Após sete dias em greve, ônibus da Sogal voltam a circular 

O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) determinou, na última terça-feira, 29, a circulação mínima de 38 ônibus da empresa Sogal, de Canoas, durante a greve dos empregados da concessionária. Os trabalhadores paralisaram as atividades no último dia 23, reivindicando o pagamento da primeira quinzena de dezembro, do saldo do vale-alimentação e do 13º salário, que estão atrasados. Uma nova audiência de mediação está agendada para 5 de janeiro, com o objetivo de firmar um acordo que encerre a greve.

A liminar foi assinada pela presidente do TRT-RS, desembargadora Carmen Izabel Centena Gonzalez, e tinha que ser cumprida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Canoas quatro horas após a ciência da decisão. Além dos 38 veículos, foram acrescidos cinco ônibus de reserva. Os trabalhadores precisarão cumprir 75 tabelas de horários, das quais 22 deverão ter cobradores e 53 poderão não contar com esse profissional.

O número mínimo de ônibus em circulação foi estabelecido com base na informação prestada pela empresa de que a frota atual, durante a pandemia, é de 68 veículos, acrescidos de nove ônibus de reserva. Assim, a desembargadora definiu que a manutenção dos serviços deverá ser feita com 55% da frota utilizada no período da pandemia, sem distinção quanto ao horário de pico, devendo o mesmo percentual ser aplicado às tabelas de horário (136), observada a proporção tanto em relação àqueles veículos que circulam com cobradores (40), quanto aos que circulam sem cobradores (96).

Mediação sem acordo

No último dia 29, foi realizada uma audiência por videoconferência entre as partes, a fim de se buscar um acordo. Conduzida pela desembargadora Carmen, com a participação da procuradora regional do Trabalho Márcia Bacher Medeiros, a reunião teve dois momentos, pela manhã e à tarde. Após uma proposta da empresa e uma contraproposta do sindicato, não se chegou a um acerto. O principal entrave foi o pagamento do 13º salário. Os trabalhadores desejam 60% dessa verba até 30 de dezembro. A empresa alega não ter condições econômicas de arcar com nenhum percentual do 13º até o final do ano. Apesar de não ter ocorrido acordo, a Sogal garantiu o pagamento da primeira quinzena de dezembro e do vale-alimentação aos trabalhadores, até 31 de dezembro.

Uma próxima audiência de mediação foi agendada para 5 de janeiro, às 9h. O prefeito eleito de Canoas, Jairo Jorge, será convidado para a reunião. A Sogal afirma ter valores a receber do Município, que poderão ser utilizados para a quitação das verbas trabalhistas em atraso.

Passageiros reclamam da demora

A reportagem do jornal Timoneiro percorreu algumas paradas de ônibus na manhã da última quarta-feira, 30, e segundo os passageiros, os coletivos demoraram a passar. “Estou aqui na parada já faz mais de uma hora e não passou nenhum A. J. Renner. Daí quando vem, está lotado e corremos o risco, por conta da aglomeração”, desabafa a dona de casa Juliana Dias.

 

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