Geral
Mesmo com chuvas frequentes, cidade não registra alagamentos

Nas últimas semanas choveu muito em Canoas e chamou a atenção de moradores de diversos pontos da cidade que os alagamentos, uma realidade que era comum até poucos anos atrás, não surgiram em bairros onde eles costumavam ser frequentes. A cidade já enfrentou problemas históricos, como os maiores alagamentos de 1963 e 2013, além de diversos outros que ocorriam anualmente. Em decorrência dessa mudança de panorama, o jornal Timoneiro fez um levantamento do que foi feito na cidade nos últimos anos, para que se chegasse na situação atual.
Ações periódicas
De acordo com a Prefeitura de Canoas, a cidade solucionou a questão com ações sistemáticas e a adoção de um modelo contínuo e preventivo de manutenção dos canais de escoamento das águas da chuva. Segundo a administração municipal, esse tipo de trabalho, em alguns casos, não era feito há pelo menos 20 anos. Entre 2017 e 2018 foram investidos R$ 100 milhões em obras e intervenções de combate aos alagamentos.
A administração municipal informou ainda que, a pedido do prefeito Luiz Carlos Busato, já em janeiro de 2017, foi montada uma força-tarefa dentro da Secretaria Municipal de Obras (SMO). A missão foi identificar os principais pontos de alagamento no município. Com os locais mapeados, as equipes das secretarias de Obras e subprefeituras começaram a “atacar” os pontos mais graves de entupimento pluvial. Nesta lista, figuravam regiões mais baixas, historicamente atingidas pelos alagamentos, como Mathias Velho, NIterói, Rio Branco e Guajuviras.
Desde então, foi colocado em prática um planejamento que sistematizou a limpeza das valas e diques, a execução de macro e microdrenagem, a limpeza de bocas de lobo e os hidrojateamentos.
Mais medidas
Além disso, também foi relatada pela administração municipal a realização de uma série de intervenções, que foram cruciais para o fim de alagamentos em diversas áreas da cidade. A construção de canalizações auxiliares na Rua 22 de Abril, na Victor Barreto, no Beco do Molinha e na Fernando Pessoa colaboram para o escoamento em regiões que sofriam com o problema de acúmulo de água.
Outra obra que contribuiu para a melhoria foi a reconstrução do bueiro da travessia do Arroio Guajuviras, na Avenida Antônio Frederico Ozanam. Nesta mesma região, também foi feito o desassoreamento do arroio, no trecho entre Ozanam e os limites da refinaria Alberto Pasqualini. Também foi realizada a ativação da bacia de amortecimento na Avenida Farroupilha, que eliminou um ponto de alagamento nesta própria avenida e na Ozanam. Além disso, outra intervenção importante foi a recuperação do muro de gabião no Arroio Araçá, próximo da Guilherme Schell.
No Mathias Velho, a obra de revestimento do canal da Curitiba é fundamental para que ocorra o escoamento pleno da água da chuva. A obra que constrói o canal revestido da vala está em fase final, e corresponde aos 1,3 km finais do canal.
Meio Ambiente
Descarte irregular de medicamentos e materiais veterinários é registrado em Nova Santa Rita

Uma ocorrência de descarte irregular de medicamentos e materiais de uso veterinário foi registrada na noite do último sábado, 12, no Ponto de Entrega Voluntária (PEV) do Loteamento Popular, em Nova Santa Rita.
Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), uma equipe de fiscalização, acompanhada pela Guarda Civil Municipal, encontrou no local uma grande quantidade de agulhas, seringas, frascos e medicamentos de uso veterinário. Os materiais precisam de destinação específica e não devem ser descartados junto aos resíduos comuns.
A ocorrência também foi identificada por meio das câmeras de monitoramento instaladas no PEV. Conforme a prefeitura, as imagens registraram um casal realizando o descarte dos materiais.
O caso será encaminhado à Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação e pela apuração de possíveis responsabilidades.
O prefeito Rodrigo Battistella afirmou que o município pretende adotar medidas contra casos de descarte irregular.
“Não vamos aceitar que espaços públicos sejam utilizados para o descarte irregular de materiais que podem colocar em risco o meio ambiente e a população. A fiscalização está atuando e, quando houver identificação dos responsáveis, o caso será encaminhado aos órgãos competentes para que sejam tomadas as medidas necessárias.”
O secretário municipal de Meio Ambiente, Douglas Varerea, destacou os riscos relacionados ao descarte inadequado desse tipo de material.
“Estamos falando de materiais que podem causar contaminação e oferecer riscos à saúde e ao meio ambiente. Nossa equipe fez o atendimento da ocorrência e, com o apoio das imagens de monitoramento, foi possível reunir informações que serão encaminhadas para investigação.”
O descarte irregular de resíduos pode resultar em sanções e outras medidas previstas na legislação.
Geral
Trabalhadores dos Correios entram em greve por tempo indeterminado em todo o país

Trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve por tempo indeterminado em assembleias realizadas na noite de quinta-feira, 10. Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), sindicatos de diferentes estados aderiram à paralisação.
A greve ocorre após o encerramento das negociações da campanha salarial sem acordo entre a categoria e a empresa. Um dos principais pontos de divergência é o plano de saúde dos funcionários.
De acordo com a Findect, a categoria é contrária às mudanças propostas pela direção dos Correios no benefício. A entidade afirma ainda que foram realizadas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas não houve consenso.
Na Paraíba, o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos informou que, durante a paralisação, apenas serviços administrativos internos estão funcionando. Ainda não há informações consolidadas sobre o funcionamento das unidades em todas as regiões do país.
Crise financeira
A greve ocorre em meio à situação financeira negativa dos Correios. A empresa acumula 15 trimestres consecutivos de prejuízo. No primeiro semestre de 2026, o resultado negativo chegou a R$ 5,6 bilhões.
Apesar do resultado, o prejuízo registrado no segundo trimestre foi menor do que os valores contabilizados no primeiro trimestre de 2026 e no quarto trimestre de 2025.
Os Correios também aguardam um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, previsto para ser recebido até 15 de setembro. A operação deve ser realizada por um consórcio formado por bancos nacionais e estrangeiros.
Entre as instituições envolvidas estão Citibank, J.P. Morgan, Deutsche Bank e Banrisul. No fim de 2025, a empresa havia contratado um empréstimo de R$ 12 bilhões.
Sindicatos que aderiram à greve
A lista divulgada pela Findect inclui sindicatos e entidades de diferentes estados e regiões do país, entre eles:
• Acre
• Alagoas
• Amazonas
• Amapá
• Bahia
• Campinas
• Ceará
• Distrito Federal
• Espírito Santo
• Goiás
• Juiz de Fora
• Minas Gerais
• Mato Grosso
• Rondônia
• Pará
• Paraíba
• Pernambuco
• Piauí
• Paraná
• Rio Grande do Norte
• Roraima
• Ribeirão Preto
• Rio Grande do Sul
• Santa Catarina
• Sergipe
• São José do Rio Preto
• Santa Maria
• Tocantins
• Uberaba
• Vale do Paraíba
• Bauru e região
• Maranhão
• Mato Grosso do Sul
• Rio de Janeiro
• Santos e região
• São Paulo
A adesão e os impactos da paralisação sobre o atendimento ao público e a entrega de encomendas podem variar conforme cada região.
Policial
Polícia Civil prende três suspeitos de vender medicamentos emagrecedores irregulares em Canoas

A Polícia Civil realizou, na manhã desta sexta-feira, 11, uma operação contra um grupo suspeito de comprar medicamentos emagrecedores no Paraguai e revendê-los em cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre. Três mandados de prisão temporária foram cumpridos no bairro Guajuviras, em Canoas.
Os presos são um homem de 34 anos, uma mulher de 26 anos, que formariam um casal, e outro homem, de 31 anos. Segundo a investigação, eles são suspeitos de integrar um grupo responsável pela compra, transporte e comercialização dos produtos. Os nomes dos investigados não foram divulgados.
A operação investiga os crimes de associação criminosa e adulteração de medicamentos.
Medicamentos eram vendidos por até R$ 1,4 mil
De acordo com a Polícia Civil, o grupo comercializava ampolas de um medicamento à base de tirzepatida, princípio ativo também presente no Mounjaro. O produto, de uma marca paraguaia, tem comercialização, importação e uso proibidos no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Os medicamentos eram adquiridos no Paraguai e transportados para o Rio Grande do Sul. Conforme a investigação, em alguns casos, os produtos eram armazenados e transportados sem as condições adequadas de refrigeração.
A divulgação ocorria principalmente por meio de grupos de WhatsApp e do Instagram. Uma ampola era comercializada por aproximadamente R$ 400, enquanto uma caixa com quatro frascos era anunciada por cerca de R$ 1,4 mil.
A Polícia Civil estima que o grupo tenha movimentado mais de R$ 200 mil com a comercialização dos produtos, embora o valor total ainda não tenha sido calculado.
Investigação começou após denúncia
A apuração teve início em maio, após uma denúncia anônima informar à Polícia Civil sobre a existência do grupo.
No final de agosto, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do casal investigado, em Canoas. No imóvel, foram encontradas caixas vazias dos medicamentos.
Também foram apreendidos aparelhos celulares. Segundo a Polícia Civil, a análise do conteúdo dos dispositivos encontrou mensagens, imagens e negociações que indicariam a comercialização dos produtos há pelo menos um ano.
Nas redes sociais, os investigados utilizavam termos como “mom mom” e “queridinho do emagrecimento” para divulgar o produto. Em conversas privadas entre os integrantes, as ampolas eram chamadas de “camisetas”.
Investigação aponta problemas no armazenamento
As conversas analisadas pela polícia também indicaram preocupação dos próprios integrantes do grupo com a temperatura dos medicamentos durante o transporte.
Em uma das mensagens, um dos suspeitos questiona outro após um comprador relatar que teria visto o medicamento sendo retirado do bolso durante uma entrega. O diálogo mostra um dos integrantes alertando que as ampolas não deveriam ser transportadas dessa forma por causa da temperatura do corpo.
Segundo a Polícia Civil, o armazenamento e transporte inadequados podem comprometer a segurança e a qualidade dos medicamentos.
A operação é coordenada pela delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas. Segundo ela, a compra de medicamentos de fornecedores clandestinos representa risco aos consumidores.
“Quem compra esse tipo de produto na internet ou de fornecedores clandestinos está colocando a própria vida em risco”, afirmou a delegada. Segundo Bertoletti, a investigação busca responsabilizar os envolvidos e impedir a comercialização de produtos que possam oferecer riscos à saúde.

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