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22/05/2026
 

Política

“Retorno ao poder de alma lavada”; confira entrevista exclusiva de Nedy

Redação

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em

“Retorno ao poder de alma lavada

Em Sessão Especial na Câmara de Vereadores de Canoas, na noite de terça-feira, 19, iniciada às 21h, o vice-prefeito eleito, Nedy de Vargas Marques (Avante), assumiu pela terceira vez a Prefeitura de Canoas após novo afastamento do prefeito eleito Jairo Jorge (PSD).

Passo a passo

Nedy recebeu alta, na tarde de segunda-feira, 18, do Hospital Santa Casa de Misericórdia, em Porto Alegre, após ser submetido a uma cirurgia cardíaca e ficar internado por 44 dias.

Nas redes sociais, ele explicou que estaria na Prefeitura de Canoas na manhã de terça-feira, 19, para assumir como prefeito pela terceira vez. Mas a posse não aconteceu. À nossa reportagem, a assessoria de comunicação de Nedy explicou: “Há uma discussão jurídica sobre o formato da posse”.

A posse

Mais tarde, no mesmo dia, um ofício foi assinado pelo presidente em exercício da Câmara de Vereadores de Canoas, Gilson Oliveira, acompanhado dos vereadores Airton Souza, Juares Hoy, Leandro Moreira e Abmael. No texto constava a convocação dos representantes do legislativo canoense para uma Sessão Especial para que a transmissão de cargo de prefeito fosse efetivada a Nedy, que não tomou posse pela manhã “pelo entendimento de que a transmissão do cargo só poderia ser feita pelo Prefeito em exercício, Sr. Cristiano Ferreira Moraes, que está em Brasília”.

Relembre os fatos

No dia 24 de novembro, tomou posse como prefeito interino de Canoas o então presidente da Câmara de Vereadores, Cris Moraes (PV), em cumprimento à Lei Orgânica Municipal (LOM), após novo afastamento de Jairo Jorge pelo TRF-4, e a impossibilidade, por motivos médicos, do então vice-prefeito da cidade, Nedy de Vargas Marques, de assumir o cargo.

Entrevista a O Timoneiro

Em entrevista concedida ao jornal O Timoneiro, o prefeito em exercício falou sobre o desafio de reassumir o cargo logo após uma cirurgia. “É uma situação inusitada, nunca pensei que estaria passando por isso novamente. Mas eu me sinto seguro, tranquilo, feliz e fortalecido e cada vez mais ocupo meu tempo para servir as pessoas”.

Durante a conversa, Nedy contou que a primeira missão à frente do executivo é escolher uma equipe diretiva que, dentro de sua visão, seja competente e de sua confiança.

“Sem revanchismo”

“Eu não retorno com sentimento de revanchismo. Poucos sabem, mas eu tive uma infecção hospitalar durante minha internação. Se eu não soubesse que Canoas está indo pelo ralo, eu não teria voltado, mas eu pedi para que os médicos me liberassem porque tenho essa responsabilidade”, enfatizou o chefe do executivo municipal.

“Retorno ao poder de alma lavada”

“Eu encontrei a Prefeitura com cofres raspados. Mas eu quero deixar claro para a população canoense que eu não mudei, e que irei me empenhar ao máximo, principalmente para aqueles que mais precisam. Eu retorno ao poder de alma lavada”.

15 primeiras ações do novo Governo Nedy:

  • Nomear uma equipe competente, com experiência e de confiança.
  • Determinar uma auditoria interna na Prefeitura para avaliar finanças, projetos e ações em andamento, além de contratos e convênios.
  • Fazer um pente-fino na Saúde, para compreender os problemas que são enfrentados e o prejuízo dos últimos oito meses.
  • Implementar um plano de melhoria dos serviços públicos, que estão muito aquém do que os canoenses merecem.
  • Retomar o projeto Mutirão de Cirurgias e trabalhar para melhorar o atendimento nas nossas unidades de saúde.
  • Ampliar as ações da nossa Guarda Municipal e a parceria com as forças de segurança.
  • Realizar licitação para o Hospital Universitário de Canoas (HU) e para o transporte público municipal.
  • Atrair investimentos públicos e privados para obras de infraestrutura.
  • Criar força-tarefa para intensificar a limpeza e manutenção da nossa cidade.
  • Fortalecer as medidas de proteção contra temporais, com a revisão de todas as casas de bombas e o sistema de drenagem.
  • Buscar melhorias nas escolas, que beneficiem a vida de professores, estudantes e da comunidade escolar
  • Aumentar a participação da população nas decisões da prefeitura. Sem politicagem e enganação.
  • Criar mecanismos para fortalecer a fiscalização dos gastos, evitando corrupção e zelando pelos recursos públicos.
  • Criar mutirão para iluminar a cidade, com a modernização da iluminação pública.
  • Aumentar a fiscalização do contrato com a Corsan/Aegea.

Nova gestão municipal afirma que apuração constatou dívida de R$ 10 milhões com HSPC

Também na quinta-feira, a Prefeitura de Canoas enviou uma nota em que disse ter efetuado pagamento da segunda parcela do 13º salário para os funcionários do Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC) e do Hospital Universitário (HU).

Ainda que, “Ao assumir a Administração Municipal, identificou-se que a gestão anterior não havia realizado o repasse para o pagamento do 13º salário, que deveria ter sido feito até o dia 19 de dezembro, resultando no atraso dos valores para os trabalhadores dos hospitais. A Secretaria da Fazenda realizou uma apuração inicial, constatando que a dívida com o HPSC é, atualmente, de R$ 10 milhões. A situação financeira dos hospitais está sendo minuciosamente avaliada pelo Município”.

A nota finaliza dizendo que ‘esse processo possibilitará uma análise criteriosa de todos os recursos e compromissos financeiros, visando identificar possíveis irregularidades e encontrar soluções assertivas’.

Política

Deputada Delegada Nadine protocola projeto sobre direitos de estudantes atletas no RS

Redação

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Foto: Redes Sociais

A deputada estadual Delegada Nadine protocolou na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul um projeto de lei que trata da proteção aos direitos de estudantes atletas matriculados em instituições de ensino públicas e privadas do Estado.

A proposta estabelece regras para alunos que participam de competições esportivas oficiais, como dispensa de aulas durante eventos esportivos, realização de provas em datas alternativas, compensação de ausências e prorrogação de prazos para entrega de trabalhos e atividades avaliativas.

“A educação e o esporte precisam caminhar juntos. Muitos jovens dedicam anos da vida ao esporte de alto rendimento e acabam enfrentando obstáculos dentro das instituições de ensino para conseguir acompanhar competições oficiais sem prejuízo escolar. Nosso projeto busca garantir segurança jurídica e assegurar direitos básicos para esses estudantes atletas”, afirma a deputada.

Na justificativa do projeto, a parlamentar cita o relato de uma mãe de atleta que enfrentou dificuldades junto à escola da filha para obter flexibilização de frequência, realização de provas e compensação de conteúdos durante competições esportivas.

O texto também prevê acesso aos conteúdos pedagógicos e possibilidade de reposição de aulas, inclusive de forma remota, respeitando a carga horária obrigatória prevista na legislação federal. A matéria segue em tramitação nas comissões permanentes da Assembleia Legislativa.

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Política

Justiça cassa prefeita e vice de Cachoeirinha, mas ambos seguem nos cargos até decisão do TRE

Redação

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A cassação dos mandatos da prefeita eleita de Cachoeirinha, Jussara Caçapava (Avante), e do vice-prefeito Luis Carlos Azevedo da Rosa, o Mano (PL), não terá efeito imediato. A decisão foi emitida no sábado (16) pela Justiça Eleitoral, mas a dupla permanece no comando do Executivo municipal até que o caso seja analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS).

Segundo o TRE, a análise do recurso não deve ocorrer antes de setembro, devido aos prazos legais e ao trâmite processual. Caso a cassação seja confirmada pela Corte, uma nova eleição suplementar poderá ser convocada para definir os ocupantes da prefeitura até 31 de dezembro de 2028.

A defesa de Jussara e Mano informou que tentará reverter a decisão ainda em primeira instância. Se necessário, também recorrerá ao TRE e, posteriormente, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A decisão foi assinada pela juíza eleitoral Suelen Caetano de Oliveira, que entendeu haver abuso de poder político durante a campanha eleitoral suplementar realizada em abril deste ano.

A ação foi movida por Cláudia Azevedo (PV), que disputou a eleição como vice na chapa do PT. A representação apontou irregularidades em dois vídeos publicados nas redes sociais da campanha vencedora.

Em um dos vídeos, Jussara aparece ao lado de servidores públicos uniformizados, utilizando a identificação “Jussara prefeita interina”. Em outro, ela surge em uma retroescavadeira durante uma obra pública. Para a magistrada, as imagens caracterizam o uso de bens e agentes públicos em benefício eleitoral, prática proibida pela legislação.

A juíza também destacou que o contexto da recuperação de Cachoeirinha após as enchentes de 2024 agravou a situação. As gravações mostravam ações de desassoreamento do Arroio Passinhos e limpeza de áreas atingidas pela cheia do Rio Gravataí.

“A exploração da imagem pessoal da prefeita interina, associando-a diretamente a essas intervenções tão sensíveis, transcende a propaganda política e tangencia a exploração da tragédia humana para a obtenção de dividendos eleitorais. Em um contexto de normalidade, a divulgação de tais obras poderia ser vista como legítima prestação de contas. No pós-catástrofe, tal conduta adquire um contorno de reprovabilidade qualitativamente superior”, afirmou a juíza na decisão.

Além da cassação dos diplomas, a Justiça Eleitoral determinou multa de R$ 15 mil para Jussara e Mano. A prefeita eleita também foi declarada inelegível por oito anos.

“Recebemos a decisão de forma satisfatória. Sentimos aqui o processo eleitoral de maneira muito conturbada, era nítido o abuso de poder. Além da denúncia formal à Justiça, também fizemos pelas redes. A decisão é justa e esperamos que se confirme”, destacou Cláudia, que disse ser cedo para falar se vai concorrer novamente ou não em caso de nova eleição suplementar.

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Política

Nova cassação marca crise política em Cachoeirinha após juíza eleitoral cassar mandatos de Jussara e Mano

Redação

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A juíza eleitoral Suelen Caetano de Oliveira determinou na tarde de sábado, 16, a cassação dos diplomas da prefeita eleita de Cachoeirinha, Jussara Caçapava (Avante), e do vice-prefeito Luis Carlos Azevedo da Rosa, o Mano (PL). A magistrada apontou abuso de poder político durante a campanha do pleito suplementar realizado neste ano.

A ação analisou vídeos divulgados nas redes sociais dos candidatos. Em uma das publicações, Jussara aparece ao lado de servidores públicos uniformizados com a marca d’água “Jussara prefeita interina”. Em outro vídeo, ela surge em uma retroescavadeira durante uma obra pública. Segundo a juíza Suelen Caetano de Oliveira, houve uso indevido de bens e agentes públicos para promoção eleitoral, prática proibida pela legislação.

Na decisão, a magistrada também destacou que a situação é agravada pelo contexto enfrentado pelo município após as enchentes de 2024. Os vídeos mostravam ações de desassoreamento do Arroio Passinhos e limpeza de áreas atingidas pelas cheias do Rio Gravataí.

“A exploração da imagem pessoal da prefeita interina, associando-a diretamente a essas intervenções tão sensíveis, transcende a propaganda política e tangencia a exploração da tragédia humana para a obtenção de dividendos eleitorais”, afirmou a juíza no despacho.

Além da cassação dos diplomas, a decisão prevê multa de R$ 15 mil e a inelegibilidade de Jussara por oito anos. Ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Caso a decisão seja confirmada em definitivo, Cachoeirinha deverá passar por uma nova eleição suplementar para definir prefeito e vice até 2028.

Jussara Caçapava venceu a eleição suplementar realizada em abril deste ano com 43,3% dos votos válidos. Claudine Silveira (PP) ficou em segundo lugar com 42,3%.

Em nota enviada à imprensa, a defesa da chapa afirmou ter recebido a decisão “com surpresa”, alegando que os vídeos questionados são anteriores ao processo eleitoral. Os advogados informaram que irão recorrer da decisão nas instâncias superiores e lamentaram a instabilidade política no município.

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