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16/05/2026
 

Saúde

Canoas tem todos os leitos UTI Covid ocupados

Redação

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A Prefeitura de Canoas informou nesta quarta-feira, 9, que a cidade registrou, nas últimas 24 horas, a morte de dois homens, com 57 e 23 anos, e três mulheres, com 87, 86, e 62 anos, em decorrência do novo coronavírus. Na ocasião, como vem acontecendo desde o início das mortes ocasionadas pela pandemia na cidade, a Prefeitura expressou pesar aos familiares e amigos das vítimas.

Bandeira vermelha

Recentemente o governador do Estado Eduardo Leite reforçou a urgência no cumprimento das medidas de distanciamento social e cuidados com as normas da vigilância sanitárias. Logo após o período eleitoral, centenas de casos votaram a ser notificados pelas secretarias de saúde do Brasil e os números divulgados voltaram a alarmar.

Com isso, uma nova classificação deixou praticamente todo o Rio Grande do Sul na bandeira vermelha do distanciamento controlado, e um novo decreto restringiu novamente as regras para o comércio, idas a parques e praias e as cidades voltaram a ficar mais vazias, mesmo com a proximidade das festividades do final de ano, que devem ter uma alta significativa nas vendas online.

Diferente do que vinha acontecendo nas classificações das bandeiras no Estado, desta vez, não foi aberta a possibilidade de renegociação, com pedidos dos prefeitos municipais, devidamente argumentados com dados das suas secretarias de saúde, para que a cor da bandeira, e suas restrições, fossem alteradas.

Números do coronavírus em Canoas até o momento

– Negativados: 33.493

– Recuperados: 11.758

– Confirmados: 14.070

– Óbitos: 402

– Total de leitos em UTI: 100

– Leitos em UTI ocupados: 86%

– Total de leitos Covid-19: 50

– Leitos de UTI Covid-19 ocupados: 100%

Aumento dos casos

Apesar das inúmeras campanhas e da perspectiva de segunda onda já anunciadas pelos especialistas, as pessoas cansaram do isolamento e voltaram a manter o contato físico, relaxamento das medidas que pode ser a resposta para a enorme quantidade de novos infectados pela doença. Abaixo, reforçando a importância das normas sanitárias e de distanciamento social, listamos novamente os sintomas que podem ser indicadores do contágio do vírus que já matou mais de 178 mil brasileiros e 1.572.565 de pessoas em todo o mundo.

Fique atento

A Covid-19 afeta diferentes pessoas de diferentes maneiras. A maioria das pessoas infectadas apresentará sintomas leves a moderados da doença e não precisarão ser hospitalizadas.

Sintomas mais comuns:

– febre
– tosse seca
– cansaço

Sintomas menos comuns:

– dores e desconfortos
– dor de garganta
– diarreia
– conjuntivite
– dor de cabeça
– perda de paladar ou olfato
– erupção cutânea na pele ou descoloração dos dedos das mãos ou dos pés

Sintomas graves:

– dificuldade de respirar ou falta de ar
– dor ou pressão no peito
– perda de fala ou movimento

Procure atendimento médico imediato se tiver sintomas graves. Sempre ligue antes de ir ao médico ou posto de saúde, clínicas ou hospitais.

Pessoas saudáveis que apresentarem os sintomas leves devem acompanhar seus sintomas em casa.

Em média, os sintomas aparecem após 5 ou 6 dias depois de ser infectado com o vírus. Porém, isso pode levar até 14 dias.

Evite visitar pessoas idosas ou de grupo de risco. Fiquei em casa se puder, e se não, use máscara o tempo todo e use álcool em gel.

 

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Saúde

Ypê pede chave PIX para reembolsar consumidores após suspensão de produtos pela Anvisa

Redação

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A fabricante Ypê começou a solicitar a chave PIX de consumidores que compraram produtos suspensos pela Anvisa após a identificação de possível contaminação bacteriana em mais de 100 lotes da marca.

A suspensão foi mantida por decisão unânime da agência na sexta-feira, 15, e atinge produtos do chamado “lote final 1”. Segundo a empresa, os consumidores podem solicitar o ressarcimento por meio de um formulário disponível no site oficial da fabricante.

Para realizar o pedido, é necessário informar a chave PIX, além de dados pessoais como nome completo, CPF, telefone e endereço. A medida faz parte do processo de devolução dos valores pagos pelos itens afetados pela determinação da Anvisa.

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Saúde

Anvisa mantém suspensão de produtos da Ypê por risco de contaminação microbiológica

Redação

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária manteve, por unanimidade, a suspensão da fabricação, distribuição e venda de diversos produtos da Ypê por risco de contaminação microbiológica. A decisão foi confirmada nesta sexta-feira, 15, após a empresa apresentar recurso contra a resolução publicada no início de maio.

A medida vale apenas para produtos cujos lotes terminam com o número 1. Entre os itens afetados estão detergentes, desinfetantes e sabões líquidos para roupas.

Durante a sessão da Diretoria Colegiada, transmitida ao vivo no canal oficial da Anvisa no YouTube, os diretores afirmaram que as ações adotadas pela fabricante ainda não foram suficientes para eliminar os riscos sanitários identificados. O diretor-presidente da agência, Leandro Safatle, destacou que a empresa possui um “histórico recorrente de contaminação microbiológica”.

“Os riscos sanitários identificados ainda não foram totalmente reparados”, afirmou Safatle durante o julgamento.

A Química Amparo, responsável pela marca Ypê, informou em nota que solicitou que o julgamento ocorresse de forma pública, abrindo mão do sigilo do processo.

As sanções contra a empresa foram aplicadas pela Anvisa no último dia 7 de maio, após inspeção realizada entre os dias 27 e 30 de abril na fábrica da companhia, localizada em Amparo. Segundo a agência, foram encontradas falhas graves no sistema de garantia de boas práticas de fabricação.

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Saúde

Hospital Universitário de Canoas realiza 751 cirurgias de catarata em mutirão do SUS

Redação

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em

Foto: @wollenhaupt

O Hospital Universitário de Canoas concluiu nesta quinta-feira (14) a primeira edição do Programa Nova Visão, mutirão oftalmológico que realizou 751 cirurgias de catarata em pacientes do SUS de Canoas. A ação foi promovida pela Associação Saúde em Movimento, gestora do hospital, com apoio da Prefeitura de Canoas, do Grupo Hospitalar Conceição, por meio do programa Agora Tem Especialistas, e do Governo Federal.

O mutirão também contabilizou 1.619 consultas e 10.916 exames oftalmológicos.

Os atendimentos clínicos ocorreram entre os dias 6 e 9 de maio, enquanto os procedimentos cirúrgicos foram realizados entre os dias 11 e 13. Nesta etapa, foram priorizados pacientes com mais de 60 anos que aguardavam na fila de regulação do SUS.

Segundo dados divulgados pelo hospital, a fila para atendimentos oftalmológicos em Canoas era de 10.512 pessoas no início da ação. Os atendimentos realizados representam redução de 15,4% desse total.

O prefeito de Canoas, Airton Souza, comentou os atendimentos realizados.

“Foram muitas consultas, exames e cirurgias, dando dignidade novamente para as pessoas enxergarem. Estamos cuidando das pessoas e cumprindo a nossa missão.”

O CEO da Associação Saúde em Movimento (ASM), Cláudio Vitti, destacou o impacto da ação.

“Poder trazer para o HU algo tão grandioso, que consiga impactar e fazer a diferença na vida de tantos pacientes em tão pouco tempo, é algo que eu sempre sonhei e idealizei. É devolver dignidade para as pessoas, permitir que elas voltem a enxergar e tenham ainda mais qualidade de vida”, afirmou.

Vitti também relatou um dos casos acompanhados durante o mutirão.

“Conversei com diversos pacientes que aguardavam há mais de um ano sem conseguir enxergar adequadamente. Mas uma história me tocou de forma especial: uma paciente estava há cinco anos sem enxergar do olho direito e, em apenas dois minutos de cirurgia, tudo mudou. O procedimento foi realizado e a visão dela restaurada”, disse.

A superintendente do hospital, Tatiani Pacheco, afirmou que mais de 90% dos pacientes atendidos tinham encaminhamento para cirurgia nos dois olhos.

“Isso demonstra de forma muito clara o tamanho da demanda reprimida e o quanto iniciativas como essa são importantes para ampliar o acesso da população aos procedimentos especializados”, explicou.

Segundo ela, inicialmente foi realizada a cirurgia de apenas um dos olhos para ampliar o número de pacientes atendidos nesta primeira etapa.

“A segunda edição do Programa Nova Visão já nasceu durante o primeiro mutirão. Logo nos primeiros dias percebemos a necessidade de continuidade, porque praticamente todos os pacientes atendidos eram idosos e apresentavam dificuldades severas de visão”, ressaltou.

A próxima edição do mutirão está prevista para a segunda quinzena de agosto. Nesta nova etapa, devem ser realizadas as cirurgias do segundo olho dos pacientes já atendidos, além dos procedimentos de pessoas que passaram por consulta, mas ainda não realizaram cirurgia.

O diretor técnico do hospital, Fernando Farias, afirmou que a ausência de pacientes agendados segue sendo um dos principais desafios enfrentados pela instituição.

“Chamamos mais de dois mil pacientes nos quatro dias de atendimento e, mesmo assim, mais de 400 pessoas confirmadas não compareceram. Isso acaba tirando a oportunidade de outros pacientes que também aguardam por atendimento”, afirmou.

O médico também reforçou a importância do aviso prévio em caso de impossibilidade de comparecimento.

“Quando o paciente avisa que não poderá vir, conseguimos chamar outra pessoa da fila e ampliar ainda mais a assistência para quem precisa”, completou.

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