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22/06/2026
 

Política

Jairo Jorge se reúne com governador e pede apoio em R$ 394 milhões para Canoas

Redação

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Jairo Jorge se reúne com governador e pede apoio em R$ 394 milhões para Canoas - Foto Mauricio Tonetto

O prefeito de Canoas, Jairo Jorge, se reuniu nesta quinta-feira, 18, com o governador do Estado, Eduardo Leite, e com o secretário adjunto da Reconstrução Gaúcha, Gabriel Fajardo, para apresentar projetos necessários à recuperação do município.

Na oportunidade, o prefeito apresentou uma solicitação de R$ 394 milhões, reforçando que Canoas foi uma das cidades mais atingidas pela enchente, com um total de 70 mil residências e 150 mil habitantes em situação de vulnerabilidade, além de cerca de dez mil animais resgatados.

“Tivemos prejuízos em praticamente todas as áreas: saúde, educação, equipamentos públicos, infraestrutura, habitação, arrecadação municipal, medidas assistenciais, dentre outras. Canoas foi o município com o maior número de desabrigados em todo o estado, chegando a quase 24 mil pessoas em 97 abrigos oficiais”, explicou o prefeito.

Como atualmente o Município já possui alguns contratos firmados com o Governo do Estado, Jairo Jorge solicitou na reunião a complementação de recursos que estão em curso atualmente, além da ajuda para outros projetos. Segundo o prefeito, Eduardo Leite acenou positivamente para apoiar Canoas.

“Saímos confiantes de que o governo do Estado terá um olhar sensível para nossa cidade que foi tão atingida, tanto em termos de área (65 km quadrados) quanto em número de pessoas”.

Segundo sua assessoria, um dos destaques do encontro foi sobre a construção de um total de 3,2 quilômetros de pavimentação que ainda faltam junto ao dique Niterói, que vai se estender até Cachoeirinha, proporcionando mais proteção aos moradores do bairro.

O prefeito explicou que a Prefeitura já havia realizado em parceria com o governo do Estado a construção do pavimento com extensão de 2,5 quilômetros e elevação de 1,3 metro de altura do dique. Conforme Jairo Jorge, o governador se comprometeu em dar agilidade para que esta obra continue o mais breve possível.

Projetos apresentados pela Prefeitura de Canoas ao Governo do Estado

-Ações emergenciais – R$ 45 milhões

Montante que contribuirá para manter a assistência que a Prefeitura presta à população, como distribuição de cestas básicas, kits de higiene e de limpeza, roupas, marmitas e água.

Também inclui a força-tarefa que o Município vem realizando para a limpeza e recolhimento de resíduos de todo o lado oeste, onde cerca de 70 mil casas e comércios foram atingidos.

A Prefeitura já retirou mais de 150 mil toneladas de resíduos – o que compreende a 200 mil m³ de resíduos e mais de 16.500 cargas – e realizou a contratação de 362 caminhões, 140 retroescavadeiras e 40 caminhões garra), bem como contratação de 1.200 auxiliares de limpeza.

-Sistema de cheias – R$ 50 milhões

Complemento da pavimentação do dique Niterói, através de convênio já pactuado com o Estado para o Parque do Rio Gravataí, em uma extensão de 3,2 quilômetros, chegando até Cachoeirinha. A obra dará proteção ao bairro Niterói bem como à Base Aérea.

-Habitação – R$ 19.670,292,81

Aporte estadual que irá auxiliar o Município a realizar a infraestrutura nas regiões onde será implementado o programa de Construção de Unidades Habitacionais, no qual Canoas foi contemplada. O programa prevê 229 casos nas seguintes áreas: MQ2 – 48 casas, Rio Gravataí – 93 casas, CMT2 – 88 casas.

-Saúde – R$ 95.996.598,00

Inclui a recomposição das perdas que os três hospitais de Canoas tiveram após a implantação do programa Assistir do governo estadual, a retomada do Hospital de Pronto Socorro de Canoas (reforma e aquisição de equipamentos), e dos demais equipamentos de saúde: 19 UBS (de um total de 24) e três UPAs (de um total de 4).

-Infraestrutura – R$ 158,2 milhões

Pavimentação das vias urbanas, além da repavimentação necessária em todo o lado oeste. Outros serviços complementares também deverão ser realizados, como rede de esgoto pluvial e rede de iluminação pública.

-Bem Estar Animal – R$ 25.368.891,25

Montante para dar assistência ao Município na manutenção dos atendimentos ao grande número de bichinhos que se encontram sem tutores e em abrigos, que somam cerca de dois mil animais.

A Prefeitura também está elaborando projeto de construção de um espaço para atender esta população remanescente dos abrigos.

Total: R$ 394.235.782,06

-Necessidade de recomposição da receita

Um relatório técnico, elaborado pela Secretaria Municipal da Fazenda, demonstra as perdas que o Município teve este ano com estimativa mensal de R$ 17.874.019,00, totalizando R$ 142.992.257,00.

Na última semana, o prefeito havia se reunido com o ministro para Apoio à Reconstrução do RS, Paulo Pimenta, para reforçar o pedido de ajuda à União, e apresentar projetos e obras que demandam um orçamento na ordem de R$ 3 bilhões para recuperar o município.

Também participaram do encontro os secretários municipais de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Roberta Togni, de Relações Institucionais, Mario Cardoso, e do Escritório de Projetos, Kamila Kaiser.

Política

Comissão da Assembleia recebe denúncias sobre tarifas e falhas nos serviços da Aegea/Corsan

Redação

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Foto: Charles Scholl

A Comissão Especial de Fiscalização da Aegea/Corsan, presidida pela deputada estadual Stela Farias, realizou na segunda-feira, 15,  uma audiência pública para discutir a prestação dos serviços de abastecimento de água e saneamento em municípios atendidos pela concessionária. Durante o encontro, deputados receberam relatos de usuários, vereadores e lideranças municipais sobre aumentos tarifários, interrupções no abastecimento, questionamentos sobre a qualidade da água e cobranças consideradas indevidas.

A comissão também debateu os investimentos previstos após a privatização da antiga Corsan. Segundo Stela Farias, o colegiado pretende avaliar se os compromissos assumidos pela concessionária estão sendo cumpridos. A Aegea/Corsan deverá ser ouvida pelos parlamentares na próxima semana.

Ao se manifestar durante a audiência, a deputada afirmou que a população tem demonstrado insatisfação com os serviços prestados.

“O que o povo encontra nos últimos dois anos e meio na caixa de correio e na torneira é o contrário da promessa, é um serviço de pior qualidade, é uma conta mais cara, e são investimentos que não chegam onde mais precisam chegar”, declarou.

Stela também citou informações sobre a situação financeira da empresa.

“Ou seja, põe-se em xeque exatamente o argumento que justificou a privatização”, afirmou.

A parlamentar destacou ainda que câmaras municipais de diversas cidades já instalaram comissões para investigar denúncias relacionadas à atuação da concessionária. Ela mencionou medidas adotadas por prefeituras, pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública para buscar soluções aos problemas relatados pela população.

Outro tema abordado foi a tarifa social destinada às famílias inscritas no Cadastro Único. Segundo Stela, a comissão buscará esclarecimentos sobre reajustes aplicados às contas dos consumidores.

“É preciso dizer também que, junto da tarifa social, veio um novo aumento. Um aumento de quase 6% na conta de todos os usuários. A empresa pediu à agência reguladora, a Agergs, concedeu”, sustentou.

O engenheiro civil aposentado Luiz Antônio Timm Grassi, ex-funcionário da Corsan, destacou a importância dos investimentos em saneamento básico para a saúde pública.

“Quando se gasta em saneamento se economiza em saúde”, afirmou durante a audiência.

Representantes de municípios também relataram situações enfrentadas em suas cidades. O vereador de Alvorada, Beto Goleiro, afirmou ter recebido denúncias relacionadas à cobrança de taxas de esgoto.

“Hoje lutamos para individualizar a cobrança em Alvorada. Há mais de um ano a Aegea/Corsan não instala rede de esgoto. Então eles não podem mais dar continuidade ao esgoto”, disse.

Segundo o parlamentar, moradores também têm relatado problemas com valores elevados nas faturas.

“Algumas contas chegaram a R$ 11 mil, mas quando se questionou descobriu-se que o valor real seria de R$ 800”, afirmou.

Em Viamão, o vereador Alex Boscaini, relator da CPI da Corsan no município, afirmou que a cidade enfrenta reclamações relacionadas às tarifas cobradas pela concessionária. De acordo com ele, uma ação judicial foi movida para impedir a perfuração de poços sem as licenças necessárias.

“Trancamos através de Ação Civil Pública a Aegea em Viamão que estava escavando poços na área rural sem licenças prévias, sem EIA/Rima e sem nenhuma documentação necessária do ponto de vista da preservação ambiental”, declarou.

Boscaini também cobrou maior fiscalização dos órgãos responsáveis.

“Eles fazem o que querem e por que fazem isso? Onde é que está a Agergs e a Agência de Saneamento, os municípios e prefeitos que deveriam fiscalizar?”, questionou.

A Comissão Especial de Fiscalização informou que continuará acompanhando a atuação da Aegea/Corsan e que a próxima reunião contará com a participação de representantes da concessionária para apresentação de esclarecimentos sobre as demandas levantadas durante a audiência pública.

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Política

Câmara de Canoas aprova projeto sobre restituição em dobro por cobranças indevidas nas contas de água e esgoto

Redação

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Os vereadores de Canoas aprovaram, durante a sessão ordinária da última quinta-feira, 11, um projeto de lei que prevê medidas para ampliar a divulgação e facilitar o acesso dos consumidores ao direito de restituição em dobro de valores cobrados indevidamente nas faturas de água e esgoto. A proposta é de autoria do vereador Leandrinho Moreira e segue agora para análise do Poder Executivo.

O texto estabelece que a Corsan/Aegea, responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no município, mantenha canais de atendimento para contestação de cobranças, disponibilize informações sobre o direito à restituição em dobro e ofereça mecanismos para que os consumidores possam acompanhar os pedidos de revisão. A matéria também prevê prazos para análise das solicitações e para a devolução dos valores reconhecidos como indevidos.

De acordo com o autor, “a proposta busca fortalecer a proteção dos consumidores diante de situações como leituras equivocadas de hidrômetros, cobranças por serviços não solicitados, duplicidade de lançamentos e aplicação incorreta de tarifas, entre outras hipóteses”. O vereador destaca ainda que “muitos usuários desconhecem o direito à restituição em dobro previsto na legislação federal ou encontram dificuldades para exercer esse direito junto à concessionária”.

Conforme o projeto aprovado, as faturas deverão apresentar informações sobre o direito à contestação de cobranças e à restituição em dobro de valores pagos indevidamente, além da indicação dos canais disponíveis para solicitação de revisão. O texto também autoriza o Poder Executivo a promover campanhas educativas e ações em parceria com órgãos de defesa do consumidor para orientar a população sobre o tema.

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Política

Nova Santa Rita vota reforma da Previdência nesta terça e mobiliza servidores em protestos na cidade

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Nova Santa Rita vota reforma da Previdência nesta terça e mobiliza servidores em protestos na cidade

A Prefeitura de Nova Santa Rita encaminhou à Câmara de Vereadores o projeto de reforma da Previdência Municipal, que será votado às 18 horas desta terça-feira, 2. A proposta abre um debate sobre o equilíbrio financeiro do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores e já mobiliza diferentes setores do funcionalismo público no município.

Posição da Prefeitura

Segundo o Executivo municipal, a reforma é necessária para garantir a sustentabilidade do sistema previdenciário e evitar o crescimento do déficit atuarial, que atualmente supera R$ 290 milhões. A administração argumenta que esse valor representa a diferença entre os recursos disponíveis e as obrigações futuras com aposentadorias e pensões.

De acordo com a Prefeitura, sem mudanças estruturais, o déficit tende a aumentar nos próximos anos, exigindo aportes crescentes do orçamento municipal. A gestão também afirma que os recursos destinados à Previdência vêm comprometendo a capacidade de investimento da cidade em áreas como saúde, educação e infraestrutura.

O projeto foi elaborado com base em estudos atuariais e, segundo o Executivo, segue recomendações de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul. A administração também destaca que esta é a primeira reforma previdenciária da história do município e que outros entes públicos já realizaram ajustes semelhantes após mudanças na legislação nacional.

A Prefeitura projeta que a proposta possa reduzir o passivo atuarial para cerca de R$ 190 milhões, mesmo após alterações feitas ao longo do debate com servidores e entidades representativas.

Manifestantes contrários à proposta

Servidores públicos e entidades sindicais contrários ao projeto exigem regras mais brandas, e, em razão da votação do projeto nesta terça-feira, estão previstas manifestações em Nova Santa Rita. A mobilização deve ocorrer em dois momentos: às 11h30, em frente à Prefeitura, e às 17h, em frente à Câmara de Vereadores, onde o projeto será analisado e votado pelos parlamentares.

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