Choque de Limpeza é feito pelos moradores no Mathias Velho

Eni da Silva Dias mostra realidad do lixo no Mathias Velho. Foto: Marcelo Grisa/especial-OT
Eni da Silva Dias mostra realidad do lixo no Mathias Velho. Foto: Marcelo Grisa/especial-OT
Marcelo Grisa – Repórter Especial
No começo de 2016, a Secretaria de Serviços Urbanos (SMSU) iniciou uma operação chamada de Choque de Limpeza Especial. Uma reportagem veiculada no jornal oficial da Prefeitura destaca que o começo dos trabalhos de remoção de entulhos ocorreu no cruzamento entre as ruas São Paulo e Curitiba, no bairro Mathias Velho, onde há uma praça. Entretanto, não é este o quadro presenciado. Moradores afirmam que, na data, foram removidas três caçambas cheias de lixo. Mas isso é pouco perto do que ainda precisa ser feito.
Segundo a recicladora Eni da Silva Dias, o lugar constantemente fede a barro podre, o que atrai animais perigosos. “Cobra e aranha tem de monte. Dá medo de pegar veneno, alguma doença. Não teve problema até agora, mas…”
O lixo é a realidade da área. Foto: Marcelo Grisa/especial-OT
O lixo é a realidade da área. Foto: Marcelo Grisa/especial-OT
A maior parte do lixo no local ainda é remanescente da derrubada de outras casas que haviam ali. Seus residentes foram para imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida há mais de um ano. Eni ainda não saiu do local porque não foi oferecido espaço suficiente para seu ofício e para cuidar de um filho com necessidades especiais.
Iolanda Kendzierski, que mora perto dali, demonstrou indignação com a utilização da praça para propagandear as ações da Prefeitura. “Esta praça foi construída principalmente pelo seu Brasil Costa, que muito lutou pela Mathias. A limpeza é feita pelo choque de limpeza dos próprios moradores”, explicou.
Praça limpa por moradores contrasta com o lixo sem solução. Foto: Marcelo Grisa/especial-OT
Praça limpa por moradores contrasta com o lixo sem solução. Foto: Marcelo Grisa/especial-OT
O secretário de Serviços Urbanos, Alcy Paulo de Oliveira, o Cica, recém-empossado na pasta no dia 1º de janeiro, afirmou que o prazo para as demandas do bairro é de dois meses. “Até o final de fevereiro queremos acabar com essa demanda superior causada pelas chuvas de outubro passado. Há neste momento três máquinas no Mathias Velho, mais quatro no Rio Branco e três no Niterói, operando todos os dias.”
A realidade do bairro, mesmo com o choque de limpeza especial, continua sendo de muitos resíduos. Foto: Marcelo Grisa/especial-OT
A realidade do bairro, mesmo com o choque de limpeza especial, continua sendo de muitos resíduos. Foto: Marcelo Grisa/especial-OT

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