Geral
Mês da Mulher: metroviárias ocupam as mais diversas funções na Trensurb

Chega ao fim mais um mês de março, aquele em que se celebram conquistas das mulheres e se intensificam outra lutas em busca de igualdade. A questão de empregos e equiparação salarial sempre foram marcas da data de 8 de março, e atualmente enxergamos alguns avanços na tentativa de igualdade entre os gêneros.
Importante veículos entre a capital e cidades da Região Metropolitana, a Trensurb, há 36 anos, em 2 de março de 1985, teve sua cerimônia de inauguração da linha metroviária. Quem conduziu o trem na viagem inaugural foi Rubia de Barros, considerada a primeira mulher a operar um trem no Brasil. Na época, o quadro de empregados da Trensurb contava com cerca de 750 pessoas, sendo 129 mulheres.
Colaboradores
Hoje, são 250 – 23% de um total de 1.090 empregados –, 36 delas, operadoras de trem e supervisoras de tráfego – de um total de 147 pessoas no setor. Hoje, Rubia tem 66 anos e está aposentada. Seu pioneirismo em uma profissão tradicionalmente dominada por homens segue sendo motivo de orgulho. “Ter sido a primeira mulher a pilotar um trem foi algo muito importante para mim, porque acredito que ficou marcado na história da empresa e do Brasil”, afirma ela.
Na segurança, são 15 de um total de 165 agentes e supervisores. Unidade organizacional mais numerosa da Trensurb, o Setor de Operações – no qual se inclui a segurança – é o que tem mais mulheres em números absolutos – 98 de 457 empregados. Nas áreas administrativas, são 93 mulheres de um total de 237 empregados. As funções em que elas são maioria são a de contador – nove mulheres e um homem –, técnico de contabilidade – sete mulheres e cinco homens – e técnico de administração – 22 mulheres e dez homens. Dentre as 46 funções de chefia e gerência, as mulheres ocupam nove.
Conheça algumas mulheres
Foi em agosto de 2010 que a Trensurb admitiu as duas primeiras mulheres para a segurança metroviária. Uma delas foi Vanessa Rossetto, que ingressou na empresa com apenas 20 anos e segue na Trensurb até hoje. Nesse período, conseguiu alcançar os objetivos de concluir a graduação e ter seu próprio apartamento. Ela foi também a primeira mulher a atuar na função de controladora de segurança da Trensurb – cargo de supervisão que ocupou por quatro anos –, além de participar de iniciativas internas da empresa em prol da igualdade de gênero e do combate à discriminação. “Posso dizer que a Trensurb me proporcionou grandes oportunidades e sou muito grata a isso”, afirma. Para Vanessa, “é muito importante a participação das mulheres em áreas ‘tipicamente masculinas’, porque mostra que nós, mulheres, somos tão capazes quanto os homens para realizar o serviço, além de trazer uma nova perspectiva na realização do trabalho”. Segundo ela, sua experiência na segurança “foi bem desafiadora e repleta de aprendizados, tanto de minha parte, como um primeiro emprego em uma área com só mais uma colega mulher em meio a muitos homens, quanto por parte dos colegas homens ao terem que dividir o ambiente de trabalho com mulheres e confiar que podemos ser tão capazes quanto um homem”.
Claudia Nogueira, 29 anos, é uma das 14 colegas de Vanessa na segurança metroviária. Graduada em design de moda e administração de empresas – e cursando pós-graduação em marketing digital – ela almeja conciliar o trabalho de segurança com uma atuação na área da moda. Na Trensurb desde 2017, Claudia diz que o ambiente na empresa “é muito acolhedor”. “Com os colegas com os quais trabalho, não vejo dificuldade por ser mulher, mas acredito sim que ainda existem barreiras a serem quebradas para que as mulheres ocupem cada vez mais esses cargos”, afirma. Ela destaca ainda que, no seu trabalho, a presença de mulheres não só é possível, mas fundamental em diversos casos: “A figura feminina é essencial na área de segurança, quando existem situações em que há a necessidade de realizar revista pessoal ou mesmo nos pertences das mulheres, a fim de evitar constrangimentos”.
Angélica de Oliveira, 31 anos, é engenheira civil e atua no Setor de Via Permanente da Trensurb. É uma das três engenheiras mulheres da empresa – no total, são 50 engenheiros de ambos os sexos. Em seu setor, há 22 empregados e três são mulheres. Angélica é responsável pela gestão do contrato de manutenção da via do metrô e atua na Comissão Interna de Prevenção de Acidentes da empresa. “Entrei na empresa em 2017 e foi um ambiente bastante novo. Desde então tenho trabalhado com uma equipe predominantemente masculina e com muitos anos de experiência”, conta. Ela acredita que o fato de pelo menos uma outra engenheira já ter trabalhado anteriormente no setor “contribuiu para a recepção acolhedora e respeitosa dos colegas”. Angélica afirma que a equipe “sempre me tratou muito bem e não senti dificuldades com eles quanto a questões de gênero. Construímos neste tempo uma relação de confiança e respeito mútuo”.
Policial
RS chega a 59 feminicídios em 2026 após morte de jovem de 24 anos na Restinga

O Rio Grande do Sul chegou a 59 feminicídios registrados em 2026 após a morte de uma mulher de 24 anos, na Zona Sul de Porto Alegre, nesta segunda-feira, 5. O companheiro da vítima, de 29 anos, foi preso em flagrante e é investigado pelo crime.
A mulher foi encontrada sem vida dentro de uma residência na Rua Coronel Dastro Dutra, no condomínio Winter Park, no bairro Restinga. Ela apresentava ferimentos provocados por golpes de faca.
Segundo informações preliminares, o casal teria discutido antes do crime. A dinâmica da ocorrência e as circunstâncias que levaram à morte ainda são investigadas pela Polícia Civil.
O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado para os procedimentos policiais. O caso é investigado como feminicídio.
A vítima tinha dois filhos pequenos, que não estavam na residência no momento do crime. Ela trabalhava com serviços de beleza, incluindo aplicação de cílios e design de sobrancelhas, e tinha planos de abrir o próprio estúdio.
Dois feminicídios no fim de semana
Antes do caso registrado em Porto Alegre, o Rio Grande do Sul havia chegado a 58 feminicídios em 2026 após duas mortes ocorridas durante o fim de semana.
Em Alegrete, uma mulher de 20 anos foi morta a tiros na manhã de domingo (4), no bairro Assunção. A vítima foi identificada como Ana Cristina Pinheiro Milano do Canto.
A irmã dela, de 29 anos, também foi atingida pelos disparos e precisou ser socorrida. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, ela estava fora de risco.
O suspeito, de 23 anos, seria ex-companheiro da vítima. Ele fugiu após o crime, mas foi localizado pela Brigada Militar cerca de quatro horas depois, escondido no terreno de uma residência abandonada. A arma que teria sido utilizada no ataque também foi apreendida.
Mulher é morta a golpes de canivete em Barra do Guarita
Também no domingo, uma mulher venezuelana, de 36 anos, foi morta a golpes de canivete em Barra do Guarita, no Noroeste do Rio Grande do Sul.
De acordo com a investigação, a vítima e o suspeito, de 32 anos e também venezuelano, eram namorados. Os dois teriam iniciado uma discussão dentro da residência onde moravam.
Durante o desentendimento, a mulher deixou a casa e correu para a rua em busca de ajuda. O companheiro teria ido atrás dela e a alcançado nas proximidades do imóvel, onde teria desferido os golpes.
A mulher morreu no local. Após o ataque, o suspeito passou a se ferir e foi imobilizado pela Brigada Militar. Ele foi preso em flagrante e encaminhado para atendimento médico.
Os casos seguem sendo investigados pelas autoridades, que apuram as circunstâncias e a dinâmica de cada crime.
Policial
Homem é detido após ameaçar passageiros com faca dentro de ônibus em Nova Santa Rita

A Guarda Municipal de Nova Santa Rita deteve um homem após uma ocorrência registrada dentro de um ônibus, no terminal do bairro Berto Círio. A equipe foi acionada após uma discussão no interior do coletivo.
Segundo o motorista, o homem teria feito ameaças utilizando uma faca de cozinha. Durante o atendimento, os agentes localizaram e recolheram o objeto.
Conforme o registro da ocorrência, o mesmo indivíduo já teria feito ameaças contra diversas mulheres em dias anteriores.
Após ser detido, o homem foi encaminhado à Policlínica Municipal para avaliação médica e, posteriormente, levado à Delegacia de Polícia, onde foram adotadas as medidas cabíveis.
O prefeito Rodrigo Battistella comentou a atuação da Guarda Municipal durante a ocorrência.
“Temos uma equipe preparada para agir rapidamente e garantir a segurança das pessoas. A atuação da Guarda Municipal foi fundamental para controlar a situação e encaminhar o caso às autoridades competentes”, afirmou.
O secretário de Segurança Pública, Moacir Godoi, também comentou a ação dos agentes.
“A equipe foi acionada e atuou de forma rápida, retirando a faca de circulação e conduzindo o homem para os procedimentos necessários. Nosso compromisso é manter a segurança da população e agir sempre que houver situações de risco”, destacou.
Policial
Buscas por motorista de aplicativo desaparecida são encerradas no Litoral Norte

A Polícia Civil intensificou as buscas por Gabriela Evaldt Cardoso, de 23 anos, desaparecida desde 6 de setembro no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A jovem, que trabalha como motorista de aplicativo, saiu de Torres em direção a Tramandaí e não foi mais localizada.
Um dos principais avanços da investigação ocorreu em 16 de setembro, quando o Volkswagen Gol utilizado por Gabriela foi encontrado em uma casa abandonada na localidade de Portelinha, em Tramandaí. O veículo estava sem placas e com uma das calotas retirada. O imóvel e o carro passaram por perícia do Instituto-Geral de Perícias (IGP), que recolheu vestígios para análise.
Novas buscas foram realizadas no extremo sul de Tramandaí, próximo à divisa com Cidreira. As equipes utilizaram cão especializado e drone com câmera térmica. Segundo a Polícia Civil, o local foi definido a partir do cruzamento de imagens de câmeras, informações e outros elementos reunidos durante a investigação.
O celular de Gabriela também foi localizado e está sendo analisado. Os investigadores buscam reconstruir os últimos passos da jovem e identificar pessoas que possam ter tido contato com ela antes do desaparecimento.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de homicídio, mas não divulgou detalhes sobre possíveis suspeitos ou a motivação. O delegado responsável afirmou que as informações não divulgadas têm como objetivo preservar o andamento das diligências. A possibilidade de latrocínio já foi descartada pela investigação.
Até o momento, Gabriela continua desaparecida, e as buscas seguem em andamento.

Eleições 20264 dias atrásConfira os locais de votação que mudaram e os que retornam aos endereços de origem

Habitação1 semana atrásCanoas amplia regularização de imóveis com programa permanente

Clima7 dias atrásCiclone extratropical traz risco de temporais e ventos de até 100 km/h no RS

Educação6 dias atrásGoverno do RS antecipa pagamento do 13º salário dos servidores estaduais
Defesa Civil5 dias atrásGuaíba e Jacuí seguem subindo e água avança sobre ruas de Eldorado do Sul e das Ilhas de Porto Alegre

Clima6 dias atrásTemporal deixa mais de 54 mil pessoas afetadas e danifica 8 mil casas no RS
Defesa Civil6 dias atrásDefesa Civil alerta para elevação do Guaíba nesta quarta-feira; aviso segue até domingo, 4

Defesa Civil4 dias atrásNova Santa Rita é habilitada para saque do FGTS após temporal atingir mais de 500 famílias

















































