Saúde
Pela primeira vez, Estado tem quase todos os municípios na bandeira vermelha

No dia 27 de novembro, 19 regiões do Rio Grande do Sul apareceram em bandeira vermelha no mapa prévio do distanciamento controlado divulgado pelo governo do Estado. É a primeira vez que quase todas as regiões apresentam esta classificação, que indica o alto risco de contágio para o novo coronavírus.
Indicadores
Os indicadores para esta classificação são têm como base a alta na internação em leitos de UTI. De acordo com dados da Secretaria de Saúde, na semana passada o Rio Grande do Sul bateu seu terceiro recorde seguido na quantidade de internados com Covid-19 em hospitais.
Ainda de acordo com a Secretaria, o número de casos ativos para doença cresceu 13% e ultrapassou a marca de 21 mil pessoas que testaram positivo apenas nesse período, o que culminou para que, pela primeira vez, três regiões tiveram uma média que se aproximou da classificação final em bandeira preta. As cidades foram Bagé, Erechim e Uruguaiana.
O que muda com o novo decreto
O avanço do coronavírus fez com que o governo do Rio Grande do Sul suspendesse temporariamente o sistema de congestão, na qual as prefeituras podiam adotar restrições mais brandas, e, portanto, todos os municípios em classificação de alto risco epidemiológico devem adotar as medidas estipuladas pelo comitê de crise.
“Agora que vemos um aumento, achamos necessário ter uma unidade, coincidência de protocolos e procedimentos entre as regiões, para que fiquem claros a todos”, destacou, nas redes sociais, o governador Eduardo Leite.
Já última segunda-feira, 30, foi publicado um decreto no Diário Oficial comalgumas mudanças nos protocolos de bandeira vermelha. Elas devem durar duas semanas, mas, se for necessário, podem ter o prazo prorrogado ou os protocolos alterados.
Ainda de acordo com os dados divulgados, na última terça-feira, 1º de dezembro, RS chegou a 6,9 mil mortes e mais de 326 mil infectados.
Confira algumas das mudanças:
Permissão de comércio, sem restrição de dias, mas com restrição de horário (até 20h)
Permissão de restaurantes, lancherias e bares, sem restrição de dias, mas com restrição de horário (até 22h), clientes somente sentados, com distanciamento de dois metros entre mesas para grupos de até seis pessoas, sem música ao vivo ou ambiente que prejudique a comunicação
Permissão de funcionamento de atividades em locais abertos, com controle de acesso, vedado alimentação e bebidas (shows, espetáculos, drive-in, parques de aventura e zoológicos)
Vedado o funcionamento de atividades em locais fechados (teatros, cinemas e casas de shows)
Vedada a permanência em locais abertos sem controle de público (ruas, praias, parques e praças), permitida apenas circulação ou prática de exercícios físicos
Vedados eventos sociais (casamentos, festas, formaturas e aniversários)
Vedação do uso de áreas comuns em condomínios e clubes (brinquedos, salões de festas, piscinas, churrasqueiras compartilhadas e quadras)
Manutenção das atividades de ensino no modelo híbrido, respeitando as protocolos nas atividades presenciais
Outras regras também alteram o funcionamento de estabelecimentos comerciais, de serviços ou esportivos. Veja as mudanças:
Comércio varejista e atacadista não essencial (rua ou shopping)
• 50% de trabalhadores (quando acima de três funcionários)
• Funcionamento permitido somente até 20h
• Comércio eletrônico, telentrega, drive-thru, pegue e leve
• Protocolos gerais, em especial: máscara, distanciamento, álcool gel e ventilação natural cruzada (janelas e portas abertas)
Restaurantes, lanchonetes, bares e lancherias (vedado autosserviço)
• 50% de lotação (quando acima de três funcionários)
• Funcionamento presencial permitido somente até 22h
• Funcionamento de telentrega, drive-thru, pegue e leve permitido somente até 23h
• Apenas clientes sentados em mesas, sem permanência em pé
• Grupos de no máximo seis pessoas por mesa, com distanciamento de dois metros entre mesas
• Proibido música ao vivo, permitido apenas música ambiente que não prejudique a comunicação entre clientes
• Protocolos gerais, em especial: máscara, distanciamento, álcool gel e ventilação natural cruzada (janelas e portas abertas)
Parques também passam a ter seus espaços restritos
• Funcionamento permitido exclusivamente para locais com Selo Turismo Responsável do MTur e em ambiente aberto, com controle de acesso:
• 25% de lotação
• Protocolos gerais, em especial: máscara, distanciamento, álcool gel e ventilação natural cruzada (janelas e portas abertas)
• Somente áreas externas, com demarcação no chão de áreas de permanência distanciada de grupos: máximo oito pessoas
• Restaurantes, bares, lanchonetes e espaços coletivos de alimentação: conforme protocolo para “Restaurantes, lanchonetes, bares e lancherias (vedado autosserviço)”
Parques e reservas naturais, jardins botânicos e zoológicos
• Funcionamento permitido exclusivamente para ambientes abertos, com controle de acesso:
• 25% de lotação • Protocolos gerais, em especial: máscara, distanciamento, álcool gel e ventilação natural cruzada (janelas e portas abertas)
• Somente áreas externas, com demarcação no chão de áreas de permanência distanciada de grupos – máximo oito pessoas
• Restaurantes, bares, lanchonetes e espaços coletivos de alimentação: conforme protocolo para “Restaurantes, lanchonetes, bares e lancherias (vedado autosserviço)”
Teatros, auditórios, casas de espetáculos, casas de show, circos e similares , espetáculos tipo drive-in (cinema e shows)
• Não permitido funcionamento em ambientes fechados
• Funcionamento permitido exclusivamente para ambientes abertos, com controle de acesso
• 50% de lotação, com ocupação de cadeiras/vaga marcada
• Protocolos gerais, em especial: máscara, álcool gel e distanciamento lateral e frontal entre grupos de coabitantes
• Proibido consumo de alimentos e bebidas na plateia
• Circulação em pé somente para uso dos sanitários, com uso de máscara e fila com distanciamento demarcado
Serviços de educação física (academias, centros de treinamento, estúdios e similares)
• 25% lotação
• Teto de ocupação de uma pessoa para cada 16m²
• Protocolos gerais, em especial: máscara, álcool gel e distanciamento interpessoal, sem contato físico, ventilação natural cruzada (janelas e portas abertas)
• Material individual, sem compartilhamento
• Esportes coletivos (dois ou mais atletas) exclusivo para atletas profissionais, sem público
Locais públicos abertos, sem controle de acesso (ruas, calçadas, praias, parques, praças e similares)
• Proibido permanência
• Permitido apenas para circulação e realização de exercícios físicos
Saúde
Ypê pede chave PIX para reembolsar consumidores após suspensão de produtos pela Anvisa

A fabricante Ypê começou a solicitar a chave PIX de consumidores que compraram produtos suspensos pela Anvisa após a identificação de possível contaminação bacteriana em mais de 100 lotes da marca.
A suspensão foi mantida por decisão unânime da agência na sexta-feira, 15, e atinge produtos do chamado “lote final 1”. Segundo a empresa, os consumidores podem solicitar o ressarcimento por meio de um formulário disponível no site oficial da fabricante.
Para realizar o pedido, é necessário informar a chave PIX, além de dados pessoais como nome completo, CPF, telefone e endereço. A medida faz parte do processo de devolução dos valores pagos pelos itens afetados pela determinação da Anvisa.
Saúde
Anvisa mantém suspensão de produtos da Ypê por risco de contaminação microbiológica

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária manteve, por unanimidade, a suspensão da fabricação, distribuição e venda de diversos produtos da Ypê por risco de contaminação microbiológica. A decisão foi confirmada nesta sexta-feira, 15, após a empresa apresentar recurso contra a resolução publicada no início de maio.
A medida vale apenas para produtos cujos lotes terminam com o número 1. Entre os itens afetados estão detergentes, desinfetantes e sabões líquidos para roupas.
Durante a sessão da Diretoria Colegiada, transmitida ao vivo no canal oficial da Anvisa no YouTube, os diretores afirmaram que as ações adotadas pela fabricante ainda não foram suficientes para eliminar os riscos sanitários identificados. O diretor-presidente da agência, Leandro Safatle, destacou que a empresa possui um “histórico recorrente de contaminação microbiológica”.
“Os riscos sanitários identificados ainda não foram totalmente reparados”, afirmou Safatle durante o julgamento.
A Química Amparo, responsável pela marca Ypê, informou em nota que solicitou que o julgamento ocorresse de forma pública, abrindo mão do sigilo do processo.
As sanções contra a empresa foram aplicadas pela Anvisa no último dia 7 de maio, após inspeção realizada entre os dias 27 e 30 de abril na fábrica da companhia, localizada em Amparo. Segundo a agência, foram encontradas falhas graves no sistema de garantia de boas práticas de fabricação.
Saúde
Hospital Universitário de Canoas realiza 751 cirurgias de catarata em mutirão do SUS

O Hospital Universitário de Canoas concluiu nesta quinta-feira (14) a primeira edição do Programa Nova Visão, mutirão oftalmológico que realizou 751 cirurgias de catarata em pacientes do SUS de Canoas. A ação foi promovida pela Associação Saúde em Movimento, gestora do hospital, com apoio da Prefeitura de Canoas, do Grupo Hospitalar Conceição, por meio do programa Agora Tem Especialistas, e do Governo Federal.
O mutirão também contabilizou 1.619 consultas e 10.916 exames oftalmológicos.
Os atendimentos clínicos ocorreram entre os dias 6 e 9 de maio, enquanto os procedimentos cirúrgicos foram realizados entre os dias 11 e 13. Nesta etapa, foram priorizados pacientes com mais de 60 anos que aguardavam na fila de regulação do SUS.
Segundo dados divulgados pelo hospital, a fila para atendimentos oftalmológicos em Canoas era de 10.512 pessoas no início da ação. Os atendimentos realizados representam redução de 15,4% desse total.
O prefeito de Canoas, Airton Souza, comentou os atendimentos realizados.
“Foram muitas consultas, exames e cirurgias, dando dignidade novamente para as pessoas enxergarem. Estamos cuidando das pessoas e cumprindo a nossa missão.”
O CEO da Associação Saúde em Movimento (ASM), Cláudio Vitti, destacou o impacto da ação.
“Poder trazer para o HU algo tão grandioso, que consiga impactar e fazer a diferença na vida de tantos pacientes em tão pouco tempo, é algo que eu sempre sonhei e idealizei. É devolver dignidade para as pessoas, permitir que elas voltem a enxergar e tenham ainda mais qualidade de vida”, afirmou.
Vitti também relatou um dos casos acompanhados durante o mutirão.
“Conversei com diversos pacientes que aguardavam há mais de um ano sem conseguir enxergar adequadamente. Mas uma história me tocou de forma especial: uma paciente estava há cinco anos sem enxergar do olho direito e, em apenas dois minutos de cirurgia, tudo mudou. O procedimento foi realizado e a visão dela restaurada”, disse.
A superintendente do hospital, Tatiani Pacheco, afirmou que mais de 90% dos pacientes atendidos tinham encaminhamento para cirurgia nos dois olhos.
“Isso demonstra de forma muito clara o tamanho da demanda reprimida e o quanto iniciativas como essa são importantes para ampliar o acesso da população aos procedimentos especializados”, explicou.
Segundo ela, inicialmente foi realizada a cirurgia de apenas um dos olhos para ampliar o número de pacientes atendidos nesta primeira etapa.
“A segunda edição do Programa Nova Visão já nasceu durante o primeiro mutirão. Logo nos primeiros dias percebemos a necessidade de continuidade, porque praticamente todos os pacientes atendidos eram idosos e apresentavam dificuldades severas de visão”, ressaltou.
A próxima edição do mutirão está prevista para a segunda quinzena de agosto. Nesta nova etapa, devem ser realizadas as cirurgias do segundo olho dos pacientes já atendidos, além dos procedimentos de pessoas que passaram por consulta, mas ainda não realizaram cirurgia.
O diretor técnico do hospital, Fernando Farias, afirmou que a ausência de pacientes agendados segue sendo um dos principais desafios enfrentados pela instituição.
“Chamamos mais de dois mil pacientes nos quatro dias de atendimento e, mesmo assim, mais de 400 pessoas confirmadas não compareceram. Isso acaba tirando a oportunidade de outros pacientes que também aguardam por atendimento”, afirmou.
O médico também reforçou a importância do aviso prévio em caso de impossibilidade de comparecimento.
“Quando o paciente avisa que não poderá vir, conseguimos chamar outra pessoa da fila e ampliar ainda mais a assistência para quem precisa”, completou.

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