Marina Lima Leal: “Momento de voto na urna é momento de poder”

Opinião OT

Marina Lima Leal

ELEIÇÕES

O dia das eleições se aproxima e deve estar clara para nós, a responsabilidade que temos na hora de votar. Quando digito meu voto na urna, é o momento em que tenho o poder de escolher o futuro de meu país, estado ou município e isto não é brincadeira.

 Não só devemos votar, mas também ajudar pessoas ao nosso redor a se esclarecerem sobre o que está em jogo. Com mais razão ainda, porque o Brasil está atravessando uma crise política, moral e econômica que abalou gravemente a confiança do povo nas instituições republicanas e no próprio processo eleitoral. Este momento requer, portanto, um grande debate da sociedade para encontrar a melhor saída da crise.

A maioria da população brasileira está assistindo a tudo isso sem entender e, pior, sem saber que não está entendendo.

Vítima do intenso processo de despolitização neoliberal dos anos 1990 e retomado em 2013, essa massa popular tem sido alvo de todo tipo de violência – física, cultural, econômica e ideológica – sem que o Estado venha em sua defesa, salvo nos raros episódios, em que o Poder Judiciário intervém com sucesso.

 Quando deposito meu voto na urna, é importante observar se os candidatos, efetivamente, estão comprometidos com a defesa da vida.

Ao assistir aos debates de candidato/as ao Poder Executivo (presidente e governador/a), prestar atenção nos Planos de Governo apresentados. São propostas viáveis ou planos mirabolantes?

Aqui no Rio Grande o funcionalismo público e os educadores em especial, devem analisar todas as perdas de direitos, que tiveram nos últimos governos, apoiados pela maioria dos deputados. Vamos pesquisar quem foram eles, antes de votar?

É preciso que a escolha de candidato/as ao Poder Legislativo (deputado/a e senador/a), seja coerente com a opção pelo/a candidato/a ao Executivo, visto que no atual modelo político o chefe do Poder Executivo só governa com o apoio parlamentar. Isto evita os conchavos e acordos de interesse.

Se a pessoa está se apresentando à reeleição, checar como se comportou em votações, durante seu mandato. Se, por exemplo, apoiou a Emenda Constitucional nº 95/2016 (que estabelece o teto de gastos por 20 anos para políticas públicas), a favor da reforma trabalhista, da redução da maioridade penal, da reforma da previdência social ou contra os povos indígenas, ou favorável à legalização da grilagem ou ao “pacote do veneno” (autorização para uso de agrotóxicos proibidos em outros países do mundo), por exemplo.

Questionar quem se apresenta como pessoa religiosa, mas que não coloca seu mandato a serviço dos setores mais esquecidos pelas políticas sociais. Ter uma prática de compromisso com as lutas populares e dos setores marginalizados, pois não adianta “ser católico ou cristão” quem não defende os Direitos Humanos e a Mãe Terra; ter disposição para realizar um mandato popular, participativo.

Valorizar candidaturas que representem setores e entidades que estão sub representadas nos parlamentos, desde que sejam pessoas atuantes em suas lutas emancipatórias.

Com o objetivo de chamar a atenção para a importância do voto consciente, diversas Entidades publicaram o Caderno: “Encantar a Política”. Muitas das ideias lá publicadas, se encontram neste texto. Importante a leitura deste Caderno e a busca de todos os esclarecimentos possíveis, bem como cuidado com notícias e mensagens falsas.

“Vamos caminhar juntos e juntas: ninguém solta a mão de ninguém, porque buscamos o melhor para o Brasil!”

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