Opinião: Traição legalizada

tonito

Dia 18 será aberta uma janela para a traição. Um tipo de feira-livre, para o troca-troca sem-vergonha, um escambo do que não existe em nossa política: palavra, salvo honrosas exceções. “No dia 18, será promulgada a emenda à Constituição que abre janela de 30 dias para que deputados e vereadores troquem de sigla sem perder o mandato”. (Zero hora, 9. 2. 2016).
O cara (sim, cara, um qualquer) se oferece para servir ao povo, jura fidelidade ao estatuto, ao programa do partido que o faz candidato, mente aos eleitores e, eleito, “esquece” tudo e nessa feira-livre, a ser aberta dia 18, vende sua palavra pela certeza que está no jornal: “assumir o comando da nova sigla em seu Estado e, consequentemente, controlar maior fatia dos recursos públicos do fundo partidário”.
A janela da traição ficará aberta por trinta dias. Depois que o troca-troca houver satisfeito o espírito de porco dos traidores, será fechada. Como se o certo e o errado, valores permanentes, fossem produtos vulgares, de moda, com prazo de validade.
Até quando, “catilinas”, abusarão da paciência do povo?
Bagagem
“Coral de Canoas. A festa dos 35 anos do Coral de Canoas só teve a presença de seu líder, professor Octávio Longhi, de seus atuais cantores, familiares, amigos, admiradores e dirigentes da Fundação Cultural, na noite de 29/10. Depois de um rápido recital, que teve também peças do nosso regionalismo, um coquetel reuniu a todos no salão superior da Fundação. Do meio do grupo, brotou natural a cantoria indisciplinada. Uma grande noite, apesar da ausência de autoridades (em quê). “

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