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02/04/2026
 

Política

Paulo Paim é agraciado em prêmio por sua luta contra o racismo

Redação

Publicado

em

Por Graziele Albuquerque

Entre os dias 2 e 5 de outubro aconteceu em Nova Iorque a premiação do MIPAD 2020, prêmio que seleciona os afrodescendentes mais influentes do mundo, e que conta com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU). Uns dos agraciados pelo prêmio foi o senador gaúcho Paulo Paim (PT), que teve reconhecimento por sua atuação em defesa dos Direitos Humanos e pela luta contra todas as formas de discriminação, preconceito e racismo.

Em entrevista ao jornal Timoneiro, o senador falou sobre a honra de ganhar um prêmio internacional, sobre as lutas travadas ao decorrer de sua vida política e que no Brasil existe um apartheid disfarçado, “que açoita pelo olhar e mata pela cor”.

“Honrado em receber um prêmio internacional pela primeira vez”

Ao ser questionado pela reportagem se o jovem que começou a sua carreira política na cidade de Canoas imaginou receber um prêmio internacional, Paim respondeu que “jamais”, mas que ao decorrer da sua vida pública, que soma quase 40 anos, o seu envolvimento e combate à qualquer tipo de discriminação, seja racial, social, contra as mulheres, idosos e deficientes físicos, o fez ser reconhecido. Visto pelo senador como “uma pérola negra”, o Estatuto da Igualdade Racial, publicado em 2009, é de autoria de Paulo.

Em seu discurso, transmitido no evento, Paim parabeniza a ONU e o MIPAD pelo excelente trabalho realizado buscando um mundo inclusivo, com igualdade, sem racismo e discriminação. Na sua fala, o senador também falou sobre a luta pelo meio ambiente no Brasil, por conta das queimadas da Amazônia. “Temos que avaliar todas as graves questões que atingem a humanidade. A falta de solidariedade, violência, a miséria, a insensatez das guerras, a fome, e o racismo”, enfatizou.

“Tive três grandes momentos em 2020”

Neste ano, além do prêmio MIPAD, Paulo Paim foi o senador mais bem avaliado na votação popular do Prêmio Congresso em Foco 2020. Ele recebeu mais de 43 mil votos na internet na escolha dos “Melhores Senadores” do ano.

Segundo o senador, outro momento de suma importância foi a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que partidos políticos terão que dividir recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e o tempo de rádio e televisão entre candidatos brancos e negros nas eleições municipais que estão em andamento. “Isso é uma forma muito concreta, e não só filosófica, de combater o racismo”, disse o senador.

“Racismo no Brasil é estrutural”

De acordo com Paim, o racismo no Brasil é estrutural. “No fim da escravidão, os negros não podiam ter e nem comprar terra, nem estudar, não tiveram direito a nada. E de lá para cá nós vamos perceber que os negros são os mais pobres no país, claro que existe brancos pobres, mas, se nós pegarmos dez brasileiros de baixa renda, oito são negros. Nós resistimos heroicamente desde aquele tempo”.

O senador mencionou, como exemplo, a história dos lanceiros negros, que durante a Guerra dos Farrapos lutaram pela liberdade prometida e após foram desarmados e assassinados. “Enquanto os poderes iam passando de geração para geração àqueles que não eram negros, o afrodescendente ia lutando para sobreviver, então a saga, a luta e a história deveriam servir de exemplo, mas o racismo continua estrutural”, ressaltou.

Negros na política brasileira

Outro tema citado durante a entrevista de Paulo Paim foi a presença de afrodescendentes na política brasileira. Para o senador, o negro tem desvantagem por ser o mais pobre e não ter dinheiro para investir na campanha. “O atual sistema político partidário do Brasil acaba favorecendo somente os poderosos, isso é algo que tem que mudar”.

Paim é o único representante negro no Senado Brasileiro.

Recorde de candidaturas negras

As eleições municipais brasileiras de 2020 registram um recorde de candidatos negros, segundo estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Juntos, pretos e pardos são considerados negros, de acordo com classificação utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e representam 49,94% das candidaturas, ao totalizar 276.091 registros no Brasil.

Segundo dados do TSE, do total de candidatos com registros validados pela Justiça Eleitoral, 218.071 (39,45%) se declararam pardos e 58.017 pretos (10,49%). Esta é primeira vez, desde o início da coleta de informações de raça, em 2014, que os candidatos brancos não representam a maioria dos concorrentes às vagas eletivas.

Canoas conta com 64 candidatos, entre pretos e pardos

A equipe de reportagem do Timoneiro realizou um levantamento sobre as candidaturas negras a vereança na cidade de Canoas de 2020. Segundo dados do TRE, entre os 484 candidatos, 47 são pretos e 17 pardos, o que totaliza 64 candidatos negros.

Na eleição de 2016, dos 307 candidatos postulantes ao cargo de vereador, 24 eram pretos, e 12 pardos, o que soma 36 negros.

Registro de parlamentares negros em Canoas

Segundo dados da Câmara de Vereadores do município, Canoas teve somente um parlamentar negro na história da casa legislativa canoense. Antônio Alves da Rosa foi eleito em 1988 pelo PDT com 885 votos, e na época foi o vice-líder da bancada do partido.

Sidicley Mancy ficou na suplência de 2004 a 2016, assumindo o cargo em 2014 e 2015.

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Política

Ex-prefeito de Canoas, Jairo Jorge discute a pré-candidatura a deputado estadual

Redação

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em

O ex-prefeito de Canoas, Jairo Jorge, tem discutido com lideranças políticas da cidade e da Região Metropolitana a possibilidade de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul nas eleições de 2026. Filiado ao PSD desde 2020, ele busca viabilizar sua pré-candidatura com base na experiência acumulada ao longo de sua trajetória na gestão pública.

Formado em jornalismo, Jairo Jorge iniciou a carreira política na década de 1980. Em 1988, foi eleito vereador em Canoas, destacando-se entre os mais votados do município. Ao longo dos anos, também ocupou cargos administrativos, como secretário executivo do Ministério da Educação e pró-reitor da Universidade Luterana do Brasil, com atuação nas áreas de educação e gestão.

A projeção estadual ganhou força a partir de 2008, quando foi eleito prefeito de Canoas pela primeira vez. Em 2012, foi reeleito no primeiro turno, permanecendo à frente do Executivo municipal por oito anos consecutivos. Em 2021, voltou ao cargo após nova vitória nas urnas, tornando-se um dos poucos políticos da cidade a exercer três mandatos como prefeito.

Durante as gestões, conduziu projetos voltados à administração pública, educação, saúde, infraestrutura urbana, habitação e desenvolvimento econômico.

Em 2018, concorreu ao governo do Rio Grande do Sul, alcançando cerca de 700 mil votos, o que representou aproximadamente 11% do total.

No último sábado, 28, o ex-prefeito participou de um seminário realizado em Canoas para debater a pré-candidatura ao Legislativo estadual. O encontro reuniu cerca de 200 participantes, entre lideranças políticas locais, representantes da Região Metropolitana e apoiadores de diferentes cidades.

Também estiveram presentes vereadores do município, como Neuza Rufatto, Daurinei Alt e Patteta.

Durante o evento, foi destacada a ausência de representantes de Canoas na Assembleia Legislativa nos últimos anos, apesar de o município possuir um dos maiores colégios eleitorais do estado.

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Política

Partido Missão promove evento de filiação em Porto Alegre com presença de Kim Kataguiri

Redação

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Um evento de filiação partidária será realizado nesta sexta-feira, 3, em Porto Alegre. A atividade ocorre às 19h30, no Bar I Bar, localizado no bairro Santana.

O encontro contará com a presença do deputado federal Kim Kataguiri e de Evandro Augusto, pré-candidato a deputado federal.

Segundo informações divulgadas pelos organizadores, a atividade é voltada à filiação de novos integrantes ao Partido Missão, legenda que se apresenta como alternativa no cenário político nacional, com posicionamento crítico tanto ao lulismo quanto ao bolsonarismo.

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Política

Felipe Martini deixa presidência do Podemos Canoas para concorrer a Deputado Estadual

Redação

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O diretório municipal do Podemos de Canoas realizou, na noite de segunda-feira, 30, a cerimônia de transição de presidência. Felipe Martini, atual secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, passou o comando do partido para Marcos Daniel, que também assumirá a Coordenadoria da Região Metropolitana.

O encontro reuniu lideranças políticas e comunitárias. Entre os presentes estavam o presidente estadual do Podemos Everton Braz, Maurício Dziedricki, o vice-prefeito de Canoas Rodrigo Busato, o deputado federal Luiz Carlos Busato, o deputado estadual Guilherme Pasin, o ex-vereador Giovanni Rocha e vereadores do município.

Felipe Martini, que recebeu uma nova missão dentro do Podemos e é pré-candidato a deputado estadual, conduziu a transição para que Marcos Daniel dê continuidade ao trabalho à frente do partido.

“Seguimos com o compromisso de ampliar o diálogo com a população, fortalecer a participação política e consolidar o crescimento do Podemos em Canoas”, destacou. O evento teve como anfitrião Juarez Piccinini e contou com a presença de filiados, apoiadores e representantes da comunidade canoense.

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