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25/05/2026
 

Saúde

Reunião no Ministério Público debate alternativas para salvar HNSG

Redação

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Foto: Derli Colomo Júnior

Em reunião realizada na tarde desta terça-feira, 22, no Ministério Público de Canoas deu seguimento às tratativas para evitar o fechamento do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG). No encontro, a Sociedade Sulina Divina Providência apresentou a proposta de trabalho de consultoria e assessoria na gestão do hospital. Um dos pontos destacados foi a necessidade de incremento de repasse de valores por parte do Município ou dos demais Municípios que encaminham pacientes para atendimento no HNSG. O Graças atende pacientes de 83 cidades.

O prefeito Luiz Carlos Busato voltou a ressaltar as diversas tentativas da Prefeitura de Canoas de auxiliar a Associação Beneficente Canoas (ABC) na gestão do hospital, que enfrenta grave crise financeira. Busato também explicou as dificuldades enfrentadas pela prefeitura na gestão da saúde municipal, em função dos atrasos dos repasses do governo do Estado e pelo fato de Canoas ser referência para até 156 cidades, em algumas especialidades médicas.

Atualmente, Canoas realiza em média 80% atendimentos de saúde para moradores de outras cidades e 20% para canoenses, em função das pactuações realizadas no governo anterior. “Canoas vem custeando todo esse sistema de saúde sozinha, desde agosto de 2018, em função do atraso nos repasses do governo do Estado. Precisamos rever o plano operativo firmado com o Estado e a questão de todos esses municípios referenciados. Somos o segundo maior polo de saúde do Rio Grande do Sul”, assinalou o prefeito.

Representantes da Associação Beneficente Canoas (ABC) garantiram que há interesse da entidade em aceitar a prestação de serviços da Sociedade Sulina, inclusive atribuindo a autonomia e independência necessárias, pelo risco concreto de encerramento das atividades em função da grave crise financeira. A ABC também informou ter sido comunicada da possível saída dos médicos anestesistas do hospital a partir do dia 31 de janeiro, em função do atraso no pagamento dos salários. Sem anestesistas, o hospital não pode funcionar.

O promotor da Promotoria de Justiça Cível de Canoas, Rafael Russomano Gonçalves, salientou que, embora o HNSG seja uma entidade privada, atende hoje uma grande proporção de pacientes via SUS, de modo que eventual fechamento da instituição geraria repercussão na saúde pública do Município. O promotor destacou que não se pode descartar a adoção de medidas mais drásticas em relação à gestão do HNSG, inclusive a intervenção pública sob a forma de requisição, medida prevista na legislação.

Próximos passos

A reunião teve como encaminhamento que a Prefeitura de Canoas buscará reunião com a Secretaria Estadual da Saúde (SES), ainda nesta semana, para tratar das condicionantes para o prosseguimento das negociações para a Sociedade Sulina assumir a gestão do HNSG.

Além disso, o Município ficou de informar ao Ministério Público os possíveis impactos na saúde pública de Canoas no caso da suspensão de atendimentos por parte do HNSG.

Participaram da reunião também a promotora da Promotoria de Justiça Cível de Canoas, Sônia Madalena Silveira Bonilla e a promotora da Promotoria de Justiça Criminal de Canoas, Renata Pinto Lucena, além de representantes da Sociedade Sulina Divina Providência e da Associação Beneficente de Canoas.

 

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Saúde

Hospital Universitário de Canoas realiza mutirão com 200 cirurgias de laqueaduras

Redação

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O Hospital Universitário de Canoas realizará, entre os dias 27 e 31 de maio, um mutirão de cirurgias de laqueadura. A ação prevê a realização de 200 procedimentos em cinco dias, com atendimentos em quatro salas cirúrgicas simultaneamente.

Segundo o hospital, a iniciativa deve zerar a fila interna do procedimento na instituição. Além das pacientes cadastradas no HU, também serão abertas vagas para a regulação estadual.

De acordo com dados divulgados pela instituição, em março deste ano 253 mulheres aguardavam pela cirurgia de laqueadura na fila interna do hospital. Atualmente, esse número é de 75 pacientes.

O mutirão será realizado pela Associação Saúde em Movimento (ASM), responsável pela gestão do Hospital Universitário, com apoio da Prefeitura de Canoas, do Grupo Hospitalar Conceição e do programa Agora Tem Especialistas, do Governo Federal.

A superintendente hospitalar da ASM e responsável pelo HU, Tatiani Pacheco, afirmou que muitas pacientes aguardam pelo procedimento há anos.

“Muitas pacientes aguardam anos por esse procedimento e, durante esse período, algumas acabam enfrentando uma nova gestação sem planejamento. Quando ampliamos esse acesso, garantimos mais agilidade no atendimento e reforçamos o direito da mulher de decidir sobre o próprio planejamento familiar e sua saúde”, disse.

Durante o mutirão, serão realizadas 40 cirurgias por dia. As pacientes começarão a ser contatadas ainda nesta semana pelos canais oficiais do hospital para consultas e exames pré-operatórios.

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Saúde

Canoas terá Dia D de atendimentos oftalmológicos para reduzir fila de espera

Redação

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A rede municipal de saúde de Canoas ampliou os atendimentos em oftalmologia para reduzir a fila de espera por consultas, exames e cirurgias. Desde abril, a Clínica São Pietro retomou os atendimentos no município e passou a realizar mutirões voltados a pacientes encaminhados pela rede pública.

Neste mês, a oferta foi ampliada para cerca de 2,5 mil consultas oftalmológicas, mais de 5 mil exames e procedimentos cirúrgicos necessários aos pacientes atendidos pelo SUS.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, a medida busca atender à demanda acumulada nos últimos anos.

O primeiro mutirão em maior escala está marcado para 30 de maio, a partir das 7h, na Clínica São Pietro. A previsão é de mais de 300 atendimentos ao longo do dia.

Os agendamentos já estão sendo realizados. A orientação da Secretaria é para que os moradores mantenham os dados atualizados nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e acompanhem contatos feitos por telefone e mensagens. Agentes comunitários também fazem busca ativa de pacientes não localizados.

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Saúde

RS recebe 81 mil doses de vacina contra covid-19 e amplia distribuição contra gripe

Redação

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O Rio Grande do Sul recebeu na terça-feira, 19, um novo lote de vacinas contra a covid-19 enviado pelo Ministério da Saúde (MS). A remessa inclui 81 mil doses, sendo 24 mil destinadas a crianças e 57 mil para jovens e adultos. Os imunizantes serão armazenados na Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadi-RS), ligada à Secretaria Estadual da Saúde (SES), e repassados aos municípios conforme a necessidade de recomposição de estoques.

Também nesta semana começou a distribuição de mais 340 mil doses da vacina contra a influenza. Segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES), o Estado já recebeu cerca de 2,2 milhões de doses contra a gripe em 2026. A previsão é de que o total alcance 5,2 milhões até o fim de maio, volume destinado aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde (MS).

Os vírus respiratórios costumam ter maior circulação durante o outono e o inverno no Rio Grande do Sul. Entre eles estão o vírus influenza, o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite em bebês, e o Sars-CoV-2, responsável pela covid-19.

Dados do painel de hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apontam que o Estado registrou 3.808 internações em 2026 relacionadas a vírus respiratórios. Desse total, 656 ocorreram por influenza e 313 por covid-19. Crianças de até quatro anos representam 32,8% das internações, enquanto pessoas com 60 anos ou mais correspondem a 42,1% dos casos.

No mesmo período, foram contabilizados 254 óbitos por SRAG. Entre eles, 56 foram atribuídos à covid-19 e 47 à influenza. Segundo os dados da SES, 78% das mortes ocorreram entre idosos com mais de 60 anos.

A vacinação contra a gripe segue abaixo da meta estabelecida pelas autoridades de saúde. Até segunda-feira (18), haviam sido aplicadas 1.866.283 doses no Estado, o que representa cobertura média de 38,6% entre os grupos prioritários.

Entre os públicos com maior adesão estão:

idosos: 1.030.038 doses aplicadas, com cobertura de 43,3%;

gestantes: 34.088 doses, com cobertura de 40,6%;

crianças de seis meses a menores de seis anos: 144.001 doses, com cobertura de 21,7%.

Também fazem parte do público prioritário pessoas com doenças crônicas, profissionais da saúde, professores, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, população privada de liberdade e profissionais das forças de segurança.

A vacinação contra a covid-19 permanece indicada para idosos, gestantes, crianças pequenas, pessoas imunocomprometidas e grupos considerados mais vulneráveis. A orientação da Secretaria Estadual da Saúde (SES) e do Ministério da Saúde (MS) é para que a população procure as unidades básicas de saúde (UBSs) para verificar a situação vacinal.

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