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18/08/2026
 

Hospital

Bebê de três meses morre após atendimentos na UPA Boqueirão, em Canoas; caso é investigado

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Bebê de três meses morre após atendimentos na UPA Boqueirão, em Canoas; caso é investigado

A morte de um bebê de três meses na UPA Boqueirão, em Canoas, está sendo investigada pela Secretaria Municipal da Saúde. Lucas Gabriel Miranda da Rosa morreu na quinta-feira, 13, após passar por atendimentos na unidade no dia anterior.

Segundo a mãe, Bruna Miranda Fagundes, de 21 anos, o bebê começou a apresentar dificuldade para respirar na quarta-feira, 12. A família levou a criança à UPA Boqueirão, onde, conforme o relato, Lucas permaneceu por algumas horas, recebeu oxigênio por um curto período e foi liberado sem a realização de exames, com diagnóstico de gripe.

Ainda de acordo com a mãe, a família teria sido orientada a procurar o Hospital Universitário (HU), mas não conseguiu atendimento por não ter um documento de encaminhamento.

Sem conseguir atendimento no HU, Bruna afirma que levou o filho ao Hospital Nossa Senhora das Graças. Segundo ela, uma enfermeira avaliou o bebê e disse que ele estaria bem porque estava chorando. A orientação, conforme o relato, teria sido para que a família retornasse à UPA Boqueirão.

Na noite do mesmo dia, Lucas voltou à UPA. A família relata que uma nova equipe avaliou a criança e que a médica teria apontado cólica como diagnóstico, indicando medicamentos para aliviar as dores.

Depois desse atendimento, Bruna retornou para casa com o filho. Na manhã de quinta-feira (13), por volta das 7h, ela percebeu que o bebê apresentava dificuldades para respirar e o levou novamente à UPA Boqueirão.

Segundo a mãe, Lucas chegou à unidade em parada respiratória e as tentativas de reanimação não tiveram sucesso. A criança morreu no local.

“Meu filho era saudável. Não tinha histórico de doenças. Para mim, houve negligência. Meu menino poderia ter sido salvo se tivesse sido atendido da forma correta. O sentimento é de tristeza, mas também de revolta. Quero justiça pelo meu filho, porque não fizeram nenhum exame nele. Praticamente só olharam para ele e disseram que era uma gripe e depois que era cólica”, afirmou Bruna.

O que diz a Prefeitura de Canoas

Em nota enviada à reportagem, a Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, lamentou a morte do bebê e informou que notificou o Instituto Maria Schmitt (IMAS), responsável pela gestão da UPA Boqueirão, para que se manifeste sobre o caso.

Segundo a prefeitura, a profissional que atendeu Lucas no dia 12 de agosto foi afastada temporariamente a pedido da administração municipal, enquanto os fatos são apurados.

A prefeitura informou ainda que, conforme dados repassados pela empresa gestora, o bebê recebeu as medidas assistenciais consideradas compatíveis com o quadro apresentado nas duas vezes em que esteve na UPA Boqueirão. A unidade teria orientado a família sobre sinais de alarme, a necessidade de retorno imediato em caso de piora e a continuidade do acompanhamento pela atenção básica.

A administração municipal também afirmou que não há registro de atendimento de Lucas nos dias 12 e 13 de agosto nos hospitais Nossa Senhora das Graças e Universitário.

Sobre o último atendimento, na manhã do dia 13, a prefeitura informou que o bebê chegou à UPA já em parada respiratória e foi encaminhado imediatamente à Sala Vermelha. Conforme a nota, foram realizadas manobras de reanimação cardiopulmonar, incluindo compressões torácicas, ventilação, monitorização e acesso vascular.

Durante o procedimento de manejo das vias aéreas, a equipe teria identificado grande quantidade de secreção, com conteúdo de aspecto gástrico e leitoso, sendo necessárias várias aspirações. As manobras foram mantidas por um período prolongado, mas não houve retorno da circulação espontânea.

O óbito foi constatado às 8h24. De acordo com a prefeitura, a causa da morte será investigada pelo Departamento Médico-Legal.

A família de Lucas registrou ocorrência na Delegacia de Pronto-Atendimento de Canoas (DPPA).

Hospital

Prefeito Airton Souza anuncia construção do Banco de Olhos em Canoas durante evento na CICS

Redação

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Foto: JULIA KRAUSPENHAR

O Prefeito de Canoas, Airton Souza, participou nesta terça-feira, 14, do Almoço com Ideias, promovido pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CICS), onde foram apresentados projetos e ações previstas para o município.

Durante o encontro, foi assinado o ato que autoriza o início da construção do novo Hospital Banco de Olhos. A unidade será instalada na Rua Liberdade, no bairro Marechal Rondon, sob responsabilidade do Grupo São Pietro. A previsão é de conclusão da obra em até dois meses.

Também foram apresentados o novo Plano Diretor e o projeto do Centro Administrativo. O Plano Diretor está em fase de elaboração conjunta entre a Prefeitura, equipes técnicas e participação da comunidade. A proposta prevê revisão das normas urbanísticas e simplificação de processos de licenciamento.

No Centro Administrativo, a gestão municipal informou que no dia 28 de abril será realizada a avaliação de imóveis que deve viabilizar a permuta necessária para a continuidade do projeto.

Na área de mobilidade urbana, foram discutidos estudos em parceria com a Trensurb para a elevação da linha férrea em um trecho de 2,4 quilômetros, entre a região do bairro Araçá e a Estação Mathias Velho. Também foi apresentado o projeto do túnel da Rua Domingos Martins, voltado à melhoria da circulação viária.

O transporte público também foi tema do encontro. Em março de 2026, o sistema de passe livre registrou mais de 1,6 milhão de passageiros. Para renovação da frota, está prevista a aquisição de 50 ônibus, sendo 30 pela Prefeitura, incluindo cinco elétricos, e 20 pela concessionária.

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