Evento marca Dia da Consciência Negra

Reunir as mulheres, filas de Oyá, num encontro alegre de empoderamento feminino é o objetivo do Centro de Religião de Matriz Africana Ilê Axé de Oyá Dirã que tem como yalorixá Glaci Mello – Maninha de Oyá em diálogos com a professora Sirlandia Gheller, atriz, professora e coordenadora do Projeto Mãe Preta, Mãe África. A proposta é reunir estas mulheres e trabalhar cada vez mais as características das filhas de Oyá, ou seja, a coragem, o desejo de aprender, a força, a paixão pela natureza, o espírito guerreiro, o amor, a inteligência, a audácia, a liberdade, o respeito a si própria e aos outros.  Empoderamento feminino, ecologia, alegria, arte e artesanato e busca do conhecimento farão do 3º Encontro das Filhas de Oyá.

Feira: A força da arte e do artesanato negro rompendo barreiras

Artistas e artesãos convidados

  • Angelita Carvalho com o projetos MALEKA
  • Lisiane Batista com o projeto MORENIQUE
  • Franquilinia Marques com projeto Bonecas Pretas
  • Cristiane Duarte com o projeto Cris Axós
  • Maira Fernandes com o projeto Maria Arteira
  • Inês Pascoal com Camisetas de Orixás e máscaras com arte africana
  • Anderson de Agelú com o figurino Oyá do Futuro
  • Maninha de Oyá com o figurino Mãe Oyá
  • Carlinhos Grijó com o projeto  Grijós  e seus Pátuas
  • Apresentações Artísticas e Homenagens
  • Abertura: Ana Sauri
  • Homenagem a Isabel Genelício/
  • Lider Quilombola Chácara das Rosas (in memória)
  • Ana de Tandera: Dança para Mãe OYÁ

Apresentações Artísticas e Homenagens                            

– Julio de Oxalá: Intervenção teatral “ Histórias Preto Velho” e Teatro de bonecos “ Bastião ao Pé do Banbuzal” e “Aniversário do Boneco Bastião”

– Glaci Mello com Dança da Libertação

– Encerramento: Luciara Batista

Setorial Afro Indígena de Canoas

Nossa reportagem conversou com Fernanda Amaro, ativista cultural do Movimento Negro, coordenadora da Setorial Afro Indígena de Canoas e também Conselheira na Compir Canoas.

“Para a comunidade negra do município, os últimos tempos foram bem exigentes, ainda mais sobre a manutenção dos saberes ancestrais e fomento cultura sobre o bem estar social. Para além das dificuldades, alcançamos resultados jamais vistos até aqui. Após anos tivemos a instituição do Conselho Municipal de Igualdade Racial de Canoas. Uma conquista aguardada há mais de 10 anos pela comunidade negra canoense, numa soma de esforços incansáveis, fazendo parte à homenagem em memória a Isabel Genelício, grande liderança do Quilombo Chácara dos Rosa”.

Ainda, Fernanda relatou que os coletivos, setoriais e associações da cidade vêm somando esforços através das lideranças, e se preparando fortemente para o momento pós-pandemia que a cada dia se aproxima. “Certos de alcançar uma agenda concreta que atenda às políticas públicas instituídas para população afrodescendente, para além da validação em eventos, mas de uma agenda continua antirracista que através da educação e cultura nos leve de fato a equidade superando o racismo estrutural e as mazelas insistentes do racismo”.

Projetos de empoderamento e acesso a direitos vêm ocorrendo, como o Projetos Gelotecas, que fomenta a leitura e circuito de artistas grafiteiros das nossas comunidades. Tivemos o lançamento do livro deste projeto na ultima segunda. Contamos com 100 geladeiras transformadas por artistas e a disposição para acesso à leitura, já espalhadas pelos municípios vizinhos.

Segundo a ativista, 2022 promete uma agenda movimentada de oportunidade para juventudes através do empoderamento econômico e sustentável das comunidades, através do autocuidado numa perspectiva de oportunidades fazendo do ativismo social uma forma de compartilhar sabres ancestrais em favor do patrimônio cultural imaterial da Cultura Negra.

 

 

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