Sindisaúde-RS se mobiliza para evitar demissões no Gracinha

O Sindisaúde-RS realizou, com mais de 50 trabalhadores canoenses, no final da tarde desta terça-feira, 2, uma mobilização que, segundo o sindicato, pode ter evitado provisoriamente o desligamento em massa, a partir do dia 31 de julho, de cerca de 300 trabalhadores de 32 UBSs, 8 farmácias e 3 UPAs vinculadas à Associação Beneficente de Canoas (ABC), mantenedora do Hospital Nossa Senhora das Graças, e à Associação São Miguel, atual gestora do hospital.

Com a repercussão do assunto na cidade, a Prefeitura de Canoas se manifestou através de nota:

“A Prefeitura de Canoas é solidária com os trabalhadores vinculados ao Hospital Nossa Senhora das Graças que serão desligados de seus postos de trabalho. É importante esclarecer que o encerramento do contrato 64 entre o município e hospital ocorre por determinação da Justiça. O contrato, conforme elaborado em 2013, foi apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como irregular em diversos pontos.

Desta forma, a Prefeitura de Canoas foi obrigada a não renovar o contrato com o Hospital Nossa Senhora das Graças. A atual Administração age dentro da legalidade, cumprindo as decisões e orientações do Judiciário e órgãos fiscalizadores.

Embora o vínculo empregatício dos trabalhadores seja com a empresa, não com o município, a Secretaria Municipal de Saúde busca minimizar os transtornos sociais. Foi oportunizada seleção pública junto à Fundação Municipal de Saúde de Canoas e disponibilizados mecanismos da prefeitura que permitem a recolocação no mercado de trabalho”.

Tentativa de acordo

Nesta sexta-feira, 5, uma nova mediação deve ocorrer no TRT-4, a partir das 8h. O desembargador Ricardo Fraga solicitou à Associação Beneficente de Canoas que traga números sobre quantos funcionários serão mantidos e quanto dinheiro há em caixa para pagamento das rescisórias de quem sair no caso de efetivação da proposta de ampliação do contrato por mais 12 meses.