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02/07/2026
 

Saúde

Vacina contra meningite para adolescentes de 11 a 14 anos disponível no SUS

Redação

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Vacina contra meningite para adolescentes de 11 a 14 anos disponível no SUS

Um dos tipos mais grave de meningite e sua forma mais aguda, a meningococcemia, podem ser prevenidas com uma vacina disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para adolescentes de 11 a 14 anos.

Chamada de Meningocócica ACWY, ela é feita em dose única e protege contra quatro tipos da bactéria que causa a doença. Em determinados casos, essa infecção pode chegar a uma letalidade de 70%.

Segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde, já foram registrados neste ano 22 casos e três mortes pela doença no Rio Grande do Sul (dados parciais já notificados até o dia 27 de agosto). Em 2023, foram 47 casos e oito óbitos.

A vacina meningocócica ACWY (Conjugada) foi originalmente implantada pelo Ministério da Saúde no calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI) para adolescentes em 2020, na época para jovens de 11 e 12 anos. Em 2022, a faixa etária foi ampliada até os 14 anos.

A faixa etária de maior risco de adoecimento para a doença meningocócica é a de crianças menores de cinco anos de idade, especialmente menores de um ano. No entanto, os adolescentes e adultos jovens são os principais responsáveis pela circulação da doença.

Eles são a faixa etária com maior número de casos assintomáticos, ou seja, são portadores da bactéria sem apresentar sintomas e que podem transmitir a outras pessoas, já que o meningococo pode persistir na nasofaringe por semanas ou até que a pessoa faça tratamento com o antibiótico indicado por um profissional de saúde.

Cobertura no RS

Os dados da vacinação com a meningocócica ACWY apontam no Rio Grande do Sul uma cobertura abaixo do preconizado, que seria de 80%. No ano passado, o índice ficou em 61,1%. Neste ano, com dados parciais ainda sujeitos a alterações, a cobertura está neste momento em 55,8%.

Doença meningocócica

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Ela pode ser causada por microrganismos, como vírus, bactérias, fungos e parasitas. De um modo geral, a meningite bacteriana é a mais grave e dentre elas.

Nos casos em que é causada pela bactéria Neisseria meningitidis (meningococo), leva o nome de doença meningocócica, que pode levar a uma inflamação da meninge (meningite meningocócica) e/ou a uma meningococcemia, quando atinge a corrente sanguínea gerando uma infecção generalizada.

Cinco tipos (sorogrupos) de meningococo causam a maioria dos casos de doenças meningocócicas: A, B, C, W e Y. O sorogrupo mais frequente no Brasil é o C, razão pela qual a vacina foi incluída em 2010 no calendário infantil do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Desde então o número de casos de todos os tipos de meningite caiu quase três vezes no país, e o de casos do tipo C caiu quase quatro vezes. O sorogrupo B é hoje o mais predominante entre crianças.

Em todas as faixas etárias é o segundo, atrás do C e à frente do W e do Y. O tipo A não acontece mais no Brasil.

Transmissão e sintomas

O meningococo é transmitido por meio de secreções respiratórias e da saliva, durante contato próximo ou demorado com o portador, especialmente entre pessoas que vivem na mesma casa.

Essa bactéria não é tão contagiosa como o vírus da gripe, por exemplo, e não há transmissão por contato casual ou breve, ou simplesmente por respirar o ar onde uma pessoa com a doença tenha estado.

Já os ambientes com aglomeração de pessoas oferecem maior risco de transmissão e contribuem para desencadear surtos.

A evolução da doença meningocócica é rápida, com o surgimento abrupto de sintomas como febre alta e repentina, intensa dor de cabeça, rigidez do pescoço, vômitos e, em alguns casos, sensibilidade à luz (fotofobia) e confusão mental.

A disseminação do meningococo pelos vasos sanguíneos pode produzir manchas vermelhas na pele (petéquias, equimoses) e até necroses que podem levar à amputação do membro acometido.

O risco de morte pela doença é alto: 10% a 20%, podendo chegar a 70%, se a infecção for generalizada (meningococcemia). Entre os sobreviventes, cerca de 10% a 20% ficam com sequelas como surdez, cegueira, problemas neurológicos, membros amputados.

O tratamento é feito com antibióticos e outras medidas de preservação do equilíbrio do organismo, em Unidade de Terapia Intensiva isolada.

Prevenção

A melhor forma de se prevenir contra a meningite é mantendo a caderneta de vacina em dia. Além da vacina meningocócica ACWY, há outras que também protegem contra diversos tipos de meningites.

Sendo uma doença grave e contagiosa, a meningite é capaz de provocar sequelas e até mesmo a morte. A vacinação é a forma mais eficaz de evitar infecção. Sete vacinas são recomendadas e estão disponíveis por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

– BCG: protege contra as formas graves da tuberculose, inclusive a meningite tuberculosa. Esquema vacinal: dose única (ao nascer);

– Penta: protege contra as doenças invasivas causadas pelo Haemophilus influenzae sorotipo B, como meningite e contra a difteria, tétano, coqueluche e hepatite B.  Esquema vacinal: 1ª dose aos 2 meses de idade; 2ª dose aos 4 meses de idade e 3ª dose aos 6 meses de idade;

– Pneumocócica 10-valente (Conjugada): protege contra as doenças invasivas causadas pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo meningite. Esquema vacinal: 1ª dose aos 2 meses de idade; 2ª dose aos 4 meses de idade e reforço aos 12 meses de idade;

– Meningocócica C (Conjugada): protege contra a doença meningocócica causada pelo sorogrupo C. Esquema vacinal: 1ª dose aos 3 meses de idade; 2ª dose aos 5 meses de idade e reforço aos 12 meses de idade;

– Meningocócica ACWY (Conjugada): protege contra a doença meningocócica causada pelos sorogrupos A, C, W e Y. Esquema vacinal: uma dose em adolescentes de 11 e 14 de idade, a depender a situação vacinal.

Vacinas contra meningite para grupos especiais:

– Pneumocócica 23-valente (povos indígenas): uma dose na população indígena a partir de cinco anos de idade sem comprovação vacinal com as vacinas pneumocócicas conjugadas.

Administrar a segunda dose, respeitando o intervalo mínimo de cinco anos após a primeira dose.

– Pneumocócica 23-valente (pessoas de 60 anos e mais em condições especiais): uma dose a partir de 60 anos de idade para idosos não vacinados que vivem acamados e/ou institucionalizados (como casas geriátricas, hospitais, unidades de acolhimento/asilos e casas de repouso).

Administrar a segunda dose, respeitando o intervalo mínimo de cinco anos após a primeira dose.

– Pneumocócica 13-valente (Conjugada): protege contra as doenças invasivas causadas pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo meningite.

Essa vacina é disponibilizada nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs) para os seguintes grupos especiais: indivíduos ≥ 5 anos de idade, incluindo adultos nas condições de HIV/Aids, paciente oncológico, transplantados de órgãos sólidos e transplantados de células-tronco hematopoiéticas (medula óssea).

 

Saúde

Hospital Nossa Senhora das Graças recebe emenda parlamentar de R$ 1 milhão para custeio das despesas operacionais

Redação

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Créditos: Vinicius Medeiros

O Hospital Nossa Senhora das Graças recebeu, na terça-feira, 30, um repasse de R$ 1 milhão proveniente de uma emenda parlamentar destinada pelo deputado federal Giovani Cherini.

De acordo com as informações divulgadas, os recursos serão utilizados para o custeio de despesas operacionais da instituição, contribuindo para a manutenção dos serviços e para o funcionamento das atividades hospitalares. O investimento busca reforçar a capacidade de atendimento do hospital, referência em saúde para a Região Metropolitana de Porto Alegre.

Durante o ato de entrega do recurso, o prefeito de Canoas, Airton Souza, destacou a importância do repasse para a instituição.

“Esses recursos para o hospital são de extrema importância, pois o HNSG atende pacientes de mais de 150 municípios do Rio Grande do Sul, e cerca de 40% da população do Estado utiliza os serviços de saúde de Canoas”, afirmou.

O deputado federal Giovani Cherini ressaltou a relevância do hospital para a população e disse esperar que o recurso contribua para a continuidade dos atendimentos.

“Fico muito feliz em poder contribuir com o Hospital Nossa Senhora das Graças, que realiza um trabalho tão importante para a nossa comunidade. Sei o quanto essa instituição faz a diferença na vida de milhares de pessoas e espero que esse recurso ajude a manter um atendimento cada vez melhor para quem mais precisa”, declarou.

A secretária municipal de Saúde, Ana Boll, enfatizou a necessidade de investimentos para fortalecer o trabalho das equipes da instituição.

“Temos que melhorar as condições desses profissionais, que todos os dias dão a vida para atender cada vez melhor a população. Por isso, só temos a agradecer por mais esse recurso”, disse.

Já o diretor do Hospital Nossa Senhora das Graças, Marcus Vinicius Machado, afirmou que o valor será importante para ajudar a custear as despesas da instituição diante da alta demanda por atendimentos.

“Essa ajuda veio a partir de conversas, e o deputado entendeu que precisávamos desse recurso para o custeio. Hoje, nosso maior desafio é atender a uma demanda muito superior à capacidade do hospital”, destacou.

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Saúde

Canoas recebe liberação de mais de R$ 53 milhões para a Saúde e recursos para construção de 807 moradias

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O prefeito de Canoas, Airton Souza, cumpre agenda em Brasília nesta terça-feira, 30, onde participou de reuniões com representantes do Governo Federal. Durante os compromissos, o município recebeu a liberação de mais de R$ 53 milhões em recursos para a área da Saúde e teve confirmados os valores destinados à construção do Residencial Nazário, empreendimento voltado às famílias atingidas pela enchente de 2024.

De acordo com a Prefeitura, os recursos destinados à Saúde já foram creditados pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) e serão utilizados para reforçar a rede pública e ampliar a capacidade de atendimento no município.

Na área da habitação, também foi confirmada a liberação dos valores para a execução do Residencial Nazário. Durante agenda no Ministério das Cidades, foram assinados os atos relacionados ao empreendimento, com a participação do deputado federal Paulo Pimenta.

O residencial contará com 807 unidades habitacionais e integra as ações de reconstrução de Canoas após a enchente registrada em maio de 2024. As moradias serão destinadas às famílias que tiveram suas residências consideradas inabitáveis em decorrência da catástrofe climática.

Segundo a Prefeitura, o contrato para a construção foi assinado em agosto de 2025. O empreendimento será executado em modelo multinível, com previsão de conclusão em 18 meses após o início das obras.

O Residencial Nazário integra o programa Minha Casa, Minha Vida Reconstrução e faz parte do conjunto de 1.500 novas unidades habitacionais anunciadas para o município.

Ao comentar os resultados da agenda em Brasília, o prefeito Airton Souza afirmou que os recursos representam um reforço para a reconstrução da cidade e para a melhoria dos serviços públicos.

“Cada recurso conquistado representa mais qualidade no atendimento da nossa população e mais dignidade para as famílias que perderam suas casas. Seguiremos trabalhando para trazer investimentos, acelerar obras e reconstruir Canoas com responsabilidade e compromisso”, declarou.

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Saúde

Hospital de Clínicas de Porto Alegre suspende atendimentos no centro obstétrico e UTI neonatal após identificação de bactéria

Redação

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O Hospital de Clínicas de Porto Alegre suspendeu temporariamente os atendimentos no Centro Obstétrico e na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal para conter a disseminação da bactéria Serratia spp. A medida começou na sexta-feira, 26, e inclui a realização de uma higienização completa das áreas afetadas, além do reforço dos protocolos de controle de infecções.

Segundo a instituição, pelo menos seis pacientes pediátricos foram infectados pela bactéria. Entre os recém-nascidos contaminados, dois apresentam quadro de saúde mais grave. O hospital esclareceu que a gravidade dos casos não está relacionada exclusivamente à infecção e informou que os bebês permanecem em isolamento, recebendo tratamento.

A Serratia spp é uma bactéria que pode apresentar resistência aos antibióticos mais utilizados, exigindo cuidados específicos no tratamento e no controle da infecção.

O Hospital de Clínicas possui 47 leitos destinados à UTI e aos cuidados intermediários neonatais. Atualmente, 41 deles estão ocupados. Conforme a instituição, medidas de prevenção e controle já vinham sendo adotadas antes da suspensão temporária dos atendimentos.

A previsão é de que o Centro Obstétrico e a UTI Neonatal retomem as atividades na manhã desta segunda-feira, 29, desde que a higienização seja concluída e as condições de segurança para pacientes e profissionais sejam restabelecidas.

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