Política
Novo RS anuncia pré-candidatos a prefeito na Caravana pela Liberdade com Deltan Dallagnol

Como o sistema reagiu contra quem combateu a corrupção foi o foco principal das palestras do ex-procurador e ex-coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol.
Entre os dias 7 e 9 de dezembro, o embaixador do Partido Novo passou por cinco municípios do Rio Grande do Sul (Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Pelotas, Caxias do Sul e Porto Alegre) com sua Caravana pela Liberdade, atraindo centenas de pessoas aos locais dos eventos.
Em maio deste ano, Dallagnol teve o registro de sua candidatura a deputado federal pelo Paraná cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“A verdade é que quando nós, da Lava Jato, somos julgados na primeira, na segunda instância por juízes técnicos, concursados, sempre ganhamos. Quando nossos casos vão para Brasília e somos julgados por ministros indicados politicamente, por esses mesmos políticos do sistema que investigamos e processamos, somos perseguidos e condenados”, enfatizou Dallagnol.
Presença de lideranças locais
Os eventos contaram com a participação de lideranças locais, regionais e nacionais do partido como o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, o deputado federal Marcel van Hattem, o deputado estadual Felipe Camozzato e os vereadores Leonel Garibaldi (Santa Cruz do Sul), Ricardo Zanchin e Isabela Schumacher (Caxias do Sul), Tiago Albrecht e Mari Pimentel (Porto Alegre).
Giuseppe Riesgo como pré-candidato a prefeito
Além da apresentação dos pré-candidatos a vereadores nas cidades por onde a caravana passou, no jantar realizado em Santa Maria o Novo confirmou o nome do ex-deputado estadual Giuseppe Riesgo como pré-candidato a prefeito.
Em Caxias do Sul, o partido não terá candidato próprio à prefeitura, mas apoiará o vereador Maurício Scalco – eleito pelo Novo em 2020, recentemente filiado ao PL e, atualmente, em licença interesse – para o cargo.
Em Porto Alegre, o deputado estadual Felipe Camozzato lançou seu nome como pré-candidato à prefeitura da capital gaúcha.
“A eleição de 2026 começa com a eleição de 2024, com a colocação de gente boa nas Câmaras Municipais e prefeituras. É assim que a gente transforma o Brasil. Por isso, decidi me unir a um time de pessoas corajosas, apaixonadas pelo País, íntegras, competentes e que lutam com propósitos que eu acredito, como a defesa da vida, da família, das liberdades, do combate à corrupção, da contenção dos abusos do STF e do Governo Federal, da colocação de todo tipo de bandido na cadeia e da geração de emprego e renda como o governador Romeu Zema vem fazendo em Minas Gerais”, destacou o ex-procurador.
A caravana de Deltan Dallagnol já percorreu os estados do Paraná, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Santa Catarina, Rondônia, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, e encerrará em Brasília no dia 12 de dezembro, no Auditório Íon, localizado na 601 Asa Norte.
As inscrições podem ser feitas pelo site do Novo: www.novo.org.br/eventos.
Política
Lei sancionada por Lula aumenta penas para furto, roubo e golpes virtuais no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou com vetos a lei que aumenta as penas para crimes como furto, roubo, estelionato, receptação e latrocínio. A nova legislação também inclui mudanças em crimes virtuais, como golpes pela internet, fraudes bancárias e furtos de celular e de animais domésticos.
A Lei 15.397, de 2026, foi publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira, 4, e tem origem em projeto do deputado Kim Kataguiri. O texto passou pelo Senado em março e voltou à Câmara antes da sanção presidencial.
Furto
A pena geral para furto sobe de um a quatro anos para um a seis anos de prisão. Se o crime ocorrer durante a noite, a punição pode aumentar pela metade.
A nova lei também aumenta as penas para furtos considerados mais graves, como:
- furto de celulares, computadores, notebooks e tablets;
- veículos levados para outro estado ou para o exterior;
- armas de fogo;
- explosivos;
- animais de produção e animais domésticos;
- fios, cabos e equipamentos de energia, telefonia e internet.
- Nesses casos, a pena pode chegar a dez anos de prisão.
Também houve aumento na punição para golpes virtuais realizados por meio de fraude eletrônica. A pena passa de quatro a oito anos para quatro a dez anos de prisão.
Roubo
A pena base para roubo aumenta de quatro a dez anos para seis a dez anos de prisão.
Quando o crime envolver celulares, computadores, tablets ou arma de fogo, a pena pode ser ampliada.
No caso do latrocínio, que é o roubo seguido de morte da vítima, a pena sobe de 20 a 30 anos para 24 a 30 anos de prisão.
Receptação
A receptação acontece quando uma pessoa compra, vende ou recebe um produto de origem criminosa, como objetos roubados.
Com a nova lei, a pena sobe de um a quatro anos para dois a seis anos de prisão.
Quando envolver animais de produção, carne ou animais domésticos, a punição pode chegar a oito anos.
Fios de telefone e telecomunicações
A lei também aumenta as penas para crimes que interrompam serviços de telefonia, internet e telecomunicações.
A punição passa de detenção de um a três anos para reclusão de dois a quatro anos.
Se o crime ocorrer durante calamidade pública ou envolver destruição de equipamentos de telecomunicação, a pena poderá ser dobrada.
Estelionato e golpes digitais
No crime de estelionato, a nova lei cria a tipificação da chamada “conta laranja”, usada quando uma pessoa empresta a própria conta bancária para movimentação de dinheiro de origem criminosa.
Também passa a existir o crime específico de estelionato por fraude eletrônica, incluindo golpes com clonagem de celulares, computadores e outros dispositivos.
Nestes casos, a pena pode variar de quatro a oito anos de prisão.
Outra mudança permite que o Ministério Público inicie ação penal por estelionato sem depender de autorização da vítima.
Veto presidencial
O presidente Lula vetou o trecho que aumentava a pena para roubo com violência e lesão grave.
Segundo a justificativa do governo, a proposta faria com que a pena mínima desse crime fosse maior do que a prevista para homicídio qualificado.
O veto ainda será analisado pelo Congresso Nacional, que poderá manter ou derrubar a decisão presidencial.
Política
Câmara de Vereadores de Canoas instaura CPI para investigar os serviços da Corsan/Aegea

A Câmara Municipal de Canoas instaurou, durante a sessão ordinária desta terça-feira, 5, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os serviços da Corsan, atualmente sob gestão da Aegea no município.
A criação da comissão ocorre a partir de requerimento protocolado por 18 vereadores, número superior ao mínimo exigido pela Lei Orgânica Municipal. A CPI tem como objetivo apurar denúncias recorrentes apresentadas por moradores, envolvendo cobranças nas contas de água, falhas operacionais e a qualidade dos serviços prestados.
Entre os pontos que serão investigados estão a existência de cobranças consideradas abusivas, erros na leitura de hidrômetros, deficiências no atendimento ao público e a execução de obras nas vias da cidade. Conforme o documento, há registros de intervenções com problemas de qualidade, gerando impactos na mobilidade urbana e na segurança.
A comissão será composta por cinco vereadores, respeitando a proporcionalidade partidária, e terá prazo inicial de 90 dias para a conclusão dos trabalhos, podendo ser prorrogado por igual período. Ao final, o relatório poderá indicar responsabilidades e encaminhamentos a órgãos como Ministério Público, Procon e Tribunal de Contas.
A presidência da CPI ficará sob responsabilidade do vereador Eric Douglas (UNIÃO), enquanto a relatoria será conduzida pelo vereador Juares Hoy (Progressistas).
Para o presidente da CPI, vereador Eric Douglas, a instauração da comissão ocorre após um período de tentativas de diálogo sem retorno efetivo por parte da concessionária.
“A gente vem dialogando há praticamente um ano e não tivemos respostas concretas para a sociedade. São diversos relatos de problemas, como contas irregulares, falhas na medição e obras que deixam a cidade em condições precárias. A CPI surge a partir da união dos vereadores para investigar com seriedade e aprofundar o que está acontecendo”, afirmou.
Assinam o requerimento os vereadores Cris Moraes, Abmael de Oliveira, Eric Douglas, Leandro Moreira, Alexandre Gonçalves, José Carlos Patrício, Juares Hoy, Jonas Dalagna, Larissa Rodrigues, Heider Couto, Dario da Silveira, Aloísio Bamberg, Alexandre Duarte, Daurinei Alt, Eracildo Linck, Jozir Bernardes Prestes, Neuza Rufatto e Rodrigo D’Avila.
A CPI inicia seus trabalhos nos próximos dias, conforme definição de cronograma pela comissão.
Política
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