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21/02/2024
 

Comunidade

Canoense tem 94 anos de futebol, mídia, direção e simplicidade

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Marcelo Grisa

Hélio Ferreira da Silva nasceu em 1º de outubro de 1923. Filho de empregados na fazenda do estancieiro Victor Barreto, o motorista aposentado viu a história do século XX como poucos canoenses puderam. Hélio hoje mora com os sobrinhos Júlio Ragazzon e Raquel Araújo. E esta é sua história.

O futebol e a guerra

No começo de 1932, Hélio observava o nascimento do Sport Club Oriente, um dos mais tradicionais de Canoas. Alguns anos depois, jogou no time e virou craque. Como atacante central, marcava muitos gols.

A incipiente trajetória de Hélio Ferreira no futebol incluiu passagens pelo Canoense e até mesmo no Grêmio. Entretanto, uma grave lesão o afastou em definitivo dos gramados. Uma “pisada” deixou como lembrança um esmagamento logo acima do joelho. “Eu até poderia jogar, mas nunca mais fui. Deu muito medo”, explica.
“Às vezes eu ainda sonho com as mulheres da arquibancada me chamando. Parece que me vejo jogando de novo”, admite. Mas a vida ainda tinha reservado muito mais para o canoense de fala fácil e sorriso alegre.

Nesta época, o canoense já estava na Aeronáutica. Começava a Segunda Guerra Mundial, e todos no quartel ficavam de prontidão, recebendo apenas um dia de folga por semana. “Eu ficava em casa de farda. Se a sirene tocasse, tínhamos meia hora para nos apresentar”, lembra.

Hélio Ferreira da Silva, entretanto, nunca veria os fronts da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália. Há poucos dias de ser embarcado para o campo de batalha, chegava o mês setembro de 1945. A guerra acaba.

Hélio “Caldas” e Ernesto Geisel

Mesmo antes, durante e depois da guerra, a vivência nas Forças Armadas proporcionou o que seria uma de suas maiores paixões: os carros. Depois de sete anos, saiu da Aeronáutica e tornou-se motorista particular. Acabou por trabalhar 40 anos de sua vida para a Companhia Jornalística Caldas Júnior, dona do jornal Correio do Povo, como motorista da família de Breno Caldas. Por muito tempo, sua família morou na propriedade da família Caldas no bairro Belém Novo, em Porto Alegre.

Recentemente, Hélio visitou os netos de Breno, que o chamaram de “Hélio Caldas”, tamanha fora sua contribuição para a família.
Mas as mais histórias das quais Hélio mais se lembra são aquelas que envolviam os governos da ditadura militar. Primeiro, quando o golpe era dado, em 1º de abril de 1964, Breno Caldas pediu ao motorista que buscasse suas filhas na Rua Coronel Bordini, no bairro Auxiliadora, e as trouxesse ao Belém Novo. Recebeu uma arma, e deveria impedir, depois de todos em casa, que qualquer um entrasse na propriedade. Tendo que lidar com militares às portas do terreno, Hélio deixou-os entrar, mas cuidou cada movimento deles. Depois de uma medição no terreno – o que acontecia no local com frequência – eles foram embora sem maiores percalços.

Em outra oportunidade, em razão do aniversário de Breno Caldas, o presidente Ernesto Geisel, também gaúcho, veio até a fazenda para parabenizá-lo. Hélio teve que esconder um papagaio, que era ilegal, da vista do mandatário. Como um dos genros do patrão acabou por entregar a existência da ave, Geisel exigiu vê-la.
O que se sucedeu, entretanto, tranquilizou a todos. Ao ver o papagaio, que havia sido ensinado a falar muitos palavrões, o presidente desatou-se a rir mesmo sendo xingado pelo bicho.

Cuidado com o caminhão

Ao aposentar-se, Breno Caldas queria que Hélio continuasse trabalhando para ele, mesmo que não mais tendo carteira assinada por sua companhia. Não era bem sua ideia: eram os anos finais da Caldas Júnior antes de sua venda, e o motorista tinha o sonho de ter um caminhão e trabalhar com entregas.

Acabou recebendo a chave de um veículo à sua escolha entre 18 que estavam na garagem da propriedade, escondidos dos credores. “Breno puxou um bolo de chaves do bolso e disse: ‘Escolhe uma. Pode pegar.’ Mais tarde fui lá e escolhi um caminhão.”

Graças à rápida passagem da titularidade dos documentos, Hélio pode ficar com o veículo até poucos anos atrás, quando parou de dirigir. “Não quero me gabar, mas nunca causei nenhum acidente. Com a idade, preferi pedir para o Júlio aqui me levar nos lugares. Não é agora que eu vou ter um solavanco e acabar machucando alguém”, preocupa-se.

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Moradores da rua Rio de Janeiro reclamam de galhos caídos e buracos na via

Redação

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Moradores da rua Rio de Janeiro reclamam de galhos caídos e buracos na via – Foto: O Timoneiro

Após divulgação do Choque de Limpeza, realizado pela Prefeitura de Canoas desde a segunda-feira, 12, após temporal do dia 16 de janeiro, que provocou quedas de árvores, galhos e entulho pelas ruas da cidade, moradores da rua Rio de Janeiro, no bairro Mathias Velho, reclamam que o problema não foi resolvido na via.

Galhos caídos rua Rio de Janeiro - Foto: O Timoneiro

Galhos caídos rua Rio de Janeiro – Foto: O Timoneiro

De acordo com a Prefeitura, o serviço foi intensificado e até terça-feira, 13, foram 7.160 toneladas retiradas, o que representa cerca de 906 cargas de caminhão. A força-tarefa foi operada pelas Secretaria de Serviços Urbanos, Meio Ambiente e Obras, além das subprefeituras.

Reclamações de moradores

Moradora da rua há 34 anos, Elaine Lopes conta que a rua, que é uma das principais do bairro, está abandonada há muitos anos. “Nunca presenciei nenhum recapeamento de asfalto, que está cheio de remendos, além do mato que cresce em terrenos baldios e muito lixo”.

Buraco na rua Rio de Janeiro - Foto: O Timoneiro

Buraco na rua Rio de Janeiro – Foto: O Timoneiro

Ainda de acordo com a canoense, os galhos caídos no temporal ainda não foram removidos do local até o momento.

O que diz a Prefeitura

A reportagem de O Timoneiro entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura, que explicou que, a respeito dos entulhos, agentes da subprefeitura estão atuando no bairro e ainda “nesta semana devem remover os resíduos na Rio de Janeiro e em toda a ‘entrada’ da Mathias’”.

De acordo com a nota, estão no cronograma semanal: ruas São Paulo, Sarmento Leite, Itabaiana, D. Federal, Paraíba, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Padre Réus, Guaporé e Missões.

Leia também: Mais de 7 mil toneladas de entulho foram retiradas das ruas desde o temporal de janeiro
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Canoas decreta situação de emergência que permite o saque do FGTS pelos atingidos

Redação

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Canoas decreta situação de emergência que permite o saque do FGTS pelos atingidos - Foto: Thiago Guimarães

Após os danos causados pela tempestade com fortes ventos e granizo que atingiu a cidade na noite desta terça-feira, 16, o prefeito em exercício Nedy de Vargas Marques assinou o decreto que declara situação de emergência nível 2 no município.

O documento contou com o parecer do Escritório de Resiliência Climática (Eclima), emitido por meio da Defesa Civil. O Decreto nº30 de 2024 tem validade por até 180 dias.

“A previsão para hoje é muito séria e, por isso, assinei o decreto de emergência de nível 2, que é necessário para agirmos com mais celeridade afim de atender a população. Esperamos que Deus nos ajude e que os canoenses não sejam mais prejudicados, mas em caso de necessidade, estaremos preparados para socorrer aqueles que precisarem”, afirmou o prefeito em exercício Nedy de Vargas Marques ao lamentar que o forte temporal, que causou tantos estragos, atingiu principalmente a população mais humilde.

O evento climático causou danos à cidade e registrou tempestade severa com ventos que chegaram a 100km/h. A iniciativa permite, entre outras ações, o saque do FGTS pelos atingidos, assim que for homologado.

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TEMPORAL: destelhamentos, queda de árvores e alagamentos de ruas em diversos bairros de Canoas

Redação

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TEMPORAL: destelhamentos, queda de árvores e alagamentos de ruas em diversos bairros de Canoas

O forte temporal que atingiu Canoas na noite da terça-feira, 16, causou destelhamentos, queda de árvores e alagamentos de ruas em diversos bairros. As equipes do gabinete de crise, instalado hoje, estão percorrendo a cidade para desobstruir vias e auxiliar a população.

Há registro de destelhamento, queda de árvores e de fios no bairro Rio Branco. Também há ocorrências no Niterói e Fátima. O secretário adjunto do Escritório de Resiliência Climática (Eclima), Igor Sousa, informa que houve ventos superiores a 98 km/h.

“As subprefeituras estão abertas, atendendo as solicitações de lonas. As pessoas podem acessar esses locais. A Defesa Civil não está fazendo essa entrega no momento, pois está dando prioridade para os casos de resgate”, ressalta.

Temporal atinge bairros de Canoas

Temporal atinge bairros de Canoas

Além da Defesa Civil, Bombeiros, subprefeituras, Guarda Municipal (GM), agentes de trânsito e diversas secretarias estão nas ruas prestando atendimento. Famílias que necessitem sair de casa estão sendo encaminhadas a escolas e ginásios municipais, mas muitas não querem deixar as moradias.

Até a última atualização, 15 pessoas foram levadas para o Centro de Convivência do Idoso (CCI).

Ainda segundo o último aviso da RGE, há 150 mil pontos sem energia elétrica. Em alguns locais, o fornecimento foi cortado por medida de segurança. Com a falta de energia, o abastecimento de água também foi prejudicado.

A Corsan está trabalhando para restabelecer o fornecimento.

Última atualização dos índices pluviométricos

– Estância Velha – 29 mm
– Marechal Rondon – 75 mm
– Mathias Velho – 48.8 MM
– São Luis – 53.2 mm
– Niterói – 56.1 mm

Serviço

Casos de emergência relacionados à chuva, alagamentos, ventos ou granizo podem ser comunicados à Defesa Civil pelos telefones (51) 3476-3400 e (51) 99322-5764, assim como ao Corpo de Bombeiros pelo 193.

A Guarda Municipal de Canoas também está de prontidão nos telefones 153, (51) 32363888 ou pelo (51) 32363889. No Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), o contato é pelo WhatsApp: (51) 51 9301 4751.

A necessidade de sinalização devido à queda de árvores ou alagamentos deve ser comunicada à Diretoria de Trânsito, no número 156.

Pontos de apoio

Os ginásios da EMEF Paulo VI (av. Irineu Carvalho Braga, 2781, Fátima), Thiago Würth (av. Rio Grande Do Sul, 4240, Mathias Velho), da EMEF Santos Dumont (rua Arthur Bernardes, 654, Niterói), na EMEF Erna Würth no CAIC (Av. Dezessete de Abril, 430, Guajuviras) e no Centro Esportivo São Luís (rua Eng. Rebouças, 844, São Luís) estão à disposição para eventuais famílias desabrigadas ou desalojadas.

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