Jonas Dalagna protocola Ação Popular para evitar gastos de R$ 5,4 mi com almoços e jantares da prefeitura

Foto: Thomaz Pires

Um edital lançado pela prefeitura de Canoas prevê a contratação de um serviço de alimentação para eventos do município com opção de entrecot e petit gateau no menu. A partir disso, o vereador Jonas Dalagna, do partido NOVO, protocolou uma Ação Popular para impedir que a prefeitura de Canoas gaste 5,4 milhões de reais com coffee breaks, almoços e jantares.

Segundo o edital nº 350/2021 lançado pela Prefeitura de Canoas, serão realizadas ações e eventos pelas secretarias, nos quais serão oferecidos serviços de alimentação pelo município. Dentre itens sugeridos no menu estão: entrecot com crosta de castanha, risoto de queijo, steak ao molho de cogumelos e petit gateau com sorvete.

Dalagna entrou com a ação solicitando uma liminar para a suspensão do edital, para que a prefeitura não consiga levar adiante a contratação deste serviço de alimentação. “A população canoense vive em um momento crescente de desemprego, pobreza e miséria. Não é momento para o poder público despender mais de 5 milhões de reais para festividades luxuosas com pratos servidos à francesa, enquanto a população é quem está pagando por isso!”, explicou o vereador.

Em sua justificativa, Jonas Dalagna destacou que durante este ano a prefeitura, por diversas vezes, enviou à Câmara Municipal pedidos de abertura de crédito e de criação de programas sociais, além de publicar a Lei nº 6.476/2021, a qual autoriza a realização de um empréstimo para o município no valor de 50 milhões de reais junto à Caixa Econômica Federal. “Só se solicita empréstimo se há insuficiência nas contas públicas. Se esta licitação for para frente, a prefeitura está utilizando o dinheiro do pagador de impostos, que poderia suprir o déficit ou quem sabe ser revertido em saúde, educação, segurança, para custear jantares de alto nível”, reiterou Jonas.

A Ação Popular do vereador segue agora para apreciação do magistrado competente e aguarda decisão da medida liminar que pode invalidar a licitação. “Não sou contra a realização de eventos no município que agreguem para o crescimento da cidade, mas com certeza não estamos em um momento confortável para que o patrimônio público seja direcionado ao luxo quando não há comida na mesa do canoense!”, finalizou Dalagna.

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