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21/05/2026
 

Geral

TEMA DE DISCUSSÃO: Vereador Leonel Radde propõe investigação de escola pré-militar de Canoas

Redação

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O vereador de Porto Alegre, Leonel Radde, esteve em Canoas no dia 12 de abril para se reunir com lideranças do município e correligionários a fim de tratar de segurança pública e apresentar o seu Mandato Antifascista, como intitula seu gabinete na capital. Na ocasião, visitou a redação d’O Timoneiro para falar sobre a denúncia que teria feito ao MP para investigar a empresa canoense Centro de Treinamento Pré-Militar.

Radde e sua equipe relembraram uma matéria veiculada no jornal O Timoneiro, na qual Nicholas Reis, proprietário da escola, concedeu entrevista noticiando a abertura do Centro, publicada em nosso semanário no dia 7 de agosto de 2020. Na conversa, ele explica que a proposta da empresa é de atrair crianças e adolescentes para praticar atividades semelhantes ao do escoterismo, com aventuras.

Segundo o Vereador, a conduta da escola, que teve uma aula gravada e vazada na internet por um oficial da reserva do Exército e professor do Instituto Federal do Rio Grande do Sul, é claramente uma formação de milícia, uma formação paramilitar. “Crianças falando em fuzil, com uma proposta que deveria ser do Exército”, enfatiza Leonel.

Vídeo vazado

O vídeo que Radde se refere foi publicado nas redes sociais no início de abril, e teve seu conteúdo detalhado pelo site Sul21, que traz detalhes de uma das músicas cantadas pelas crianças, que têm de 7 a 17 anos: “Quando eu morrer, quero ir de FAL e de Beretta, pra dar um tiro na cabeça do capeta”.

Ainda de acordo com o texto, o oficial, morador do Igara, ao ver o grupo no Capão do Corvo, teria questionado sobre a atividade ao instrutor, que, segundo ele, deveria ter no máximo 20 anos de idade, e teria ouvido do jovem que “a ação teria sido autorizada pelos pais”.

Para Leonel, os cursos deste tipo requerem uma avaliação, pois induzem ao erro ao dizer que seriam preparatórios para uma carreira militar, o que não condiz, na sua opinião, com a realidade, e ainda destaca que a fiscalização destas escolas tem sido feita por ele há anos, e cobra do poder público quanto ao seu funcionamento, que não requer profissionais como pedagogos, educadores físicos, dentre outros.

Denúncia ao Ministério Público

A matéria do site Sul21 diz que na quarta-feira, 6 de abril, “o Ministério Público do Rio Grande do Sul divulgou nota à imprensa informando que o promotor de Justiça João Paulo Fontoura de Medeiros solicitou à Justiça naquele dia a abertura de investigação a respeito das circunstâncias do vídeo e sobre a possibilidade de descumprimento de decisão judicial por parte do CTPM. Isso ocorre porque uma ação judicial proferida em 1º de outubro de 2018 acatou um pedido feito pelo MP para o encerramento das atividades de uma empresa que, segundo o promotor, teria o mesmo nome por violação de direitos de crianças e adolescentes. A decisão determina que ‘o réu se abstenha de exercer quaisquer atividades dirigidas a crianças ou adolescentes vinculadas ou não ao Grupo CTC Comandos, que consistam na realização de treinamentos de caráter paramilitar ou congênere’”.

O que diz a escola citada

Procurada por nossa reportagem, o Centro de Treinamento Pré-Militar, por meio de seu advogado, Francis Beck, enviou a seguinte nota:

Ao contrário do referido na nota do Ministério Público, a empresa CTPM não tem qualquer relação com a ação judicial noticiada, eis que nunca foi processada pelo Ministério Público, tampouco descumpriu qualquer decisão judicial. Pelo que se percebe, houve confusão entre as empresas CTPM e Grupo CTC Comandos, que nunca possuíram relação. A empresa já está em contato com o Ministério Público para que todos os esclarecimentos sejam devidamente realizados (Francis Beck e Rafael Ariza – Assessoria Jurídica).”.

Cursos livres

Nossa reportagem entrou em contato com o Conselho Municipal de Educação de Canoas, que esclareceu que os cursos particulares não são examinados pelo Conselho. Também apuramos que este tipo de escola se enquadra nos chamados Cursos Livres, que não têm qualquer fiscalização do MEC.

 

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Policial

Operação Mercato prende três suspeitos de integrar rede de tráfico em São Leopoldo

Redação

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 21, a Operação Mercato contra um grupo investigado por tráfico de drogas em São Leopoldo. A ação foi coordenada pela 1ª Delegacia de Polícia do município, com apoio de agentes da 3ª Região Metropolitana.

Cerca de 35 policiais civis cumpriram três mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão nos bairros Campestre, Cohab, Duque e Rio Branco. As ordens judiciais foram expedidas pela 4ª Vara Criminal de São Leopoldo.

Segundo a investigação, os alvos integravam uma rede de tráfico de drogas com atuação concentrada no bairro Jardim América. Três pessoas foram presas durante a operação.

De acordo com a Polícia Civil, dois suspeitos atuavam na entrega de entorpecentes na região, enquanto um homem de 30 anos seria responsável por facilitar a movimentação financeira do esquema. As investigações apontam ainda que os entregadores abasteciam um ponto de venda de drogas em via pública próximo a um mercado, enquanto o proprietário do estabelecimento armazenava diariamente o dinheiro arrecadado com a comercialização dos entorpecentes.

Os presos possuem antecedentes policiais por crimes como tráfico de drogas, homicídio doloso, roubo, furto, porte ilegal de arma de fogo e lesão corporal.

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Geral

Câmara de Canoas realiza segunda audiência pública da CPI da Corsan/Aegea nesta quinta-feira

Redação

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A Câmara Municipal de Canoas promove nesta quinta-feira, 21, às 18h30, a segunda audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os serviços prestados pela Corsan/Aegea no município.

O encontro será realizado na Escola Municipal Professor Thiago Würth, localizada na Avenida Rio Grande do Sul, 4240, no bairro Matias Velho, e terá participação aberta à comunidade.

A atividade integra uma série de reuniões descentralizadas da CPI, que busca ouvir moradores de diferentes regiões da cidade sobre problemas relacionados ao abastecimento de água, cobrança de tarifas, esgotamento sanitário e demais serviços executados pela concessionária.

Durante a audiência, os cidadãos poderão relatar situações enfrentadas nos bairros, apresentar denúncias e encaminhar documentos, fotos e vídeos à comissão. De acordo com as regras estabelecidas pela CPI, as manifestações ocorrerão mediante inscrição prévia.

Entre as principais reclamações já registradas estão aumento expressivo nas contas de água, cobranças consideradas indevidas, interrupções no abastecimento em diversos bairros, vazamentos sem reparo, dificuldades no atendimento ao consumidor, cobrança de taxa de esgoto em locais sem ligação adequada e problemas decorrentes de obras, como buracos e danos em vias públicas.

A comissão também disponibilizou um canal de WhatsApp para recebimento de denúncias, reclamações e materiais relacionados aos serviços prestados pela Corsan/Aegea. O contato pode ser feito pelo número (51) 99481-1147.

Além da audiência na região Noroeste, a CPI já definiu o calendário das próximas reuniões públicas:

28 de maio
Quadrante Sudeste
Local ainda a ser definido

2 de junho
Quadrante Sudoeste
Associação de Moradores do bairro Rio Branco

11 de junho
Quadrante Nordeste
Local ainda a ser definido

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Policial

Polícia Civil deflagra Operação Judas para investigar esquema criminoso em empresa de Cachoeirinha

Créditos imagens: Miguel Noronha.

Redação

Publicado

em

Crédito imagem: Miguel Noronha

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 20, a Operação Judas para investigar um esquema criminoso que teria causado prejuízo de cerca de R$ 16,5 milhões a uma empresa de Cachoeirinha. A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Viamão, vinculada à 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, sob comando do delegado Alexandre Fleck.

Mais de 65 policiais civis participaram da ofensiva, que cumpriu 43 medidas cautelares em Porto Alegre, Gravataí, Canoas e também na Serra, no Estado do Espírito Santo. Entre as medidas estão 14 mandados de busca e apreensão, bloqueios de contas bancárias, quebra de sigilos bancário e fiscal e indisponibilidade de bens de nove empresas investigadas.

Durante a operação, os agentes recuperaram 18 máquinas que seriam alvo das fraudes. Outras 20 já haviam sido localizadas anteriormente com um dos investigados, que, segundo a polícia, alugava os equipamentos para terceiros. Também foram apreendidos celulares, notebook e outros materiais considerados importantes para o andamento das investigações.

De acordo com a Polícia Civil, o esquema era conduzido por um funcionário da empresa, já identificado, que utilizava o acesso aos sistemas internos para inserir informações falsas e produzir documentos ideologicamente falsos. A suspeita é de que ele tenha desviado 134 máquinas empilhadeiras, paleteiras e equipamentos semelhantes ao longo de aproximadamente três anos.

As investigações também identificaram possíveis coautores e apontaram o destino de parte dos maquinários desviados. A polícia afirma que a operação busca ampliar a recuperação dos bens e aprofundar as provas sobre a participação dos envolvidos no esquema criminoso.

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