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20/05/2024
 

Saúde

Simers pede investigação sobre troca de comando do Hospital Universitário

Redação

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O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) enviou um ofício ao Ministério Público estadual a respeito da nova empresa que deve ficar responsável pela operação e execução dos serviços no Hospital Universitário (HU) de Canoas. A carta, entregue pela entidade ao órgão nesta semana, demonstra inquietação sobre os rumos da casa de saúde.

“Estamos preocupados com a falta de informações sobre o processo. Por isso, encaminhamos ofício ao Ministério Público estadual, por meio da Promotoria de Justiça de Canoas, uma vez que já foram identificadas irregularidades em outros estados em que a empresa tanto prestou como onde ainda presta serviços”, explica o vice-presidente do Simers, Fernando Uberti.

No documento, o sindicato solicita ao MP que verifique a contratualização entre a prefeitura e a Associação Saúde em Movimento (ASM), cuja proposta foi a vencedora do edital publicado pelo município no ano passado. “O Simers acredita que é fundamental uma apuração com todo o rigor, para evitar os riscos aos usuários do Sistema Único de Saúde. Isso porque, até o momento, não foi apresentada qualquer indicação de manutenção do quantitativo mínimo de insumos e de pessoal, incluindo o número de médicos, para continuidade ao serviço que é gerido pela própria prefeitura desde maio de 2022”, afirma Uberti.

Com sede na Bahia, a AMS tem em seu histórico uma decisão do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) que, em maio de 2021, aprovou o bloqueio do pagamento da Secretaria de Saúde para a empresa, após identificar inconformidades na execução do contrato para a gestão do Hospital de Campanha da Polícia Militar do DF (PMDF). Já em 2023, um novo bloqueio de contas aconteceu no Tocantins, motivado pelo atraso no pagamento dos profissionais que atuam nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) de cinco hospitais estaduais.

Histórico

Situação semelhante ocorreu no começo do ano no próprio HU. Mesmo com a gestão feita pela prefeitura, o hospital teve as contas bloqueadas por conta de decisão judicial contra a Fundação Educacional Alto Médio São Francisco (Funam), devido a uma ação trabalhista no Espírito Santo. A empresa, que fazia a gestão da casa de saúde canoense antes da intervenção do governo municipal, ainda tinha seu CNPJ vinculado à instituição. A situação durou quase um mês, entre 19 de fevereiro e 14 de março.

Em nota, a Prefeitura de Canoas informou que encaminhou o caso à Procuradoria-Geral do Município. O órgão deverá verificar o histórico da empresa antes que a licitação seja sancionada pelo prefeito Jairo Jorge. O Executivo municipal deve se manifestar novamente apenas após a emissão de parecer sobre o assunto por parte da procuradoria.

Enchente 2024 Canoas

Estado discute reposição de equipamentos para o HPS de Canoas

Redação

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A Secretaria Estadual da Saúde já discute como reequipar o Hospital de Pronto-Socorro de Canoas (HPSC), alagado durante a enchente das últimas semanas. A titular da pasta, Arita Bergmann, visitou o município no sábado, 18.

A secretária destacou que o governo já conta com um levantamento dos equipamentos perdidos, que poderão ser substituídos por meio de doações de hospitais de outros estados para a rede de saúde do Rio Grande do Sul.

“Precisamos também de um projeto de reforma. Ainda não sabemos se o hospital vai ficar no mesmo lugar ou mudar. Isso vai levar um tempo para ser estruturado, mas já pensamos em possibilidades para garantir os equipamentos”, explicou.

Em reunião com o secretário municipal de Saúde, Mauro Sparta, Arita também discutiu a possibilidade de reequipar o Hospital Universitário, na Ulbra, onde esteve durante a visita. Na passagem por Canoas, ela ainda conheceu o hospital de campanha montado na Ulbra para atender a população, principalmente os afetados pelas enchentes.

Instalado no último dia 5, o hospital é responsável pelo atendimento diário de 200 pessoas em regime de 24 horas por dia. A equipe é de 65 profissionais – incluindo clínicos gerais, pediatras, emergencistas e os funcionários da enfermagem, entre outros.

“O atendimento é para todo o município de Canoas, então temos a equipe volante que passa nos abrigos, expandindo o trabalho do hospital de campanha”, explicou a coordenadora da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), Juliana Lima de Araújo.

De acordo com a secretária estadual, o primeiro desafio em uma situação de emergência é salvar vidas. “Agora, estamos em um segundo momento, de começarmos a ver o que é possível fazer para restabelecer o funcionamento da rede de saúde e o que podemos programar para o futuro.”

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ENCHENTE RS

População em abrigos no RS será imunizada contra a gripe

Redação

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Todas as pessoas com mais de 6 meses de idade que foram para abrigos por conta das enchentes no Rio Grande do Sul serão imunizadas contra a gripe. Ao menos essa é a meta do governo estadual, que já está vacinando a população desses locais.

O Palácio Piratini afirmou, em nota, que o plano de imunização contra a influenza seja aplicado até a próxima segunda-feira, 20. O governo ainda afirma que uma nota técnica do Ministério da Saúde vai orientar sobre outras ações de vacinação no Estado, incluindo esquemas contra hepatite A, tétano e raiva humana em áreas atingidas pelas enchentes.

Em nota oficial, o governo estadual informou que está sendo feito um levantamento sobre o assunto. A intenção é de que os municípios que necessitam de doses de vacina contra influenza recebam os imunizantes a partir do fluxo logístico da Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos.

Campanha

A campanha de vacinação contra a gripe no Rio Grande do Sul começou em março. À época, foi direcionada somente para grupos prioritários. No começo de maio, já em meio às enchentes, a campanha foi ampliada para a população em geral com as doses remanescentes.

Foram vacinados até o momento 38% do público prioritário, composto por gestantes, puérperas, idosos, crianças e povos indígenas. Ao todo, já foram aplicadas mais de 1,8 milhão de doses contra a doença.

Prevenção

Ambientes fechados e com aglomeração de pessoas são propícios ao aparecimento de doenças infecciosas respiratórias. Confira algumas medidas de prevenção:

  • Proteger a boca e o nariz ao tossir e ao espirrar com um lenço de papel (na falta de um lenço, a recomendação é usar a dobra interna do cotovelo);
  • Evitar tocar olhos, nariz ou boca com as mãos após contato com superfícies;
  • Fazer a higiene das mãos com água e sabão (caso não disponíveis, pode ser utilizado álcool em gel e, nesse caso, deixar as mãos secarem naturalmente) após tossir ou espirrar e antes de tocar olhos, boca e nariz.
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Enchente 2024 Canoas

Hospital de campanha da Força Aérea é aberto junto ao Gracinha

Redação

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Canoas ganhou o reforço de um hospital de campanha da Força Aérea Brasileira (FAB). Instalada ao lado do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), no bairro Marechal Rondon, a estrutura começou a funcionar na manhã deste sábado, 11.

Os atendimentos ocorrerão entre 8h e 18h, todos os dias. O HNSG seguirá absorvendo as demandas fora desse horário.

Os pacientes que chegam à instituição de saúde passam por uma triagem antes de receberem atendimento com os profissionais. O hospital veio com um efetivo de 48 militares. O objetivo é prestar assistência, principalmente em casos de menor gravidade. “Nós vamos trabalhar em parceria e disponibilizamos de médicos clínicos, ortopedista, pediatria, ginecologia, obstetrícia, psicólogo e psiquiatra”, explica o major da FAB João Luiz Henrique da Silveira.

A estrutura conta com leitos de estabilização, sala cirúrgica para procedimentos de baixa complexidade, 8 leitos de observação e medicação, raio x e laboratórios de análises clínicas.

De acordo com o superintendente do HNSG, Leandro Gomes dos Santos, o reforço é importante porque Canoas perdeu diversos equipamentos de saúde em razão das fortes chuvas no município. “Foram perdidos 19 unidades básicas de saúde e o serviço do Hospital de Pronto Socorro (HPS), que é o grande hospital da emergência da cidade. Com isso, o Hospital Nossa Senhora das Graças recebeu todas as urgências e teve uma sobrecarga de serviços. O hospital de campanha vem para ajudar a desafogar essa nossa demanda”, explica.

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