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02/07/2026
 

Política

Justiça cassa prefeita e vice de Cachoeirinha, mas ambos seguem nos cargos até decisão do TRE

Redação

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A cassação dos mandatos da prefeita eleita de Cachoeirinha, Jussara Caçapava (Avante), e do vice-prefeito Luis Carlos Azevedo da Rosa, o Mano (PL), não terá efeito imediato. A decisão foi emitida no sábado (16) pela Justiça Eleitoral, mas a dupla permanece no comando do Executivo municipal até que o caso seja analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS).

Segundo o TRE, a análise do recurso não deve ocorrer antes de setembro, devido aos prazos legais e ao trâmite processual. Caso a cassação seja confirmada pela Corte, uma nova eleição suplementar poderá ser convocada para definir os ocupantes da prefeitura até 31 de dezembro de 2028.

A defesa de Jussara e Mano informou que tentará reverter a decisão ainda em primeira instância. Se necessário, também recorrerá ao TRE e, posteriormente, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A decisão foi assinada pela juíza eleitoral Suelen Caetano de Oliveira, que entendeu haver abuso de poder político durante a campanha eleitoral suplementar realizada em abril deste ano.

A ação foi movida por Cláudia Azevedo (PV), que disputou a eleição como vice na chapa do PT. A representação apontou irregularidades em dois vídeos publicados nas redes sociais da campanha vencedora.

Em um dos vídeos, Jussara aparece ao lado de servidores públicos uniformizados, utilizando a identificação “Jussara prefeita interina”. Em outro, ela surge em uma retroescavadeira durante uma obra pública. Para a magistrada, as imagens caracterizam o uso de bens e agentes públicos em benefício eleitoral, prática proibida pela legislação.

A juíza também destacou que o contexto da recuperação de Cachoeirinha após as enchentes de 2024 agravou a situação. As gravações mostravam ações de desassoreamento do Arroio Passinhos e limpeza de áreas atingidas pela cheia do Rio Gravataí.

“A exploração da imagem pessoal da prefeita interina, associando-a diretamente a essas intervenções tão sensíveis, transcende a propaganda política e tangencia a exploração da tragédia humana para a obtenção de dividendos eleitorais. Em um contexto de normalidade, a divulgação de tais obras poderia ser vista como legítima prestação de contas. No pós-catástrofe, tal conduta adquire um contorno de reprovabilidade qualitativamente superior”, afirmou a juíza na decisão.

Além da cassação dos diplomas, a Justiça Eleitoral determinou multa de R$ 15 mil para Jussara e Mano. A prefeita eleita também foi declarada inelegível por oito anos.

“Recebemos a decisão de forma satisfatória. Sentimos aqui o processo eleitoral de maneira muito conturbada, era nítido o abuso de poder. Além da denúncia formal à Justiça, também fizemos pelas redes. A decisão é justa e esperamos que se confirme”, destacou Cláudia, que disse ser cedo para falar se vai concorrer novamente ou não em caso de nova eleição suplementar.

Política

Partido Missão anuncia Aroldo Medina como pré-candidato a vice de Renan Santos

Redação

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O pré-candidato à Presidência da República do Partido Missão, Renan Santos, anunciou nesta quarta-feira, 1º, o gaúcho Aroldo Medina como candidato a vice-presidente na chapa que disputará as eleições de 2026. Medina é pré-candidato a vice e havia sido anteriormente lançado como pré-candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul. A definição foi feita durante agenda no Estado.

Com a escolha, Medina deixa a pré-candidatura ao Senado pelo Estado para integrar a disputa nacional.

Natural de Santana do Livramento, Medina tem 62 anos e mora em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Ele é ex-tenente-coronel da reserva da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, com passagem também pela Força Aérea Brasileira. É jornalista e possui pós-graduação em Segurança Pública, além de especializações em Política e Estratégia de Governo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e em Defesa Civil.

Na trajetória política, já disputou diferentes cargos eletivos. Em 2002, concorreu ao governo do Rio Grande do Sul pelo então PL. Em 2010, voltou a disputar o Palácio Piratini pelo PRP. Em 2018, foi candidato a deputado estadual pelo PV. Em 2024, concorreu a vereador em Porto Alegre pelo PL.

O Partido Missão foi registrado no fim de 2025 no Tribunal Superior Eleitoral e participa pela primeira vez de uma eleição presidencial.

Fundador do Movimento Brasil Livre, Renan Santos também disputa pela primeira vez um cargo eletivo. A candidatura se apresenta no campo da direita liberal e tem como prioridades segurança pública, combate ao crime organizado, endurecimento da legislação penal, fortalecimento das forças de segurança e redução do tamanho do Estado.

Em declarações anteriores, Medina afirmou que o partido reúne uma “juventude idealista” e classificou Renan Santos como um nome preparado para representar um projeto político nacional. A convenção da legenda deve oficializar a chapa dentro do calendário da Justiça Eleitoral.

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Política

Pré-candidato à Presidência Renan Santos cumpre agenda no RS no dia 29 e participa ao vivo do OT News Meio-Dia

Redação

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O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, deve cumprir agenda no Rio Grande do Sul a partir do dia 29 de junho. A programação inclui entrevistas em veículos de comunicação de Porto Alegre e visitas a municípios do interior do Estado.

Entre os compromissos confirmados na capital gaúcha, Renan Santos participará ao vivo do programa OT News Meio-Dia, do jornal O Timoneiro, onde concederá entrevista sobre temas relacionados ao cenário político nacional e à sua pré-candidatura.

Além de Porto Alegre, Renan Santos também deverá passar por Caxias do Sul e Santa Cruz do Sul durante a viagem. A agenda faz parte das atividades de pré-campanha realizadas pelo político em diferentes regiões do país.

O partido Missão foi criado em 2025 e busca consolidar sua participação no cenário político nacional para as eleições presidenciais. Renan Santos é apontado pela legenda como seu nome para a disputa ao Palácio do Planalto.

Até o momento, a programação divulgada prevê compromissos voltados à apresentação de propostas e ao contato com a imprensa local. A visita ocorre em meio à movimentação de pré-candidatos que intensificam agendas públicas e articulações políticas de olho no pleito presidencial.

Como ainda não foi iniciado oficialmente o período eleitoral, as atividades realizadas pelos pré-candidatos são enquadradas como ações de pré-campanha, conforme a legislação eleitoral brasileira.

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Política

Comissão da Assembleia recebe denúncias sobre tarifas e falhas nos serviços da Aegea/Corsan

Redação

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Foto: Charles Scholl

A Comissão Especial de Fiscalização da Aegea/Corsan, presidida pela deputada estadual Stela Farias, realizou na segunda-feira, 15,  uma audiência pública para discutir a prestação dos serviços de abastecimento de água e saneamento em municípios atendidos pela concessionária. Durante o encontro, deputados receberam relatos de usuários, vereadores e lideranças municipais sobre aumentos tarifários, interrupções no abastecimento, questionamentos sobre a qualidade da água e cobranças consideradas indevidas.

A comissão também debateu os investimentos previstos após a privatização da antiga Corsan. Segundo Stela Farias, o colegiado pretende avaliar se os compromissos assumidos pela concessionária estão sendo cumpridos. A Aegea/Corsan deverá ser ouvida pelos parlamentares na próxima semana.

Ao se manifestar durante a audiência, a deputada afirmou que a população tem demonstrado insatisfação com os serviços prestados.

“O que o povo encontra nos últimos dois anos e meio na caixa de correio e na torneira é o contrário da promessa, é um serviço de pior qualidade, é uma conta mais cara, e são investimentos que não chegam onde mais precisam chegar”, declarou.

Stela também citou informações sobre a situação financeira da empresa.

“Ou seja, põe-se em xeque exatamente o argumento que justificou a privatização”, afirmou.

A parlamentar destacou ainda que câmaras municipais de diversas cidades já instalaram comissões para investigar denúncias relacionadas à atuação da concessionária. Ela mencionou medidas adotadas por prefeituras, pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública para buscar soluções aos problemas relatados pela população.

Outro tema abordado foi a tarifa social destinada às famílias inscritas no Cadastro Único. Segundo Stela, a comissão buscará esclarecimentos sobre reajustes aplicados às contas dos consumidores.

“É preciso dizer também que, junto da tarifa social, veio um novo aumento. Um aumento de quase 6% na conta de todos os usuários. A empresa pediu à agência reguladora, a Agergs, concedeu”, sustentou.

O engenheiro civil aposentado Luiz Antônio Timm Grassi, ex-funcionário da Corsan, destacou a importância dos investimentos em saneamento básico para a saúde pública.

“Quando se gasta em saneamento se economiza em saúde”, afirmou durante a audiência.

Representantes de municípios também relataram situações enfrentadas em suas cidades. O vereador de Alvorada, Beto Goleiro, afirmou ter recebido denúncias relacionadas à cobrança de taxas de esgoto.

“Hoje lutamos para individualizar a cobrança em Alvorada. Há mais de um ano a Aegea/Corsan não instala rede de esgoto. Então eles não podem mais dar continuidade ao esgoto”, disse.

Segundo o parlamentar, moradores também têm relatado problemas com valores elevados nas faturas.

“Algumas contas chegaram a R$ 11 mil, mas quando se questionou descobriu-se que o valor real seria de R$ 800”, afirmou.

Em Viamão, o vereador Alex Boscaini, relator da CPI da Corsan no município, afirmou que a cidade enfrenta reclamações relacionadas às tarifas cobradas pela concessionária. De acordo com ele, uma ação judicial foi movida para impedir a perfuração de poços sem as licenças necessárias.

“Trancamos através de Ação Civil Pública a Aegea em Viamão que estava escavando poços na área rural sem licenças prévias, sem EIA/Rima e sem nenhuma documentação necessária do ponto de vista da preservação ambiental”, declarou.

Boscaini também cobrou maior fiscalização dos órgãos responsáveis.

“Eles fazem o que querem e por que fazem isso? Onde é que está a Agergs e a Agência de Saneamento, os municípios e prefeitos que deveriam fiscalizar?”, questionou.

A Comissão Especial de Fiscalização informou que continuará acompanhando a atuação da Aegea/Corsan e que a próxima reunião contará com a participação de representantes da concessionária para apresentação de esclarecimentos sobre as demandas levantadas durante a audiência pública.

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