Educação
Governo lançará nova edição do Professor do Amanhã com 500 vagas em cursos de licenciatura

Na educação, o propósito do governo é assegurar o futuro do aluno, do professor e da sociedade. Por isso, o programa estadual Professor do Amanhã terá uma nova edição, cujo edital deve ser lançado nas próximas semanas. Serão até 500 bolsas integrais para cursos de licenciatura no Rio Grande do Sul.
Com um investimento previsto de R$ 19,2 milhões até 2026, a iniciativa do governo gaúcho destinará vagas para formação em Matemática, Língua Portuguesa, Geografia e História, oferecidas por instituições comunitárias de Ensino Superior.
O Professor do Amanhã é coordenado pelo Gabinete do Vice-Governador e executado pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict). As áreas prioritárias foram definidas em parceria com a Secretaria da Educação (Seduc).
O vice-governador Gabriel Souza ressalta que a iniciativa abrange não apenas o financiamento do curso em uma universidade comunitária, mas também a concessão de uma bolsa mensal aos estudantes.
“O Professor do Amanhã é uma política pública do governo do Estado destinada a atrair novos talentos para a carreira do magistério e incentivá-los nessa profissão tão importante para a educação do presente e do futuro. Um programa para combater o déficit de professores, contribuir com as instituições de Ensino Superior e apoiar os jovens na construção de suas trajetórias profissionais”, explica.
“A procura pelas bolsas da primeira edição do Professor do Amanhã superou as expectativas. Foram mais de 4 mil inscritos para mil vagas. Isso nos mostrou que existe, sim, uma demanda pela carreira de professor. O que falta, muitas vezes, são condições adequadas, e as bolsas de estudos ajudam nesse sentido”, salienta a titular da Sict, Simone Stülp. “Agora, queremos ampliar o programa, visando dar maior suporte para a rede gaúcha de educação básica.”
Assim como na primeira edição, cada estudante receberá uma bolsa mensal de R$ 800, que será disponibilizada por meio do Cartão Cidadão. Além disso, será repassado à instituição de ensino o valor mensal correspondente à taxa acadêmica, também de R$ 800 por vaga.
A primeira edição do Professor do Amanhã ofereceu mil bolsas em 34 cursos de licenciatura nas áreas de Letras, Matemática, Biologia, História e Geografia. As aulas começaram no primeiro semestre deste ano em 11 instituições do Estado.
A estudante Ingryd da Rosa garantiu uma vaga no curso de Letras – Português na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Segundo ela, o programa valoriza o esforço e o estudo dos alunos, o que tem sido muito gratificante.
“Em 2019, busquei cursos na área da educação e finalmente consegui uma vaga pelo ProUni, também na Unisinos, mas em Pedagogia EAD. Acabei me apaixonando pelo curso e concluí no segundo semestre de 2023, sem nunca ter esquecido o sonho de cursar Letras”, conta Ingryd.
“Nos eventos pré-formatura, fiquei sabendo do programa Professor do Amanhã e senti reacender o chamado, então me inscrevi. Sempre soube que só chegaria à universidade por meio de políticas públicas de educação.”
Já atuando em escolas da rede pública, ela afirma perceber a urgência na valorização da profissão e no incentivo à formação docente, em especial neste momento de escassez de professores:
“O programa dá a oportunidade de acesso a universidades sérias, com formações de excelência, que vão gerar profissionais preparados e apaixonados pela docência”, complementa.
Para Uarlley Santos, fazer uma graduação em uma universidade que é referência na região dos Vales, com a mensalidade 100% gratuita, era uma oportunidade única. Hoje, ele cursa licenciatura em Letras – Português e Inglês na Universidade do Vale do Taquari (Univates).
“O programa tornou o sonho da graduação mais palpável. Só tenho experiências positivas: são ótimos professores e uma ótima infraestrutura na universidade. Recebemos uma bolsa de estudos que proporciona um pouco mais de segurança financeira. Inclusive, isso foi um grande facilitador para que eu pudesse me dedicar mais à graduação”, relata.
O estudante destaca, ainda, a importância do Professor do Amanhã para a comunidade.
“Conhecemos a realidade da carreira docente: a carência de profissionais, a falta de condições para desenvolver as aulas, a desvalorização da profissão. Diante disso, surge o programa, que proporciona oportunidade de desenvolvimento para a população e cria uma segurança de que as nossas escolas não vão ficar sem professores”, avalia Uarlley.
Sobre o Professor do Amanhã
Instituído pela Lei nº 16.001, de 4 de outubro de 2023, o programa Professor do Amanhã tem como objetivo formar docentes em cursos de licenciatura para atuarem em áreas estratégicas visando ao fortalecimento da educação básica do Rio Grande do Sul.
Os cursos devem ocorrer na modalidade presencial, com carga mínima de 3.200 horas. Os currículos devem atender às chamadas competências para o século 21 (divididas em três grupos: cognitivo, intrapessoal e interpessoal) e às práticas de letramento racial e social. Os cursos devem prever, ainda, aproximações com ambientes de inovação.
Os alunos devem se comprometer a realizar prática de ensino de, no mínimo, 300 horas na rede pública estadual e, após a conclusão do curso, atividades docentes de, no mínimo, 1.920 horas também na rede pública estadual. Após a conclusão do curso, serão automaticamente inscritos no Cadastro de Contratações Temporárias.
O Professor do Amanhã é coordenado por um Conselho Gestor, presidido pelo vice-governador do Estado e integrado pelos titulares das pastas da Educação; de Inovação, Ciência e Tecnologia; da Casa Civil; de Planejamento, Governança e Gestão; e da Fazenda.
Educação
Professores da rede municipal de Canoas mantêm greve após rejeitarem nova proposta

Os professores da rede municipal de Canoas decidiram manter a greve durante assembleia realizada na segunda-feira, 11, na sede social da ASMC.
A categoria rejeitou a nova proposta apresentada pela Prefeitura e, neste momento, o comando de greve discute os próximos passos do movimento.
Educação
Patrícia Alba (MDB) se coloca à disposição para intermediar diálogo entre Prefeitura de Canoas e professores

A presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, Patrícia Alba, afirmou nesta semana que está à disposição para auxiliar na retomada do diálogo entre a Prefeitura de Canoas e os professores da rede municipal, que estão em greve há três semanas.
Segundo a parlamentar, a administração municipal precisa ouvir as reivindicações da categoria.
“Nada mais básico do que ouvir a categoria. A recusa não pode ser aceita”, declarou. Ela também defendeu o cumprimento do piso nacional do magistério e melhorias no atendimento aos alunos de inclusão.
“Educação tem que ser prioridade na prática. A lei é muito bonita, mas é preciso dar condições para que o ensino e a aprendizagem tenham resultados”, afirmou a deputada.
Entre as reivindicações dos professores estão a reposição salarial, aumento real de 10%, revisão do plano de carreira e o cumprimento da Lei 15.326/2026. A legislação inclui professores da Educação Infantil na carreira do magistério, garantindo pagamento do piso nacional e aposentadoria especial.
A diretora do Sindicato dos Professores de Canoas, Katielle Felise, afirmou que o governo municipal não estaria mantendo diálogo com a categoria. Segundo ela, a proposta inicial apresentada pela Prefeitura previa reposição salarial de 4,22% parcelada em 12 vezes. Ainda de acordo com a sindicalista, a Câmara de Vereadores aprovou posteriormente o parcelamento do índice em seis parcelas durante sessão extraordinária.
Educação
Prefeitura de Canoas projeta aulas da rede municipal até janeiro de 2027 por conta da greve

Na teça-feira, 5, a Prefeitura de Canoas publicou uma nota em que se diz preocupada com o cenário que se desenha com a manutenção da greve dos professores da rede municipal, que iniciou com paralisação no dia 14 de abril.
No texto, o Executivo cita que, com a continuidade do movimento até 5 de maio, a conta da reposição já chega a 13 dias letivos, o que exigirá medidas de recuperação das aulas para o cumprimento dos 200 dias obrigatórios por lei.
Ainda que, para garantir o ano letivo de 2026, a proposta de reposição deve impactar diretamente os períodos de descanso e a projeção prevê a redução do recesso de julho para apenas dois dias e o avanço das aulas até o dia 12 de janeiro de 2027.
Por fim, a nota diz que “apesar dos avanços propostos pela Prefeitura, que afirma ter atingido seu limite financeiro para atender às reivindicações, o impasse segue penalizando direta e indiretamente 30 mil alunos que, além do prejuízo pedagógico, verão suas férias drasticamente encurtadas”.

Clima7 dias atrásFrente fria avança sobre o RS e provoca alerta para temporais nesta quinta-feira, 7, e sexta-feira, 8

Política1 semana atrásPartido Missão lança Aroldo Medina como pré-candidato ao Senado no Rio Grande do Sul

Saúde6 dias atrásRio Grande do Sul recebe 404 mil novas doses da vacina contra a gripe e reforça campanha de imunização

Policial1 semana atrásAdolescente morto em assalto na estação Fátima é sepultado em Canoas

Saúde7 dias atrásAnvisa determina recolhimento de produtos das linhas Ypê e Tixan após falhas na fabricação

Política6 dias atrásLei sancionada por Lula aumenta penas para furto, roubo e golpes virtuais no Brasil

Saúde6 dias atrásCanoas realiza pré-conferências regionais para discutir prioridades da saúde pública

Educação1 semana atrásEncceja 2026 abre inscrições nesta segunda-feira, 4, para certificação do ensino fundamental e médio































































