Política
Pré-candidato a vice-prefeito já foi eleito melhor Chefe de Polícia do Brasil

Com o propósito de possibilitar para Canoas virar a página da velha política e partir para um novo rumo da administração local, com novos propósitos e ideais, o PSDB está com a sua chapa, para concorrer ao executivo, pronta desde janeiro, quando o pré-candidato a prefeito, Felipe Martini, fez o convite ao ex-Chefe de Polícia Emerson Wendt para compor a chapa ao seu lado, na posição de candidato a vice-prefeito. Wendt foi gestor policial e comandou diversas operações que deram resultados positivos para os gaúchos.
Trajetória
O pré-candidato nunca concorreu para nenhum cargo político, mas, tem um currículo vasto dentro da área de gestão pública. Formado em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria, Emerson atualmente é Doutorando em Direito pela Universidade La Salle, autor de dez livros publicados, além de ser professor acadêmico e ter ministrado aulas em diversas faculdades pelo país. Aos 46 anos, o ex-delegado, já foi eleito o melhor gestor de polícia do país por três vezes, e na área da inteligência foi mentor e participou de diversas operações policiais dentro da cidade de Canoas e no Estado, exemplo da Operação Pulso Firme, a qual foi um marco na segurança do Rio Grande do Sul.
“Em 2016, quando assumi como Chefe de Polícia, o Brasil e o estado estavam vivendo o pior momento da criminalidade e foi um grande desafio, pois todos os dias era um fato diferente, procuramos fazer algo centrado e que nunca tinha sido realizado antes na polícia, que era justamente uma investigação voltada ao enfrentamento do crime organizado e tivemos um retorno positivo destas operações”, explica Emerson.
Analisando a Segurança Pública em Canoas
De acordo com o Emerson, a cidade de Canoas sempre teve uma tensão na área da segurança, de alguma maneira ou de outra. “No passado as atenções territoriais, como o projeto ‘Territórios da Paz’, o qual não gosto deste codinome, pois acaba estigmatizando as pessoas que moram neste lugar, mas, dava aos lugares outro enfoque, pois o que chamava a atenção era a guerra e o tráfico. Tivemos depois tensões com entrega de viaturas. Mas, me recordo que em janeiro de 2017 tivemos um número muito grande de homicídios em Canoas e aquilo me preocupou bastante, pois a cidade foi destaque. Fiz uma reunião com diversas autoridades e solicitei que fossem feitas operações integradas, e na semana seguinte já foi realizada a primeira, hoje o número passa de 250, e os números de homicídios baixaram drasticamente”, ressalta.
O pré-candidato ainda expressou a preocupação diante ao que pode vir a acontecer depois que a pandemia passar e tudo voltar à normalidade, pois, com a economia estagnada, o processo de aumentar os crimes na cidade pode vir a ser preocupante.
“Tirar a cidade do modo analógico”
Juntamente com Felipe Martini, um dos intuitos de Emerson é tirar a cidade do modo analógico e transformar em digital, com inovação tecnológica e inteligência, de acordo com os pré-candidatos, esse é o futuro de Canoas. “ Com a minha experiência em inteligência, posso ajudar não somente na área da segurança, mas em todas. Queremos usar a integração tecnológica, pois ela gera muitos efeitos positivos, e auxilia em várias formas e serviços dentro da cidade”, concluiu Emerson.
Política
Lei sancionada por Lula aumenta penas para furto, roubo e golpes virtuais no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou com vetos a lei que aumenta as penas para crimes como furto, roubo, estelionato, receptação e latrocínio. A nova legislação também inclui mudanças em crimes virtuais, como golpes pela internet, fraudes bancárias e furtos de celular e de animais domésticos.
A Lei 15.397, de 2026, foi publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira, 4, e tem origem em projeto do deputado Kim Kataguiri. O texto passou pelo Senado em março e voltou à Câmara antes da sanção presidencial.
Furto
A pena geral para furto sobe de um a quatro anos para um a seis anos de prisão. Se o crime ocorrer durante a noite, a punição pode aumentar pela metade.
A nova lei também aumenta as penas para furtos considerados mais graves, como:
- furto de celulares, computadores, notebooks e tablets;
- veículos levados para outro estado ou para o exterior;
- armas de fogo;
- explosivos;
- animais de produção e animais domésticos;
- fios, cabos e equipamentos de energia, telefonia e internet.
- Nesses casos, a pena pode chegar a dez anos de prisão.
Também houve aumento na punição para golpes virtuais realizados por meio de fraude eletrônica. A pena passa de quatro a oito anos para quatro a dez anos de prisão.
Roubo
A pena base para roubo aumenta de quatro a dez anos para seis a dez anos de prisão.
Quando o crime envolver celulares, computadores, tablets ou arma de fogo, a pena pode ser ampliada.
No caso do latrocínio, que é o roubo seguido de morte da vítima, a pena sobe de 20 a 30 anos para 24 a 30 anos de prisão.
Receptação
A receptação acontece quando uma pessoa compra, vende ou recebe um produto de origem criminosa, como objetos roubados.
Com a nova lei, a pena sobe de um a quatro anos para dois a seis anos de prisão.
Quando envolver animais de produção, carne ou animais domésticos, a punição pode chegar a oito anos.
Fios de telefone e telecomunicações
A lei também aumenta as penas para crimes que interrompam serviços de telefonia, internet e telecomunicações.
A punição passa de detenção de um a três anos para reclusão de dois a quatro anos.
Se o crime ocorrer durante calamidade pública ou envolver destruição de equipamentos de telecomunicação, a pena poderá ser dobrada.
Estelionato e golpes digitais
No crime de estelionato, a nova lei cria a tipificação da chamada “conta laranja”, usada quando uma pessoa empresta a própria conta bancária para movimentação de dinheiro de origem criminosa.
Também passa a existir o crime específico de estelionato por fraude eletrônica, incluindo golpes com clonagem de celulares, computadores e outros dispositivos.
Nestes casos, a pena pode variar de quatro a oito anos de prisão.
Outra mudança permite que o Ministério Público inicie ação penal por estelionato sem depender de autorização da vítima.
Veto presidencial
O presidente Lula vetou o trecho que aumentava a pena para roubo com violência e lesão grave.
Segundo a justificativa do governo, a proposta faria com que a pena mínima desse crime fosse maior do que a prevista para homicídio qualificado.
O veto ainda será analisado pelo Congresso Nacional, que poderá manter ou derrubar a decisão presidencial.
Política
Câmara de Vereadores de Canoas instaura CPI para investigar os serviços da Corsan/Aegea

A Câmara Municipal de Canoas instaurou, durante a sessão ordinária desta terça-feira, 5, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os serviços da Corsan, atualmente sob gestão da Aegea no município.
A criação da comissão ocorre a partir de requerimento protocolado por 18 vereadores, número superior ao mínimo exigido pela Lei Orgânica Municipal. A CPI tem como objetivo apurar denúncias recorrentes apresentadas por moradores, envolvendo cobranças nas contas de água, falhas operacionais e a qualidade dos serviços prestados.
Entre os pontos que serão investigados estão a existência de cobranças consideradas abusivas, erros na leitura de hidrômetros, deficiências no atendimento ao público e a execução de obras nas vias da cidade. Conforme o documento, há registros de intervenções com problemas de qualidade, gerando impactos na mobilidade urbana e na segurança.
A comissão será composta por cinco vereadores, respeitando a proporcionalidade partidária, e terá prazo inicial de 90 dias para a conclusão dos trabalhos, podendo ser prorrogado por igual período. Ao final, o relatório poderá indicar responsabilidades e encaminhamentos a órgãos como Ministério Público, Procon e Tribunal de Contas.
A presidência da CPI ficará sob responsabilidade do vereador Eric Douglas (UNIÃO), enquanto a relatoria será conduzida pelo vereador Juares Hoy (Progressistas).
Para o presidente da CPI, vereador Eric Douglas, a instauração da comissão ocorre após um período de tentativas de diálogo sem retorno efetivo por parte da concessionária.
“A gente vem dialogando há praticamente um ano e não tivemos respostas concretas para a sociedade. São diversos relatos de problemas, como contas irregulares, falhas na medição e obras que deixam a cidade em condições precárias. A CPI surge a partir da união dos vereadores para investigar com seriedade e aprofundar o que está acontecendo”, afirmou.
Assinam o requerimento os vereadores Cris Moraes, Abmael de Oliveira, Eric Douglas, Leandro Moreira, Alexandre Gonçalves, José Carlos Patrício, Juares Hoy, Jonas Dalagna, Larissa Rodrigues, Heider Couto, Dario da Silveira, Aloísio Bamberg, Alexandre Duarte, Daurinei Alt, Eracildo Linck, Jozir Bernardes Prestes, Neuza Rufatto e Rodrigo D’Avila.
A CPI inicia seus trabalhos nos próximos dias, conforme definição de cronograma pela comissão.
Política
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