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20/04/2026
 

Geral

“Após 42 anos de trabalho, levanto minhas mãos limpas e com calos para o céu”, Pastor Edegar

Redação

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Por Simone Dutra

Edegar de Souza Machado é presidente da Assembleia de Deus de Canoas (Rua Florianópolis, 520 – Matias Velho) há exatos 42 anos, pois foi no dia 7 de maio de 1979 que tomou posse. Agora, prestes a ser jubilado por atitude voluntária, o pastor cita o prazer de ter o coração em paz por missão cumprida.

“Em primeiro lugar quero dizer da minha satisfação. Ora, veja, até parece contraditório ter prazer em se jubilar, mas eu tenho, porque faz 66 anos que eu exerço o sacerdócio na Assembleia de Deus aqui no Rio Grande do Sul, além dos 42 em que lido como diretor e pastor aqui na igreja de Canoas”, disse Edegar com voz mansa, abafada pela máscara constantemente ajustada durante nossa conversa.

Exemplar em sua conduta, fato mencionado por todos com quem falei sobre o pastor, chegou a Canoas já na maturidade de seus 46 anos, e começou a fazer o trabalho de evangelização no templo, que atualmente também conta com um departamento social, a ajuda à Associação Beneficente Lar Esperança de Canoas dentre outros. “É claro que tem a fadiga, tem o cansaço, mas tem compensação, tem vitória, tem benção”, destaca.

De Maceió a Canoas

“Eu tinha apenas cinco anos de idade quando vim de São Luís de Quitunde, próximo à capital, na grande Maceió, lugar onde nasci. Viemos de navio, pois meu pai foi transferido a trabalho para Novo Hamburgo. Levamos 12 dias e 12 noites para chegar ao Rio Grande do Sul, pois não havia estradas para chegar de ônibus ou carro. Já na adolescência, me mudei para Porto Alegre, onde me formei no ensino médio e ainda cursei faculdade de Teologia e também de Licenciatura no Curso Superior de Teoria Musical”, contou orgulhoso.

O evangelho

Edegar revela que desde os quatro anos tem contato com o evangelho. “Meu pai, a convite de um amigo, foi assistir a um culto na Assembleia de Deus lá em Alagoas, e ficou apaixonado pelo que o pastor pregou, e se converteu. Ele era um homem que gostava muito de estudar, então criou bastante conhecimento da bíblia, e aquela influência foi pegando em mim desde a infância”. Até que um dia, já adulto e se formando em licenciatura na faculdade, foi convidado para trabalhar como obreiro da bíblia em Porto Alegre, onde também foi regente de coral. “E assim foi a minha vida, como membro da igreja, junto de toda minha família, seguindo minha vocação e ajudando o povo”.

Missão na igreja

O pastor contou que o trabalho foi crescendo tanto que hoje tem trabalhos não só na cidade, mas também o de Missionário, presente no Uruguai, Paraguai, Canadá, África, México, no norte do país, no interior do nosso estado, “pequeninas cidades sem condições de sustentar um trabalho evangelístico, o que chamamos de missão, pois é assim que entendemos o trabalho feito fora da nossa jurisdição, que é Canoas”, explicou.
A importância da Assembleia de Deus de Canoas é contada também em números. A instituição, de acordo com Edegar, abrange atualmente 16 mil membros e conta com 88 igrejas na cidade, somando as pessoas de Nova Santa Rita.

Família e futuro

“Olhando para trás, com o que foi realizado, eu levanto as minhas mãos para o céu, agradeço a Deus pela oportunidade, pela força, pela graça, aliás, levanto as minhas mãos para o céu com elas limpas, com calos pelo trabalho que exerci aqui, com a consciência tranquila, o espírito em paz; por isso estou animado para continuar vivendo, já que estou com 88 anos (recém completados), acho que já estou nesta jornada quase no fim da carreira… mas Deus é quem sabe”, diz resiliente.

Quanto à família, Edegar conta que “está toda criada”. As quatro filhas formadas e os oito netos seguindo suas carreiras, o que corrobora para a sua satisfação de vida. E é junto deles que o eterno pastor passará seus dias de descanso daqui para frente.

Lições da pandemia

Quando menciono a pandemia, o pastor Edegar relembrou um provérbio comum entre os populares que diz que “não há mal que sempre dure”. E continuou dizendo que atrela a frase a essa pandemia miserável que tem varrido todos os povos do mundo, dos mais ricos aos mais pobres. “Ela atinge todos. E não é porque sou crente, religioso, que estou incólume, eu tenho visto companheiros e amigos indo embora”, preocupou-se.

“Eu tenho para mim que o povo tem que aprender a lição. Um dia eu estava na nossa casa em Arambaré, de madrugada, deitado, num calor terrível, e orando ao Senhor, quando disse: ‘mas Senhor, por que essa hora da madrugada, e esse calorão, o que é isso?’ E eu senti que me responderam ‘isso é a ganância do povo, a desobediência do povo’. Mas o quê liga ganância com calor? Na hora eu não entendi… Mas é isso aí, nós estamos assistindo as pessoas desrespeitando a natureza, destruindo e roubando as nossas riquezas”.

Ensinamentos de Deus

“Essa pandemia é um aviso de Deus para que as pessoas se aproximem da origem das coisas e Dele. Estamos vendo tanta desobediência aos princípios de saúde, e por outro lado, as autoridades, além das falcatruas e corrupção para todo lado. Então vem uma praga dessas para fustigar, para ver se o povo volta o seu olhar para o lado do amor, do respeito, com mais consideração. O ser humano está desorientado demais, e isso tudo é resultado do afastamento do homem com os mandamentos e ensinamentos de Deus”, conclui.

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Geral

ARP lança campanha de 70 anos em evento com palestra de Caio Del Manto

Redação

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A Associação Riograndense de Propaganda (ARP) dá início, no próximo dia 24 de abril, às comemorações pelos seus 70 anos de atuação com um evento marcado para o Auditório da entidade. A programação começa ao meio-dia e inclui o lançamento da campanha institucional alusiva à data.

Entre os destaques está a participação de Caio Del Manto, CEO e cofundador da Euphoria Creative, com atuação no Brasil, México e Colômbia. Com trajetória de 25 anos no mercado, o profissional já atuou em agências internacionais como Fallon Londres e Media.Monks.

Durante o evento, Del Manto apresenta a palestra “Da atenção à intenção: como a lógica comportamental da publicidade se transforma”. A proposta é discutir as mudanças no comportamento do consumidor e os impactos dessas transformações na construção estratégica das marcas.

“O foco é mostrar, de forma prática, quais são as mudanças no comportamento do consumidor e como elas impactam a forma de fazer comunicação”, afirmou o palestrante.

Após a apresentação, o tema será aprofundado em um painel com a participação de Renata Schenkel, sócia da Escala e vice-presidente da ARP, com mediação de Daniele Lazzarotto, fundadora da Cordão e diretora de conteúdo da entidade.

O encontro também marca o lançamento da campanha “Mais Vivos do que Nunca”, criada pela agência Escala após vencer o “Desafio ARP”. A proposta busca conectar a trajetória do mercado publicitário gaúcho com as perspectivas de inovação para o futuro.

De acordo com o sócio e executivo de criação da Escala, Roberto Lopes, a campanha parte da provocação recorrente sobre a “morte da propaganda”.

“Se a propaganda morresse mesmo, a gente não estaria há décadas anunciando o fim dela. No fundo, cada ‘morte’ sempre foi só o começo de uma nova fase. Essa campanha nasce como uma provocação para que cada agente do nosso mercado responda, do seu jeito, que está mais vivo do que nunca”, ressalta.

As celebrações dos 70 anos da ARP devem se estender ao longo do ano com uma série de conteúdos. A programação contará com o patrocínio da SECOM e o apoio do IFPRO e da Escala, parceiros que estarão presentes em todas as ações comemorativas da entidade em 2026, reforçando o compromisso conjunto com o desenvolvimento da comunicação e da indústria criativa.

O evento do dia 24 é exclusivo para sócios e convidados e contará com serviço de gastronomia. Interessados em participar devem inscrever-se pelo arp@arpnet.com.br ou pelo WhatsARP: (51) 9 9872-5567

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Policial

Inquérito sobre desaparecimento da família Aguiar aponta três mortes e indicia suspeito mesmo sem corpos

Redação

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A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o desaparecimento da família Aguiar e encaminhou o material ao Ministério Público na sexta-feira, 17, após mais de 80 dias de investigação. Mesmo sem a localização dos corpos, os investigadores afirmam ter reunido elementos suficientes para indiciar Cristiano Domingues Francisco por feminicídio, duplo homicídio triplamente qualificado e outros crimes.

Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, estão desaparecidos desde janeiro. Silvana foi vista pela última vez no dia 24 de janeiro, enquanto os pais desapareceram no dia seguinte, 25 de janeiro. Cristiano é apontado como o principal suspeito.

Além dos homicídios, ele foi indiciado por ocultação de cadáver, abandono de incapaz, falsidade ideológica, furto qualificado, fraude processual, falso testemunho e associação criminosa. As penas máximas somadas podem chegar a 102 anos de reclusão. Caberá ao Ministério Público decidir se oferece denúncia à Justiça.

Durante coletiva de imprensa realizada na sexta-feira, 17, a polícia apresentou a cronologia dos fatos com base em provas técnicas, como imagens de câmeras de segurança e dados de conexão de celulares.

Segundo a investigação, Silvana teria sido morta entre a noite e a madrugada de 24 de janeiro, dentro da própria residência. Registros indicam a presença de um Volkswagen Fox vermelho no local entre 20h33 e 20h41, momento em que um celular vinculado a Cristiano teria se conectado ao wi-fi da casa. Às 21h28, um Ford Ka branco, pertencente à vítima, entra no local e não sai mais. Às 23h32, o Fox retorna e deixa o endereço às 23h45, quando os celulares se desconectam da rede.

A polícia concluiu que os dois estiveram no imóvel ao mesmo tempo e que o crime ocorreu no local. Na madrugada do dia 25 de janeiro, o Fox volta rapidamente à residência por volta das 3h19.

As investigações apontam ainda que Cristiano teria utilizado inteligência artificial para simular a voz de Silvana e atrair o pai dela até a casa. Isail chega ao local às 16h28 do dia 25 de janeiro e, cerca de 20 minutos depois, apenas o suspeito deixa a residência. A mesma estratégia teria sido usada para acessar a casa dos pais da vítima, onde Dalmira estava. Desde então, o casal não foi mais visto.

“Foi um crime tão bem planejado. Percebemos que essa montagem para atrair os idosos já havia sido criada dias antes. Ele preparou um telefone para utilizar no crime e também pensou no pós-crime”, afirmou o delegado Diego Traesel.

Outras cinco pessoas também foram indiciadas por crimes como fraude processual, ocultação de cadáver e associação criminosa. De acordo com a polícia, não há indícios de participação delas nos homicídios, mas sim de atuação posterior.

“Não encontramos elementos de que os demais envolvidos tenham participado antes dos crimes. A conduta deles ocorreu no sentido de tentar isentar o Cristiano da suspeita”, disse o delegado Anderson Spier.

A Polícia Civil chegou a solicitar a prisão preventiva de três desses envolvidos, além de Cristiano, mas o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça.

A motivação do crime, conforme a investigação, estaria relacionada à disputa pela guarda do filho do suspeito com Silvana, além de questões financeiras envolvendo o patrimônio da família.

O inquérito reúne cerca de 20 mil páginas, com depoimentos, relatórios e análises que somam mais de 10 terabytes de dados. Foram apreendidos celulares, computadores e dispositivos de armazenamento, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão e quebras de sigilo.

“Se criou a ideia de que sem os corpos não há prova, mas temos um conjunto robusto que aponta para a materialidade dos crimes, que pode ser demonstrada de forma indireta”, afirmou o delegado Anderson Spier.

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Policial

Justiça torna réu cardiologista investigado por abuso sexual contra pacientes em Taquara

Redação

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Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu, na quinta-feira, 17, o cardiologista Daniel Pereira Kollet, investigado por suspeita de crimes sexuais contra pacientes em Taquara.

A decisão é do juiz Rafael Silveira Peixoto, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Taquara, e tem como base a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Com isso, o médico passa a responder formalmente ao processo.

Segundo o MP, Kollet é acusado de estupro de vulnerável. A Promotoria sustenta que as vítimas estavam em situação de vulnerabilidade circunstancial, devido à relação de confiança estabelecida entre médico e paciente durante os atendimentos.

De acordo com a denúncia, assinada pela promotora Silvia Inês Miron Jappe, os supostos abusos ocorreram durante consultas em consultório particular, quando as pacientes precisavam permanecer parcialmente despidas para a realização de exames cardiológicos. O Ministério Público afirma que o médico teria se aproveitado da condição profissional e da fragilidade das vítimas no contexto do atendimento.

O órgão também pediu à Justiça a condenação do réu ao pagamento de indenização às pacientes.

Na esfera policial, Daniel Pereira Kollet foi indiciado por violência sexual mediante fraude. Conforme o delegado Valeriano Garcia Neto, três inquéritos já foram concluídos e encaminhados ao Judiciário.

O número de possíveis vítimas que registraram ocorrência chega a 44, conforme atualização de quinta-feira , 17. Outras 20 mulheres também procuraram a polícia e avaliam formalizar denúncia.

A defesa do médico, representada pelo advogado Ademir Campana, não se manifestou ainda.

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