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04/03/2024
 

Cultura

CARNAVAL RIO: União da Ilha e Unidos de Padre Miguel são favoritas da série ouro

Redação

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em

Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

Por Daniela Uequed e Douglas Angeli

O sambódromo da Marquês de Sapucaí recebeu as últimas escolas da série ouro na noite de sábado. União da Ilha do Governador e Unidos de Padre Miguel realizaram desfiles candidatos ao título, que dá direito a subir para o grupo especial em 2025. Império Serrano fez grande apresentação em noite de nível alto para o segundo grupo do carnaval carioca.

União da Ilha

Com enredo inspirado na obra “Amoras”, de Emicida, a União da Ilha contou uma história infantil afro-brasileira sobre ancestralidade e luta antirracista. Com “Doum e Amora: crianças para transformar o mundo”, o carnavalesco Cahê Rodrigues fez da Ilha forte candidata ao título, apresentando alegorias e fantasias com riqueza narrativa e bela plástica, executando muito bem o enredo.

Do um e Amora... a história afro infantil sobre a realeza e ancestralidade africana - Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

Do um e Amora… a história afro infantil sobre a realeza e ancestralidade africana – Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

Unidos de Padre Miguel

Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

Na sequência, a Unidos de Padre Miguel se apresentou com imponência e beleza nas alegorias, falando de Padre Cícero sob a ótica dos carnavalescos Edson Pereira e Lucas Milato. As alas traziam elementos relacionados ao sertão, ao imaginário nordestino e a crença nos milagres de Padim Ciço, em desfile considerado irretocável por muitos e que pode proporcionar à UPM o retorno ao grupo especial após mais de 50 anos.

Sereno de Campo Grande

A última noite de desfiles da série ouro teve início com o Sereno de Campo Grande, que subiu da série prata. Com um belo samba sobre Santa Bárbara – Iansã no sincretismo religioso – e bela ala de baianas em amarelo e ouro com o símbolo da escola, a coruja, a escola apresentou alegorias e fantasias com qualidade irregular e problemas de acabamento, além de dificuldades na evolução e harmonia.

Na sequência, o Em Cima da Hora desfilou exaltando as lutas dos trabalhadores contra a exploração. Com alegorias de nível irregular, com destaque positivo para o carro abre-alas, a escola realizou seu melhor desfile desde que subiu para o grupo em 2022.

Arranco do Engenho de Dentro

O Arranco do Engenho de Dentro, embora não dispute com as favoritas ao título, apresentou um dos desfiles de maior destaque da noite, devido à concepção e criatividade do jovem carnavalesco Nicolas Gonçalves. O enredo sobre Nise da Silveira, médica que revolucionou o tratamento mental no Brasil, a escola trouxe alas criativas, elaboradas com materiais alternativos, esbanjou nas corres e se manifestou pela luta antimanicomial e pelo papel da arteterapia.

São Clemente

Já da tradicional São Clemente se esperava mais na homenagem ao compositor Zé Catimba. Um dos grandes nomes do samba-enredo e da história da Imperatriz Leopoldinense, o paraibano Zé Catimba que desfilou no carro abre-alas. A escola, entretanto, teve desempenho apenas médio, com alegorias e fantasias que contribuíram pouco no desenvolvimento do enredo.

Após os grandes desfiles da União da Ilha e da Unidos de Padre Miguel, a Unidos de Bangu realizou um desfile fraco, apesar de um bom samba sobre São Jorge da Capadócia. Com alas e alegorias repetitivas, o enredo teve pouco desenvolvimento narrativo e o canto da escola foi irregular. Por fim, uma das mais tradicionais escolas de samba, o Império Serrano, desfilou com estética imponente sobre a gira dos orixás.

Os grandes destaques foram o samba-enredo e a bateria do mestre Vitinho. Apesar de grandes, as alegorias trouxeram reaproveitamento de desfiles anteriores, o que deve deixar o Império entre as primeiras colocadas, mas com pouca chance de título. A campeã da série ouro será conhecida na apuração da quarta-feira de cinzas.

Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

 

Cultura

Cultura na Rua começa neste domingo

Redação

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Foto: Renan Caumo/Divulgação

Um novo projeto deve estimular atividades por meio de eventos culturais de rua. O Cultura na Rua começa neste domingo, 4, e acontecerá semanalmente em diferentes pontos da cidade. Das 13h às 19h, o público poderá conferir apresentações musicais e outras atividades na Rua Dr. Severo da Silva, esquina com a Avenida Santos Ferreira, no bairro Estância Velha. A iniciativa é uma promoção da Secretaria da Cultura.

Para este fim de semana, ainda há o Festival de Carrinho de Rolimã, contação de histórias, declamação e uma feira de variedades. As atividades são abertas ao público em geral e todas são gratuitas.

“O Cultura na Rua é um projeto que vem para descentralizar a cultura em nosso município, levando música, teatro, dança e outras manifestações para uma rua da cidade, sempre aos domingos. Entendemos que esse evento será muito importante para melhorar a vida das pessoas e promover o bem-estar”, destacou o secretário da pasta, DJ Cabeção.

Devido ao Carnaval, nos dias 10 e 17 de março, o Cultura na Rua não será realizado. A ação retoma no domingo seguinte, dia 24.

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Cultura

Biblioteca Pública inaugura exposição “Gatos nas Letras”

Redação

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Os frequentadores da Biblioteca Pública João Palmo da Silva (Rua Ipiranga, nº 105), podem acompanhar a exposição “Gatos nas Letras”, que apresenta 19 obras que tem esses bichos de estimação como tema.

A mostra segue até dia 1º de março. Segundo a bibliotecária Andréia Knob, os livros estão disponíveis para leitura e empréstimo. Entre os títulos estão “O gato malhado e a senhora Sinhá”, de Jorge Amado, “Garfield”, de Jim Davis, e “Bob, um gato fora do normal”, de James Bowen.

Escritores e seus gatos

É antiga a relação de grandes escritores com esses animais domésticos, sendo que alguns deles dedicaram obras inteiras aos felinos. De Julio Cortázar a Ernest Hemingway, de Ferreira Gullar a Carlos Drummond de Andrade. Jorge Luís Borges, Ezra Pound, Truman Capote, Tchecov, Yeats e Lewis Carroll também viveram cercados por eles. Mestre das histórias de mistério e suspense, Edgar Allan Poe utilizou-os como personagens de seus contos. T. S. Elliot escreveu um livro sobre os gatos.

A Biblioteca fica no térreo da Secretaria da Cultura, na Rua Ipiranga, 105, Centro. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.

Documentos para o cadastro:

  • Identidade com foto
  • Comprovante de residência atual no próprio nome ou dos pais (se o endereço estiver no nome de terceiros, é preciso apresentar declaração).
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Cultura

Museu Hugo Simões Lagranha apresenta exposição de obras de apenados LGBTQIAP+ na quarta-feira

Redação

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Museu Hugo Simões Lagranha apresenta exposição de obras de apenados LGBTQIAP+ na quarta-feira

Obras que retratam o inconsciente e as emoções de 12 apenados LGBTQIAP+ do Complexo Prisional de Canoas (Pecan) estarão disponíveis para o público a partir de quarta-feira, 21.

A exposição ‘Expressionismo na Pintura e na Vida’ será inaugurada às 19h, no Museu Hugo Simões Lagranha, na Casa dos Rosa. A mostra, apoiada pela Prefeitura, por meio da Secretaria da Cultura, ficará até o dia 3 de março no espaço.

Obras

As 18 telas, inspiradas no movimento artístico Expressionista, foram elaboradas a partir de oficinas de arte em conjunto à terapia com os apenados. O projeto, entre o artista plástico Aloizio Pedersen e a psicóloga Maristela Mostardeiro, trabalhou a autoestima do grupo, reestabelecendo a autoconfiança entre eles.

As aulas foram ministradas entre outubro de 2023 e janeiro deste ano e contaram com o apoio das empresas Colméia Containers e Pioneira Indústria Textil.

O secretário de Cultura, DJ Cabeção, salientou que apoiar essa mostra, por meio de um projeto tão importante de ressignificação de vida aos apenados, é também um ato de cidadania para a sociedade.

“Toda ressocialização é digna de respeito, principalmente em um sistema em que a maioria não se ressocializa. Estarem engajados com a arte e na evolução pessoal, é apresentar uma forma de liberdade para essas 12 pessoas também”, completou.

As obras poderão ser conferidas de terças às sextas-feiras, das 10h às 17h e aos sábados e domingos, das 14h às 18h. O Museu Hugo Simões Lagranha está localizado na avenida Victor Barreto, 2186, Centro.

 

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