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22/09/2026
 

Geral

Funcionárias da Trensurb se manifestam sobre assédio sexual

Redação

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em

O Sindicato dos Metroviários do Rio Grande do Sul, através de sua Secretaria da Mulher, divulgou, em forma de desabafo, caso sobre uma funcionária que teria sido prejudicada em uma situação envolvendo um caso de assédio sexual, quando se recusou a trabalhar no mesmo local ao de um profissional acusado de assediar outra colega. Segundo funcionárias, os assédios seriam frequentes no ambiente de trabalho.

Conversamos com uma funcionária, pertencente ao Sindicato, que preferiu não se identificar, que nos afirmou que existem muitos casos de assédio moral, e também sexual, mas que muitas vezes acabam não vindo à tona, porque também têm que contar com a coragem da mulher em denunciar, e que já se sabe de muitos casos de terceirizadas que acabaram sendo demitidas, onde houve caso de assédio de algum funcionário da Trensurb, que até tentaram denunciar, mas acabaram sendo desligadas da empresa.

Ainda segundo essa funcionária, “o caso mais recente, e que chegou a nós, de uma colega, que não vou citar nome, até porque envolve um processo administrativo, que sofreu um caso de assédio numa noite, de um colega nosso da segurança. Depois de cerca de um mês, ela conseguiu denunciar, falar com o controlador, que é o chefe imediato dela, e isso chegou até a ouvidoria da Trensurb, e se instaurou o processo administrativo. Diante disso, quando estava completando dois meses, resolvemos pressionar a empresa. Fizemos um ‘panelaço’ lá, um barulho, todas nós com camisetas, um abaixo-assinado online, onde tivemos uma ótima adesão das mulheres, tanto da linha, quanto do administrativo, como de toda a empresa. Porque a ideia é que a Transurb crie uma política contra esses assédios, isso não existe hoje. Para quem eu falo? Nem os controladores sabem o que fazer. Queremos uma política da Trensurb contra isso, que os colegas saibam que não ficarão impunes”.

Metroviária trocada de estação

Segundo as metroviárias, no sábado, 27 de março, ainda dentro do mês Internacional da Mulher, as mesmas teriam sofrido um duro golpe na sua luta contra o machismo e o assédio. A empresa teria reintegrado um metroviário denunciado por assédio sexual, sem concluir a investigação.

Dizia a matéria divulgada “Denunciado na polícia e na empresa, ele se afastou por três meses, enquanto corria a investigação interna do crime cometido contra uma colega. Para as metroviárias, esta reintegração sem o parecer da Comissão Permanente de Processos

Disciplinares (COPED) é uma decisão intolerável. Uma das colegas da vítima se recusou a trabalhar no mesmo ambiente do agressor, e comunicou sua decisão à chefia, que preferiu puni-la com a realocação para outra estação”.

A decisão do superior revoltou as metroviárias e causou uma grande comoção nas redes sociais: “Estamos indignadas. Isso é humilhante e revoltante”, declarou a diretora do Sindicato Diana Ferreira da Rosa.

“Isso só encoraja os abusadores a repetirem a atrocidade na certeza da impunidade”, disse a diretora adjunta Flaviani Castro.

O que diz a Trensurb

“O empregado em questão está respondendo à Comissão Permanente de Processos Disciplinares da Trensurb. Respeitando os prazos dessa Comissão e todo o Regulamento de Pessoal da empresa, ele não pode ficar afastado do trabalho por maior período que 30 dias, o que geraria ilegalidade. Como o processo ainda não foi concluído, ele retornou ao posto de trabalho. O procedimento administrativo impõe também o direito de defesa do funcionário e, até o final de qualquer que seja o processo (e o tema), o empregado não poderá sofrer uma sanção (qual seja, desde um ajustamento de conduta e/ou penalidades como advertência, suspensão, demissão). Nesse meio tempo, a empresa está buscando organizar suas escalas de modo que os empregados envolvidos não tenham que trabalhar juntos.”

Sobre a política de assédio da empresa

Conforme nos foi respondido pela assessoria de comunicação da Trensurb, em caso de denúncia de assédio, a Comissão Permanente de Processos Disciplinares trata da questão, analisando e tomando providências em relação a cada situação específica.

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Policial

Homem de 34 anos morre após confronto com policiais militares no Guajuviras, em Canoas

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Um homem de 34 anos morreu após trocar tiros com policiais militares na tarde de terça-feira, 16, em um condomínio localizado no bairro Guajuviras, em Canoas.

De acordo com informações do 15º Batalhão de Polícia Militar (15º BPM), uma equipe fazia uma abordagem na área comum do condomínio quando determinou que o homem parasse. Segundo a Brigada Militar, ele desobedeceu à ordem e fugiu em direção a um dos apartamentos.

Durante a ocorrência, os policiais identificaram que o homem portava uma arma de fogo. Conforme o relato da BM, ele teria sido novamente orientado a soltar o armamento, mas efetuou disparos contra os agentes. Os policiais responderam aos tiros e, durante o confronto, o homem foi atingido e morreu no local.

No local, os policiais apreenderam uma pistola, dois carregadores e porções de drogas que estavam separadas para possível comercialização. Foram encontrados maconha, ecstasy e crack.

Ainda segundo os registros policiais, o homem tinha antecedentes por tráfico de drogas, três registros por porte ilegal de arma de fogo, homicídio doloso e associação ao tráfico.

A área foi isolada até a chegada da perícia. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas, que deverá apurar as circunstâncias do confronto.

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Meio Ambiente

Descarte irregular de medicamentos e materiais veterinários é registrado em Nova Santa Rita

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Uma ocorrência de descarte irregular de medicamentos e materiais de uso veterinário foi registrada na noite do último sábado, 12, no Ponto de Entrega Voluntária (PEV) do Loteamento Popular, em Nova Santa Rita.

Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), uma equipe de fiscalização, acompanhada pela Guarda Civil Municipal, encontrou no local uma grande quantidade de agulhas, seringas, frascos e medicamentos de uso veterinário. Os materiais precisam de destinação específica e não devem ser descartados junto aos resíduos comuns.

A ocorrência também foi identificada por meio das câmeras de monitoramento instaladas no PEV. Conforme a prefeitura, as imagens registraram um casal realizando o descarte dos materiais.

O caso será encaminhado à Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação e pela apuração de possíveis responsabilidades.

O prefeito Rodrigo Battistella afirmou que o município pretende adotar medidas contra casos de descarte irregular.

“Não vamos aceitar que espaços públicos sejam utilizados para o descarte irregular de materiais que podem colocar em risco o meio ambiente e a população. A fiscalização está atuando e, quando houver identificação dos responsáveis, o caso será encaminhado aos órgãos competentes para que sejam tomadas as medidas necessárias.”

O secretário municipal de Meio Ambiente, Douglas Varerea, destacou os riscos relacionados ao descarte inadequado desse tipo de material.

“Estamos falando de materiais que podem causar contaminação e oferecer riscos à saúde e ao meio ambiente. Nossa equipe fez o atendimento da ocorrência e, com o apoio das imagens de monitoramento, foi possível reunir informações que serão encaminhadas para investigação.”

O descarte irregular de resíduos pode resultar em sanções e outras medidas previstas na legislação.

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Geral

Trabalhadores dos Correios entram em greve por tempo indeterminado em todo o país

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Trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve por tempo indeterminado em assembleias realizadas na noite de quinta-feira, 10. Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), sindicatos de diferentes estados aderiram à paralisação.

A greve ocorre após o encerramento das negociações da campanha salarial sem acordo entre a categoria e a empresa. Um dos principais pontos de divergência é o plano de saúde dos funcionários.

De acordo com a Findect, a categoria é contrária às mudanças propostas pela direção dos Correios no benefício. A entidade afirma ainda que foram realizadas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas não houve consenso.

Na Paraíba, o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos informou que, durante a paralisação, apenas serviços administrativos internos estão funcionando. Ainda não há informações consolidadas sobre o funcionamento das unidades em todas as regiões do país.

Crise financeira

A greve ocorre em meio à situação financeira negativa dos Correios. A empresa acumula 15 trimestres consecutivos de prejuízo. No primeiro semestre de 2026, o resultado negativo chegou a R$ 5,6 bilhões.

Apesar do resultado, o prejuízo registrado no segundo trimestre foi menor do que os valores contabilizados no primeiro trimestre de 2026 e no quarto trimestre de 2025.

Os Correios também aguardam um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, previsto para ser recebido até 15 de setembro. A operação deve ser realizada por um consórcio formado por bancos nacionais e estrangeiros.

Entre as instituições envolvidas estão Citibank, J.P. Morgan, Deutsche Bank e Banrisul. No fim de 2025, a empresa havia contratado um empréstimo de R$ 12 bilhões.

Sindicatos que aderiram à greve

A lista divulgada pela Findect inclui sindicatos e entidades de diferentes estados e regiões do país, entre eles:

• Acre
• Alagoas
• Amazonas
• Amapá
• Bahia
• Campinas
• Ceará
• Distrito Federal
• Espírito Santo
• Goiás
• Juiz de Fora
• Minas Gerais
• Mato Grosso
• Rondônia
• Pará
• Paraíba
• Pernambuco
• Piauí
• Paraná
• Rio Grande do Norte
• Roraima
• Ribeirão Preto
• Rio Grande do Sul
• Santa Catarina
• Sergipe
• São José do Rio Preto
• Santa Maria
• Tocantins
• Uberaba
• Vale do Paraíba
• Bauru e região
• Maranhão
• Mato Grosso do Sul
• Rio de Janeiro
• Santos e região
• São Paulo

A adesão e os impactos da paralisação sobre o atendimento ao público e a entrega de encomendas podem variar conforme cada região.

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