Geral
Canoenses começam a receber o auxílio emergencial municipal

Nesta semana, a Prefeitura de Canoas iniciou a entrega do cartão que dá acesso ao auxílio emergencial municipal, no valor de R$ 150,00 mensais. O programa beneficia 12 mil famílias e será concedido pelo prazo de quatro meses, podendo ser prorrogado por igual período, durante a vigência da emergência de saúde pública.
O auxílio se destina às pessoas que estão em condições de pobreza e vulnerabilidade social, considerada como sendo aquela com renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo, inscritas no Cadastro Único do Governo Federal (CadÚnico) e que sejam residentes em Canoas.
Os cartões podem ser retirados nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), seguindo o calendário organizado pela Prefeitura e que está sendo informado através de correspondência para os beneficiários. O Programa foi pensado a partir de necessidades constatadas por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Municipal de Assistência Social.
O auxílio mensal é de R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) em cada cartão entregue, os quais receberão recarga automática dentro do período previsto para a duração do Programa Emergencial de Transferência de Renda. A estimativa é de que, ao final, seja destinado o total de R$ 5.400.000,00 (cinco milhões e quatrocentos) em favor dos munícipes que se enquadrem nos requisitos.
Ajuda em boa hora
No primeiro dia da entrega dos cartões, a equipe de reportagem do jornal Timoneiro visitou o CRAS Mathias Velho e conheceu Deise de Oliveira. Acompanhada por seus dois filhos, ela relatou que está desempregada e que a ajuda veio em muito boa hora, uma vez que está desempregada e entende que o mercado de trabalho está ainda mais reduzido durante a pandemia. “Para nós é ótimo, nos ajuda demais com as crianças, porque a situação com esse vírus está muito difícil para conseguir emprego. Hoje comprei frutas e verduras para mim e para minha família”, contou.
Comércio local
Em conversa com a equipe de reportagem do Timoneiro, a secretária municipal de Desenvolvimento Social Luísa Camargo explicou que, embora amparar a população mais vulnerável seja o grande foco do programa, a iniciativa serve também para fomentar o comércio local. O comerciante Nerilei Nunes Torbes, 77 anos, trabalha com comércio de alimentos na Avenida Boqueirão e, de acordo com ele, o impacto da medida tende a ser muito positivo também para quem vende. “Agora as pessoas vão ter mais dinheiro para comprar o básico. Elas acabaram comprando menos durante a pandemia e se elas têm mais dinheiro, a tendência é que a gente venda mais também. Aqui eu trabalho com meu filho e a gente sentiu o impacto da diminuição nas vendas. Estou vendo como uma oportunidade de nos recuperarmos um pouco, sabendo que as pessoas terão esse cartão e também fico feliz por elas, que ganharam algo que precisam”, disse.
Aprovado na Câmara
No dia 8 de setembro foi aprovado na Câmara Municipal o projeto de lei, encaminhado pelo Executivo, que instituiu o auxílio emergencial municipal. De acordo com o documento que foi enviado para a apreciação dos vereadores, o projeto (PL n° 37/2020) visa atender, dentro de suas políticas públicas, todas as famílias que se encontram em situação de pobreza e vulnerabilidade.
Geral
Exame toxicológico entra na lista de exigências para primeira habilitação nas categorias A e B no RS

A partir de 1º de setembro, candidatos à primeira habilitação no Rio Grande do Sul deverão realizar exame toxicológico para obter a Permissão para Dirigir (PPD). A exigência vale para quem iniciar formalmente o processo de habilitação no Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (DetranRS), por meio de um Centro de Formação de Condutores (CFC), a partir dessa data.
A medida, prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), passa a alcançar também os candidatos às categorias A e B, destinadas à condução de motocicletas e automóveis. O exame já é exigido de condutores profissionais das categorias C, D e E em exames periódicos.
A nova regra tem como base a Lei 15.153, de 2025, que acrescentou os parágrafos 10 e 11 ao artigo 148-A do CTB. A legislação determina a apresentação de resultado negativo em exame toxicológico como condição para a obtenção da primeira habilitação nas categorias A e B.
O teste deverá ser realizado em laboratório credenciado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e poderá ser feito em qualquer etapa do processo de habilitação. A relação dos laboratórios autorizados está disponível no site da Senatran.
A Permissão para Dirigir somente será emitida após o laboratório registrar no sistema o resultado negativo do exame toxicológico do candidato.
Geral
Pedágios sobem novamente no RS; veja os novos valores

Entrou em vigor nesta segunda-feira, 24, o reajuste de 4,64% nas tarifas de sete praças de pedágio de rodovias federais do Rio Grande do Sul. Os pontos estão localizados na freeway e nas BR-386 e BR-101, em trechos administrados pela Motiva ViaSul.
Com a atualização aprovada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a tarifa para carros passou de R$ 6,60 para R$ 6,90. Para caminhões de dois eixos, o valor subiu de R$ 13,20 para R$ 13,80. Já as motocicletas passaram de R$ 3,30 para R$ 3,45.
Este é o segundo reajuste aplicado às tarifas em um intervalo de dois meses. A atualização ocorre após um período de dois anos sem alteração nos valores.
O primeiro aumento entrou em vigor em junho e considerou o período de 12 meses iniciado em agosto de 2024. O novo reajuste, aprovado na sexta-feira, 21, corresponde à atualização referente ao último ano.
Dos R$ 0,30 acrescentados à tarifa para carros, R$ 0,11 correspondem à inflação e R$ 0,19 são relacionados ao período em que o reajuste deixou de ser aplicado.
Com as duas atualizações, a tarifa, que era de R$ 5,50 antes do reajuste de junho, chega a R$ 6,90 nesta segunda-feira. A previsão é de que os valores permaneçam sem nova alteração até agosto de 2027.
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Famílias de desaparecidos podem fazer coleta de DNA no RS entre 24 e 28 de agosto

Entre os dias 24 e 28 de agosto, familiares de pessoas desaparecidas poderão fornecer material genético em pontos de coleta do Rio Grande do Sul durante a quarta edição da Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A ação ocorre simultaneamente em todo o país e busca ampliar os cruzamentos entre perfis genéticos de familiares e de pessoas não identificadas.
No Estado, todos os Postos Médico-Legais (PMLs) estarão mobilizados para realizar as coletas. Em Porto Alegre, o procedimento também será feito no Centro Regional de Excelência em Perícias Criminais do Sul (Crepec), localizado na Rua Comendador Álvaro Guaspari, 40.
Na quinta-feira, 27, haverá ainda um ponto de coleta junto ao Monumento ao Expedicionário, no Parque Farroupilha, em Porto Alegre.
Quem deve participar
A mobilização é destinada principalmente a familiares de pessoas desaparecidas que ainda não forneceram material genético à perícia oficial. O material coletado será comparado com perfis genéticos de pessoas não identificadas, vivas ou mortas, que estão cadastrados nos bancos de DNA.
O cruzamento dos dados é realizado continuamente pelas equipes responsáveis pela busca e identificação de pessoas desaparecidas.
O material genético coletado será utilizado exclusivamente para a identificação de pessoas desaparecidas. Quem já realizou a coleta junto à perícia oficial anteriormente não precisa repetir o procedimento.
Familiares prioritários
A orientação é que a coleta seja feita, preferencialmente, por familiares de primeiro grau, seguindo esta ordem:
Pai e/ou mãe biológicos;
Filhos biológicos da pessoa desaparecida e o outro genitor desses filhos;
Irmãos biológicos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe.
Em situações nas quais não seja possível seguir essa ordem, a equipe responsável poderá avaliar a coleta de material de outros familiares.
Como é feita a coleta
O material genético pode ser obtido por meio de um pequeno cotonete passado na parte interna da bochecha ou pela coleta de uma pequena gota de sangue da ponta de um dos dedos.
Familiares que não conseguirem comparecer a um dos pontos de atendimento devem entrar em contato por telefone com o local de coleta mais próximo. A equipe poderá avaliar a situação e buscar uma alternativa para viabilizar o procedimento.
Documentos necessários
Para realizar a coleta, é necessário apresentar documento de identidade e informações do boletim de ocorrência referente ao desaparecimento.
Também é recomendado levar, se possível, objetos pessoais da pessoa desaparecida que possam conter material genético, como escova de dentes, dente de leite guardado ou cordão umbilical.

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