Política
1º encontro do Parlamento Metropolitano de Proteção, Direito e Bem-Estar Animal

Na manhã do último sábado, 23, a Câmara Municipal de Canoas recebeu o primeiro encontro do Parlamento Metropolitano de Proteção, Direito e Bem-estar Animal. O encontro, que tem como principal objetivo a discussão de políticas públicas para a causa animal a nível estadual, contou com a presença de 17 vereadores atuantes nas pautas dos animais, representando 16 municípios. Representando o poder executivo de Canoas, o evento contou com a presença do Secretário Extraordinário dos Direitos dos Animais, Gabriel Gonçalves, que trouxe os avanços da pasta na atual gestão.
Durante o encontro, também foi eleita a mesa diretora do parlamento, composta por Cris Moraes (PV), de Canoas, como Presidente; Nilse Maria (MDB), de São Sebastião do Caí, como Vice-presidente; Dirceu Linden (PDB), de Igrejinha, como 1º Secretário, Greici Medina (PSD), de Sapiranga, como Secretária Geral; Veridiana Pacheco (PRTB), de Sapucaia, como Secretária de Relações Institucionais e Luirce Paz (PL), de Cruz Alta, como Membro Fiscal Convidado.
O Parlamento Metropolitano de Proteção, Direito e Bem-estar Animal surgiu através da ideia do vereador de Canoas, Cris Moraes (PV), com o intuito de juntar as forças parlamentares da região a fim de, juntos, buscarem avanços para a bandeira defendida. Cris, que foi o segundo vereador mais votado de Canoas em 2020, trabalha na estratégia e montagem do Parlamento desde maio deste ano, reunindo com parlamentares, organizando os eventos e fazendo os contatos políticos para tornar viável este projeto.
O Parlamento, que foi criado através de uma Resolução na Câmara Municipal de Canoas, traz como justificativa que, “nos dias atuais, a prática de agressão aos animais tem sido comprovadamente cada vez mais frequente. Na Região Metropolitana da Grande Porto Alegre, há uma estimativa de que existam 500 mil cães e gatos errantes, ou seja, animais em situação de abandono. E é com base neste número e seu aumento gradativo, que faz-se necessário a criação de um Parlamento Metropolitano de Proteção, Direito e Bem-estar Animal em nossa região”.
Além da troca de experiências entre os parlamentares, também houve a fala da advogada Nicolle Bittencourt, mestranda em Sociologia do Direito na Unilasalle, especialista em Direito Animal pela UNINTER em parceria com a ESMAFE/PR, pesquisadora na área do Direito Animal, Direito Tributário Ambiental e Sociologia do Direito é autora na obra coletiva “Direito Animal: novos rumos para uma nova década”.
Participaram do evento e fazem parte do conselho fiscal do movimento os seguintes parlamentares:
- Oliane Santos, de Alvorada;
- Fernando Medeiros, de Cachoeirinha;
- Ale Alves, de Guaíba;
- Jana França, de São Gabriel;
- Brasil Oliveira, de São Leopoldo;
- Débora da Silva, de Santa Rita;
- Humberto de campos, de Triunfo;
- Ana Paula Machado, Montenegro;
- Gilberto Gomes, de Parobé;
- Carmem Fontoura, de Taquara;
- Ieda Maria de Ávila, de Santa Rita;
- Nilse Maria, de São Sebastião do Caí;
- Fabiane Pereira, de São Lorenço do Sul.
Política
Comissão da Assembleia recebe denúncias sobre tarifas e falhas nos serviços da Aegea/Corsan

A Comissão Especial de Fiscalização da Aegea/Corsan, presidida pela deputada estadual Stela Farias, realizou na segunda-feira, 15, uma audiência pública para discutir a prestação dos serviços de abastecimento de água e saneamento em municípios atendidos pela concessionária. Durante o encontro, deputados receberam relatos de usuários, vereadores e lideranças municipais sobre aumentos tarifários, interrupções no abastecimento, questionamentos sobre a qualidade da água e cobranças consideradas indevidas.
A comissão também debateu os investimentos previstos após a privatização da antiga Corsan. Segundo Stela Farias, o colegiado pretende avaliar se os compromissos assumidos pela concessionária estão sendo cumpridos. A Aegea/Corsan deverá ser ouvida pelos parlamentares na próxima semana.
Ao se manifestar durante a audiência, a deputada afirmou que a população tem demonstrado insatisfação com os serviços prestados.
“O que o povo encontra nos últimos dois anos e meio na caixa de correio e na torneira é o contrário da promessa, é um serviço de pior qualidade, é uma conta mais cara, e são investimentos que não chegam onde mais precisam chegar”, declarou.
Stela também citou informações sobre a situação financeira da empresa.
“Ou seja, põe-se em xeque exatamente o argumento que justificou a privatização”, afirmou.
A parlamentar destacou ainda que câmaras municipais de diversas cidades já instalaram comissões para investigar denúncias relacionadas à atuação da concessionária. Ela mencionou medidas adotadas por prefeituras, pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública para buscar soluções aos problemas relatados pela população.
Outro tema abordado foi a tarifa social destinada às famílias inscritas no Cadastro Único. Segundo Stela, a comissão buscará esclarecimentos sobre reajustes aplicados às contas dos consumidores.
“É preciso dizer também que, junto da tarifa social, veio um novo aumento. Um aumento de quase 6% na conta de todos os usuários. A empresa pediu à agência reguladora, a Agergs, concedeu”, sustentou.
O engenheiro civil aposentado Luiz Antônio Timm Grassi, ex-funcionário da Corsan, destacou a importância dos investimentos em saneamento básico para a saúde pública.
“Quando se gasta em saneamento se economiza em saúde”, afirmou durante a audiência.
Representantes de municípios também relataram situações enfrentadas em suas cidades. O vereador de Alvorada, Beto Goleiro, afirmou ter recebido denúncias relacionadas à cobrança de taxas de esgoto.
“Hoje lutamos para individualizar a cobrança em Alvorada. Há mais de um ano a Aegea/Corsan não instala rede de esgoto. Então eles não podem mais dar continuidade ao esgoto”, disse.
Segundo o parlamentar, moradores também têm relatado problemas com valores elevados nas faturas.
“Algumas contas chegaram a R$ 11 mil, mas quando se questionou descobriu-se que o valor real seria de R$ 800”, afirmou.
Em Viamão, o vereador Alex Boscaini, relator da CPI da Corsan no município, afirmou que a cidade enfrenta reclamações relacionadas às tarifas cobradas pela concessionária. De acordo com ele, uma ação judicial foi movida para impedir a perfuração de poços sem as licenças necessárias.
“Trancamos através de Ação Civil Pública a Aegea em Viamão que estava escavando poços na área rural sem licenças prévias, sem EIA/Rima e sem nenhuma documentação necessária do ponto de vista da preservação ambiental”, declarou.
Boscaini também cobrou maior fiscalização dos órgãos responsáveis.
“Eles fazem o que querem e por que fazem isso? Onde é que está a Agergs e a Agência de Saneamento, os municípios e prefeitos que deveriam fiscalizar?”, questionou.
A Comissão Especial de Fiscalização informou que continuará acompanhando a atuação da Aegea/Corsan e que a próxima reunião contará com a participação de representantes da concessionária para apresentação de esclarecimentos sobre as demandas levantadas durante a audiência pública.
Política
Câmara de Canoas aprova projeto sobre restituição em dobro por cobranças indevidas nas contas de água e esgoto

Os vereadores de Canoas aprovaram, durante a sessão ordinária da última quinta-feira, 11, um projeto de lei que prevê medidas para ampliar a divulgação e facilitar o acesso dos consumidores ao direito de restituição em dobro de valores cobrados indevidamente nas faturas de água e esgoto. A proposta é de autoria do vereador Leandrinho Moreira e segue agora para análise do Poder Executivo.
O texto estabelece que a Corsan/Aegea, responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no município, mantenha canais de atendimento para contestação de cobranças, disponibilize informações sobre o direito à restituição em dobro e ofereça mecanismos para que os consumidores possam acompanhar os pedidos de revisão. A matéria também prevê prazos para análise das solicitações e para a devolução dos valores reconhecidos como indevidos.
De acordo com o autor, “a proposta busca fortalecer a proteção dos consumidores diante de situações como leituras equivocadas de hidrômetros, cobranças por serviços não solicitados, duplicidade de lançamentos e aplicação incorreta de tarifas, entre outras hipóteses”. O vereador destaca ainda que “muitos usuários desconhecem o direito à restituição em dobro previsto na legislação federal ou encontram dificuldades para exercer esse direito junto à concessionária”.
Conforme o projeto aprovado, as faturas deverão apresentar informações sobre o direito à contestação de cobranças e à restituição em dobro de valores pagos indevidamente, além da indicação dos canais disponíveis para solicitação de revisão. O texto também autoriza o Poder Executivo a promover campanhas educativas e ações em parceria com órgãos de defesa do consumidor para orientar a população sobre o tema.
Política
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