Geral
Canoas visita a Federação Nacional das Apaes em Brasília

Na manhã de terça-feira, 26, representantes da Secretaria de Cidadania, Mulher e Inclusão (SMCMI), estiveram em Brasília em visita à Federação Nacional das Apaes. A entidade é a maior rede de defesa e garantia de direitos das pessoas com deficiência intelectual e múltipla da América Latina. O encontro também se relaciona com a 28ª Semana das Pessoas com Deficiência de Canoas.
O movimento apaeano é uma grande rede constituída por pais, amigos, pessoas com deficiência, voluntários, profissionais e instituições parceiras, públicas e privadas, unidas para a promoção e defesa dos direitos de cidadania da pessoa com deficiência e sua inclusão social.
Durante a visita, a secretária da SMCMI, Camila Nunes, acompanhada pelo gerente institucional José Marcos Cardoso do Carmo e pelo pesquisador Wagner Gonçalves Saltorato, teve a oportunidade de conhecer as instalações da federação e também da Faculdade Apae Brasil, que já oferece diversos cursos não apenas para pessoas com deficiência, mas também para os profissionais de apoio.
Foram abordados diversos temas relacionados às pessoas com deficiência, incluindo as dificuldades enfrentadas e iniciativas legislativas que poderiam favorecer a prestação de serviços em educação, saúde e assistência social para quem mais necessita. Outra pauta discutida foi a necessidade de políticas de apoio mais robustas para toda a rede de profissionais que atuam diretamente com essa população, como médicos, professores e equipes de saúde.
Nesse contexto, também foi apresentada uma importante ferramenta de apoio às políticas de inclusão: o RI Social (Relatório de Informações Sociais), plataforma online do governo brasileiro que disponibiliza dados sobre as principais políticas, programas e ações sociais do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O uso desse recurso pode auxiliar gestores públicos a planejar ações mais eficazes e alinhadas às reais necessidades da população.
A visita representou um passo importante para Canoas, pois possibilitou à secretária Camila Nunes estreitar laços com a maior rede de apoio às pessoas com deficiência do país. Essa aproximação fortalece o diálogo e abre caminhos para que o município implemente novas políticas públicas inclusivas, trazendo benefícios diretos para as famílias canoenses que dependem de uma rede de cuidado e acolhimento cada vez mais eficiente.
Policial
Homem é preso em São Leopoldo por armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil

Policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas, coordenados pelo delegado Maurício Barison, prenderam em flagrante, na manhã desta quarta-feira, 13, um homem de 45 anos por armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil. A ação ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no bairro Pinheiro, em São Leopoldo.
A investigação integra a Operação Permanente DarkTrace, conduzida pela DPCA Canoas, com foco no monitoramento e identificação de pessoas envolvidas na produção, armazenamento e compartilhamento de conteúdo criminoso envolvendo crianças e adolescentes no ambiente digital.
Durante a diligência, realizada com apoio de peritos do Instituto-Geral de Perícias (IGP/RS), os policiais localizaram um smartphone contendo arquivos de pornografia infantojuvenil armazenados na lixeira do aparelho. Também foram encontrados indícios de downloads feitos por meio de aplicativo que opera via protocolo torrent.
Conforme a Polícia Civil, diante da constatação do material ilícito, o suspeito recebeu voz de prisão em flagrante. Ele não ofereceu resistência e foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais.
Policial
Homem é preso suspeito de estuprar a enteada de 7 anos em Canoas

A Polícia Civil prendeu, na manhã desta terça-feira, 12, um homem de 40 anos suspeito de estupro de vulnerável contra enteada de 7 anos, em Canoas. A prisão foi realizada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) no município de Cachoeirinha.
Segundo a investigação, os abusos ocorreram no bairro Guajuviras. O inquérito foi instaurado em março deste ano, após a madrinha da criança procurar a polícia para denunciar o caso.
Conforme o relato apresentado à DPCA, a mãe da menina teria acordado durante a madrugada, em dezembro de 2025, e presenciado o companheiro praticando ato sexual contra a criança na cama onde os três dormiam.
A vítima foi ouvida posteriormente pelos investigadores e confirmou os abusos. De acordo com a Polícia Civil, os crimes seriam recorrentes.
Ainda segundo a investigação, mesmo após presenciar a situação, a mãe da criança não registrou ocorrência e permitiu que o suspeito continuasse frequentando a residência. Por isso, ela também é investigada por omissão de cuidados.
Policial
Operação Contra-Ataque prende oito suspeitos de monitorar policiais e atuar no tráfico no RS

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta terça-feira, 12, a Operação Contra-Ataque, coordenada pela Delegacia de Polícia de Venâncio Aires, para combater o tráfico de drogas e a atuação de um grupo criminoso investigado por monitorar movimentações de policiais e viaturas na região.
Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão temporária nas cidades de Venâncio Aires, Gravataí e São Leopoldo. Dois dos mandados foram executados dentro da Penitenciária Estadual de Venâncio Aires, com apoio da Polícia Penal. Até o momento, oito pessoas foram presas.
De acordo com o delegado Guilherme Dill, a investigação apura a atuação de um grupo envolvido com tráfico de drogas, associação para o tráfico e monitoramento sistemático de viaturas e agentes de segurança por meio de aplicativos de mensagens.
Segundo a Polícia Civil, os investigados mantinham uma rede de “campanas digitais”, compartilhando em tempo real informações sobre viaturas descaracterizadas, locais onde policiais faziam refeições, deslocamentos em bairros e proximidades de delegacias. O objetivo, conforme a investigação, era facilitar a atuação do tráfico e dificultar ações policiais.
Ainda conforme a apuração, o grupo avisava integrantes sobre a presença ou ausência de viaturas estacionadas e até mesmo quando veículos deixavam a delegacia da cidade.
A investigação teve início após a apreensão de um telefone celular durante o cumprimento de um mandado judicial em 2024. A análise técnica do aparelho permitiu identificar conversas, grupos de mensagens e elementos que indicariam a atuação contínua da organização criminosa.
“A participação em grupos destinados ao monitoramento de policiais, compartilhamento de informações sobre viaturas e auxílio à movimentação do tráfico de drogas demonstra colaboração direta com a atividade criminosa, podendo configurar o crime de associação para o tráfico de drogas, cuja pena pode chegar a 10 anos de reclusão, a depender das circunstâncias apuradas durante a investigação”, afirmou o delegado Guilherme Dill.
A operação contou com cerca de 40 policiais civis, com apoio de delegacias da região de Santa Cruz do Sul, além da Draco de São Leopoldo, 2ª DP de Gravataí e Draco de Lajeado.

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