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05/05/2026
 

Saúde

Vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes de dez a 14 anos é estendida a todos os municípios do RS

Redação

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Vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes de dez a 14 anos é estendida a todos os municípios do RS

O governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), informou que a vacinação contra a dengue passa a ser ofertada, a partir deste mês, em todos os municípios do Rio Grande do Sul. A ampliação dos locais de abrangência segue decisão do Ministério da Saúde, publicada recentemente, e mantém como público-alvo as crianças e os adolescentes de dez anos a 14 anos, que devem receber duas doses do imunizante com intervalo de três meses entre elas.

Até então, a estratégia de vacinação estava restrita a regiões específicas, as quais, no Estado, abrangiam 145 municípios definidos com base no histórico de casos. Com a nova medida, a imunização passa a alcançar todo o território gaúcho, beneficiando cerca de 630 mil crianças e adolescentes que se encontram na faixa etária elegível.

A SES orienta que a população acompanhe as informações divulgadas pelas prefeituras e reforça que a vacinação, aliada às ações de combate ao mosquito transmissor, é fundamental para a prevenção da dengue.

Distribuição das doses

Nesta primeira semana de fevereiro, os municípios começarão a ser abastecidos com as vacinas por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs). Ao todo, 61 mil doses disponíveis em estoque na SES serão distribuídas inicialmente.

Os locais e as datas em que as doses estarão disponíveis à população serão definidos por cada prefeitura assim que os municípios receberem seu respectivo quantitativo de vacinas. Novas remessas serão realizadas para os municípios de forma gradual, conforme a disponibilidade de lotes encaminhados pelo Ministério da Saúde.

Esquema vacinal

  • Público-alvo: crianças e adolescentes de dez anos a 14 anos
  • Esquema: duas doses
  • Intervalo: três meses entre a primeira e a segunda doses

Vacinação contra a dengue no RS

A estratégia nacional de vacinação contra a dengue foi lançada em maio de 2024. Desde então, o Rio Grande do Sul recebeu aproximadamente 262 mil doses do imunizante.

Em um primeiro momento, a vacinação foi direcionada a seis municípios da Região Metropolitana, incluindo Porto Alegre, os quais foram selecionados com base no número de casos registrados ao longo dos últimos dez anos. Com o aumento da oferta de vacinas no país, o número de municípios contemplados foi sendo ampliado gradualmente, até alcançar os 145 municípios que integravam a estratégia.

Números da campanha

De acordo com os dados mais recentes, referentes a dezembro de 2025, cerca de 168 mil doses já haviam sido aplicadas nos municípios que participavam da estratégia. Desse total, 120 mil correspondem à primeira dose; e 48 mil, à segunda. Os números reforçam a importância de que crianças e adolescentes que iniciaram a vacinação retornem para receber a segunda dose, etapa fundamental para garantir a proteção adequada e duradoura contra a dengue.

A aplicação incompleta do esquema pode reduzir a eficácia da vacina, enquanto a conclusão das duas doses fortalece a resposta do organismo, diminuindo o risco de formas graves da doença e contribuindo para a redução da circulação do vírus no Estado.

Dengue recorde no RS

Em 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou o pior cenário da dengue em sua série histórica, com 209 mil casos confirmados e 281 óbitos. No último ano, houve redução da circulação do vírus no Estado, com o registro de 44.029 casos e 52 mortes. Entre esses casos, 2.556 ocorreram em crianças e adolescentes de dez anos a 14 anos, faixa etária contemplada pela estratégia de vacinação. Nesse grupo, não houve registro de óbitos ao longo de 2025.

Já em 2024, três crianças e adolescentes entre dez anos dez anos a 14 anos evoluíram para óbito em decorrência da dengue, reforçando a relevância da estratégia de vacinação associada às demais ações de prevenção e vigilância em saúde.

As mortes por dengue em 2025 concentraram-se principalmente na população com 60 anos ou mais – grupo para o qual ainda não há vacina disponível –, totalizando 38 óbitos, o equivalente a 73% do total registrado no ano.

Em 2026, até o momento, o Estado contabiliza 60 casos confirmados de dengue, sendo oito deles em crianças e adolescentes entre dez anos e 14 anos, sem registro de óbitos. Mesmo com o cenário atual de menor número de casos, as autoridades de saúde mantêm o alerta para a importância da prevenção.

A eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti continua sendo a principal forma de combate à dengue, à chikungunya e ao zika vírus. A vacinação integra esse conjunto de estratégias, somando-se às ações de controle do vetor, ao uso de inseticidas e à incorporação de novas tecnologias, com o objetivo de reduzir a transmissão e proteger a população, especialmente os grupos mais vulneráveis.

Futura ampliação da estratégia

Atualmente, a vacina utilizada na estratégia de imunização contra a dengue no país é a Qdenga, produzida pela farmacêutica japonesa Takeda Pharma. Para os próximos meses, está prevista a ampliação da oferta de vacinas, com a incorporação de um novo imunizante 100% nacional, desenvolvido pelo Instituto Butantan. Denominada Butantan-DV, a nova vacina apresenta um diferencial em relação ao esquema atual por ser de dose única, sendo a primeira com essa tecnologia no mundo, o que facilita a adesão a campanhas de imunização.

A Butantan-DV começou a ser utilizada em janeiro deste ano em municípios-piloto de três Estados – Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) –, com a vacinação de pessoas entre 15 e 59 anos. A iniciativa tem como objetivo avaliar o impacto da vacinação na dinâmica de transmissão da dengue e reunir evidências científicas que subsidiem a futura implementação da estratégia em todo o país.

A vacinação do público geral deverá ser implementada de forma gradual, conforme a disponibilidade de doses produzidas. A expansão está prevista para iniciar pela população de 59 anos, avançando progressivamente até alcançar o público a partir de 15 anos.

Saúde

Organização Mundial da Saúde investiga possível surto de hantavírus em cruzeiro com três mortes

Redação

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que está investigando um possível surto de hantavírus a bordo de um cruzeiro no Oceano Atlântico, após a morte de três pessoas.

Segundo a entidade, seis passageiros apresentaram sintomas da infecção durante a viagem. Até o momento, apenas um caso foi confirmado em laboratório, enquanto os outros cinco seguem como suspeitos. Entre os infectados, três morreram e uma pessoa permanece internada em estado grave, em uma unidade de terapia intensiva na África do Sul.

Em comunicado divulgado no domingo, 3, a OMS, vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou que o caso ainda está sob análise e que as investigações seguem para identificar a origem das infecções.

O que é o hantavírus

O hantavírus é uma infecção transmitida principalmente por roedores silvestres. A contaminação ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de poeira com urina, fezes ou saliva desses animais. Também pode acontecer pelo contato direto com mucosas ou por mordidas.

Em casos mais graves, a doença pode evoluir para a síndrome pulmonar por hantavírus, que compromete o sistema respiratório e pode ser fatal.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), os sintomas podem aparecer até oito semanas após a exposição e incluem febre, dores musculares e fadiga.

Autoridades de saúde destacam ainda que fatores como desmatamento, expansão urbana e aumento da população de roedores podem contribuir para o surgimento de novos casos da doença.

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Saúde

Anvisa proíbe repelentes e protetores solares da Henlau Química por irregularidades na fabricação

Redação

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na quarta-feira, 29, a proibição da fabricação, distribuição, venda, divulgação e uso de repelentes e protetores solares produzidos pela Henlau Química. A decisão foi tomada após a identificação de que os produtos estavam sendo fabricados com fórmula diferente da autorizada.

Devem ser recolhidos do mercado os seguintes itens:

Repelente Gel Baby Amorável

Sunlau FPS 30 – loção de proteção solar UVA/UVB com vitamina E

Protetor Solar FPS 30 Wurth

Sunlau Spray repelente Deet

Needs Repelente de Insetos com Icaridina Spray Kids

Needs Repelente de Insetos com Icaridina Gel Kids

Consumidores que possuam algum desses produtos devem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) indicado nos rótulos.

A medida foi oficializada por meio da Resolução RE nº 1.743/2026, publicada no Diário Oficial da União, que também determinou o recolhimento e proibiu a fabricação, comercialização e uso de todos os cosméticos produzidos pela empresa.

De acordo com a Anvisa, uma inspeção realizada entre os dias 14 e 17 de abril constatou o descumprimento das normas previstas na RDC nº 48/2013, que estabelece as boas práticas de fabricação para produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes.

Durante a fiscalização, também foram identificadas falhas na produção de saneantes, em desacordo com a RDC nº 47/2013, que trata das boas práticas para esse tipo de produto. Diante das irregularidades, a agência determinou ainda a suspensão da fabricação desses itens.

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Saúde

UTI neonatal do Hospital Fêmina retoma atendimentos após surto de superbactéria em Porto Alegre

Redação

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A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do Hospital Fêmina, em Porto Alegre, retomou o atendimento a pacientes após ficar mais de dez dias fechada.

A interrupção ocorreu devido ao controle de um surto causado por uma superbactéria. Durante o período, foram adotadas medidas de contenção e desinfecção no setor. Com a normalização do ambiente, a unidade voltou a operar regularmente.

Relembre o caso

Um recém-nascido extremamente prematuro, com 26 semanas de gestação, morreu após testar positivo para a bactéria na UTI Neonatal do hospital.

O microrganismo, classificado como pan-resistente, foi identificado no dia 16. Ao todo, 34 pacientes estavam internados na unidade no momento do surto. Quatro bebês testaram positivo, incluindo o recém-nascido que morreu. Os outros três permanecem em estado estável, isolados e sob acompanhamento exclusivo.

Diante da situação, o hospital suspendeu novas internações e passou a encaminhar gestantes de alto risco para outras maternidades da Capital.

Segundo o Grupo Hospitalar Conceição, responsável pela unidade, os órgãos de saúde foram notificados e as equipes seguem atuando para evitar novos casos. A Secretaria Municipal e a Secretaria Estadual de Saúde também acompanham a situação e auxiliam no redirecionamento de pacientes.

Superbactéria

Acinetobacter baumannii é um patógeno associado a infecções hospitalares, com maior risco em pacientes internados por longos períodos e com o sistema imunológico fragilizado. A bactéria também apresenta resistência a antibióticos de última linha, como os carbapenêmicos, o que dificulta o tratamento e aumenta o risco de complicações.

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