Canabarro Tróis filho: “Nascemos com fome de beleza”


Canabarro Tróis filho

Nascemos com fome de beleza

Platão, se não mentem ou falham os registros históricos, teria prescrito a expulsão dos poetas da cidade ideal para o seu gosto. Imaginem, então, que castigo ele recomendaria para as mulheres, naquele tempo, redondamente desprezadas. As artes inspirariam nos cidadãos “emoções nada republicanas”, vícios enfraquecedores da cidadania.

Talvez tenha razão quem diz que os filósofos só complicam, quando teorizam sobre o nada… Se quiser, simplificar, sintetizar, não consulte um filósofo. Claro que não é exatamente assim. A receita de Platão, seguida por seus discípulos, não inibiu nem acabou com nossa fome de Beleza, que passamos a saciar em várias fontes de Arte.

Bagagem

“Mas, confessemos, há horas em que a vida parece parar. Ao meio-dia de verão, por exemplo, de certos dias: as ruas desertas de gente, desta, que produz a verdadeira vida; o vento engolindo seu próprio sopro; os pássaros cochilando em árvores quietas; até o ato de comer parece uma reza”. (O Timoneiro, 4 de janeiro de 1991).

Última palavra

“Canoas é órfã” (Carlos dos Santos, médico).