Política
ELEIÇÕES 2024: Prazo para convenções municipais vai até 5 de agosto

A partir deste sábado, 20, os partidos e federações estão autorizados a realizar as convenções internas para a escolha dos candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereadores que disputarão as eleições municipais de outubro.
Pela norma, os partidos deverão escolher os políticos que vão disputar o pleito até 5 de agosto, data final estipulada para realização das convenções. Para sair candidato, o político deve estar regulamente filiado ao partido e ser escolhido pela legenda para disputar o pleito.
O primeiro turno das eleições será no dia 6 de outubro. O segundo turno da disputa poderá ser realizado em 27 de outubro nos municípios com mais de 200 mil eleitores, como Canoas, nos quais nenhum dos candidatos à prefeitura atingiu no primeiro turno mais da metade dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos.
Convenção
As convenções funcionam como uma eleição interna dos partidos. A legislação eleitoral dá aos partidos autonomia para definir a estrutura de organização das convenções, que podem ser feitas presencialmente ou de forma híbrida (presencial e virtual).
A eleição interna é feita por meio de votação dos filiados nas chapas que se inscrevem para os cargos que estarão em disputa. O número que os candidatos usarão na urna eletrônica também deve ser definido na eleição interna.
Para participar das eleições, o interessado em concorrer deve estar em pleno exercício dos direitos políticos, ser filiado ao partido, ter naturalidade brasileira, ser alfabetizado e ter domicílio eleitoral no município em que pretende concorrer há pelo menos seis meses. O cidadão também precisa ter idade mínima de 21 anos para concorrer ao cargo de prefeito e de 18 anos para o de vereador.
Registro de candidaturas
Após a escolha dos candidatos, as legendas têm até 15 de agosto para registrar os nomes dos candidatos na Justiça Eleitoral de cada município. O registro de candidatura é feito por meio de um sistema eletrônico e será analisado pelo juiz da zona eleitoral da cidade na qual o candidato pretende concorrer.
Se o juiz constatar a falta de algum documento, poderá pedir que o partido resolva a pendência no prazo de três dias. Caberá ao magistrado decidir se defere ou indefere a candidatura. Se o registro for negado, o candidato poderá recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de seu estado e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Durante o período de análise, as candidaturas poderão ser contestadas pelos adversários, partidos políticos e o Ministério Público Eleitoral (MPE). Eles poderão denunciar alguma irregularidade no cumprimento dos requisitos legais para o registro.
Os partidos também deverão registrar os candidatos aos cargos de vereador conforme a cota de gênero, que prevê mínimo de 30% de candidaturas femininas.
Propaganda
A propaganda eleitoral nas ruas e na internet começa no dia 16 de agosto, um dia após o fim do prazo para registro das candidaturas.
A partir desta data, os candidatos poderão fazer carretas, comícios e panfletagem entre as 8 e as 22 horas. Anúncios pagos na imprensa escrita e na internet também estarão liberados.
O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão no primeiro turno será iniciado no dia 30 de agosto e vai até 3 de outubro.
Fundo eleitoral
Para financiar as candidaturas que serão lançadas, os partidos vão receber R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
O partido que vai receber a maior fatia do total do fundo será o PL. A legenda poderá dividir R$ 886,8 milhões entre seus candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador. Em segundo lugar está o PT, que receberá R$ 619,8 milhões.
Em seguida, aparecem o União (R$ 536,5 milhões); o PSD (R$ 420,9 milhões); o PP (417,2 milhões); o MDB (R$ 404,6 milhões) e o Republicanos (R$ 343,9 milhões).
O Fundo Eleitoral é repassado aos partidos em anos de eleição. O repasse foi criado pelo Congresso Nacional em 2017 após a decisão do Supremo, que, em 2015, proibiu o financiamento das campanhas por empresas privadas.
Além do Fundo Eleitoral, os partidos contam com o Fundo Partidário, que é distribuído anualmente para manutenção das atividades administrativas.
Política
Cachoeirinha e Viamão terão novas eleições para prefeito e vice em 12 de abril de 2026; entenda

Eleitoras e eleitores de Cachoeirinha e Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, voltarão às urnas no dia 12 de abril de 2026, um domingo, das 8h às 17h, para escolher os novos prefeitos e vice-prefeitos dos municípios.
Em Cachoeirinha, a convocação de novas eleições ocorre após a Câmara de Vereadores decretar a perda dos mandatos do prefeito Cristian Wasem Rosa e do vice-prefeito João Paulo Martins por infrações político-administrativas. A decisão foi formalizada por meio dos Decretos Legislativos nº 01 e nº 02, ambos de 3 de janeiro de 2026, resultando na vacância dos cargos.
Já em Viamão, a medida foi determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, que cassou os mandatos do prefeito e do vice-prefeito por conduta vedada. A decisão teve como fundamento a participação dos então candidatos em um evento realizado em 14 de setembro de 2024, no Parque Saint Hilaire, no município.
Dados eleitorais
Conforme dados de 2 de fevereiro de 2026, Cachoeirinha possui 101.601 eleitores aptos a votar, distribuídos em 34 locais de votação.
Em Viamão, são 159.893 eleitores aptos, com 78 locais de votação.
Estarão habilitados a participar do pleito os eleitores inscritos até 12 de novembro de 2025 — 151 dias antes da eleição, e que estejam com a situação regular perante a Justiça Eleitoral no momento da impressão dos cadernos de votação, realizada poucos dias antes do pleito.
Política
Deputado Busato assume relatoria da “Lei Barbara Penna” que reforça punições contra agressores e amplia proteção às mulheres

O deputado federal Luiz Carlos Busato (União Brasil-RS), membro da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, foi designado relator do Projeto de Lei nº 2.083/2022, conhecido como “Lei Barbara Penna”. A proposta amplia mecanismos de proteção a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, principalmente quando o agressor já foi condenado ou está preso provisoriamente.
O texto altera a Lei de Execução Penal, em vigor desde 1984, para endurecer as regras contra condenados que continuam ameaçando ou tentando se aproximar das vítimas mesmo durante o cumprimento da pena.
Entre as mudanças previstas está a classificação como falta grave do comportamento do agressor que, mesmo condenado por violência doméstica ou familiar, insiste em se aproximar da casa, do trabalho ou de familiares da vítima. Nesses casos, ele poderá perder benefícios como a progressão de regime, deixando de avançar para o semiaberto ou aberto. O projeto também prevê a possibilidade de inclusão no Regime Disciplinar Diferenciado, com regras mais rígidas, além da transferência para outro presídio, inclusive em outro estado, caso as ameaças persistam.
Outro ponto da proposta é a inclusão, no rol de crimes de tortura, da submissão repetida da mulher a intenso sofrimento físico ou mental no contexto de violência doméstica. A intenção é agravar a punição e ampliar a segurança das vítimas, sobretudo diante de ameaças reiteradas.
A matéria foi apresentada no Senado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) e recebeu parecer favorável do senador Eduardo Braga (MDB-AM). Agora, o texto segue para análise na Câmara dos Deputados.
O projeto leva o nome de Barbara Penna, de Porto Alegre, sobrevivente de uma tentativa de feminicídio em 2013. Na época, o ex-companheiro ateou fogo nela e no apartamento onde vivia, além de jogá-la da janela do terceiro andar. Barbara sobreviveu, mas perdeu os dois filhos no incêndio. O agressor foi condenado a 28 anos de prisão e, mesmo encarcerado, continuou a ameaçá-la.
Ao assumir a relatoria, Busato destacou que o combate à violência contra a mulher é uma pauta constante em sua trajetória política.
“Há muitos anos atuo firmemente pelo fim da violência contra as mulheres. Essa sempre foi uma prioridade nos meus mandatos como deputado e também durante o período como prefeito de Canoas. Seguiremos trabalhando para fortalecer leis, ampliar a proteção e garantir que nenhuma mulher fique desamparada.”
O parlamentar também ressaltou a importância da atuação conjunta com lideranças engajadas na causa.
“Ter ao nosso lado a ativista Barbara Penna é fundamental. Sua coragem e sua história dão voz a milhares de mulheres. Só no Rio Grande do Sul, somente entre janeiro e fevereiro deste ano, tivemos 20 casos de feminicídio. São números preocupantes. Essa proposta reforça a proteção à mulher vítima de violência doméstica e familiar”, afirmou o deputado.
Para Barbara Penna, o país já avançou na criação de políticas públicas e leis voltadas à proteção feminina, mas ainda há lacunas a serem enfrentadas.
“As leis de proteção às mulheres representam um grande avanço no nosso país. No entanto, ainda necessitam de modificações e melhorias para que cumpram plenamente o seu papel. A Lei Maria da Penha é fundamental, mas precisa ser cada vez mais punitiva e sem interpretações secundárias, para garantir a proteção das vítimas e cessar os feminicídios”, afirmou.
Ela também destacou a relevância do apoio masculino no enfrentamento à violência doméstica.
“Agradeço o compromisso do deputado federal Busato nessa luta. A participação dos homens na conscientização sobre a violência doméstica é um diferencial e demonstra que essa é uma causa de toda a sociedade.”
Ao final, Barbara reforçou a importância do projeto que leva seu nome.
“Tenho certeza de que o projeto que carrega o meu nome será um marco histórico no combate à violência psicológica reiterada, fortalecendo a proteção das mulheres e mostrando que o Estado brasileiro não tolera mais nenhum tipo de violência.”
Política
Márcio Freitas se filia ao partido MDB e anuncia pré candidatura a Deputado Estadual

O secretário municipal de Assistência Social de Canoas, Márcio Freitas, oficializou na quarta-feira, 25, sua filiação ao MDB e confirmou a pré-candidatura a deputado estadual. O ato ocorreu na Liga Canoense de Futebol, reuniu mais de mil pessoas, entre lideranças políticas da cidade e da região.
Participaram do evento o vice-governador do Estado, Gabriel Souza (MDB), os secretários estaduais Juvir Costella, da pasta de Logística e Transportes, e Beto Fantinel, de Desenvolvimento Social, além do ex-deputado Catarina Paladini. O presidente do diretório municipal do MDB em Canoas, Cezar Paulo Mossini, também esteve presente.
Freitas disputou uma vaga na Assembleia Legislativa nas últimas eleições e anunciou que voltará a concorrer ao cargo no pleito deste ano.
Aos 53 anos, iniciou a trajetória na vida pública como subprefeito. Foi eleito vereador por dois mandatos, período em que também presidiu a Câmara Municipal. Em 2024, concorreu à Prefeitura de Canoas. É formado em Gestão Pública pela Uniasselvi e cursa pós-graduação em Serviço Social.

Serviços1 semana atrásTudo Fácil inaugura nova unidade no Canoas Shopping nesta sexta-feira, 27

Transporte4 dias atrásPrefeito de Canoas anuncia Passe Livre definitivo nos coletivos municipais

Policial5 dias atrásEx-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo é preso em operação da Polícia Federal por suspeita de desvio de recursos das enchentes

Canoas5 dias atrásCorsan promove reunião com moradores do bairro Nossa Senhora das Graças para esclarecer implantação da rede de esgoto

Educação5 dias atrásAbertura do ano letivo em Canoas reúne mais de 2 mil profissionais da rede municipal

Esporte1 semana atrásCorre Canoas realiza 1º treinão do Circuito Park em Movimento em 8 de março
Economia6 dias atrásNota Fiscal Gaúcha tem R$ 23 mil em prêmios aguardando resgate

Feminicídio5 dias atrásRS registra 20º vítima de feminicídio após desaparecimento de mulher ser reclassificado































































