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21/02/2024
 

Cultura

Opinião: Na Marvel e aqui, vizinho contra vizinho é a regra

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Grisa_24032016

 

A Marvel e a DC, assim como no cinema, têm pontos mais marcantes em seus quadrinhos. Pelo menos durante a maior parte do tempo, na DC, há lutas contra grandes vilões. Coringa, Darkseid, Flash Reverso, Exterminador, Espantalho, Vandal Savage, Apocalypse. A Marvel, por sua vez, se reveza constantemente entre acabar com os planos dos vilões… E brigas entre super-equipes.

Há muito tempo isso é regra na Marvel. Herói contra herói. Antigamente, lá nos anos 70 até os 90, geralmente era entre Vingadores e X-Men. Ou então entre diferentes grupos de X-Men, com o X-Factor, X-Force, Novos Mutantes e outras denominações. Alguns às vezes divergiam, ou trabalhavam para o governo, e daí o conflito se iniciava.

Ou seja: a guerra entre aqueles que são apoiados pelo governo contra os que não são é algo comum na Marvel. A CIA, a S.H.I.E.L.D. ou o Departamento de Assuntos Super-humanos do Governo dos EUA dão um jeito de colocar pessoas com dons especiais na tentativa de se matarem por pouco. Felizmente, grande parte das vezes Vingadores, X-Men e outros percebem a besteira que estão fazendo antes que seja tarde demais.

Na Guerra Civil, entretanto, não foi assim. Depois de um erro do grupo conhecido como Novos Guerreiros (e um super-vilão usando uma droga que ampliava seus poderes), mais de 600 pessoas, incluindo muitas crianças. A mídia e o público espetacularizaram o episódio como puderam, e o Congresso norte-americano reagiu. Muitos heróis amadores, ao serem confrontados entre seguir a Lei de Registro Superhumano, o que incluiria tornar públicas suas identidades, resistiram. Capitão América foi contra, e começou a liderar uma facção contrária ao registro.

Ambos os lados acabaram por fazer coisas horríveis. Muito mais pessoas morreram. Bill Foster, o herói conhecido como Golias Negro, morreu em combate entre as forças do Homem de Ferro, agora diretor da S.H.I.E.L.D., contra as do Capitão. Quem o matou foi um clone ciborgue do Thor conhecido como Ragnarok. Ele deveria obedecer às ordens de Tony Stark, mas saiu do controle. No final da guerra, ao menos nos quadrinhos, o Capitão América, Steve Rogers, foi morto na porta do tribunal onde iria ser julgado pelo crime de traição.

Agora, finalmente esta tradição Marvel chega às telonas em Capitão América 3: Guerra Civil, no final de abril. Vizinho contra vizinho, irmão contra irmão. Por conta de questões políticas, para que cada um faça o que acha que é melhor para a comunidade super-heroica. E claro, eles não conseguem chegar a um consenso. Acham que qualquer ação do conjunto de propostas “do outro lado” configura uma ameaça, mesmo que temporária, a tudo aquilo que se acredita. Isso vale para ambas as facções em guerra.

As pessoas têm a capacidade de serem terríveis. Em uma guerra, elas podem fazer tudo. Matar, derrubar, destruir… Parece familiar? Não é mais fácil sentar e conversar? Se há crimes, julgá-los e condenar quem for criminoso – e SOMENTE quem for criminoso? E depois, ainda discutir as leis? Mudá-las para melhor, quem sabe?

Alguns fascistas de hoje, que foram combatidos pelos exércitos e também pelos super-heróis em tempos passados, hoje inspiram-se na ação de heróis da ficção. Tudo em prol de uma espécie de nacionalismo bizarro. Um nacionalismo que só considera os meus iguais na construção de um país. Um nacionalismo que acredita que, num país do tamanho do Brasil, não há espaço para o negro, para o pobre, para o gay, para o trans.

Não se enganem. A situação hoje no Brasil não é como a Guerra Civil. Está mais para o conflito que realmente definiu a Segunda Guerra Mundial. Nazifascistas contra a União Soviética. Desculpem, mas eu só quero que todos eles se explodam em ambos os casos.

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Cultura

Biblioteca Pública inaugura exposição “Gatos nas Letras”

Redação

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Os frequentadores da Biblioteca Pública João Palmo da Silva (Rua Ipiranga, nº 105), podem acompanhar a exposição “Gatos nas Letras”, que apresenta 19 obras que tem esses bichos de estimação como tema.

A mostra segue até dia 1º de março. Segundo a bibliotecária Andréia Knob, os livros estão disponíveis para leitura e empréstimo. Entre os títulos estão “O gato malhado e a senhora Sinhá”, de Jorge Amado, “Garfield”, de Jim Davis, e “Bob, um gato fora do normal”, de James Bowen.

Escritores e seus gatos

É antiga a relação de grandes escritores com esses animais domésticos, sendo que alguns deles dedicaram obras inteiras aos felinos. De Julio Cortázar a Ernest Hemingway, de Ferreira Gullar a Carlos Drummond de Andrade. Jorge Luís Borges, Ezra Pound, Truman Capote, Tchecov, Yeats e Lewis Carroll também viveram cercados por eles. Mestre das histórias de mistério e suspense, Edgar Allan Poe utilizou-os como personagens de seus contos. T. S. Elliot escreveu um livro sobre os gatos.

A Biblioteca fica no térreo da Secretaria da Cultura, na Rua Ipiranga, 105, Centro. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.

Documentos para o cadastro:

  • Identidade com foto
  • Comprovante de residência atual no próprio nome ou dos pais (se o endereço estiver no nome de terceiros, é preciso apresentar declaração).
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Cultura

Museu Hugo Simões Lagranha apresenta exposição de obras de apenados LGBTQIAP+ na quarta-feira

Redação

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Museu Hugo Simões Lagranha apresenta exposição de obras de apenados LGBTQIAP+ na quarta-feira

Obras que retratam o inconsciente e as emoções de 12 apenados LGBTQIAP+ do Complexo Prisional de Canoas (Pecan) estarão disponíveis para o público a partir de quarta-feira, 21.

A exposição ‘Expressionismo na Pintura e na Vida’ será inaugurada às 19h, no Museu Hugo Simões Lagranha, na Casa dos Rosa. A mostra, apoiada pela Prefeitura, por meio da Secretaria da Cultura, ficará até o dia 3 de março no espaço.

Obras

As 18 telas, inspiradas no movimento artístico Expressionista, foram elaboradas a partir de oficinas de arte em conjunto à terapia com os apenados. O projeto, entre o artista plástico Aloizio Pedersen e a psicóloga Maristela Mostardeiro, trabalhou a autoestima do grupo, reestabelecendo a autoconfiança entre eles.

As aulas foram ministradas entre outubro de 2023 e janeiro deste ano e contaram com o apoio das empresas Colméia Containers e Pioneira Indústria Textil.

O secretário de Cultura, DJ Cabeção, salientou que apoiar essa mostra, por meio de um projeto tão importante de ressignificação de vida aos apenados, é também um ato de cidadania para a sociedade.

“Toda ressocialização é digna de respeito, principalmente em um sistema em que a maioria não se ressocializa. Estarem engajados com a arte e na evolução pessoal, é apresentar uma forma de liberdade para essas 12 pessoas também”, completou.

As obras poderão ser conferidas de terças às sextas-feiras, das 10h às 17h e aos sábados e domingos, das 14h às 18h. O Museu Hugo Simões Lagranha está localizado na avenida Victor Barreto, 2186, Centro.

 

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Cultura

CARNAVAL RIO: Viradouro e Portela se destacam na segunda noite do grupo especial

Redação

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Viradouro - Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

Por Daniela Uequed e Douglas Angeli

A Unidos do Viradouro fechou o grupo especial do carnaval carioca com um enredo primoroso e original sobre o culto feminino de Dangbé, o vodun serpente e arco-íris difundido em Daomé e trazido para o Brasil. Como não podia deixar de ser, o desfile, concebido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon, foi marcado por fortes coreografias e visual bastante colorido, complementado pelo azul e rosa do amanhecer de terça-feira.

Os pontos altos da apresentação da Viradouro foram a comissão de frente, com a serpente, o casal de mestre-sala de porta-bandeira, Rute Alves e Julinho Nascimento, a bateria do mestre Ciça e o conjunto de alegorias e fantasias desenvolvendo densamente o enredo. Vice-campeã no ano passado, a escola de Niterói é forte candidata ao seu terceiro título na apuração desta quarta-feira.

A Portela apresentou ao público e aos jurados sua nova proposta estética sob a criação dos carnavalescos André Rodrigues e Antônio Gonzaga, com o enredo Um defeito de cor, baseado no livro de Ana Maria Gonçalves, que desfilou no primeiro tripé juntamente com o ministro dos Direitos Humanos Sílvio Almeida.

A comissão de frente, com bela encenação, promoveu o reencontro fictício entre Luiza Mahin e Luís Gama, mãe e filho, e a primeira alegoria representou o Benin tendo a águia, símbolo da escola, em visual diferente, com estampas e galhos retorcidos. A melhor alegoria da escola, entretanto, sofreu uma pequena avaria na parte traseira, com um dos pisos inclinando.

Estandarte de Ouro

Na manhã de terça a Portela foi agraciada com o tradicional prêmio Estandarte de Ouro, do jornal O Globo, como melhor escola e melhor enredo, mas no desfile houve erros de evolução que devem tirar a escola da briga pelo título.

A primeira escola a desfilar foi a Mocidade Independente de Padre Miguel, com o enredo sobre o caju e samba cujo refrão foi cantado com empolgação pelo público. A concepção e o desenvolvimento do enredo, entretanto, deixou a desejar, faltando densidade narrativa e apresentando soluções simplórias nas alegorias e fantasias.

A comissão de frente chamou a atenção interagindo com uma integrante fantasiada de Carmen Miranda que aparecia na arquibancada do sambódromo, facilitado pelo recurso da nova iluminação, que focava no ponto exato.

Mocidade - Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

Mocidade – Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

Após a Portela, foi a vez da Vila Isabel reeditar seu enredo Gbalá, de 1993, desta vez com o carnavalesco Paulo Barros. Na comissão de frente, Oxalá conduzia as crianças ao templo da criação na esperança de que elas possam salvar o mundo de suas mazelas, como a fome, a poluição e a corrupção, representadas no carro abre-alas. As duas primeiras alegorias tiveram nível superior em um desfile cujo apuro estético foi decaindo, prejudicando o bom desenvolvimento do enredo, distante do estilo consagrado pelo próprio carnavalesco.

Vila Isabel - Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

Vila Isabel – Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

A Estação de Primeira de Mangueira, uma das grandes expectativas do público, trouxe sua homenagem a Alcione. Amigos da cantora participaram do desfile, como Maria Bethânia, presente no pede-passagem da escola. O enredo contou a história de Alcione desde suas origens no Maranhão, chegando ao Rio de Janeiro, à fama e à relação com a escola especialmente pelo papel na escola mirim, a Mangueira do Amanhã.

O conjunto das fantasias e alegorias apresentou desequilíbrio de qualidade entre os setores, com altos e baixos. O samba foi bem cantado pelas alas, na melhor performance do quesito harmonia da noite, com destaque também para a bateria.

Mangueira - Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

Mangueira – Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

Antes da noite culminar com a apresentação da Viradouro, o Paraíso do Tuiuti celebrou a luta de João Cândido, o almirante negro, contra os maus-tratos na Marinha. A segunda alegoria trazia um navio com imagens da escravidão e encenação dos castigos aos quais os marinheiros negros eram submetidos na época da revolta da Chibata, com representação de sangue jorrando que deixou a pista tingida. O nível das alegorias e fantasias, no entanto, foi muito baixo do meio para o fim do desfile, somado a abertura de buraco na segunda cabine de jurados.

Tuiuti - Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

Tuiuti – Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

A grande campeã do carnaval carioca será conhecida na apuração de quarta-feira a partir das 16h.

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