Ex-deputado federal Marco Maia vira réu na Lava Jato

O responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, juiz federal Luiz Antônio Bonat, aceitou a denúncia contra o ex-deputado federal pelo Rio Grande do Sul Marco Maia, três pessoas ligadas a ele e um executivo da empreiteira OAS.
De acordo com as investigações, Marco Maia e outros acusados solicitaram vantagem indevida a dirigentes das empreiteiras OAS e Toyo Setal, envolvidas em um esquema em contratos com a Petrobras.
O Ministério Público Federal (MPF), além da condenação dos denunciados, pediu ainda a fixação de R$ 1,2 milhão como dano mínimo a ser reparado à Petrobras, devendo ser pago de forma solidária, ou seja, no valor total para todos.

Entenda o caso

Segundo denúncia, Maia exerceu a função de relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), instaurada no Congresso Nacional em 2014, para apurar os atos ilícitos cometidos em prejuízo da Petrobras, onde, e com o auxílio de um empresário, teria pedido pagamento de propina ao ex-presidente da OAS, no valor de R$ 1 milhão, e ao representante da Toyo Setal, no valor de R$ 500 mil.
Em troca garantiu atuação para evitar a convocação dos executivos para prestarem depoimento na comissão e para elaborar o relatório final dos trabalhos da CPMI, sem a recomendação do indiciamento dos executivos.
Porém, o ex-deputado federal retificou o relatório inicialmente apresentado e o complementou com o indiciamento dos empresários “devido às fortes pressões da sociedade e de outros integrantes do Congresso Nacional”, segundo o MPF.
O ex-presidente da OAS e o representante da Toyo Setal não foram denunciados por causa do limite de pena previsto nos acordos de delação premiada.