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31/05/2026
 

Policial

Ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo é preso em operação da Polícia Federal por suspeita de desvio de recursos das enchentes

Redação

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O ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, foi preso na manhã desta quinta-feira, 26, durante uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos destinados à reconstrução do município após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.

A prisão é temporária, com prazo inicial de cinco dias, podendo ser prorrogada. Caumo comandou o Executivo municipal entre 2017 e 2024. De acordo com as autoridades, a apuração não envolve a atual administração da cidade.

Além do ex-prefeito, uma empresária ligada ao grupo empresarial que teria sido favorecido também foi presa. Uma vereadora foi afastada dos cargos. Os nomes das duas não foram divulgados oficialmente.

A ação integra a operação “Lamaçal”, que dá continuidade à ofensiva realizada em novembro de 2025. Naquele período, Caumo ocupava o cargo de secretário estadual de Desenvolvimento Urbano. Após a repercussão da investigação, ele colocou o cargo à disposição e teve a exoneração confirmada.

Segundo a Polícia Federal, a análise do material recolhido na primeira fase reforçou a suspeita de direcionamento em processos licitatórios realizados pela Prefeitura de Lajeado.

“As investigações identificaram irregularidades em três licitações da Prefeitura de Lajeado envolvendo empresas de um mesmo grupo econômico, contratadas para prestar serviços de assistência social. Há indícios de que as escolhas não observaram a proposta mais vantajosa e de que os valores pagos estavam acima dos preços de mercado”, explica a instituição.

O advogado Jair Alves Pereira, responsável pela defesa de Marcelo Caumo, informou que ainda não teve acesso à decisão judicial que fundamentou a prisão do ex-prefeito.

Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária. A Justiça também determinou o sequestro de veículos e o bloqueio de ativos financeiros. As ordens foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

As diligências ocorreram em Lajeado, Muçum, Encantado, Garibaldi, Salvador do Sul, Fazenda Vilanova, Novo Hamburgo e Porto Alegre.

Os investigados poderão responder por crimes como desvio ou aplicação indevida de recursos públicos, contratação direta ilegal, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Detalhes da investigação

Conforme a Polícia Federal, a apuração identificou possíveis irregularidades em um processo licitatório da Prefeitura de Lajeado para a contratação de profissionais como psicólogo, assistente social, educador social, auxiliar administrativo e motorista.

A contratação ocorreu por meio de dispensa de licitação, com base na decretação de estado de calamidade pública no município em 2024. O valor total dos dois contratos inicialmente analisados durante o inquérito soma cerca de R$ 120 milhões.

Policial

Suspeito de homicídio em atacado em Canoas é preso em operação entre Polícia Civil e Brigada Militar

Redação

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Foto: Policia Cívil

Uma operação integrada entre a Polícia Civil e a Brigada Militar resultou na prisão em flagrante de um homem suspeito de participação em um homicídio ocorrido na noite de quinta-feira, 28, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

A ação contou com a atuação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas, além de equipes do 15º e do 33º Batalhões da Polícia Militar.

De acordo com informações da Brigada Militar, por volta das 19h05, o Centro de Operações Policiais Militares (COPOM) recebeu diversas ligações relatando disparos de arma de fogo no estacionamento de um supermercado localizado na Avenida Boqueirão, no bairro Estância Velha. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram uma vítima baleada, que morreu antes da chegada do socorro.

As primeiras apurações indicaram que os autores do crime estavam em uma Range Rover preta e utilizavam armas longas durante a execução. A Brigada Militar iniciou imediatamente as buscas, enquanto a Polícia Civil deu início às investigações.

Horas depois, informações repassadas às forças de segurança levaram à localização da Range Rover na cidade de Sapucaia do Sul. O veículo foi encontrado abandonado e, em seu interior, os policiais localizaram miguelitos, artefatos utilizados para furar pneus e dificultar perseguições.

As investigações apontaram ainda que, após abandonarem a SUV, os criminosos teriam continuado a fuga em um Ford Fiesta Hatch branco. Com base nessas informações, a Brigada Militar realizou um cerco policial na região, enquanto a Delegacia de Homicídios prosseguia com os trabalhos investigativos. A aeronave Gavião, da Polícia Civil, também foi empregada na operação.

Durante as diligências em Sapucaia do Sul, os investigadores receberam informações sobre a identidade de dois suspeitos envolvidos no homicídio. Conforme apurado, os criminosos teriam escondido o armamento utilizado no crime em uma área de mata.

Com base nas informações obtidas, os policiais civis conseguiram prender um dos suspeitos em flagrante. O Ford Fiesta utilizado na fuga também foi localizado, e dentro do veículo os agentes encontraram uma máscara usada durante a ação criminosa.

As equipes realizaram buscas na área de mata indicada e localizaram um arsenal composto por armas de fogo, munições, coletes balísticos e outros materiais utilizados no homicídio.

Segundo as forças de segurança, a rápida integração entre Brigada Militar e Polícia Civil foi fundamental para a identificação dos envolvidos, a prisão de um suspeito, a recuperação dos veículos usados no crime e a apreensão do material bélico, contribuindo diretamente para o avanço das investigações.

As diligências resultaram nas seguintes apreensões:

Veículo Range Rover, cor preta;
Veículo Ford Fiesta;
01 Pistola Bersa S.A. calibre 9 mm;
01 carregador prolongado de pistola Bersa S.A. calibre 9 mm;
01 Pistola Glock 17 Gen 4 calibre 9 mm;
01 carregador prolongado de pistola Glock;
01 Fuzil Sig Sauer calibre 5,56;
01 carregador prolongado de fuzil calibre 5,56;
01 Fuzil Zastava M70 (AK) calibre 7,62×39 mm;
02 carregadores de fuzil calibre 7,62×39 mm;
40 munições calibre 9 mm;
20 munições calibre 5,56;
53 munições calibre 7,62×39 mm;
03 capas de coletes balísticos;
06 placas de coletes balísticos;
03 moletons;
10 porções de maconha;
20 porções de crack;
25 porções de cocaína.

O crime segue sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Canoas.

Após as formalidades legais, o preso foi encaminhado ao sistema penitenciário, permanecendo à disposição da Justiça.

DENÚNCIAS ANÔNIMAS
LINHA DIRETA: 0800 642 0121
SITE: www.pc.rs.gov.br

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Policial

Líder de facção é executado a tiros em estacionamento de supermercado em Canoas

Redação

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Foto: Polícia Civil

Um homem foi morto a tiros no estacionamento de um supermercado na noite de quinta-feira, 28, em Canoas. O crime aconteceu na Avenida Boqueirão, no bairro Igara. A vítima foi identificada como Jolair Siqueira.

De acordo com a Brigada Militar, a corporação foi acionada por volta das 19h10min após relatos de disparos no local. Conforme as informações iniciais, suspeitos chegaram em uma caminhonete Range Rover Evoque e efetuaram diversos tiros contra o homem. Pelo menos quatro pessoas estariam dentro do veículo. Não houve outros feridos.

Após o ataque, os suspeitos fugiram e, durante a fuga, chegaram a atingir outros veículos, incluindo uma viatura da Brigada Militar. A caminhonete utilizada no crime foi localizada abandonada em Sapucaia do Sul. Policiais realizaram buscas na região para tentar localizar os envolvidos.

O local foi isolado para o trabalho do Instituto-Geral de Perícias (IGP), responsável pela análise da cena do crime.

Segundo a Brigada Militar, a vítima possuía antecedentes por crimes como homicídio, roubo a transporte coletivo, porte ilegal de arma de fogo, lesão corporal, tráfico de entorpecentes, estelionato e receptação.

A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil. O caso é tratado como execução e será investigado pela Delegacia de Homicídios de Canoas, que apura a motivação do crime e possíveis relações com o histórico da vítima.

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Policial

Homem é preso em flagrante por armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil em Porto Alegre

Redação

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Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta quinta-feira, 28, um homem de 42 anos suspeito de armazenar arquivos de abuso sexual infantojuvenil no bairro Menino Deus, em Porto Alegre. A identidade do investigado não foi divulgada.

A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão relacionado a uma investigação sobre crimes ligados à pedofilia. A ação foi coordenada pela Divisão Especial da Criança e do Adolescente (Deca).

Segundo o diretor da Deca, delegado André Ciardullo Mocciaro, a operação teve como objetivo reunir provas digitais para fortalecer o inquérito policial.

“Estamos deflagrando a fase material da operação com o objetivo de colher provas contendo esse material digital para subsidiar o indiciamento.” afirmou o delegado.

De acordo com a Polícia Civil, os crimes investigados incluem armazenamento, compartilhamento, venda e produção de conteúdo de abuso sexual infantojuvenil. O material apreendido possibilitou a prisão em flagrante do suspeito.

Após os procedimentos legais e o registro da ocorrência, o homem será encaminhado ao sistema prisional.

As investigações foram conduzidas pelo Núcleo de Operações Cibernéticas da Deca, responsável pela identificação e monitoramento de suspeitos envolvidos nesse tipo de crime.

O delegado Mocciaro destacou a importância das denúncias anônimas feitas pela população para auxiliar nas investigações.

“Partimos de registros de ocorrência e denúncias. É importante que a comunidade, professores e vizinhos denunciem, porque, muitas vezes, os criminosos, infelizmente, estão dentro de casa.” ressaltou.

A ação faz parte das atividades da Polícia Civil gaúcha durante o Maio Laranja, campanha nacional de conscientização e combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Também participaram da operação policiais da 2ª Delegacia de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA/Deca), coordenada pela delegada Sabrina Dóris Teixeira, além de peritos do Núcleo de Computação e Operações Periciais (Nucope) do Instituto-Geral de Perícias (IGP).

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