Geral
Canoas registrou 93% da média histórica de chuva para setembro em apenas dois dias; mas tem trégua até quinta

Durante o período de chuvas intensas, que ocorreu da manhã do último domingo, 3, até a noite de segunda-feira, 4, a Prefeitura de Canoas mobilizou diversas ações para enfrentar a situação.
O Gabinete de Gestão de Risco do Município desenvolveu estratégias para atender às necessidades emergenciais e mitigar os danos.
Chamadas de socorro
Segundo informações da Defesa Civil de Canoas, foram recebidas 39 chamadas de socorro, resultando em 18 ocorrências que exigiram atendimento. Foram distribuídas oito lonas para auxiliar moradores locais que sofreram danos em suas residências.
Além disso, equipes da Defesa Civil direcionaram equipamentos de hidrojateamento para lidar com sete pontos de alagamentos em várias áreas da cidade.
O Corpo de Bombeiros também interveio na remoção de uma árvore caída no bairro Mathias Velho e prestou assistência a uma pessoa em situação de surto no bairro Niterói.
Famílias deslocadas
Devido às chuvas intensas, três famílias do bairro Olaria tiveram que ser realocadas de suas casas em uma área de invasão. Duas delas encontraram abrigo com parentes, enquanto a terceira necessitou do apoio fornecido pela Prefeitura.
O Arroio Brigadeira, que marca o limite entre Canoas e Cachoeirinha, transbordou na segunda-feira, causando inundação em algumas residências da Rua D.
Acumulados de chuva
Quanto aos acumulados de chuva, de acordo com o Escritório de Resiliência Climática de Canoas (Eclima/Defesa Civil), os números atingiram as previsões e até ultrapassaram em algumas regiões.
Durante o período das 7h de domingo até a noite de segunda-feira, o lado leste da cidade registrou os maiores acumulados, com destaque para o bairro São Luís (149,2 mm), Estância Velha (137,6 mm), Mathias Velho (137,2 mm), Marechal Rondon (131,4 mm) e Rio Branco (113,6 mm).
O secretário-chefe do Eclima, Aristeu Ismailow, destacou que Canoas experimentou 93% da média histórica de chuvas para o mês de setembro em apenas dois dias, com uma média mensal de 160 milímetros.
A Defesa Civil está monitorando continuamente as áreas ribeirinhas da cidade, com patrulhas na região da Praia do Paquetá, na Rua da Barca e no Mato Grande. O nível da bacia do Rio dos Sinos está sendo acompanhado em tempo real pelo Escritório de Resiliência Climática.
Abrigo da Prefeitura
Para fornecer assistência, a Prefeitura abriu o ginásio do Centro de Esportes e Lazer São Luís (Rua Eng. Rebouças, 844) na tarde de segunda-feira, oferecendo abrigo às famílias afetadas na região leste da cidade.
Apenas uma família optou por se abrigar lá e recebeu suporte da Assistência Social do município, com um total de dez pessoas assistidas, incluindo três adultos e sete crianças. Essas famílias retornaram às suas casas na terça-feira, 5.
Não foi necessário utilizar os ginásios das escolas Paulo VI (Av. Irineu Carvalho Braga, 2781, Fátima) e Thiago Würth (Av. Rio Grande Do Sul, 4240, Mathias Velho), que foram disponibilizados em caso de necessidade em outras áreas da cidade.
Diversos departamentos e secretarias colaboraram na resposta à situação, com equipes e equipamentos, incluindo caminhões de hidrojateamento e retroescavadeiras, para desobstrução de bocas de lobo e sistemas de drenagem.
As casas de bombas operaram normalmente, com agentes de mobilização do Escritório de Participação disponíveis para prestar suporte.
Trégua
De acordo com a Prefeitura, o cenário muda somente na quinta-feira, 7, feriado da Independência do Brasil, quando o aumento de incidência de nuvens à noite pode resultar no retorno da instabilidade.
Já na sexta-feira, 8, o avanço de uma nova frente sobre o município deve ocasionar a formação de mais chuva e, até mesmo, temporais em pontos isolados.
A metade da semana será marcada por frio mais intenso.
Confira a previsão:
Quinta-feira, 7 – A instabilidade retorna à tarde. Sol pela manhã com chance de pancadas de chuva e temporais isolados a partir do final da tarde. Não se descarta a incidência de raios e chuva forte. Mínima de 14ºC e máxima de 21ºC.
Sexta-feira, 8 – Tempo instável com pancadas de chuva ao longo do dia. Pode chover forte em alguns momentos, com riscos de temporais, vento e raios. Tendência de queda na temperatura. Mínima de 18ºC e máxima de 22ºC.
Policial
Justiça aceita denúncia do MP e torna três réus por mortes e desaparecimento da família Aguiar em Cachoeirinha

A Justiça do Rio Grande do Sul aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus, no início da noite de segunda-feira, 4, três investigados no caso do desaparecimento da família Aguiar, ocorrido há cerca de 100 dias. O principal suspeito é o policial militar Cristiano Domingues Francisco, que responderá por oito crimes.
Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro.
Além de Cristiano, também se tornaram réus a atual esposa dele, Milena Ruppental Domingues, e o irmão, Wagner Domingues Francisco.
As defesas de Cristiano e Milena informaram que ainda não tiveram acesso à íntegra do processo e que irão se manifestar posteriormente. Já a defesa de Wagner afirmou que as acusações divulgadas até o momento são unilaterais e não passaram pelo contraditório, pedindo cautela na formação de conclusões.
Acusações
Cristiano responde por dois feminicídios, referentes às mortes de Silvana e Dalmira, e por um homicídio qualificado, no caso de Isail. Também é acusado de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz. O Ministério Público pediu ainda a perda do cargo público e a suspensão do poder familiar. A acusação por falso testemunho, inicialmente apontada pela Polícia Civil, não foi mantida.
Milena é acusada de participação nos dois feminicídios e no homicídio qualificado, além de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, furto e falso testemunho. Segundo o Ministério Público, ela teria atuado no planejamento dos crimes, na criação de álibis e na manipulação de provas.
Wagner responde por ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa.
Denúncia do Ministério Público
De acordo com o Ministério Público, Cristiano e Milena teriam agido por motivo torpe e mediante emboscada nos crimes contra Silvana e Dalmira. A acusação aponta que Milena não participou diretamente das mortes, mas teve envolvimento intelectual e organizacional.
Os dois também foram denunciados pelo homicídio qualificado de Isail e por furto de bens da residência de Silvana após o desaparecimento.
Ainda conforme o órgão, os três réus teriam atuado juntos na ocultação dos corpos e na alteração de provas para dificultar a investigação, o que fundamenta as acusações de fraude processual e associação criminosa.
Cristiano também responde por falsidade ideológica, por utilizar dados de terceiros na ativação de chips de celular.
Outros desdobramentos
O filho de Cristiano e Silvana está sob acompanhamento do Ministério Público e permanece com a avó paterna.
O Ministério Público recorreu da decisão que negou a prisão de Milena e Wagner. O pedido está em análise no Tribunal de Justiça.
Outros três investigados não foram denunciados por não terem, segundo o Ministério Público, participação direta nos fatos principais. Esses casos poderão ser tratados em processos separados.
Policial
MPRS denuncia policial militar por homicídio, duplo feminicídio e desaparecimento de família Aguiar

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou nesta segunda-feira, 4, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, de 39 anos, por uma série de crimes graves ligados ao desaparecimento da família Aguiar, no fim de janeiro. Entre as acusações estão duplo feminicídio, homicídio qualificado, ocultação de cadáver, falsidade ideológica, fraude processual, furto, associação criminosa e abandono de incapaz.
Cristiano é ex-companheiro de Silvana de Aguiar e ex-genro de Isail Aguiar, de 69 anos, e Dalmira German Aguiar, de 70. Os três seguem desaparecidos.
Segundo o Ministério Público, o crime contra Silvana teria ocorrido de forma premeditada, com emboscada dentro da própria residência. O órgão aponta ainda que a motivação estaria ligada a conflitos envolvendo a guarda do filho do casal e desentendimentos familiares.
O MP também pediu a perda do cargo público do policial e a declaração de incapacidade para exercer o poder familiar. Além disso, solicitou novas diligências sobre a guarda da criança, a atuação funcional do investigado e a quebra de dados bancários e telemáticos dos envolvidos.
Outros denunciados
A atual companheira de Cristiano, Milena Tainá Ruppenthal Domingues, de 28 anos, também foi denunciada. Ela responde por participação nos dois feminicídios e no homicídio qualificado, além de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, furto e falso testemunho. Segundo o MP, ela teria ajudado a montar álibis e manipular provas antes e depois dos crimes.
O irmão do policial, Wagner Domingues Francisco, de 31 anos, foi denunciado por ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa, por suposta participação na tentativa de esconder os corpos e dificultar a investigação.
O promotor Caio Isola de Aro afirmou que a atuação da companheira de Cristiano teria incluído conhecimento técnico para atrapalhar a coleta de provas. Ele destacou ainda a crueldade dos crimes.
Já a subprocuradora-geral Alessandra Bastian da Cunha afirmou que o Ministério Público seguirá atuando, junto com a Polícia Civil, para localizar os corpos das vítimas e dar uma resposta às famílias.
Investigação e indiciamentos
Cristiano está preso desde fevereiro e já havia sido indiciado pela Polícia Civil em abril por duplo homicídio, feminicídio, ocultação de cadáver e outros crimes. A investigação aponta que as três vítimas foram mortas, mas os corpos ainda não foram encontrados. O policial e Silvana têm um filho de nove anos.
De acordo com a Polícia Civil, os crimes foram cometidos de forma planejada e com tentativa de ocultação de provas. O delegado Anderson Spier afirmou que o suspeito teria matado o casal para encobrir o assassinato de Silvana.
A apuração indica que as mortes ocorreram em locais diferentes e em momentos distintos. Um veículo usado na ação também não foi localizado.
Outros investigados
Em relação a outros suspeitos, o Ministério Público decidiu adotar medidas diferentes conforme o grau de envolvimento. As mães do policial e da companheira tiveram parte das acusações arquivadas, mas podem responder por fraude processual em apuração separada.
Já um amigo do casal teve o caso arquivado em parte, com possibilidade de investigação específica por falso testemunho.
Policial
Adolescente morto em assalto na estação Fátima é sepultado em Canoas

Um adolescente de 17 anos, com a identidade não divulgada, estudante do 3º ano do curso técnico em Informática do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), campus de Venâncio Aires, morreu na tarde do último sábado, 2, após ser atacado com um objeto cortante na estação Fátima da Trensurb, em Canoas. O jovem foi sepultado no domingo, 3.
De acordo com a Brigada Militar, outro adolescente, cuja idade não foi informada, é apontado como autor do golpe, que causou ferimentos graves na vítima. O jovem chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
Após o crime, policiais realizaram buscas na região e localizaram o suspeito ainda no mesmo bairro, além do objeto utilizado no ataque.
A Polícia Civil investiga o caso e trabalha com a hipótese de latrocínio, além de apurar as circunstâncias do ocorrido.

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