tombaram mais dois Tauras. Um Garibaldi e uma Anita. Lutaram e partiram juntos, como a mística de quem tem alma unida por demais. Mas diferente das guerras de antanho, quando se sabia onde estava o inimigo e quais os limites de seu poder bélico, a batalha que eles pelearam contra esse vírus traiçoeiro os impediu de uma luta justa e igual.

Durante a caminhada tradicionalista e de vida, sim, pois ambos fizeram das suas vidas o cultuar de nosso jeito terrunho de viver, Gilson Alves e Leila Rozani Alves foram expoentes de valia imensurável. Participaram ativamente do movimento tradicionalista, ele como patrão ou vice-patrão da invernada campeira do CTG Brazão do Rio Grande, sempre em parceria com o inesquecível Helias Peres, que este vírus, tragicamente, também fez tombar. Ambos campeiros, profundos entendedores das lides rurais, dos usos e costumes do povo do Sul.

Gilson, mais conhecido como Juca, era o tipo de tradicionalista que não media esforços para enaltecer as coisas deste chão. Lembro que durante a gravação do filme o tempo e o vento, de Érico Veríssimo, Juca colocou à disposição da diretoria de figurino do filme todas as indumentárias das invernadas do CTG Brazão do Rio Grande, principalmente as de época, o que foi fundamental para a construção fidedigna da saga épica.

Além disso, Juca foi coordenador (patrão mesmo) da Associação das Entidades Tradicionalistas de Canoas, em parceria com o amigaço de todas as horas Júlio César Soares, patrão do CTG Sentinela do Rio Grande da Base Aérea de Canoas. Ambos fizeram a gestão da associação que organiza a Semana Farroupilha de Canoas e o rodeio cidade de Canoas nos anos de 2015-2017, anos de festejos organizados, sem criminalidade, sem problemas nas prestações de contas, Juca continuou a coordenar a associação até o ano de 2019. Importante dizer que nestes praticamente 5 anos à frente da AETC as melhorias no Parque Eduardo Gomes, chamado Parque do Gaúcho, foram efetivadas na gestão do Juca, que organizou e viabilizou o espaço maravilhoso para se cultuar as tradições que se tem hoje.

A Leila foi a prenda campeira, esposa deste Taura, cuja habilidade em congregar as mulheres tradicionalistas e suas famílias perpassa o singelo, é louvável e exemplar, dada a dedicação carinhosamente ofertada a todas. Por certo deve estar trocando ideias dos próximos eventos com a sempre estimada prenda Jaque La Roque, do CTG Alma Crioula, cuja vida também foi ceifada há poucos dias por este vírus terrível.

Quis a providência divina que o casal partisse para a Estância Celestial juntos.  Deixando filhos, genros, netos e familiares, todos com importantes participações no movimento tradicionalista da 12ª RT, com saudades eternas.

Fica o legado valioso de amor, conduta e dedicação exemplar ao civismo regional, ao tradicionalismo gaúcho. A todos os tradicionalistas que sucumbiram diante deste vírus perverso, fica aqui registrado nosso agradecimento pela contribuição na caminhada tradicionalista e a certeza de que seus feitos não foram em vão. Nossos sentimentos às famílias e um fraternal abraço a todos que estão lutando contra esta tragédia.

LISANDRA UEQUED                                  JÚLIO CÉSAR SOARES
AMIGA DA FAMÍLIA                                      AMIGO DA FAMÍLIA
CTG SENTINELA DO RIO GRANDE                  PATRÃO CTG SENTINELA DO RIO GRANDE
CTG ALMA CRIOULA

 

 

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Policial

Inquérito sobre desaparecimento da família Aguiar aponta três mortes e indicia suspeito mesmo sem corpos

Redação

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A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o desaparecimento da família Aguiar e encaminhou o material ao Ministério Público na sexta-feira, 17, após mais de 80 dias de investigação. Mesmo sem a localização dos corpos, os investigadores afirmam ter reunido elementos suficientes para indiciar Cristiano Domingues Francisco por feminicídio, duplo homicídio triplamente qualificado e outros crimes.

Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, estão desaparecidos desde janeiro. Silvana foi vista pela última vez no dia 24 de janeiro, enquanto os pais desapareceram no dia seguinte, 25 de janeiro. Cristiano é apontado como o principal suspeito.

Além dos homicídios, ele foi indiciado por ocultação de cadáver, abandono de incapaz, falsidade ideológica, furto qualificado, fraude processual, falso testemunho e associação criminosa. As penas máximas somadas podem chegar a 102 anos de reclusão. Caberá ao Ministério Público decidir se oferece denúncia à Justiça.

Durante coletiva de imprensa realizada na sexta-feira, 17, a polícia apresentou a cronologia dos fatos com base em provas técnicas, como imagens de câmeras de segurança e dados de conexão de celulares.

Segundo a investigação, Silvana teria sido morta entre a noite e a madrugada de 24 de janeiro, dentro da própria residência. Registros indicam a presença de um Volkswagen Fox vermelho no local entre 20h33 e 20h41, momento em que um celular vinculado a Cristiano teria se conectado ao wi-fi da casa. Às 21h28, um Ford Ka branco, pertencente à vítima, entra no local e não sai mais. Às 23h32, o Fox retorna e deixa o endereço às 23h45, quando os celulares se desconectam da rede.

A polícia concluiu que os dois estiveram no imóvel ao mesmo tempo e que o crime ocorreu no local. Na madrugada do dia 25 de janeiro, o Fox volta rapidamente à residência por volta das 3h19.

As investigações apontam ainda que Cristiano teria utilizado inteligência artificial para simular a voz de Silvana e atrair o pai dela até a casa. Isail chega ao local às 16h28 do dia 25 de janeiro e, cerca de 20 minutos depois, apenas o suspeito deixa a residência. A mesma estratégia teria sido usada para acessar a casa dos pais da vítima, onde Dalmira estava. Desde então, o casal não foi mais visto.

“Foi um crime tão bem planejado. Percebemos que essa montagem para atrair os idosos já havia sido criada dias antes. Ele preparou um telefone para utilizar no crime e também pensou no pós-crime”, afirmou o delegado Diego Traesel.

Outras cinco pessoas também foram indiciadas por crimes como fraude processual, ocultação de cadáver e associação criminosa. De acordo com a polícia, não há indícios de participação delas nos homicídios, mas sim de atuação posterior.

“Não encontramos elementos de que os demais envolvidos tenham participado antes dos crimes. A conduta deles ocorreu no sentido de tentar isentar o Cristiano da suspeita”, disse o delegado Anderson Spier.

A Polícia Civil chegou a solicitar a prisão preventiva de três desses envolvidos, além de Cristiano, mas o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça.

A motivação do crime, conforme a investigação, estaria relacionada à disputa pela guarda do filho do suspeito com Silvana, além de questões financeiras envolvendo o patrimônio da família.

O inquérito reúne cerca de 20 mil páginas, com depoimentos, relatórios e análises que somam mais de 10 terabytes de dados. Foram apreendidos celulares, computadores e dispositivos de armazenamento, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão e quebras de sigilo.

“Se criou a ideia de que sem os corpos não há prova, mas temos um conjunto robusto que aponta para a materialidade dos crimes, que pode ser demonstrada de forma indireta”, afirmou o delegado Anderson Spier.

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Policial

Justiça torna réu cardiologista investigado por abuso sexual contra pacientes em Taquara

Redação

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Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu, na quinta-feira, 17, o cardiologista Daniel Pereira Kollet, investigado por suspeita de crimes sexuais contra pacientes em Taquara.

A decisão é do juiz Rafael Silveira Peixoto, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Taquara, e tem como base a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Com isso, o médico passa a responder formalmente ao processo.

Segundo o MP, Kollet é acusado de estupro de vulnerável. A Promotoria sustenta que as vítimas estavam em situação de vulnerabilidade circunstancial, devido à relação de confiança estabelecida entre médico e paciente durante os atendimentos.

De acordo com a denúncia, assinada pela promotora Silvia Inês Miron Jappe, os supostos abusos ocorreram durante consultas em consultório particular, quando as pacientes precisavam permanecer parcialmente despidas para a realização de exames cardiológicos. O Ministério Público afirma que o médico teria se aproveitado da condição profissional e da fragilidade das vítimas no contexto do atendimento.

O órgão também pediu à Justiça a condenação do réu ao pagamento de indenização às pacientes.

Na esfera policial, Daniel Pereira Kollet foi indiciado por violência sexual mediante fraude. Conforme o delegado Valeriano Garcia Neto, três inquéritos já foram concluídos e encaminhados ao Judiciário.

O número de possíveis vítimas que registraram ocorrência chega a 44, conforme atualização de quinta-feira , 17. Outras 20 mulheres também procuraram a polícia e avaliam formalizar denúncia.

A defesa do médico, representada pelo advogado Ademir Campana, não se manifestou ainda.

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Policial

Corpo de corretora morta em Florianópolis é liberado após um mês e será sepultado neste sábado em Canoas

Redação

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Foto: Redes Sociais

O corpo da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi liberado para sepultamento mais de um mês após o crime que chocou o país. O velório está marcado para este sábado, 18, em Canoas.

A liberação ocorreu após a conclusão de exames realizados pela Polícia Científica de Santa Catarina, que confirmou por meio de DNA a identidade da vítima. O corpo havia sido encontrado em um córrego no município de Major Gercino, no dia 11 de março.

Segundo familiares, a espera foi marcada por angústia até a confirmação oficial. Nas redes sociais, parentes manifestaram alívio com a possibilidade de realizar o sepultamento e reforçaram o pedido por justiça.

De acordo com a Polícia Científica, o tempo até a liberação foi necessário para a análise genética, procedimento que busca garantir a identificação correta e preservar a dignidade da vítima e de seus familiares.

Natural de Alegrete, Luciani foi criada em Canoas. Ela deixa a mãe e irmãos. O pai morreu há cerca de 20 anos, também vítima de latrocínio.

Investigação

Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, sendo um homem de 27 anos e duas mulheres, de 47 e 30 anos. Eles moravam no mesmo conjunto residencial que a vítima, em Florianópolis. Os nomes não foram divulgados.

Conforme o delegado Anselmo Cruz, responsável pelo caso, o corpo foi inicialmente avistado por moradores no dia 9 de março e retirado dois dias depois pelas autoridades.

A principal linha de investigação aponta que o crime tenha sido motivado por interesse financeiro. A polícia identificou compras realizadas em nome da vítima após o desaparecimento, incluindo eletrônicos e artigos esportivos.

A dinâmica e a causa da morte ainda não foram totalmente esclarecidas pelas autoridades.

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