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23/06/2024
 

ENCHENTE RS

Programa oferece apoio psiquiátrico aos agentes da Segurança Pública no RS

Redação

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Programa oferece apoio psiquiátrico aos agentes da Segurança Pública no RS

Na última semana, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), em parceria com a Associação de Psiquiatria do RS (APRS), criou um programa de apoio à saúde mental de bombeiros, policiais civis e militares, envolvidos nos resgates de pessoas atingidas pelas cheias históricas que assolaram o Estado, além de atividades habituais relacionadas à segurança pública de nosso estado.

Atendimentos presenciais e a distância

Ao Sindicato cabe cadastrar psiquiatras e alocar profissionais nos locais de apoio aos agentes. Os atendimentos são presenciais para profissionais que estão em Porto Alegre, e por teleatendimento para os outros municípios do Estado.

Policiais Civis e Bombeiros podem participar da atividade na sede do Corpo de Bombeiros Militar do RS, localizada na Rua Silva Só, 300, em Porto Alegre. Já o atendimento presencial para brigadianos ainda está em fase de definição de local. Para os agentes de outras cidades será disponibilizada ajuda via teleatendimento, na plataforma ShortMed.

Para o vice-presidente do Simers, Fernando Uberti, que é médico psiquiatra, garantir a saúde mental de agentes envolvidos nos resgates é assegurar que continuem salvando vidas.

“Por tudo o que estão presenciando, as dificuldades, e, principalmente, o grande trabalho de resgate, entendemos que é fundamental que recebam este apoio psiquiátrico, no sentido de identificarmos riscos e intervirmos precocemente, em benefício desses profissionais que tem atuado de forme incansável”, enfatiza.

O diretor do Departamento de Saúde da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, Coronel Régis Reche, afirma que a parceria vai ser essencial para ajudar os profissionais que estão atuando na linha de frente da tragédia.

“Essa parceria vai colaborar muito para que a gente possa atuar de uma forma realmente efetiva, nessa calamidade pública que estamos passando no Estado”, destacou.

Para a coordenadora do Serviço Biopsicossocial do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, a capitã Bárbara Siteneski, as intervenções possuem o objetivo de cuidar e prevenir agravos futuros na saúde mental dos militares que estão cumprindo sua missão, sem medir esforços.

“Em uma situação estressora como a que vivemos, é comum sentimentos de angústia, cansaço, falta da família, dificuldades para dormir, culpa ao descansar, entre outros, por isso, a importância do cuidado com os bombeiros militares que estão na linha de frente ajudando as pessoas”, explicou.

Números

Até o momento, 82.666 pessoas e 12.358 animais foram resgatados, e mais de 27 mil agentes estiveram envolvidos na missão de salvar vidas. O desastre natural que atingiu o Estado no início do mês de maio, atingiu mais de 2 milhões de gaúchos e colocou em abrigos 76.188 pessoas, afetando ao menos 463 municípios do Estado.

ENCHENTE RS

Chinês criador das cidades-esponja diz que Brasil pode ser referência

Redação

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No momento em que ainda se acompanham consequências causadas pelos temporais de abril e maio no Rio Grande do Sul, o Brasil recebeu a visita do arquiteto e paisagista chinês Kongjian Yu, criador do conceito cidade-esponja, que se utiliza da própria natureza para melhor resistir à ocorrência crescente de tempestades.

“Espero que o Brasil possa ser referência sobre como devemos construir o mundo”, disse o professor da Universidade de Pequim, que veio ao país a convite do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ele participou, na última terça-feira, 18, de um seminário na sede do banco, no Rio de Janeiro, sobre experiências nacionais e internacionais na reconstrução de cidades devastadas por tragédias ambientais.

O encontro foi motivado pela calamidade que atingiu o Rio Grande do Sul, classificada pelo governador gaúcho, Eduardo Leite, como o “maior desastre climático do Brasil” em termos de extensão territorial e impacto econômico. Mais de 170 mortes foram confirmadas.

Kongjian Yu ressaltou que ficou impressionado com a ênfase que o BNDES tem dado a assuntos relacionados à busca de um futuro mais verde. “Eu nunca tinha ouvido uma instituição financeira falar tanto sobre mudanças climáticas, soluções verdes e determinação para o Brasil virar referência na construção de um futuro sustentável”, disse.

“Estou orgulhoso de estar aqui para compartilhar a minha experiência de como o planeta pode ser sustentável”, completou.

Origem camponesa

Yu contou que começou a pensar no conceito de cidade-esponja ao perceber que o vilarejo em que ele morava, em Zhejiang, província no leste da China, estava sendo recorrentemente afetada por inundações.

Segundo o professor, os problemas se agravaram à medida em que avançava o que ele chama de “infraestrutura cinza”, a presença crescente de concreto nas cidades, canalizando rios e impermeabilizando grandes áreas.

Dessa forma, ele colocou em prática projetos de paisagismo que privilegiam a própria natureza para lidar com enchentes, priorizando grandes áreas alagáveis e presença de vegetação nativa. Assim, partes de cidades se tornam uma espécie de esponja, com capacidade de receberem inundação e dar “tempo” para o escoamento da água, diminuindo danos a áreas habitadas.

“A enchente passa a não ser uma inimiga, resume.

O sucesso do projeto de Yu fez com que o paisagismo cidades-esponja fosse usado em maior escala em mais de 250 cidades chinesas e replicado também fora do país.

Em 2023, o pioneirismo e alcance do conceito renderam a Yu o Prêmio Internacional de Arquitetura Paisagística Cornelia Hahn Oberlander.

O conceito desenvolvido por Yu não se limita a criar áreas cuja única finalidade é ser um espaço alagável. Ele trabalha com a harmonização entre construções e natureza. Os exemplos mais recorrentes são parques que, durante estações de seca, são frequentados pelas pessoas. Muitos são um emaranhado de trilhas e passarelas cercadas por pequenos lagos e muito verde. “Seguros e bonitos”, descreve.

Yu atribui esse conhecimento de lidar com o ambiente sem intervenções drásticas – construção de muros de contenção e canalização de rios – à sabedoria de antepassados.

“Não é nada novo para aqueles que viviam há milhares de anos em regiões de monções”, disse, se referindo à temporada de ventos que causam tempestades no sudeste asiático.

O encontro foi motivado pela calamidade que atingiu o Rio Grande do Sul, classificada pelo governador gaúcho, Eduardo Leite, como o “maior desastre climático do Brasil” em termos de extensão territorial e impacto econômico. Mais de 170 mortes foram confirmadas.

Kongjian Yu ressaltou que ficou impressionado com a ênfase que o BNDES tem dado a assuntos relacionados à busca de um futuro mais verde. “Eu nunca tinha ouvido uma instituição financeira falar tanto sobre mudanças climáticas, soluções verdes e determinação para o Brasil virar referência na construção de um futuro sustentável”, disse.

“Estou orgulhoso de estar aqui para compartilhar a minha experiência de como o planeta pode ser sustentável”, completou.

Contra infraestrutura cinza

Kongjian Yu é crítico da infraestrutura cinza.

“Gastamos bilhões de dólares canalizando rios, construindo represas, diques, tentando evitar que cidades e aldeias sejam inundadas”.

Segundo o arquiteto, essas intervenções devem ser consideradas para resolver questões imediatas no curto prazo apenas. “Não existe represa segura sempre, o que aumenta o perigo potencial de inundações”, declarou.

“Espero que o Brasil possa aprender com isso. Aprender com o que deu errado na China”, adverte, se referindo ao uso crescente de intervenções da engenharia.

Ele cita ainda que a produção de cimento é um emissor de gases do efeito estufa. Assim, diminuir a presença da infraestrutura cinza contribui diretamente para a redução do nível de poluentes liberados para a atmosfera.

O paisagista chinês defende que o conceito de cidade-esponja é uma solução sistemática para uma trajetória de resiliência, uma filosofia oposta à infraestrutura cinza, e que consiste em reter a água onde ela cai “Essa é a ideia do planeta esponja”, assinala.

O professor da Universidade de Pequim explica que parte do aumento do nível do mar – fenômeno que ameaça ilhas e países costeiros – se dá por causa do escoamento de água pluvial e, segundo Yu, caso essa água fique armazenada na região em que acontecem as chuvas, poderia ser absorvida na mesma área, diminuindo o volume levado para os oceanos.

Brasil

Yu enalteceu a biodiversidade brasileira e mostrou-se entusiasmado com o papel que o Brasil pode exercer no planeta. “Vocês são uma esperança, são um país muito jovem ainda”.

Apesar do otimismo, ele criticou a forma em que a agricultura é cultivada. “Vejo quilômetros e quilômetros de soja. Não há espaço para a água. Vocês podem estar usando técnicas erradas. Uma pequena e simples solução pode mudar a situação dramaticamente: tornem a terra em uma esponja para captar mais água”, recomendou.

O arquiteto considera que um dos primeiros passos para a elaboração de cidades-esponja é a criação de um plano diretor, em que fique claro “qual espaço ceder para água e onde não construir”.

Ele orienta que as áreas alagáveis sejam preenchidas com florestas, parques e lagos. “A nossa solução é tirar o muro. Deixar a água entrar. A água irriga o parque”.

Os muros de contenção são, na visão do paisagista, uma ameaça. Ele explica que quando acontecem transbordamentos, as superfícies de concreto funcionam como barreiras que impedem a água de retornar para o leito dos rios.

Outro fator negativo é que rios canalizados – geralmente mais retilíneos e com menos curvas que traçados naturais – aumentam a velocidade do fluxo d’água, em vez de retardá-la.

Segundo Yu, é preciso planejamento para que rios canalizados sejam transformados em rios-esponja, com vegetação, pequenas ilhas verdes que absorvam parte da água. “Nós temos que pensar grande”, incentiva.

Ele entende que, em vez de quilômetros e mais quilômetros de muros de contenção, é preferível criar uma “parede belíssima que respira, com vegetação nativa, um corredor verde, bem no meio da cidade”.

Kongjian Yu considera que iniciativas individuais também podem contribuir para que as cidades exerçam melhor a função de esponjas. Ele dá o exemplo de prédios e apartamentos que podem absorver a água da chuva. “É possível coletar e levar para a varanda, irrigando hortas”, detalha.

“Nós precisamos repensar a maneira com que reconstruímos nossas cidades. Buscar uma solução baseada na natureza”, finaliza.

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Canal OtPlay

RESGATE SEM FRONTEIRAS: Humanos e cães ajudam no trabalho humanitário em Canoas desde as enchentes de maio

Redação

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O Grupo O Timoneiro entrevistou, na semana que passou, alguns dos muitos heróis que a cidade de Canoas teve durante a crise climática e social que atravessou boa parte da cidade durante as enchentes do mês de maio.

A entrevista faz parte da série Histórias da Enchente de 24, parte do especial Canoas +85 Anos

O criador e líder da organização Resgate Sem Fronteiras, Benedito Rodrigues Correa, veio de São Paulo para atuar no auxílio humanitário e também pela causa animal, tirando de telhados e terrenos muitos animais que hoje estão no Abrigo Pata Molhada, no bairro Mathias Velho.

Morador de Guarulhos, na Grande São Paulo, há 45 anos, Correa, como é conhecido, é ecologista e ambientalista, e sempre plantou muitas árvores. “Isso tudo tem a ver com o meio ambiente. Estamos prejudicando demais ele. Por isso a importância do plantio de árvores dentro das cidades, assim como a reciclagem”, aponta.

Desde o começo de maio, muitas árvores também foram plantadas em torno do Pata Molhada por conta da atuação de Correa e das equipes que o auxiliam.

No estúdio também estiveram as cachorras Fronteiras e Resgate, que nos últimos anos atuam no projeto que tem mais de quatro décadas de existência com trabalhos em catátrofes em diferentes regiões do Brasil, como as tragédias de Brumadinho e Mariana, em Minas Gerais.

Correa também explicou como funciona o uso dos cães nos trabalhos de resgate. Os animais pegam o cheiro do alvo com o uso de roupas ou outros objetos da pessoa desaparecida, e são colocados na área para procurar. Ao encontrar, algo, as cachorras sentam, deitam ou mesmo cavocam a terra no ponto indicado. “Aí eu só sinalizo para quem da Defesa Civil, dos Bombeiros ou quem estiver de fato no resgate oficial para procurar, com uma vareta ou algo do tipo, e saio de cena”, disse.

O ambientalista acredita que nunca teve tantas tarefas como na recente crise climática no Rio Grande do Sul. Ele e outros membros do grupo foram não apenas a Canoas e Porto Alegre, mas também a cidades como Eldorado do Sul, mas também para o Vale do Taquari, dada a proximidade e oportunidades de resgate nesses locais. “Nem em Brumadinho ou Mariana eu vi a gente ser tão necessário”, comentou.

No RS, Correa também conheceu novos membros para o grupo. “Depois eu volto para São Paulo, mas o trabalho aqui vai continuar”, declarou.

Juntos, cães e humanos continuam o trabalho junto de veterinários e protetores dos animais que atuam em Canoas desde as enchentes.

Correa ainda lembrou de um caminhão de mantimentos que chegou ao Pata Molhada com 50 toneladas de mantimentos, de produtos de higiene a alimentos. Uma caixa, porém, despertou seu interesse.

Eram 50 cartas de crianças do Ensino Fundamental da cidade de Rio das Pedras, interior de São Paulo. Elas vinham com alimentos e doces para as crianças. Num primeiro momento, não era possível destinar essas mensagens às crianças. Em junho, com a passagem das águas, as cartas foram entregues.

“Pedimos para os pais lerem as cartinhas para os filhos. Elas mandaram para a gente vídeos agradecendo e mandando mensagens para as crianças que enviaram tudo aquilo. Isso é muito puro. Me dá esperança que o ser humano tem ainda muita capacidade para fazer o bem”, afirmou.

Confira a entrevista completa também pelo YouTube da OTPlayTV:

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Enchente 2024 Canoas

Projeto realiza mutirão de assistência jurídica gratuita para demandas relacionadas à enchente  em Canoas

Redação

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Projeto realiza mutirão de assistência jurídica gratuita para demandas relacionadas à enchente  em Canoas

Alunos, professores e egressos do curso de Direito da UniRitter realizam mutirão de orientação jurídica para atender gratuitamente vítimas da enchente em Canoas.

A equipe de voluntários do Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) da UniRitter estará realizando atendimentos para sanar dúvidas e identificar as necessidades jurídicas específicas que envolvem as pessoas atingidas pela pior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul.

A ação acontece no sábado, 22, nos turnos da manhã (das 9h às 12h) e da tarde (das 13h às 16h), no campus Canoas da instituição de ensino (R. Santos Dumont, 888 – Niterói, Canoas).

Projeto UneDireitos

O mutirão faz parte do projeto UneDireitos, que busca ampliar atendimentos jurídicos à população mais impactada pela enchente. Por isso, a iniciativa realizará a primeira ação em Canoas, uma das cidades gravemente atingidas pela inundação.

“O objetivo da comunidade acadêmica da UniRitter é integrar o curso de Direito nas ações pela reconstrução solidária do Rio Grande do Sul, atentos ao futuro depois da tragédia”, explica a professora Karina Fernandes, uma das coordenadoras do projeto.

Mais do que um plantão de escuta e de assistência à comunidade, os atendimentos do UneDireitos visam conectar as pessoas ao meio jurídico e estudantes, possibilitando orientações adequadas e individualizadas.

“A expectativa é acolher as demandas diversas que possam ser trazidas em relação aos direitos que eles têm como pessoas atingidas pela catástrofe climática e aos direitos relacionados à dignidade na reconstrução de suas vidas”, complementa Karina.

O projeto UneDireitos também tem ações previstas envolvendo outro mutirão de cidadania e uma campanha de arrecadação de livros para estudantes do curso de Direito da UniRitter que tenham perdido seus materiais por causa da enchente.

A outra sessão solidária de assistência jurídica deve ocorrer na Zona Norte de Porto Alegre, uma região que também foi fortemente atingida pela tragédia. A data e local serão confirmados nos próximos dias.

Mutirão de atendimento jurídico gratuito em Canoas

Os interessados em colaborar voluntariamente nos atendimentos à população deverão entrar em contato com o curso de Direito da UniRitter pelo e-mail unedireitos@gmail.com.

Já as pessoas que buscam por assistência não precisam se cadastrar previamente. A equipe de voluntários estará recebendo todos que chegarem precisando de assessoria jurídica no sábado.

A orientação é que sejam levados documentos necessários para consultas, como RG, CPF e CadÚnico.

Cartilha dos Direitos dos Abrigados

Além do mutirão de assistência com orientações individualizadas, o curso de Direito da UniRitter já vem realizando ações solidárias desde maio, quando a instituição de ensino ainda servia de abrigo a vítimas da tragédia.

A Cartilha de Direitos dos Abrigados, elaborada pelos professores Karina Flores e Vinícius Filipin, reúne explicações sobre as sete primeiras políticas públicas anunciadas para auxiliar os atingidos pela enchente e mapeia outras cinco medidas que ainda não haviam sido implementadas.

Por meio das informações do material, os acolhidos no abrigo UniRitter campus FAPA receberam o passo a passo para ter acesso a cada benefício, de acordo com a sua necessidade. É possível ter acesso à versão digital pelo link bit.ly/direitosfapa.

O material está sendo atualizado pelos estudantes do curso e será disponibilizado nas mídias da UniRitter.

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