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01/11/2026
 

Saúde

Vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes de dez a 14 anos é estendida a todos os municípios do RS

Redação

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Vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes de dez a 14 anos é estendida a todos os municípios do RS

O governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), informou que a vacinação contra a dengue passa a ser ofertada, a partir deste mês, em todos os municípios do Rio Grande do Sul. A ampliação dos locais de abrangência segue decisão do Ministério da Saúde, publicada recentemente, e mantém como público-alvo as crianças e os adolescentes de dez anos a 14 anos, que devem receber duas doses do imunizante com intervalo de três meses entre elas.

Até então, a estratégia de vacinação estava restrita a regiões específicas, as quais, no Estado, abrangiam 145 municípios definidos com base no histórico de casos. Com a nova medida, a imunização passa a alcançar todo o território gaúcho, beneficiando cerca de 630 mil crianças e adolescentes que se encontram na faixa etária elegível.

A SES orienta que a população acompanhe as informações divulgadas pelas prefeituras e reforça que a vacinação, aliada às ações de combate ao mosquito transmissor, é fundamental para a prevenção da dengue.

Distribuição das doses

Nesta primeira semana de fevereiro, os municípios começarão a ser abastecidos com as vacinas por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs). Ao todo, 61 mil doses disponíveis em estoque na SES serão distribuídas inicialmente.

Os locais e as datas em que as doses estarão disponíveis à população serão definidos por cada prefeitura assim que os municípios receberem seu respectivo quantitativo de vacinas. Novas remessas serão realizadas para os municípios de forma gradual, conforme a disponibilidade de lotes encaminhados pelo Ministério da Saúde.

Esquema vacinal

  • Público-alvo: crianças e adolescentes de dez anos a 14 anos
  • Esquema: duas doses
  • Intervalo: três meses entre a primeira e a segunda doses

Vacinação contra a dengue no RS

A estratégia nacional de vacinação contra a dengue foi lançada em maio de 2024. Desde então, o Rio Grande do Sul recebeu aproximadamente 262 mil doses do imunizante.

Em um primeiro momento, a vacinação foi direcionada a seis municípios da Região Metropolitana, incluindo Porto Alegre, os quais foram selecionados com base no número de casos registrados ao longo dos últimos dez anos. Com o aumento da oferta de vacinas no país, o número de municípios contemplados foi sendo ampliado gradualmente, até alcançar os 145 municípios que integravam a estratégia.

Números da campanha

De acordo com os dados mais recentes, referentes a dezembro de 2025, cerca de 168 mil doses já haviam sido aplicadas nos municípios que participavam da estratégia. Desse total, 120 mil correspondem à primeira dose; e 48 mil, à segunda. Os números reforçam a importância de que crianças e adolescentes que iniciaram a vacinação retornem para receber a segunda dose, etapa fundamental para garantir a proteção adequada e duradoura contra a dengue.

A aplicação incompleta do esquema pode reduzir a eficácia da vacina, enquanto a conclusão das duas doses fortalece a resposta do organismo, diminuindo o risco de formas graves da doença e contribuindo para a redução da circulação do vírus no Estado.

Dengue recorde no RS

Em 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou o pior cenário da dengue em sua série histórica, com 209 mil casos confirmados e 281 óbitos. No último ano, houve redução da circulação do vírus no Estado, com o registro de 44.029 casos e 52 mortes. Entre esses casos, 2.556 ocorreram em crianças e adolescentes de dez anos a 14 anos, faixa etária contemplada pela estratégia de vacinação. Nesse grupo, não houve registro de óbitos ao longo de 2025.

Já em 2024, três crianças e adolescentes entre dez anos dez anos a 14 anos evoluíram para óbito em decorrência da dengue, reforçando a relevância da estratégia de vacinação associada às demais ações de prevenção e vigilância em saúde.

As mortes por dengue em 2025 concentraram-se principalmente na população com 60 anos ou mais – grupo para o qual ainda não há vacina disponível –, totalizando 38 óbitos, o equivalente a 73% do total registrado no ano.

Em 2026, até o momento, o Estado contabiliza 60 casos confirmados de dengue, sendo oito deles em crianças e adolescentes entre dez anos e 14 anos, sem registro de óbitos. Mesmo com o cenário atual de menor número de casos, as autoridades de saúde mantêm o alerta para a importância da prevenção.

A eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti continua sendo a principal forma de combate à dengue, à chikungunya e ao zika vírus. A vacinação integra esse conjunto de estratégias, somando-se às ações de controle do vetor, ao uso de inseticidas e à incorporação de novas tecnologias, com o objetivo de reduzir a transmissão e proteger a população, especialmente os grupos mais vulneráveis.

Futura ampliação da estratégia

Atualmente, a vacina utilizada na estratégia de imunização contra a dengue no país é a Qdenga, produzida pela farmacêutica japonesa Takeda Pharma. Para os próximos meses, está prevista a ampliação da oferta de vacinas, com a incorporação de um novo imunizante 100% nacional, desenvolvido pelo Instituto Butantan. Denominada Butantan-DV, a nova vacina apresenta um diferencial em relação ao esquema atual por ser de dose única, sendo a primeira com essa tecnologia no mundo, o que facilita a adesão a campanhas de imunização.

A Butantan-DV começou a ser utilizada em janeiro deste ano em municípios-piloto de três Estados – Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) –, com a vacinação de pessoas entre 15 e 59 anos. A iniciativa tem como objetivo avaliar o impacto da vacinação na dinâmica de transmissão da dengue e reunir evidências científicas que subsidiem a futura implementação da estratégia em todo o país.

A vacinação do público geral deverá ser implementada de forma gradual, conforme a disponibilidade de doses produzidas. A expansão está prevista para iniciar pela população de 59 anos, avançando progressivamente até alcançar o público a partir de 15 anos.

Saúde

Canoas reforça atendimento do SAMU com a entrega de três novas motolâncias

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Canoas reforça atendimento do SAMU com a entrega de três novas motolâncias

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Canoas passou a contar com três novas motolâncias. Os veículos, do modelo Honda NX 500, foram entregues pela Prefeitura nesta sexta-feira, 30, e adquiridos com recursos próprios do município.

As motocicletas serão utilizadas principalmente em ocorrências que exigem atendimento rápido, como paradas cardiorrespiratórias e acidentes de trânsito. Por terem maior facilidade de deslocamento em meio ao tráfego, as motolâncias podem chegar ao local da ocorrência antes das ambulâncias e iniciar os primeiros procedimentos de socorro.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os novos veículos ampliam a estrutura de atendimento do serviço e oferecem melhores condições de trabalho às equipes responsáveis pelas operações.

Durante a entrega, o prefeito Airton Souza destacou a importância da rapidez no atendimento às situações de emergência e afirmou que o investimento busca fortalecer a rede municipal de saúde.

A secretária municipal de Saúde, Ana Boll, também ressaltou que as motocicletas podem facilitar o acesso a locais de difícil deslocamento e contribuir para uma resposta mais rápida das equipes.

Equipamentos permitem primeiros socorros

As motolâncias são conduzidas por técnicos de enfermagem capacitados e contam com equipamentos utilizados nos primeiros atendimentos, como desfibrilador externo automático, materiais para aferição de sinais vitais, imobilização, controle de hemorragias e realização de acesso venoso.

A estrutura permite que os profissionais iniciem os procedimentos necessários enquanto aguardam a chegada da ambulância, que poderá dar continuidade ao atendimento e realizar o transporte do paciente, quando necessário.

O técnico de enfermagem e condutor de motolância Everton Pereira Anelo, que atua no SAMU desde 2008, destacou a importância da renovação dos veículos e dos equipamentos para a rotina dos profissionais. Com experiência tanto no atendimento em ambulâncias quanto em motocicletas, ele considera que melhores condições de trabalho contribuem para a prestação do serviço à comunidade.

Serviço funciona desde 2010 em Canoas

O sistema de motolâncias está presente em Canoas desde 2010. Com a incorporação das três novas motocicletas, o município renova parte da estrutura utilizada pelas equipes de atendimento pré-hospitalar.

A iniciativa busca ampliar a capacidade de resposta do SAMU, especialmente em situações nas quais o tempo de chegada dos socorristas pode ser decisivo para o atendimento e a preservação da vida.

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Saúde

Dia Mundial do AVC: saiba identificar os sinais de alerta e quando buscar ajuda imediata

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Nesta quinta-feira, 29, é celebrado o Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC), data que chama a atenção para a importância de reconhecer os sintomas e buscar atendimento médico imediato. A rapidez no diagnóstico e no tratamento é fundamental para reduzir o risco de sequelas permanentes e mortes.

Entre os principais sinais de AVC estão alterações na fala, perda de força ou dormência em um dos lados do corpo e assimetria no rosto. Tontura súbita, perda de equilíbrio, alterações visuais e dificuldade para caminhar também podem indicar a ocorrência da doença.

No Rio Grande do Sul, foram registradas 7.306 mortes por AVC em 2024, segundo dados preliminares do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, divulgados em outubro de 2025.

Para a neurologista Tiemi Thais Tomonaga, o diagnóstico tardio pode comprometer as possibilidades de tratamento. “O diagnóstico tardio pode reduzir as possibilidades de tratamento adequado e aumentar o risco de sequelas permanentes, como alterações motoras, visuais e de equilíbrio, incapacidade funcional e até morte”, afirma.

Em Santa Catarina, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizou 2.404 atendimentos por AVC entre janeiro e setembro de 2025, conforme balanço divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde. Nas Unidades de Suporte Avançado, a doença representou 24,5% dos atendimentos por causas neurológicas no período.

Já no Paraná, um levantamento com dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), do Ministério da Saúde, contabilizou 15.478 internações por AVC em 2024.

Sintomas exigem atenção imediata

Segundo Tiemi, os sintomas mais comuns incluem perda de força ou dormência de um lado do corpo, assimetria no rosto e alterações na fala, como dificuldade para pronunciar palavras ou nomear objetos. Mesmo quando os sinais são discretos ou desaparecem espontaneamente, é necessário procurar avaliação médica.

A neurologista alerta que nem todos os casos apresentam os sintomas mais conhecidos. Tontura súbita, perda de equilíbrio, alterações visuais e dificuldade para caminhar também podem indicar um AVC.

“Esses sintomas podem ser confundidos com labirintite, cansaço ou problemas musculares, atrasando o diagnóstico. O principal sinal de alerta é o início súbito de um sintoma neurológico novo, mesmo que seja discreto ou desapareça espontaneamente”, destaca.

Frio pode aumentar os riscos

As baixas temperaturas também são um ponto de atenção, especialmente na Região Sul. De acordo com a especialista, estudos internacionais sugerem uma associação entre temperaturas extremas e o aumento da ocorrência e da mortalidade por AVC, principalmente em pessoas acima de 65 anos.

No AVC isquêmico, causado pela obstrução de um vaso sanguíneo, a associação com o frio aparece de forma mais consistente. A relação ainda não está totalmente esclarecida, mas pode envolver a contração dos vasos e a elevação da pressão arterial.

“Este risco é, portanto, mais relevante em pessoas com hipertensão, diabetes, arritmia cardíaca, tabagismo ou doença vascular prévia”, explica.

Prevenção começa antes da terceira idade

A prevenção deve fazer parte da rotina em todas as estações do ano. Entre os principais fatores de risco estão hipertensão, diabetes, tabagismo, sobrepeso, obesidade e sedentarismo.

A prática de atividades físicas, evitar o cigarro e o consumo de álcool e manter acompanhamento médico para identificar e tratar doenças crônicas estão entre as medidas recomendadas pela neurologista, inclusive para pessoas mais jovens.

O que fazer diante de uma suspeita de AVC

Ao identificar possíveis sinais de AVC, a orientação é ligar imediatamente para o Samu, pelo telefone 192, e informar os sintomas observados.

A neurologista recomenda anotar o horário em que as manifestações começaram. Caso a pessoa acorde com alterações, é importante registrar quando foi vista bem pela última vez. Enquanto aguarda a equipe de emergência, não se deve oferecer alimentos, líquidos ou medicamentos por conta própria.

“Na neurologia, existe uma premissa fundamental: ‘tempo é cérebro’”, ressalta a médica.

No AVC isquêmico, a interrupção da circulação compromete o fornecimento de oxigênio e nutrientes ao tecido cerebral.

“Quanto mais tempo o cérebro permanece sem circulação adequada, maior pode ser a área em sofrimento e maiores as chances de sequelas permanentes”, conclui.

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Saúde

Unidade de Saúde Santo Operário fecha a partir desta quinta-feira em Canoas; veja onde buscar atendimento

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A Unidade de Saúde Santo Operário, localizada no bairro Harmonia, em Canoas, ficará temporariamente fechada a partir desta quinta-feira, 29, para a realização de obras no prédio. O atendimento será suspenso durante todo o período de execução dos serviços.

Durante o fechamento, os moradores poderão procurar atendimento nas unidades de saúde Natal, Cerne, Harmonia, Mathias Velho e União.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, os usuários serão acolhidos nessas unidades conforme a organização dos serviços. A pasta informa que as equipes seguem trabalhando para reduzir os transtornos à população e manter a continuidade da assistência durante as obras.

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