Geral
Acusado de pedofilia em condomínio de Canoas é preso nesta segunda-feira, 8

Na manhã desta segunda-feira, 8, através de uma entrevista coletiva realizada na 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), foi confirmada a prisão do homem suspeito de abusar de crianças em um condomínio em Canoas, caso que tomou grande repercussão na cidade.
De acordo com o delegado Pablo Queiroz Rocha, titular da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA), foram 50 dias de investigação. O mandado de prisão preventiva contra o investigado foi obtido pela polícia e ele se apresentou, acompanhado do advogado, na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Canoas no último domingo, 7 de novembro (dois dias depois da manifestação realizada pelos familiares das supostas vítimas em frente ao Fórum de Canoas).
“Ele está em um presídio que não podemos divulgar. Isso não é um tratamento especial. Isso é de praxe em crimes sexuais contra as crianças”, conta o delegado Mário Souza, diretor da 2ª DPRM.
Ainda segundo relatado na entrevista coletiva, o investigado ainda não foi escutado oficialmente. Porém, de acordo com o titular da DPCA, os relatos das três vítimas são muito semelhantes.
Em conversa nesta segunda-feira com Sheila, ela se disse aliviada e “com a certeza que fizemos a coisa certa em denunciar e acreditar na polícia e no judiciário”.
Nossa reportagem não conseguiu contato com o advogado de defesa até o momento.
Relembre o caso
Uma confusão foi filmada na tarde desta sexta-feira, 29, em um condomínio situado no bairro Harmonia, em Canoas. Nas imagens se pode ver parte do efetivo da Brigada Militar protegendo a casa de um casal que está sendo acusado pela vizinhança de pedofilia.
Cerca de dois meses atrás, foi registrada uma primeira ocorrência sobre abuso infantil contra o advogado e sua esposa. Segundo os denunciantes, a empresária filmava os menores nus com o marido.
Na quinta-feira, 28, um dia antes de o caso vir à tona, a Polícia Civil esteve na residência dos acusados para cumprir mandados de busca e apreensão.
Conversamos com Sheila Breitenbach, moradora do mesmo residencial, que, ao saber do ocorrido, questionou a filha sobre os encontros na casa do casal. Em seguida, ela foi até a delegacia e registrou um B.O e aguarda decisão.
Sheila ainda relevou à nossa reportagem que o delegado responsável pelo caso relatou a ela que no momento em que a polícia apreendia computadores e HD externo do imóvel dos investigados, a mulher retirou um chip que estava instalado em uma câmera GoPro, e acoplada em um capacete que estava em dos quartos, e engoliu, a fim de eliminar mais provas.
Escolta e confusão
Após o casal pedir escolta policial na sexta-feira, dia da confusão, para retirarem seus pertences de casa, moradores ficaram revoltados e tentaram impedir a ação protetora da BM.
“Não entendo a demora em expedir o pedido de prisão, com todas as provas”, contou Sheila na época.
Manifestação
Os moradores do condomínio organizaram uma manifestação na sexta-feira, 5 de novembro, em frente ao Fórum de Canoas. O ato iniciou às 15 horas e teve a intenção de pressionar o delegado Pablo Queiroz Rocha, que coordena a investigação, para obter a prisão dos dois envolvidos. Os organizadores comunicaram que contaram com apoio do prefeito Jairo e também contaremos com a ajuda da Secretaria de Segurança do município para a atividade.
Defesa se manifestou
Em uma nota, publicada no site de notícias GBC no dia 4 de novembro, o advogado de defesa, Samuel Aguiar da Cunha comunica que:
“Representando os interesses do casal suspeito de estuprar crianças do Município de Canoas, do qual a mídia noticia desde a última semana de outubro de 2021, necessários se fazem os seguintes esclarecimentos:
Tanto o casal quanto a defesa ainda não tiveram acesso a quaisquer expedientes policiais ou judiciais para conhecimento do que tramita em seu desfavor; mesmo assim, nada os impede, de antemão, de dizer da sua mais absoluta inocência frente aos casos do qual estão sendo incriminados.
Por não haver fatos ou atos a ocultar das autoridades, o casal entregou à Polícia Civil todos os seus dispositivos eletrônicos para avaliação, a fim de colaborar com as investigações e respaldar sua postura inegavelmente íntegra, permanecendo à disposição para cooperar com aquilo que lhes estiver ao alcance.
O casal lamenta profundamente os casos de violência sexual pelo qual crianças referiram haver passado e, como pais e cidadãos dignos que são, irmanam-se à dor dos familiares que estão precisando de conforto emocional e de respostas jurídicas, entendendo que os culpados precisam responder com os rigores da lei.
O caso expôs desnecessariamente o casal a um linchamento virtual com uma enxurrada de ameaças, o que lhes está sendo terrivelmente perturbador; visandolhes preservar a integridade física e emocional, roga-se que, a partir de agora, os meios de comunicação contatem ao Advogado subscritor, caso interessados em mais informações ou esclarecimentos, que fará empenho para atender a todos naquilo que lhe for viável e que não prejudique o curso das investigações.
Policial
Menina de 11 anos desaparecida em Canoas é localizada pela Polícia Civil

A Polícia Civil localizou, na tarde desta terça-feira, 18, a menina de 11 anos que estava desaparecida desde segunda-feira, 17, em Canoas.
Segundo a Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas, os agentes iniciaram as buscas assim que o desaparecimento foi registrado. Imagens de câmeras de segurança ajudaram a reconstituir o trajeto da menina, que teria seguido até Cachoeirinha.
Mais de 50 agentes participaram das buscas, entre policiais civis, policiais militares e guardas municipais de Canoas e Cachoeirinha. A menina acabou sendo localizada em Canoas e foi acolhida por policiais civis da DPCA.
De acordo com o delegado Maurício Barison, titular da DPCA, uma escuta especializada foi realizada e não foram identificados indícios de maus-tratos ou de outros crimes contra a criança. Conforme a investigação, o desaparecimento teria sido motivado por um desentendimento familiar relacionado ao uso do celular.
O Conselho Tutelar será acionado para acompanhar a situação familiar.
A Polícia Civil também informou que um repórter de Canoas será investigado por, segundo a corporação, tumultuar as buscas e desacatar uma policial civil ao exigir informações consideradas privilegiadas.
Policial
Mulher morre após queda de janela em Porto Alegre; filho é preso e caso é investigado como possível feminicídio

Uma mulher morreu após cair da janela de um apartamento na Rua Almirante Barroso, no bairro Floresta, em Porto Alegre, durante a madrugada desta terça-feira, 18. A Polícia Civil apura as circunstâncias da morte e investiga, entre as possibilidades, a hipótese de feminicídio.
O principal suspeito é apontado como filho da vítima. Ele foi preso preventivamente pela Brigada Militar e levado para a 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam). A identidade não foi divulgada.
A ocorrência foi inicialmente registrada como violência doméstica por agentes do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM). A mulher foi localizada após a queda e recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu em razão dos ferimentos.
Polícia investiga o que provocou a queda
A Brigada Militar foi acionada pela síndica do condomínio já pela manhã. Segundo o registro policial, ela encontrou marcas de sangue no corredor do prédio e verificou as imagens das câmeras de segurança. As gravações indicariam que uma pessoa caiu da janela por volta das 4h.
Moradores relataram ainda ter ouvido gritos de uma mulher durante a noite. Não houve chamado à polícia no momento em que os fatos teriam ocorrido.
A investigação deverá analisar as imagens do sistema de segurança, ouvir moradores e demais testemunhas e aguardar o laudo do Departamento Médico Legal (DML). O exame deverá contribuir para esclarecer a causa da morte e as circunstâncias da queda.
A partir dessas informações, a Polícia Civil deverá determinar se a mulher caiu acidentalmente, se tirou a própria vida ou se foi empurrada. O resultado da investigação também deverá definir o enquadramento criminal do caso.
Policial
Criança de 4 anos morre após dar entrada em UPA com marcas de agressão em Porto Alegre

Uma criança de 4 anos morreu na madrugada desta segunda-feira, 17, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Bom Jesus, na Zona Leste de Porto Alegre. A menina, identificada como Samylle Valentina Borba Ramiro, chegou à unidade de saúde com marcas de agressões.
De acordo com as informações iniciais, a criança foi levada à UPA por uma tia. A equipe médica acionou a polícia após constatar os sinais de violência. A mulher foi encaminhada pela Brigada Militar à delegacia da Polícia Civil e acabou liberada pelo delegado plantonista.
Testemunhas relataram que o companheiro da tia também esteve na unidade de saúde, mas deixou o local pouco depois. Conforme as informações preliminares, a menina não morava com os pais.
O corpo será submetido a perícia para esclarecer a causa da morte. O caso será investigado pelo Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV) da Polícia Civil.
Até o momento, não há informações sobre a autoria das possíveis agressões. A investigação deverá apurar as circunstâncias da morte e se houve crime de maus-tratos.

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