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19/10/2026
 

Geral

Acusado de pedofilia em condomínio de Canoas é preso nesta segunda-feira, 8

Redação

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Na manhã desta segunda-feira, 8, através de uma entrevista coletiva realizada na 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), foi confirmada a prisão do homem suspeito de abusar de crianças em um condomínio em Canoas, caso que tomou grande repercussão na cidade.

De acordo com o delegado Pablo Queiroz Rocha, titular da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA), foram 50 dias de investigação. O mandado de prisão preventiva contra o investigado foi obtido pela polícia e ele se apresentou, acompanhado do advogado, na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Canoas no último domingo, 7 de novembro (dois dias depois da manifestação realizada pelos familiares das supostas vítimas em frente ao Fórum de Canoas).

“Ele está em um presídio que não podemos divulgar. Isso não é um tratamento especial. Isso é de praxe em crimes sexuais contra as crianças”, conta o delegado Mário Souza, diretor da 2ª DPRM.

Ainda segundo relatado na entrevista coletiva, o investigado ainda não foi escutado oficialmente. Porém, de acordo com o titular da DPCA, os relatos das três vítimas são muito semelhantes.

Em conversa nesta segunda-feira com Sheila, ela se disse aliviada e “com a certeza que fizemos a coisa certa em denunciar e acreditar na polícia e no judiciário”.

Nossa reportagem não conseguiu contato com o advogado de defesa até o momento.

Relembre o caso

Uma confusão foi filmada na tarde desta sexta-feira, 29, em um condomínio situado no bairro Harmonia, em Canoas. Nas imagens se pode ver parte do efetivo da Brigada Militar protegendo a casa de um casal que está sendo acusado pela vizinhança de pedofilia.

Cerca de dois meses atrás, foi registrada uma primeira ocorrência sobre abuso infantil contra o advogado e sua esposa. Segundo os denunciantes, a empresária filmava os menores nus com o marido.

Na quinta-feira, 28, um dia antes de o caso vir à tona, a Polícia Civil esteve na residência dos acusados para cumprir mandados de busca e apreensão.

Conversamos com Sheila Breitenbach, moradora do mesmo residencial, que, ao saber do ocorrido, questionou a filha sobre os encontros na casa do casal. Em seguida, ela foi até a delegacia e registrou um B.O e aguarda decisão.

Sheila ainda relevou à nossa reportagem que o delegado responsável pelo caso relatou a ela que no momento em que a polícia apreendia computadores e HD externo do imóvel dos investigados, a mulher retirou um chip que estava instalado em uma câmera GoPro, e acoplada em um capacete que estava em dos quartos, e engoliu, a fim de eliminar mais provas.

Escolta e confusão

Após o casal pedir escolta policial na sexta-feira, dia da confusão, para retirarem seus pertences de casa, moradores ficaram revoltados e tentaram impedir a ação protetora da BM.

“Não entendo a demora em expedir o pedido de prisão, com todas as provas”, contou Sheila na época.

Manifestação

Os moradores do condomínio organizaram uma manifestação na sexta-feira, 5 de novembro, em frente ao Fórum de Canoas. O ato iniciou às 15 horas e teve a intenção de pressionar o delegado Pablo Queiroz Rocha, que coordena a investigação, para obter a prisão dos dois envolvidos. Os organizadores comunicaram que contaram com apoio do prefeito Jairo e também contaremos com a ajuda da Secretaria de Segurança do município para a atividade.

Defesa se manifestou

Em uma nota, publicada no site de notícias GBC no dia 4 de novembro, o advogado de defesa, Samuel Aguiar da Cunha comunica que:

“Representando os interesses do casal suspeito de estuprar crianças do Município de Canoas, do qual a mídia noticia desde a última semana de outubro de 2021, necessários se fazem os seguintes esclarecimentos:

Tanto o casal quanto a defesa ainda não tiveram acesso a quaisquer expedientes policiais ou judiciais para conhecimento do que tramita em seu desfavor; mesmo assim, nada os impede, de antemão, de dizer da sua mais absoluta inocência frente aos casos do qual estão sendo incriminados.

Por não haver fatos ou atos a ocultar das autoridades, o casal entregou à Polícia Civil todos os seus dispositivos eletrônicos para avaliação, a fim de colaborar com as investigações e respaldar sua postura inegavelmente íntegra, permanecendo à disposição para cooperar com aquilo que lhes estiver ao alcance.

O casal lamenta profundamente os casos de violência sexual pelo qual crianças referiram haver passado e, como pais e cidadãos dignos que são, irmanam-se à dor dos familiares que estão precisando de conforto emocional e de respostas jurídicas, entendendo que os culpados precisam responder com os rigores da lei.

O caso expôs desnecessariamente o casal a um linchamento virtual com uma enxurrada de ameaças, o que lhes está sendo terrivelmente perturbador; visandolhes preservar a integridade física e emocional, roga-se que, a partir de agora, os meios de comunicação contatem ao Advogado subscritor, caso interessados em mais informações ou esclarecimentos, que fará empenho para atender a todos naquilo que lhe for viável e que não prejudique o curso das investigações.

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Policial

PM suspeito de matar ex-mulher e os pais dela no RS deverá passar por avaliação psicológica

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MPRS denuncia policial militar por homicídio, duplo feminicídio e desaparecimento de família Aguiar

O policial militar Cristiano Domingues Francisco, suspeito de envolvimento nas mortes da ex-mulher, Silvana de Aguiar, e dos pais dela, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, deverá passar por uma avaliação psicológica no âmbito de um processo administrativo da Brigada Militar. O procedimento pode influenciar a continuidade do Conselho de Disciplina que pode resultar na exclusão dele da corporação.

A avaliação será realizada pela Junta Policial-Militar de Saúde e deverá analisar as condições psicológicas do policial, incluindo sua capacidade de compreender as infrações administrativas atribuídas a ele e de responder ao procedimento disciplinar.

O exame estava previsto para setembro, mas foi adiado.

Processo pode resultar em expulsão

Cristiano responde a um Conselho de Disciplina instaurado pela Brigada Militar. O procedimento administrativo apura a conduta do policial e poderá resultar na exclusão dele da instituição.

O militar está afastado das funções policiais, mas segue recebendo vencimentos e vantagens, conforme as regras aplicáveis ao caso. A avaliação psicológica integra o andamento do processo administrativo e não representa, por si só, uma conclusão sobre a responsabilidade criminal do investigado.

Família está desaparecida desde janeiro

Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, desapareceram em Cachoeirinha nos dias 24 e 25 de janeiro de 2026. Até a publicação da reportagem, os três não haviam sido encontrados.

Cristiano, ex-marido de Silvana, é acusado de envolvimento no caso e responde a processo criminal por crimes que incluem feminicídio, homicídio qualificado, ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa e falsidade ideológica, entre outras imputações.

Milena Ruppenthal Domingues, companheira de Cristiano, e Wagner Domingues Francisco, irmão dele, também foram denunciados pelo Ministério Público por suposta participação nos crimes investigados.

As acusações ainda dependem de julgamento, e os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

Defesas contestam acusações

As defesas dos investigados questionam aspectos da investigação e apontam divergências relacionadas às provas, aos depoimentos e à cronologia apresentada pela acusação. Também afirmam aguardar a conclusão de laudos e perícias.

A avaliação psicológica de Cristiano faz parte do procedimento administrativo da Brigada Militar e não substitui o processo criminal, que apura a responsabilidade dos envolvidos no desaparecimento da família Aguiar.

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Policial

Polícia investiga suspeita de xenofobia contra juiz sergipano em restaurante de Porto Alegre

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Foto: Amepe/Divulgação

A Polícia Civil investiga uma suspeita de ataque xenofóbico contra um juiz natural de Aracaju, em Sergipe, durante uma visita a um restaurante em Porto Alegre. O caso teria ocorrido no bairro Praia de Belas e envolve relatos de ofensas relacionadas à origem nordestina do magistrado.

Segundo o relato do juiz Francisco Tojal, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o episódio começou quando ele pediu informações sobre o prato à la minuta, tradicional no Rio Grande do Sul. Ao demonstrar que não conhecia a refeição pelo nome, ele teria sido alvo de comentários debochados e xingamentos feitos por um homem que estava em uma mesa próxima.

Conforme o magistrado, as ofensas teriam sido motivadas por seu sotaque e sua origem regional. O homem também teria feito referências políticas durante a discussão.

Investigação policial

A ocorrência foi registrada em 8 de outubro. A Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância solicitou as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento, além da identificação do suspeito e de duas testemunhas.

Até a publicação das informações, o restaurante ainda não havia respondido à solicitação, e o suspeito não havia se manifestado à polícia nem apresentado advogado.

Juiz estava em Porto Alegre para palestra

Francisco Tojal estava na Capital gaúcha para ministrar uma palestra sobre violência de gênero na infância e na adolescência.

O caso é investigado como uma possível prática de discriminação por origem regional. A apuração busca esclarecer as circunstâncias do episódio e identificar os envolvidos.

Atos de discriminação contra pessoas em razão de sua origem regional podem ser enquadrados na legislação antirracismo, conforme as circunstâncias do caso.

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Policial

Pastor de 53 anos é morto a tiros dentro de igreja em São Leopoldo

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Foto: Arquivo/Pessoal

Um pastor de 53 anos foi morto a tiros dentro de uma igreja na noite de segunda-feira, 12, em São Leopoldo, no Vale do Sinos. O crime ocorreu na Igreja Esperança em Jesus Cristo, localizada na Rua Eva Moreira dos Santos, na comunidade Santa Marta, bairro Arroio da Manteiga.

A vítima foi identificada como Cláudio Roberto da Silva. Ele teria sido abordado nas proximidades de casa e levado até a igreja por dois homens encapuzados.

No local, os suspeitos efetuaram disparos contra o pastor e fugiram em seguida. Cláudio foi atingido no tórax e morreu no local.

Polícia investiga o homicídio

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Leopoldo. Até a publicação das informações, os suspeitos não haviam sido identificados e ninguém havia sido preso.

A investigação busca esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis pela morte do pastor.

Velório e sepultamento

O velório de Cláudio estava previsto para terça-feira, 13, a partir das 20h. O sepultamento foi marcado para quarta-feira, 14, às 10h, no Cemitério da Feitoria, em São Leopoldo.

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