Geral
Ulbra consolida na Expointer o fomento ao setor agropecuário

A Ulbra esteve presente na 46ª edição da Expointer, uma das maiores feiras do agronegócio da América Latina. A comunidade acadêmica debateu temas relevantes para o cenário econômico nacional e internacional do setor, de 26/8 a 3/9.
Os estudantes dos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharias Mecânica e Mecânica Automotiva conheceram na prática as tendências, as novidades e o fomento à tecnologia e ao setor agropecuário.
A Expointer conectou conteúdo, inovação e conhecimento entre a feira, os estudantes e os docentes da Ulbra, destaca Carlos Melke, presidente da Aelbra, mantenedora da Ulbra.
“Nossa universidade não poderia ficar de fora de um evento dessa magnitude, por estar diretamente conectada às questões do agronegócio”, enfatiza Melke.
Segundo ele, esta edição da Expointer foi importante para a aprendizagem transformadora e direcionada ao mercado de trabalho desenvolvida pela Ulbra.
Parcerias com empresas
A participação na Expointer 2023 foi muito interessante para o curso de Medicina Veterinária, conforme o coordenador Jean Soares. Durante a feira foram conduzidas aulas práticas que permitiram aos alunos uma visão mais próxima da realidade da profissão e do agronegócio, relata Soares.
“Além disso, estabelecemos importantes parcerias com empresas e reforçamos as já existentes, visando o desenvolvimento de novos projetos e a criação de oportunidades de estágio prático para nossos estudantes”, acrescenta.
O coordenador do curso de Medicina Veterinária também destaca o Mateando com a Ulbra, que reuniu profissionais para discussões técnicas e aplicadas sobre temas relevantes do agronegócio.
“Devido à procura, é muito provável que esse evento continue crescendo e se aprimorando nas próximas edições da feira”, prevê Soares.
Vivência prática com o agronegócio
A Expointer trouxe um excelente retorno para os cursos de Engenharias da Ulbra. A afirmação é do coordenador dos cursos de Engenharia Mecânica e Engenharia Mecânica Automotiva, José Lesina Cézar.
“Várias oportunidades de parcerias com empresas do setor do agronegócio foram estabelecidas. Nossos alunos, através das aulas ministradas diretamente na Expointer, vivenciaram as modernas tecnologias empregadas nas máquinas e nos equipamentos agrícolas e constataram a importância de aliar a teoria com a prática, uma vez que os projetos do maquinário envolvem os conhecimentos e competências adquiridas nos cursos”, afirma.
Segundo Lesina, a Expointer foi também uma oportunidade para os alunos ampliarem horizontes, pois puderam contatar egressos dos cursos já bem-sucedidos em suas atividades profissionais.
O professor de Engenharia na Ulbra, Eduardo Pedro Eidt, diz que a Expointer está cada vez mais voltada para a eficácia, eficiência e para o alto rendimento, visando inovações para o homem do campo.
“Nesse sentido, a tecnologia e a informação são aliadas do setor, que cada vez precisa estar mais capacitado e atualizado. Esta grande feira do agronegócio possibilita integração, acessibilidade do conhecimento e das novas tecnologias”, acentua Eidt.
“Que a Expointer siga promovendo o desenvolvimento do Rio Grande do Sul e do Brasil, bem como estabelecendo grandes parcerias e negócios”, enfatiza o professor.
Participação integrativa
Em 2023, a participação da Ulbra na Expointer foi muito mais intensa e integrativa, avalia a coordenadora do curso de Agronomia, Elisabete Gabrielli.
“A presença de alunos e professores nas palestras, em aulas práticas, e mesmo na visitação orientada na exposição foi maior e compensadora. Várias ideias já foram levantadas para o próximo ano, incrementando ainda mais nossa participação”, afirma.
Nas rodas de conversa técnica, o Mateando com a Ulbra, Elisabete conta que houve assuntos inovadores e curiosos complementando as atividades já existentes com produtores, expositores e público em geral.
Entre os assuntos discutidos, estavam zootecnia de precisão, agricultura inteligente e bubalinocultura.
Sustentabilidade ambiental
Também no Mateando com a Ulbra, a engenheira agrícola Dra. Gizele Gadotti falou sobre zootecnia de precisão, atividade que trata do manejo da produção animal utilizando tecnologia como forma de reduzir perdas e aumentar o controle sobre o sistema produtivo.
“A ideia é ter acesso a dados e fazer uma modelagem matemática com o objetivo de ter mais rendimento, menos custo e também maior sustentabilidade tanto ambiental quanto do próprio negócio”, destaca Gizele.
Para a coordenadora Elisabete, cada vez mais a informação, ao trazer dados de forma automatizada, faz parte tanto da agricultura quanto da pecuária.
“Isso é uma das necessidades que os nossos alunos têm hoje: usar essas ferramentas se adequando aos produtores. Na prática isso é uma forma de agilizar o nosso processo, conseguir resultados, podendo corrigir eventuais erros e melhorar alguns índices”, conclui.
Policial
Justiça aceita denúncia do MP e torna três réus por mortes e desaparecimento da família Aguiar em Cachoeirinha

A Justiça do Rio Grande do Sul aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus, no início da noite de segunda-feira, 4, três investigados no caso do desaparecimento da família Aguiar, ocorrido há cerca de 100 dias. O principal suspeito é o policial militar Cristiano Domingues Francisco, que responderá por oito crimes.
Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro.
Além de Cristiano, também se tornaram réus a atual esposa dele, Milena Ruppental Domingues, e o irmão, Wagner Domingues Francisco.
As defesas de Cristiano e Milena informaram que ainda não tiveram acesso à íntegra do processo e que irão se manifestar posteriormente. Já a defesa de Wagner afirmou que as acusações divulgadas até o momento são unilaterais e não passaram pelo contraditório, pedindo cautela na formação de conclusões.
Acusações
Cristiano responde por dois feminicídios, referentes às mortes de Silvana e Dalmira, e por um homicídio qualificado, no caso de Isail. Também é acusado de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz. O Ministério Público pediu ainda a perda do cargo público e a suspensão do poder familiar. A acusação por falso testemunho, inicialmente apontada pela Polícia Civil, não foi mantida.
Milena é acusada de participação nos dois feminicídios e no homicídio qualificado, além de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, furto e falso testemunho. Segundo o Ministério Público, ela teria atuado no planejamento dos crimes, na criação de álibis e na manipulação de provas.
Wagner responde por ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa.
Denúncia do Ministério Público
De acordo com o Ministério Público, Cristiano e Milena teriam agido por motivo torpe e mediante emboscada nos crimes contra Silvana e Dalmira. A acusação aponta que Milena não participou diretamente das mortes, mas teve envolvimento intelectual e organizacional.
Os dois também foram denunciados pelo homicídio qualificado de Isail e por furto de bens da residência de Silvana após o desaparecimento.
Ainda conforme o órgão, os três réus teriam atuado juntos na ocultação dos corpos e na alteração de provas para dificultar a investigação, o que fundamenta as acusações de fraude processual e associação criminosa.
Cristiano também responde por falsidade ideológica, por utilizar dados de terceiros na ativação de chips de celular.
Outros desdobramentos
O filho de Cristiano e Silvana está sob acompanhamento do Ministério Público e permanece com a avó paterna.
O Ministério Público recorreu da decisão que negou a prisão de Milena e Wagner. O pedido está em análise no Tribunal de Justiça.
Outros três investigados não foram denunciados por não terem, segundo o Ministério Público, participação direta nos fatos principais. Esses casos poderão ser tratados em processos separados.
Policial
MPRS denuncia policial militar por homicídio, duplo feminicídio e desaparecimento de família Aguiar

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou nesta segunda-feira, 4, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, de 39 anos, por uma série de crimes graves ligados ao desaparecimento da família Aguiar, no fim de janeiro. Entre as acusações estão duplo feminicídio, homicídio qualificado, ocultação de cadáver, falsidade ideológica, fraude processual, furto, associação criminosa e abandono de incapaz.
Cristiano é ex-companheiro de Silvana de Aguiar e ex-genro de Isail Aguiar, de 69 anos, e Dalmira German Aguiar, de 70. Os três seguem desaparecidos.
Segundo o Ministério Público, o crime contra Silvana teria ocorrido de forma premeditada, com emboscada dentro da própria residência. O órgão aponta ainda que a motivação estaria ligada a conflitos envolvendo a guarda do filho do casal e desentendimentos familiares.
O MP também pediu a perda do cargo público do policial e a declaração de incapacidade para exercer o poder familiar. Além disso, solicitou novas diligências sobre a guarda da criança, a atuação funcional do investigado e a quebra de dados bancários e telemáticos dos envolvidos.
Outros denunciados
A atual companheira de Cristiano, Milena Tainá Ruppenthal Domingues, de 28 anos, também foi denunciada. Ela responde por participação nos dois feminicídios e no homicídio qualificado, além de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, furto e falso testemunho. Segundo o MP, ela teria ajudado a montar álibis e manipular provas antes e depois dos crimes.
O irmão do policial, Wagner Domingues Francisco, de 31 anos, foi denunciado por ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa, por suposta participação na tentativa de esconder os corpos e dificultar a investigação.
O promotor Caio Isola de Aro afirmou que a atuação da companheira de Cristiano teria incluído conhecimento técnico para atrapalhar a coleta de provas. Ele destacou ainda a crueldade dos crimes.
Já a subprocuradora-geral Alessandra Bastian da Cunha afirmou que o Ministério Público seguirá atuando, junto com a Polícia Civil, para localizar os corpos das vítimas e dar uma resposta às famílias.
Investigação e indiciamentos
Cristiano está preso desde fevereiro e já havia sido indiciado pela Polícia Civil em abril por duplo homicídio, feminicídio, ocultação de cadáver e outros crimes. A investigação aponta que as três vítimas foram mortas, mas os corpos ainda não foram encontrados. O policial e Silvana têm um filho de nove anos.
De acordo com a Polícia Civil, os crimes foram cometidos de forma planejada e com tentativa de ocultação de provas. O delegado Anderson Spier afirmou que o suspeito teria matado o casal para encobrir o assassinato de Silvana.
A apuração indica que as mortes ocorreram em locais diferentes e em momentos distintos. Um veículo usado na ação também não foi localizado.
Outros investigados
Em relação a outros suspeitos, o Ministério Público decidiu adotar medidas diferentes conforme o grau de envolvimento. As mães do policial e da companheira tiveram parte das acusações arquivadas, mas podem responder por fraude processual em apuração separada.
Já um amigo do casal teve o caso arquivado em parte, com possibilidade de investigação específica por falso testemunho.
Policial
Adolescente morto em assalto na estação Fátima é sepultado em Canoas

Um adolescente de 17 anos, com a identidade não divulgada, estudante do 3º ano do curso técnico em Informática do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), campus de Venâncio Aires, morreu na tarde do último sábado, 2, após ser atacado com um objeto cortante na estação Fátima da Trensurb, em Canoas. O jovem foi sepultado no domingo, 3.
De acordo com a Brigada Militar, outro adolescente, cuja idade não foi informada, é apontado como autor do golpe, que causou ferimentos graves na vítima. O jovem chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
Após o crime, policiais realizaram buscas na região e localizaram o suspeito ainda no mesmo bairro, além do objeto utilizado no ataque.
A Polícia Civil investiga o caso e trabalha com a hipótese de latrocínio, além de apurar as circunstâncias do ocorrido.

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