Policial
Idosa de 70 anos perde mais de R$ 37 milhões em golpe com falsa plataforma de investimentos no RS

A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira, 13, a Operação Criptoabate para desarticular uma organização criminosa investigada por estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. A investigação começou após uma mulher de 70 anos perder mais de R$ 37 milhões em um golpe envolvendo uma falsa plataforma de investimentos.
Ao todo, são cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e nas cidades de São Paulo e Santos, no estado de São Paulo. A operação tem 18 investigados. Oito são alvo de medidas cautelares diversas da prisão. Até as 7h desta quinta-feira, dois suspeitos haviam sido presos.
Entre os alvos das prisões estão três proprietários de empresas que atuam na movimentação de criptoativos. Segundo a investigação, essas empresas teriam sido utilizadas para movimentar parte dos valores obtidos com as fraudes.
Os investigados também são suspeitos de se apresentarem como funcionários da empresa TDASX, que encerrou as atividades após o início da apuração.
Segundo o diretor do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), delegado Eibert Moreira Neto, a operação busca alcançar tanto os responsáveis pela abordagem das vítimas quanto pessoas que dariam suporte à estrutura financeira do esquema.
“Nossa operação visa atingir não só a camada operacional do esquema, que são pessoas que induzem a vítima ao erro, mas também atacar a camada de cima, que dá os meios para que o crime aconteça”, afirma.
Como o golpe funcionava
De acordo com a investigação, a vítima foi adicionada a grupos de mensagens que simulavam comunidades voltadas ao estudo e aos investimentos no mercado financeiro.
Nos grupos, os criminosos utilizavam perfis que se passavam por especialistas, assistentes e investidores. As interações eram coordenadas para criar uma aparência de credibilidade e segurança.
A vítima recebia supostas análises do mercado, orientações sobre investimentos e informações sobre resultados positivos. Com a impressão de que os aportes estavam gerando lucro, ela passou a transferir quantias cada vez maiores.
Quando tentou retirar o dinheiro, os saques teriam sido bloqueados. Na sequência, os suspeitos passaram a exigir novos pagamentos, apresentados como taxas, impostos ou valores necessários para liberar os recursos.
A cada transferência, uma nova cobrança era apresentada, fazendo com que a vítima continuasse enviando dinheiro na tentativa de recuperar o patrimônio já investido.
A prática é conhecida como “pig butchering”, expressão em inglês usada para descrever golpes nos quais os criminosos estabelecem uma relação de confiança com a vítima antes de convencê-la a realizar transferências de valores elevados.
Durante a investigação, a Polícia Civil identificou pelo menos 140 possíveis vítimas inseridas em ambientes digitais relacionados à mesma dinâmica. Também foram encontrados registros de outras fraudes que teriam ligação com as estruturas financeiras investigadas.
Gerente de banco está entre os alvos
A investigação também identificou possíveis conexões entre o grupo e pessoas ligadas ao sistema bancário. Uma gerente de um tradicional banco brasileiro está entre os alvos de prisão.
Segundo a Polícia Civil, dos 25 primeiros destinatários empresariais que receberam valores transferidos pela principal vítima, 24 mantinham contas na mesma instituição financeira.
Depois de ingressarem nas primeiras contas bancárias, os recursos eram distribuídos para outras empresas e intermediadores financeiros. Parte do dinheiro teria sido posteriormente convertida em criptomoedas.
A Operação Criptoabate é resultado de um ano e seis meses de investigação, que envolveu análise de movimentações bancárias e dados telemáticos, inteligência financeira, técnicas de investigação cibernética e rastreamento de ativos virtuais.
Após o cumprimento das medidas, a Polícia Civil pretende analisar o material apreendido, identificar outras possíveis vítimas e envolvidos e localizar bens e valores que possam ser recuperados.
A Polícia Civil orienta a população a desconfiar de promessas de rentabilidade muito acima do mercado, plataformas de investimento sem credenciais verificáveis e, principalmente, de pedidos de novos depósitos para liberar valores que supostamente já foram investidos.
Policial
Buscas por motorista de aplicativo desaparecida são encerradas no Litoral Norte

A Polícia Civil intensificou as buscas por Gabriela Evaldt Cardoso, de 23 anos, desaparecida desde 6 de setembro no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A jovem, que trabalha como motorista de aplicativo, saiu de Torres em direção a Tramandaí e não foi mais localizada.
Um dos principais avanços da investigação ocorreu em 16 de setembro, quando o Volkswagen Gol utilizado por Gabriela foi encontrado em uma casa abandonada na localidade de Portelinha, em Tramandaí. O veículo estava sem placas e com uma das calotas retirada. O imóvel e o carro passaram por perícia do Instituto-Geral de Perícias (IGP), que recolheu vestígios para análise.
Novas buscas foram realizadas no extremo sul de Tramandaí, próximo à divisa com Cidreira. As equipes utilizaram cão especializado e drone com câmera térmica. Segundo a Polícia Civil, o local foi definido a partir do cruzamento de imagens de câmeras, informações e outros elementos reunidos durante a investigação.
O celular de Gabriela também foi localizado e está sendo analisado. Os investigadores buscam reconstruir os últimos passos da jovem e identificar pessoas que possam ter tido contato com ela antes do desaparecimento.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de homicídio, mas não divulgou detalhes sobre possíveis suspeitos ou a motivação. O delegado responsável afirmou que as informações não divulgadas têm como objetivo preservar o andamento das diligências. A possibilidade de latrocínio já foi descartada pela investigação.
Até o momento, Gabriela continua desaparecida, e as buscas seguem em andamento.
Policial
Operação Desmanche apreende 10 toneladas de peças automotivas e prende homem em Viamão

As forças de segurança apreenderam aproximadamente 10 toneladas de peças automotivas e 105 quilos de cabos de alumínio pertencentes à CEEE Equatorial durante a 204ª edição da Operação Desmanche, realizada na0 última quinta-feira, 24, em Viamão.
Durante a fiscalização, um homem foi preso por receptação qualificada e por crime ambiental relacionado à poluição hídrica. O estabelecimento também recebeu uma notificação do Corpo de Bombeiros Militar.
A ação contou com equipes da Secretaria da Segurança Pública, Brigada Militar, Polícia Civil, Instituto-Geral de Perícias, Corpo de Bombeiros Militar e DetranRS, além de um técnico da CEEE Equatorial.
A Operação Desmanche é realizada de forma permanente no Rio Grande do Sul e tem como objetivo combater o comércio irregular de peças automotivas de origem suspeita.
Policial
Operação da Polícia Civil do RS iniciada em Canoas investiga golpe de falso leilão de veículos

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, nesta quinta-feira, 24, uma operação contra um grupo suspeito de aplicar golpes por meio de falsos leilões de veículos. A investigação, conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, aponta mais de 90 vítimas em diferentes estados e prejuízo estimado em cerca de R$ 1 milhão.
A operação ocorre em cidades de São Paulo e conta com a participação da Polícia Civil paulista e do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça.
Golpe começou em Canoas
O caso que deu origem à investigação envolve um morador de Canoas que procurava oportunidades de compra de veículos em leilões. Segundo a polícia, ele encontrou na internet uma página que simulava uma plataforma de leilões e, depois de se cadastrar, passou a conversar com um suposto responsável pelo negócio por meio do WhatsApp.
A vítima recebeu a informação de que havia arrematado um Nissan Kicks Sense 1.6, ano 2024, e recebeu documentos que simulavam uma negociação legítima. Convencido de que o leilão era verdadeiro, o morador transferiu R$ 51.739,80 aos suspeitos.
Depois do pagamento, os criminosos teriam exigido mais R$ 5.711, alegando que o valor seria necessário para o recolhimento de impostos e a liberação do veículo. A nova cobrança levantou suspeitas e levou a vítima a procurar a polícia.
Sites e documentos eram usados para enganar vítimas
De acordo com a investigação, o grupo utilizava sites falsos, documentos fraudulentos e aplicativos de mensagens para dar aparência de legitimidade aos leilões.
A polícia identificou suspeitos que teriam funções diferentes dentro do esquema, incluindo o contato com as vítimas, a organização das falsas negociações e a movimentação dos valores recebidos.
Mais de 90 vítimas já foram identificadas em diferentes estados. A investigação continua para localizar outras possíveis vítimas e esclarecer a participação de cada suspeito.
Prisões e apreensões
Durante a operação, são cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, além de medidas para bloquear valores relacionados ao esquema. As ações ocorrem em municípios do Estado de São Paulo.
Até a atualização mais recente, quatro pessoas haviam sido presas. A página utilizada nas fraudes também foi suspensa.
A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil do Rio Grande do Sul e busca identificar outros possíveis integrantes do grupo.

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