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04/03/2024
 

Ensino

Universitários prometem ir à Justiça para que Uniritter libere rematrículas do Fies

Redação

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Um grupo de cerca de 400 alunos da Uniritter se organiza para ter garantido o direito a estudar no primeiro semestre de 2024. A universidade impediu-os de se inscreverem desde o começo do período de rematrícula, que vai até 18 de fevereiro. A instituição alega pendências financeiras dessas pessoas por conta do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), do Ministério da Educação.

Ao acessarem os ambientes virtuais da universidade, as pessoas afetadas se deparam com um aviso de ausência de janela de rematrícula. Nos campus de Canoas e Porto Alegre, não há atendimento presencial.

Carolina Ribeiro tem passado por esse problema. Ela é moradora do bairro Igara e estuda no campus Canoas da universidade. “Tudo é via protocolo online ou WhatsApp. Os atendentes têm respostas prontas, e nada disso ajuda a resolver nossa situação”, alega.

De acordo com os relatórios nos sistemas disponíveis aos alunos, as pendências alegadas pela universidade estariam relacionadas a valores residuais das mensalidades depois do aditamento da verba do financiamento. O Fies, que ocorre através da Caixa, não estaria cobrindo o valor completo.

Os universitários, ao entrarem em contato com a Caixa, receberam uma outra informação. Segundo o banco, as sobras seriam um resultado de um atraso no aditamento das verbas por parte da Uniritter.

O que dizem os estudantes

Para Nathalia Gomes Martins, o maior problema seria que os alegados débitos não seriam dos estudantes para com a universidade. Ela é estudante do oitavo semestre de Medicina Veterinária no campus Porto Alegre e mora em Canoas. A universitária afirma que, a partir da conversa entre os universitários afetados pelo bloqueio, existem argumentos para rechaçar a medida da Uniritter.

Segundo ela, os contratos do Fies, por serem celebrados entre os beneficiários e a Caixa, teriam que ter quaisquer sobras cobradas pelo banco público, e não pela instituição privada. “Dizem que devemos. Mas se fosse para dever, seria para a Caixa. Quando questionamos na internet que cláusula do contrato permitiria isso, nos apresentam um texto padrão”, lamenta.

Nathalia também estranha que os valores cobrados pela universidade variam muito, tanto em tamanho quanto em prazo. “No sistema aparecem cobranças de atrasados que vão de R$ 5 a R$ 200. Eu recentemente comecei a receber ligações de uma agência de cobrança, alegando um valor de cerca de R$ 5 mil”, afirma.

A estudante ainda aponta que, por vezes, há confusão no atendimento junto ao banco contratado. A Caixa por vezes confundiria as regras atuais do Fies com um ordenamento mais antigo, de 2018, que permitiria esse tipo de cobrança por parte da Uniritter. “Mas eu entrei em 2019, quando as regras mudaram, e o contrato e os pagamentos passaram a ser feitos diretamente ao banco”, explica.

Manifestação e liminares

Alunos com matrícula barrada se manifestaram em frente à outra instituição de ensino da mesma controladora da Uniritter

Alguns dos alunos barrados pela Uniritter já conseguiram liminares na Justiça para poderem se matricular desde a semana passada, mas essas ações precisam ser individuais. Além disso, em 31 de janeiro, o grupo teve apoio da União Nacional dos Estudantes (UNE) em uma manifestação em frente à sede da Fadergs, em Porto Alegre. A instituição também é de propriedade da Ânima Educação, grupo que comprou as duas universidades do Grupo Laureate.

Fabiane Bernardino é uma das pessoas que conseguiu a liberação. Ela é moradora do bairro Niterói e estudante do nono semestre de Enfermagem. Apesar do resultado positivo, ela aponta que a cobrança dos valores continua. “Recebi um e-mail afirmando que temos até 18 de março para sanar as dívidas. Caso contrário, nós seremos barrados novamente”, diz.

O que diz a universidade

Em resposta aos questionamentos do Grupo O Timoneiro, a Uniritter reafirmou o que já falava aos estudantes. Segue a nota completa:

“Em resposta ao questionamento de O Timoneiro, a instituição informa que alguns estudantes estão com débitos relacionados ao Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). Na intenção de auxiliar, a Instituição de Ensino Superior tem empenhado esforços para promover o atendimento individualizado ao aluno impactado e disponibilizará condições de pagamento diferenciadas para a quitação dos débitos e posterior realização da rematrícula.

A Instituição reforça seu compromisso com a formação de qualidade e a dedicação prioritária ao tema, em respeito aos seus estudantes.”

Ensino

Saiba como é possível descartar livros didáticos usados para a reciclagem

Redação

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Pais e responsáveis todo ano se deparam com uma dúvida: o que fazer com os livros didáticos recebidos que já não servem mais? O Grupo O Timoneiro recebeu essa dúvida diversas vezes nas últimas semanas. Fomos verificar o que é possível fazer nessa situação.

O Programa Nacional do Livro e do Material Didático, iniciativa federal que promove a distribuição dos livros escolares, estabelece que as redes de ensino precisam ter normas para o descarte de materiais fora de ciclo de forma sustentável. Isso acaba por ser definido pelos gestores públicos das secretarias municipais e estaduais de educação, no caso de escolas desses tipos.

Em Canoas, não há legislação específica regrando a reciclagem, mas a Secretaria Municipal de Educação aponta que esse serviço deve ser feito pela escola. É possível que a instituição faça a doação do material impresso para um novo uso, sem custos, bastando apenas levar os livros para que os servidores retirem capas e miolos, doando apenas as páginas.

Ao repassar adiante as páginas, a escola precisa pedir à instituição que receberá a doação que assine um documento de recebimento. A pasta informou que estuda formas de tornar mais ágil o processo de reciclagem de livros didáticos.

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Ensino

VOLTA ÀS AULAS: Escolas recepcionam alunos no começo do ano letivo e apresentam novidades

Redação

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A movimentação nas escolas canoenses cresce e chega ao ápice com o começo do ano letivo. Além do reencontro dos estudantes com colegas e professores, há também as novidades que cada instituição de ensino preparou para a chegada dos alunos para mais uma jornada de aprendizagem.

Além disso, dois colégios tradicionais de Canoas também celebram sua história em 2024: o Espírito Santo (65 anos) e o Maria Auxiliadora (80 anos).

No Colégio Espírito Santo (CES), as aulas começaram ainda na semana passada, no dia 14 de fevereiro. Pais e responsáveis puderam perceber de aprimoramentos na segurança para a entrada e saída de crianças e adolescentes. Bruna Porto, mãe do pequeno Joaquim, de apenas 3 anos, apreciou a estrutura. “Está sendo muito bom para ele. Tem um espaço amplo, e a experiencia de começar a escola é mais tranquila, já que ele participou da colônia de férias”, comenta.

Luan Viana da Silva, aluno do 3º ano do Ensino Médio, diz que as expectativas para o novo ano são maiores do que a busca por boas colocações nos vestibulares e em futuros empregos. “É se aprofundar nos estudos para ser alguém na vida. Acredito que a maioria dos meus colegas pensam o mesmo”, afirma.

A diretora do CES, Irmã Maria Sônia Muller, fala mais sobre as novidades implementadas para 2024. Ela aponta para a importância do ensino bilíngue, com o aumento de um para três períodos de língua inglesa no currículo das turmas do Pré 2 da Educação Infantil e de 1º e 2º anos do Ensino Fundamental I. Há também a renovação das atividades de iniciação científica na escola. “A intenção é valorizar os trabalhos dos estudantes, permitindo que os melhores projetos também possam ser apresentados e conhecidos fora da escola.”

Por fim, ainda este ano, o Espírito Santo deve concluir uma importante obra: o Complexo Esportivo e Cultural, na Rua Gomes Freire de Andrade.

No Espírito Santo, aulas se iniciaram ainda no dia 14 de fevereiro (Foto: Marcelo Grisa)

Festa e expectativa

O Colégio Maria Auxiliadora (CMA) iniciou o ano letivo na segunda-feira, 19. No ano em que a instituição completa oito décadas, a administração entrega novos espaços de convivência, tanto com obras no pátio, ainda em finalização, quanto nos corredores, que agora têm mesas e cadeiras.

O diretor do Maria Auxiliadora, Vagner Paulo Maccalli, argumenta que o aniversário de 80 anos torna ainda mais importante a boa recepção no começo do ano. “Ficamos sempre na expectativa, pois sabemos da responsabilidade que temos junto à comunidade de Canoas. Precisamos estar à altura do que a comunidade escolar espera”, diz.

Na quarta-feira, 21, a escola também fez um recreio festivo, com distribuição de picolés, touro mecânico e um show de voz e violão. Os formandos dos ensinos Fundamental e Médio já começaram a temporada de fotos e vídeos para poder guardar este momento em suas vidas.

Guilherme Rodrigues da Silva e Alexia Souza Machidonschi são dois destes formandos. “Já estamos pensando em todos os processos que envolvem não apenas a formatura, mas também no final da nossa formação, com o Enem e tal”, explica Guilherme. “Passa muito rápido. Criamos inclusive uma conta no Instagram para postar fotos e guardar essas lembranças”, sorri Alexia.

Guilherme lembra que eles serão a primeira turma a se formar no Novo Ensino Médio. “É uma experiência diferente, creio. Temos as linhas para as quais nos dedicamos, e ao mesmo tempo temos matérias específicas.”

Gabriela de Souza Bressan, estudante do 7º ano do Ensino Fundamental, tem suas próprias mudanças em curso dentro de sua caminhada no colégio. “Eu já conhecia todo mundo, mas neste ano eu passei do turno da manhã para a tarde. Deu para me reaproximar de amigos ao mesmo tempo em que conheço pessoas novas”, relata.

No Maria Auxiliadora, primeira semana de aulas contou com intervalo especial com sessões de fotos, picolé e show de voz e violão (Foto: Marcelo Grisa)

Reflexos da pandemia

Irmã Maria Sônia afirma que, em relação ao conteúdo, as maiores dificuldades com a pandemia de covid-19 foram superadas. “Felizmente pudemos contar com a grande colaboração das famílias neste processo de retomada das atividades educativas”, conta. O CES implantou um projeto de Apoio ao Desenvolvimento e Aprimoramento da Aprendizagem (ADAP) que, desde 2022, permite atendimento individualizado para alunos com problemas de aprendizagem por conta do período de isolamento social.

A coordenadora de eventos do CMA, Alexandra Machidonschi, comemora o retorno de atividades que foram paralisadas por conta da pandemia e que agora voltam ao calendário. “Nós voltamos com as viagens no ano passado, mas em itinerários menores. Em 2024, voltamos com os passeios mais longos, especialmente para os formandos do Ensino Médio”, aponta. Além disso, a tradicional Gincema, a gincana oficial do Maria Auxiliadora, retorna após um hiato de quatro anos.

Vagner Paulo Maccalli lembra ainda que mesmo com a recuperação de conteúdos e eventos, há ainda os aspectos psicológicos da pandemia, que segundo ele, se mantém. “Isso tem nos demandado com atendimento contínuo. A escola precisa dar colo, precisa dar esse conforto enquanto faz a formação integral do ser humano. Se o aluno não estiver bem de saúde, ele não aprende bem. O impacto disso na aprendizagem precisa ser minimizado”, pontua.

Acompanhamento na rede pública

Na rede pública de ensino, a movimentação não é diferente. Expectativa e o reencontro entre alunos, pais e docentes marcaram o primeiro dia na EMEF Leonel de Moura Brizola, no bairro São José.

A diretora da escola, Ana Willms, destaca a colaboração da comunidade escolar e as novas instalações. “Recebemos uma sala modulada e ainda este ano provavelmente vamos receber mais uma. A busca por vagas é muito grande aqui. Eles gostam muito da Leonel. A gente faz um trabalho focado na inclusão, no recebimento”, aponta.

Márcia Lopes é mãe do Miguel, estudante do 2º ano. Ela relata que se sente muito segura em poder deixar o filho na EMEF por mais um ano. “Eu tinha que vir com ele quase todos os dias para mostrar a escola, dizer que estava fechada. Por ser autista, nas férias tem mudança na rotina. Aí a ansiedade fica a mil. Mas aqui ele é super bem recebido. A professora é maravilhosa, a escola é maravilhosa. E ele tem uma assistente terapêutica para acompanhar o desenvolvimento dele”, diz.

No bairro São José, comunidade escolar se reuniu no começo das aulas na EMEF Leonel (Foto: Alan Cardoso/Divulgação)

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Ensino

Pacto pela Alfabetização inicia sua edição 2024

Redação

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A edição 2024 do Pacto pela Alfabetização teve início com uma atividade de formação de professores nesta quinta-feira, 22. Foram reunidos mais de 50 educadores dos 1º e 2º anos do Ensino Fundamental que atuam no município. A iniciativa continua nessa sexta-feira, 23, com mais 50 participantes.

“O Pacto colabora com o conhecimento, como levar a aprendizagem para os nossos alunos. O programa nos ajuda a preparar os materiais de forma diferenciada, pensando no estudante. Afinal, eles não são robôs, são seres humanos, são crianças. Com essas formações, passamos a ter um olhar diferenciado”, exaltou Rosângela Silva Frohlich do Carmo, de 53 anos, professora do 2º ano da EMEF João Paulo I.

No evento, a secretária de Educação, Leany Maria de Conti, afirmou que a iniciativa é importante porque a alfabetização é a base do ser humano. “Cada uma de vocês é responsável pelo sucesso desse projeto e pela alfabetização dos alunos”, destacou.

Pacto pela Alfabetização

Produzido pela Secretaria de Educação em parceria com o Instituto Raiar, o programa é desenvolvido na cidade desde 2021. Ele atende a estudantes dos 1º e 2º anos e na Educação Infantil l e no Jardim II. Por meio de um termo de cooperação, o Instituto oferece o suporte técnico e pedagógico ao projeto. A consultora pedagógica da instituição, Maria Alice Marques, explica que a capacitação amplia o olhar dos professores para a teoria e metodologia de instrução fônica.

Com o objetivo de garantir o aprendizado na idade certa, o projeto começa com os materiais da pré-escola, que oportunizam os conhecimentos da pré-alfabetização. “Para que se possa passar para o 1º ano ensinando as habilidades de codificação, no caso a escrita, e a decodificação, que é a leitura, com objetivo de ter as crianças plenamente alfabetizadas ao final do 1° ano e resgatar aquelas que chegam ao 2º ano sem todas as habilidades consolidadas, para que se tenha índices muito positivos ao final do 2º ano. Queremos as nossas crianças lendo e escrevendo”, ressaltou Maria Alice.

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