Política
Prefeito Jairo Jorge cumpre agendas em Brasília em busca de recursos para pagar empresas que fizeram limpeza após enchente em Canoas

O prefeito Jairo Jorge cumpriu uma série de agendas em Brasília na segunda-feira, 23, onde buscou junto ao Governo Federal recursos para o pagamento às empresas que fizeram a limpeza da cidade durante a enchente de maio e para a qualificação dos serviços de saúde.
De acordo com informações da assessoria do prefeito, o primeiro encontro foi com o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, que esteve à frente do Ministério Extraordinário da Reconstrução do Estado. Na reunião, Jairo Jorge falou sobre o andamento das obras no chamado Cinturão de Diques de Canoas, o qual Pimenta já visitou no município.
Primeira obra concluída
A primeira obra do Cinturão de Diques de Canoas, concluída ainda neste mês, foi o conserto definitivo do dique Rio Branco Fátima, garantindo a proteção desses bairros. A entrega ocorreu em 14 de dezembro. Esta também foi a primeira do sistema de proteção a ser concluída no Rio Grande do Sul após a enchente.
Canoas já havia sido a primeira cidade a começar os trabalhos, no dia 5 de setembro, justamente com o reparo dos cerca de 60 metros que romperam na madrugada do dia 4 de maio.
O prefeito também se reuniu com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, onde apresentou um relato sobre o andamento dos trabalhos de recuperação nas áreas de infraestrutura, habitação, social e de geração de empregos.
Jairo Jorge também se encontrou com o coordenador de Apoio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Paulo Alexandre, e com o secretário executivo da Pasta, Valder Riberto, ao qual a Defesa Civil Nacional está vinculada.
Na agenda foram tratados temas como o repasse de recursos para quitar o pagamento dos serviços de limpeza da cidade – Canoas concluiu os trabalhos em 60 dias e foram retiradas cerca de 400 mil toneladas de resíduos, quatro vezes mais que Porto Alegre.
“Agimos de forma célere e buscamos os recursos para repassar às empresas, que trabalharam para permitir que os nossos moradores voltassem a circular no município”, disse.
A construção de novas moradias para as famílias que tiveram as suas casas destruídas também esteve na pauta.
“São mais de 4.500 famílias que perderam as suas casas e 1500 que precisam ser reassentadas e estamos acompanhando cada etapa desse processo”, explicou.
Com o secretário adjunto de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Nilton Pereira, o prefeito tratou da liberação de R$ 20 milhões para os três hospitais e R$ 16 milhões para qualificar o atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
“É um grande esforço concentrado neste final de ano para que possamos garantir recursos para que a nossa cidade tenha serviços melhores para toda a população. Seguimos trabalhando para garantir que os recursos cheguem”, ressaltou.
Política
Lei sancionada por Lula aumenta penas para furto, roubo e golpes virtuais no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou com vetos a lei que aumenta as penas para crimes como furto, roubo, estelionato, receptação e latrocínio. A nova legislação também inclui mudanças em crimes virtuais, como golpes pela internet, fraudes bancárias e furtos de celular e de animais domésticos.
A Lei 15.397, de 2026, foi publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira, 4, e tem origem em projeto do deputado Kim Kataguiri. O texto passou pelo Senado em março e voltou à Câmara antes da sanção presidencial.
Furto
A pena geral para furto sobe de um a quatro anos para um a seis anos de prisão. Se o crime ocorrer durante a noite, a punição pode aumentar pela metade.
A nova lei também aumenta as penas para furtos considerados mais graves, como:
- furto de celulares, computadores, notebooks e tablets;
- veículos levados para outro estado ou para o exterior;
- armas de fogo;
- explosivos;
- animais de produção e animais domésticos;
- fios, cabos e equipamentos de energia, telefonia e internet.
- Nesses casos, a pena pode chegar a dez anos de prisão.
Também houve aumento na punição para golpes virtuais realizados por meio de fraude eletrônica. A pena passa de quatro a oito anos para quatro a dez anos de prisão.
Roubo
A pena base para roubo aumenta de quatro a dez anos para seis a dez anos de prisão.
Quando o crime envolver celulares, computadores, tablets ou arma de fogo, a pena pode ser ampliada.
No caso do latrocínio, que é o roubo seguido de morte da vítima, a pena sobe de 20 a 30 anos para 24 a 30 anos de prisão.
Receptação
A receptação acontece quando uma pessoa compra, vende ou recebe um produto de origem criminosa, como objetos roubados.
Com a nova lei, a pena sobe de um a quatro anos para dois a seis anos de prisão.
Quando envolver animais de produção, carne ou animais domésticos, a punição pode chegar a oito anos.
Fios de telefone e telecomunicações
A lei também aumenta as penas para crimes que interrompam serviços de telefonia, internet e telecomunicações.
A punição passa de detenção de um a três anos para reclusão de dois a quatro anos.
Se o crime ocorrer durante calamidade pública ou envolver destruição de equipamentos de telecomunicação, a pena poderá ser dobrada.
Estelionato e golpes digitais
No crime de estelionato, a nova lei cria a tipificação da chamada “conta laranja”, usada quando uma pessoa empresta a própria conta bancária para movimentação de dinheiro de origem criminosa.
Também passa a existir o crime específico de estelionato por fraude eletrônica, incluindo golpes com clonagem de celulares, computadores e outros dispositivos.
Nestes casos, a pena pode variar de quatro a oito anos de prisão.
Outra mudança permite que o Ministério Público inicie ação penal por estelionato sem depender de autorização da vítima.
Veto presidencial
O presidente Lula vetou o trecho que aumentava a pena para roubo com violência e lesão grave.
Segundo a justificativa do governo, a proposta faria com que a pena mínima desse crime fosse maior do que a prevista para homicídio qualificado.
O veto ainda será analisado pelo Congresso Nacional, que poderá manter ou derrubar a decisão presidencial.
Política
Câmara de Vereadores de Canoas instaura CPI para investigar os serviços da Corsan/Aegea

A Câmara Municipal de Canoas instaurou, durante a sessão ordinária desta terça-feira, 5, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os serviços da Corsan, atualmente sob gestão da Aegea no município.
A criação da comissão ocorre a partir de requerimento protocolado por 18 vereadores, número superior ao mínimo exigido pela Lei Orgânica Municipal. A CPI tem como objetivo apurar denúncias recorrentes apresentadas por moradores, envolvendo cobranças nas contas de água, falhas operacionais e a qualidade dos serviços prestados.
Entre os pontos que serão investigados estão a existência de cobranças consideradas abusivas, erros na leitura de hidrômetros, deficiências no atendimento ao público e a execução de obras nas vias da cidade. Conforme o documento, há registros de intervenções com problemas de qualidade, gerando impactos na mobilidade urbana e na segurança.
A comissão será composta por cinco vereadores, respeitando a proporcionalidade partidária, e terá prazo inicial de 90 dias para a conclusão dos trabalhos, podendo ser prorrogado por igual período. Ao final, o relatório poderá indicar responsabilidades e encaminhamentos a órgãos como Ministério Público, Procon e Tribunal de Contas.
A presidência da CPI ficará sob responsabilidade do vereador Eric Douglas (UNIÃO), enquanto a relatoria será conduzida pelo vereador Juares Hoy (Progressistas).
Para o presidente da CPI, vereador Eric Douglas, a instauração da comissão ocorre após um período de tentativas de diálogo sem retorno efetivo por parte da concessionária.
“A gente vem dialogando há praticamente um ano e não tivemos respostas concretas para a sociedade. São diversos relatos de problemas, como contas irregulares, falhas na medição e obras que deixam a cidade em condições precárias. A CPI surge a partir da união dos vereadores para investigar com seriedade e aprofundar o que está acontecendo”, afirmou.
Assinam o requerimento os vereadores Cris Moraes, Abmael de Oliveira, Eric Douglas, Leandro Moreira, Alexandre Gonçalves, José Carlos Patrício, Juares Hoy, Jonas Dalagna, Larissa Rodrigues, Heider Couto, Dario da Silveira, Aloísio Bamberg, Alexandre Duarte, Daurinei Alt, Eracildo Linck, Jozir Bernardes Prestes, Neuza Rufatto e Rodrigo D’Avila.
A CPI inicia seus trabalhos nos próximos dias, conforme definição de cronograma pela comissão.
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