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23/06/2024
 

ENCHENTE RS

Trajeto do ParkShopping até a Base Aérea terá intervenções de trânsito para início das operações de voos

Redação

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Trajeto do ParkShopping até a Base Aérea terá intervenções de trânsito para início das operações de voos

A Secretaria Municipal de Transportes e Mobilidade (SMTM) de Canoas inicia, nesta quinta-feira (23), as intervenções de fluxo e as sinalizações de trânsito para a logística das linhas de ônibus para os passageiros com destino à Base Aérea de Canoas, da Força Aérea Brasileira (FAB), que passará a funcionar como aeroporto.

O transporte será feito por uma empresa contratada pela Fraport Brasil, com saída do ParkShopping Canoas até o terminal de embarque.

“Serão implementadas, pelas nossas equipes, as sinalizações horizontais e verticais nas ruas que serão utilizadas por essas linhas de ônibus privadas, em especial, aquelas próximas à Base Aérea. Haverá binário envolvendo as ruas Tobias Barreto, Augusto Severo e com a rua Portugal”, afirma o secretário da SMTM, Diego Cigolini.

As alterações acontecem no acesso à Base.

Cigolini participa de uma reunião com representantes da Fraport e de vistoria às instalações do ParkShopping nesta quarta-feira (22). Na ocasião, quatro opções de trajeto devem ser discutidas entre os participantes.

Os voos na pista em Canoas deverão ser feitos por aviões modelo A320 e A321, com capacidade de 150 a 250 passageiros. As viagens acontecerão nos horários de 8h, 10h, 12h, 14h e 16h. O início das operações está previsto para a próxima semana.

Alternativa

Detentora da concessão do Aeroporto Internacional Salgado Filho, a Fraport Brasil já buscava alternativas para operações de voos para o transporte de passageiros, a partir da impossibilidade de utilização da pista e instalações do terminal em Porto Alegre.

Adaptada para receber cargas e ajuda humanitária, além de passageiros, a Base Aérea de Canoas, passou a ser utilizada em meio à catástrofe natural que assolou o Rio Grande do Sul.

Toda a estrutura de check in, raio x e ambiente de espera será concentrada no ParkShopping Canoas. Uma sala de embarque, com capacidade para 150 pessoas sentadas, será disponibilizada.
O percurso do complexo comercial até a pista da Base é de cerca de dez minutos e será efeito por uma empresa contratada pela Fraport.

Venda de bilhetes

Nesta terça-feira, 21, as companhias aéreas, começaram a vender as passagens para a estrutura em solo canoense. As operações, autorizadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), possuem uma previsão inicial de cinco voos diários, entre chegadas e partidas, somando 35 voos semanais e expectativa de transportar cerca de seis mil passageiros.

ENCHENTE RS

Chinês criador das cidades-esponja diz que Brasil pode ser referência

Redação

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No momento em que ainda se acompanham consequências causadas pelos temporais de abril e maio no Rio Grande do Sul, o Brasil recebeu a visita do arquiteto e paisagista chinês Kongjian Yu, criador do conceito cidade-esponja, que se utiliza da própria natureza para melhor resistir à ocorrência crescente de tempestades.

“Espero que o Brasil possa ser referência sobre como devemos construir o mundo”, disse o professor da Universidade de Pequim, que veio ao país a convite do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ele participou, na última terça-feira, 18, de um seminário na sede do banco, no Rio de Janeiro, sobre experiências nacionais e internacionais na reconstrução de cidades devastadas por tragédias ambientais.

O encontro foi motivado pela calamidade que atingiu o Rio Grande do Sul, classificada pelo governador gaúcho, Eduardo Leite, como o “maior desastre climático do Brasil” em termos de extensão territorial e impacto econômico. Mais de 170 mortes foram confirmadas.

Kongjian Yu ressaltou que ficou impressionado com a ênfase que o BNDES tem dado a assuntos relacionados à busca de um futuro mais verde. “Eu nunca tinha ouvido uma instituição financeira falar tanto sobre mudanças climáticas, soluções verdes e determinação para o Brasil virar referência na construção de um futuro sustentável”, disse.

“Estou orgulhoso de estar aqui para compartilhar a minha experiência de como o planeta pode ser sustentável”, completou.

Origem camponesa

Yu contou que começou a pensar no conceito de cidade-esponja ao perceber que o vilarejo em que ele morava, em Zhejiang, província no leste da China, estava sendo recorrentemente afetada por inundações.

Segundo o professor, os problemas se agravaram à medida em que avançava o que ele chama de “infraestrutura cinza”, a presença crescente de concreto nas cidades, canalizando rios e impermeabilizando grandes áreas.

Dessa forma, ele colocou em prática projetos de paisagismo que privilegiam a própria natureza para lidar com enchentes, priorizando grandes áreas alagáveis e presença de vegetação nativa. Assim, partes de cidades se tornam uma espécie de esponja, com capacidade de receberem inundação e dar “tempo” para o escoamento da água, diminuindo danos a áreas habitadas.

“A enchente passa a não ser uma inimiga, resume.

O sucesso do projeto de Yu fez com que o paisagismo cidades-esponja fosse usado em maior escala em mais de 250 cidades chinesas e replicado também fora do país.

Em 2023, o pioneirismo e alcance do conceito renderam a Yu o Prêmio Internacional de Arquitetura Paisagística Cornelia Hahn Oberlander.

O conceito desenvolvido por Yu não se limita a criar áreas cuja única finalidade é ser um espaço alagável. Ele trabalha com a harmonização entre construções e natureza. Os exemplos mais recorrentes são parques que, durante estações de seca, são frequentados pelas pessoas. Muitos são um emaranhado de trilhas e passarelas cercadas por pequenos lagos e muito verde. “Seguros e bonitos”, descreve.

Yu atribui esse conhecimento de lidar com o ambiente sem intervenções drásticas – construção de muros de contenção e canalização de rios – à sabedoria de antepassados.

“Não é nada novo para aqueles que viviam há milhares de anos em regiões de monções”, disse, se referindo à temporada de ventos que causam tempestades no sudeste asiático.

O encontro foi motivado pela calamidade que atingiu o Rio Grande do Sul, classificada pelo governador gaúcho, Eduardo Leite, como o “maior desastre climático do Brasil” em termos de extensão territorial e impacto econômico. Mais de 170 mortes foram confirmadas.

Kongjian Yu ressaltou que ficou impressionado com a ênfase que o BNDES tem dado a assuntos relacionados à busca de um futuro mais verde. “Eu nunca tinha ouvido uma instituição financeira falar tanto sobre mudanças climáticas, soluções verdes e determinação para o Brasil virar referência na construção de um futuro sustentável”, disse.

“Estou orgulhoso de estar aqui para compartilhar a minha experiência de como o planeta pode ser sustentável”, completou.

Contra infraestrutura cinza

Kongjian Yu é crítico da infraestrutura cinza.

“Gastamos bilhões de dólares canalizando rios, construindo represas, diques, tentando evitar que cidades e aldeias sejam inundadas”.

Segundo o arquiteto, essas intervenções devem ser consideradas para resolver questões imediatas no curto prazo apenas. “Não existe represa segura sempre, o que aumenta o perigo potencial de inundações”, declarou.

“Espero que o Brasil possa aprender com isso. Aprender com o que deu errado na China”, adverte, se referindo ao uso crescente de intervenções da engenharia.

Ele cita ainda que a produção de cimento é um emissor de gases do efeito estufa. Assim, diminuir a presença da infraestrutura cinza contribui diretamente para a redução do nível de poluentes liberados para a atmosfera.

O paisagista chinês defende que o conceito de cidade-esponja é uma solução sistemática para uma trajetória de resiliência, uma filosofia oposta à infraestrutura cinza, e que consiste em reter a água onde ela cai “Essa é a ideia do planeta esponja”, assinala.

O professor da Universidade de Pequim explica que parte do aumento do nível do mar – fenômeno que ameaça ilhas e países costeiros – se dá por causa do escoamento de água pluvial e, segundo Yu, caso essa água fique armazenada na região em que acontecem as chuvas, poderia ser absorvida na mesma área, diminuindo o volume levado para os oceanos.

Brasil

Yu enalteceu a biodiversidade brasileira e mostrou-se entusiasmado com o papel que o Brasil pode exercer no planeta. “Vocês são uma esperança, são um país muito jovem ainda”.

Apesar do otimismo, ele criticou a forma em que a agricultura é cultivada. “Vejo quilômetros e quilômetros de soja. Não há espaço para a água. Vocês podem estar usando técnicas erradas. Uma pequena e simples solução pode mudar a situação dramaticamente: tornem a terra em uma esponja para captar mais água”, recomendou.

O arquiteto considera que um dos primeiros passos para a elaboração de cidades-esponja é a criação de um plano diretor, em que fique claro “qual espaço ceder para água e onde não construir”.

Ele orienta que as áreas alagáveis sejam preenchidas com florestas, parques e lagos. “A nossa solução é tirar o muro. Deixar a água entrar. A água irriga o parque”.

Os muros de contenção são, na visão do paisagista, uma ameaça. Ele explica que quando acontecem transbordamentos, as superfícies de concreto funcionam como barreiras que impedem a água de retornar para o leito dos rios.

Outro fator negativo é que rios canalizados – geralmente mais retilíneos e com menos curvas que traçados naturais – aumentam a velocidade do fluxo d’água, em vez de retardá-la.

Segundo Yu, é preciso planejamento para que rios canalizados sejam transformados em rios-esponja, com vegetação, pequenas ilhas verdes que absorvam parte da água. “Nós temos que pensar grande”, incentiva.

Ele entende que, em vez de quilômetros e mais quilômetros de muros de contenção, é preferível criar uma “parede belíssima que respira, com vegetação nativa, um corredor verde, bem no meio da cidade”.

Kongjian Yu considera que iniciativas individuais também podem contribuir para que as cidades exerçam melhor a função de esponjas. Ele dá o exemplo de prédios e apartamentos que podem absorver a água da chuva. “É possível coletar e levar para a varanda, irrigando hortas”, detalha.

“Nós precisamos repensar a maneira com que reconstruímos nossas cidades. Buscar uma solução baseada na natureza”, finaliza.

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Canal OtPlay

RESGATE SEM FRONTEIRAS: Humanos e cães ajudam no trabalho humanitário em Canoas desde as enchentes de maio

Redação

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O Grupo O Timoneiro entrevistou, na semana que passou, alguns dos muitos heróis que a cidade de Canoas teve durante a crise climática e social que atravessou boa parte da cidade durante as enchentes do mês de maio.

A entrevista faz parte da série Histórias da Enchente de 24, parte do especial Canoas +85 Anos

O criador e líder da organização Resgate Sem Fronteiras, Benedito Rodrigues Correa, veio de São Paulo para atuar no auxílio humanitário e também pela causa animal, tirando de telhados e terrenos muitos animais que hoje estão no Abrigo Pata Molhada, no bairro Mathias Velho.

Morador de Guarulhos, na Grande São Paulo, há 45 anos, Correa, como é conhecido, é ecologista e ambientalista, e sempre plantou muitas árvores. “Isso tudo tem a ver com o meio ambiente. Estamos prejudicando demais ele. Por isso a importância do plantio de árvores dentro das cidades, assim como a reciclagem”, aponta.

Desde o começo de maio, muitas árvores também foram plantadas em torno do Pata Molhada por conta da atuação de Correa e das equipes que o auxiliam.

No estúdio também estiveram as cachorras Fronteiras e Resgate, que nos últimos anos atuam no projeto que tem mais de quatro décadas de existência com trabalhos em catátrofes em diferentes regiões do Brasil, como as tragédias de Brumadinho e Mariana, em Minas Gerais.

Correa também explicou como funciona o uso dos cães nos trabalhos de resgate. Os animais pegam o cheiro do alvo com o uso de roupas ou outros objetos da pessoa desaparecida, e são colocados na área para procurar. Ao encontrar, algo, as cachorras sentam, deitam ou mesmo cavocam a terra no ponto indicado. “Aí eu só sinalizo para quem da Defesa Civil, dos Bombeiros ou quem estiver de fato no resgate oficial para procurar, com uma vareta ou algo do tipo, e saio de cena”, disse.

O ambientalista acredita que nunca teve tantas tarefas como na recente crise climática no Rio Grande do Sul. Ele e outros membros do grupo foram não apenas a Canoas e Porto Alegre, mas também a cidades como Eldorado do Sul, mas também para o Vale do Taquari, dada a proximidade e oportunidades de resgate nesses locais. “Nem em Brumadinho ou Mariana eu vi a gente ser tão necessário”, comentou.

No RS, Correa também conheceu novos membros para o grupo. “Depois eu volto para São Paulo, mas o trabalho aqui vai continuar”, declarou.

Juntos, cães e humanos continuam o trabalho junto de veterinários e protetores dos animais que atuam em Canoas desde as enchentes.

Correa ainda lembrou de um caminhão de mantimentos que chegou ao Pata Molhada com 50 toneladas de mantimentos, de produtos de higiene a alimentos. Uma caixa, porém, despertou seu interesse.

Eram 50 cartas de crianças do Ensino Fundamental da cidade de Rio das Pedras, interior de São Paulo. Elas vinham com alimentos e doces para as crianças. Num primeiro momento, não era possível destinar essas mensagens às crianças. Em junho, com a passagem das águas, as cartas foram entregues.

“Pedimos para os pais lerem as cartinhas para os filhos. Elas mandaram para a gente vídeos agradecendo e mandando mensagens para as crianças que enviaram tudo aquilo. Isso é muito puro. Me dá esperança que o ser humano tem ainda muita capacidade para fazer o bem”, afirmou.

Confira a entrevista completa também pelo YouTube da OTPlayTV:

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Enchente 2024 Canoas

Projeto realiza mutirão de assistência jurídica gratuita para demandas relacionadas à enchente  em Canoas

Redação

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Projeto realiza mutirão de assistência jurídica gratuita para demandas relacionadas à enchente  em Canoas

Alunos, professores e egressos do curso de Direito da UniRitter realizam mutirão de orientação jurídica para atender gratuitamente vítimas da enchente em Canoas.

A equipe de voluntários do Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) da UniRitter estará realizando atendimentos para sanar dúvidas e identificar as necessidades jurídicas específicas que envolvem as pessoas atingidas pela pior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul.

A ação acontece no sábado, 22, nos turnos da manhã (das 9h às 12h) e da tarde (das 13h às 16h), no campus Canoas da instituição de ensino (R. Santos Dumont, 888 – Niterói, Canoas).

Projeto UneDireitos

O mutirão faz parte do projeto UneDireitos, que busca ampliar atendimentos jurídicos à população mais impactada pela enchente. Por isso, a iniciativa realizará a primeira ação em Canoas, uma das cidades gravemente atingidas pela inundação.

“O objetivo da comunidade acadêmica da UniRitter é integrar o curso de Direito nas ações pela reconstrução solidária do Rio Grande do Sul, atentos ao futuro depois da tragédia”, explica a professora Karina Fernandes, uma das coordenadoras do projeto.

Mais do que um plantão de escuta e de assistência à comunidade, os atendimentos do UneDireitos visam conectar as pessoas ao meio jurídico e estudantes, possibilitando orientações adequadas e individualizadas.

“A expectativa é acolher as demandas diversas que possam ser trazidas em relação aos direitos que eles têm como pessoas atingidas pela catástrofe climática e aos direitos relacionados à dignidade na reconstrução de suas vidas”, complementa Karina.

O projeto UneDireitos também tem ações previstas envolvendo outro mutirão de cidadania e uma campanha de arrecadação de livros para estudantes do curso de Direito da UniRitter que tenham perdido seus materiais por causa da enchente.

A outra sessão solidária de assistência jurídica deve ocorrer na Zona Norte de Porto Alegre, uma região que também foi fortemente atingida pela tragédia. A data e local serão confirmados nos próximos dias.

Mutirão de atendimento jurídico gratuito em Canoas

Os interessados em colaborar voluntariamente nos atendimentos à população deverão entrar em contato com o curso de Direito da UniRitter pelo e-mail unedireitos@gmail.com.

Já as pessoas que buscam por assistência não precisam se cadastrar previamente. A equipe de voluntários estará recebendo todos que chegarem precisando de assessoria jurídica no sábado.

A orientação é que sejam levados documentos necessários para consultas, como RG, CPF e CadÚnico.

Cartilha dos Direitos dos Abrigados

Além do mutirão de assistência com orientações individualizadas, o curso de Direito da UniRitter já vem realizando ações solidárias desde maio, quando a instituição de ensino ainda servia de abrigo a vítimas da tragédia.

A Cartilha de Direitos dos Abrigados, elaborada pelos professores Karina Flores e Vinícius Filipin, reúne explicações sobre as sete primeiras políticas públicas anunciadas para auxiliar os atingidos pela enchente e mapeia outras cinco medidas que ainda não haviam sido implementadas.

Por meio das informações do material, os acolhidos no abrigo UniRitter campus FAPA receberam o passo a passo para ter acesso a cada benefício, de acordo com a sua necessidade. É possível ter acesso à versão digital pelo link bit.ly/direitosfapa.

O material está sendo atualizado pelos estudantes do curso e será disponibilizado nas mídias da UniRitter.

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