Conecte-se conosco

header-top







 

14/05/2026
 

Política

Presidente Lula lança Novo Desenrola Brasil com renegociação de dívidas e uso do FGTS

Redação

Publicado

em

Crédito: Reprodução/ Gov BR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta segunda-feira, 4, o Novo Desenrola Brasil, programa do governo federal que reúne medidas para facilitar a renegociação de dívidas de pessoas físicas, estudantes, empresas e produtores rurais.

A iniciativa, anunciada previamente pelo presidente, passa a funcionar oficialmente em quatro frentes: Desenrola Famílias, Desenrola Fies, Desenrola Empresas e Desenrola Rural.

O público-alvo principal são brasileiros que ganham até cinco salários mínimos, cerca de R$ 8.105, 00.

Durante a assinatura da medida provisória, Lula comentou o objetivo do programa e o impacto do endividamento na população.

Uso do FGTS para pagamento de dívidas

Uma das principais novidades é a possibilidade de usar até 20% do saldo do FGTS para amortizar dívidas. O valor não será sacado pelo trabalhador, sendo transferido diretamente pela Caixa Econômica Federal ao banco credor. A medida também prevê a restrição de acesso a sites de apostas por um período de um ano.

Desenrola Famílias

O programa permite a renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito direto ao consumidor e Fies.

Os débitos precisam ter sido contratados até 31 de janeiro de 2026 e estar atrasados entre 90 dias e dois anos.

Os juros da renegociação terão teto de 1,99% ao mês.

O valor máximo da dívida renegociada será de até R$ 15 mil por pessoa por instituição financeira.

A redução da dívida pode variar entre 30% e 90%, conforme o acordo.

O pagamento poderá ser parcelado em até 48 meses.

A primeira parcela deve ser paga em até 35 dias após a renegociação, e o prazo de adesão ao programa será de 90 dias.

Desenrola Fies

No caso do Fies, estudantes terão 12% de desconto sobre o valor principal da dívida, além de isenção de juros e multas para pagamento à vista.

Também será possível parcelar o saldo em até 150 vezes.

Desenrola Empresas

Para microempresas com faturamento anual de até R$ 360 mil, as mudanças incluem:

Carência ampliada de 12 para 24 meses

Prazo de pagamento ampliado de 72 para 96 meses

Tolerância de atraso para novos créditos de 14 para 90 dias

Aumento do limite de crédito de 30% do faturamento (teto de R$ 150 mil) para 50% (teto de R$ 180 mil)

Para micro e pequenas empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões:

Carência de 12 para 24 meses

Prazo máximo de operação de 72 para 96 meses

Tolerância de atraso ampliada de 14 para 90 dias

Aumento do crédito disponível de R$ 250 mil para R$ 500 mil

Desenrola Rural

O programa também amplia o prazo do Desenrola Rural, permitindo que agricultores familiares de baixa renda renegociem e quitem dívidas antigas, com condições facilitadas para regularização financeira.

O governo federal afirma que o programa busca reduzir a inadimplência, facilitar o acesso ao crédito e oferecer fôlego financeiro para famílias, estudantes, empresas e produtores rurais em todo o país.

Política

Lei sancionada por Lula aumenta penas para furto, roubo e golpes virtuais no Brasil

Redação

Publicado

em

Leonardo Sá/Agência Senado Fonte: Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou com vetos a lei que aumenta as penas para crimes como furto, roubo, estelionato, receptação e latrocínio. A nova legislação também inclui mudanças em crimes virtuais, como golpes pela internet, fraudes bancárias e furtos de celular e de animais domésticos.

A Lei 15.397, de 2026, foi publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira, 4, e tem origem em projeto do deputado Kim Kataguiri. O texto passou pelo Senado em março e voltou à Câmara antes da sanção presidencial.

Furto

A pena geral para furto sobe de um a quatro anos para um a seis anos de prisão. Se o crime ocorrer durante a noite, a punição pode aumentar pela metade.

A nova lei também aumenta as penas para furtos considerados mais graves, como:

  • furto de celulares, computadores, notebooks e tablets;
  • veículos levados para outro estado ou para o exterior;
  • armas de fogo;
  • explosivos;
  • animais de produção e animais domésticos;
  • fios, cabos e equipamentos de energia, telefonia e internet.
  • Nesses casos, a pena pode chegar a dez anos de prisão.

Também houve aumento na punição para golpes virtuais realizados por meio de fraude eletrônica. A pena passa de quatro a oito anos para quatro a dez anos de prisão.

Roubo

A pena base para roubo aumenta de quatro a dez anos para seis a dez anos de prisão.

Quando o crime envolver celulares, computadores, tablets ou arma de fogo, a pena pode ser ampliada.

No caso do latrocínio, que é o roubo seguido de morte da vítima, a pena sobe de 20 a 30 anos para 24 a 30 anos de prisão.

Receptação

A receptação acontece quando uma pessoa compra, vende ou recebe um produto de origem criminosa, como objetos roubados.

Com a nova lei, a pena sobe de um a quatro anos para dois a seis anos de prisão.

Quando envolver animais de produção, carne ou animais domésticos, a punição pode chegar a oito anos.

Fios de telefone e telecomunicações

A lei também aumenta as penas para crimes que interrompam serviços de telefonia, internet e telecomunicações.

A punição passa de detenção de um a três anos para reclusão de dois a quatro anos.

Se o crime ocorrer durante calamidade pública ou envolver destruição de equipamentos de telecomunicação, a pena poderá ser dobrada.

Estelionato e golpes digitais

No crime de estelionato, a nova lei cria a tipificação da chamada “conta laranja”, usada quando uma pessoa empresta a própria conta bancária para movimentação de dinheiro de origem criminosa.

Também passa a existir o crime específico de estelionato por fraude eletrônica, incluindo golpes com clonagem de celulares, computadores e outros dispositivos.

Nestes casos, a pena pode variar de quatro a oito anos de prisão.

Outra mudança permite que o Ministério Público inicie ação penal por estelionato sem depender de autorização da vítima.

Veto presidencial

O presidente Lula vetou o trecho que aumentava a pena para roubo com violência e lesão grave.

Segundo a justificativa do governo, a proposta faria com que a pena mínima desse crime fosse maior do que a prevista para homicídio qualificado.

O veto ainda será analisado pelo Congresso Nacional, que poderá manter ou derrubar a decisão presidencial.

Continuar a ler

Política

Câmara de Vereadores de Canoas instaura CPI para investigar os serviços da Corsan/Aegea

Redação

Publicado

em

Câmara de Vereadores de Canoas instaura CPI para investigar atuação da CorsanAegea

A Câmara Municipal de Canoas instaurou, durante a sessão ordinária desta terça-feira, 5, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os serviços da Corsan, atualmente sob gestão da Aegea no município.

A criação da comissão ocorre a partir de requerimento protocolado por 18 vereadores, número superior ao mínimo exigido pela Lei Orgânica Municipal. A CPI tem como objetivo apurar denúncias recorrentes apresentadas por moradores, envolvendo cobranças nas contas de água, falhas operacionais e a qualidade dos serviços prestados.

Entre os pontos que serão investigados estão a existência de cobranças consideradas abusivas, erros na leitura de hidrômetros, deficiências no atendimento ao público e a execução de obras nas vias da cidade. Conforme o documento, há registros de intervenções com problemas de qualidade, gerando impactos na mobilidade urbana e na segurança.

A comissão será composta por cinco vereadores, respeitando a proporcionalidade partidária, e terá prazo inicial de 90 dias para a conclusão dos trabalhos, podendo ser prorrogado por igual período. Ao final, o relatório poderá indicar responsabilidades e encaminhamentos a órgãos como Ministério Público, Procon e Tribunal de Contas.

A presidência da CPI ficará sob responsabilidade do vereador Eric Douglas (UNIÃO), enquanto a relatoria será conduzida pelo vereador Juares Hoy (Progressistas).

Para o presidente da CPI, vereador Eric Douglas, a instauração da comissão ocorre após um período de tentativas de diálogo sem retorno efetivo por parte da concessionária.

“A gente vem dialogando há praticamente um ano e não tivemos respostas concretas para a sociedade. São diversos relatos de problemas, como contas irregulares, falhas na medição e obras que deixam a cidade em condições precárias. A CPI surge a partir da união dos vereadores para investigar com seriedade e aprofundar o que está acontecendo”, afirmou.

Assinam o requerimento os vereadores Cris Moraes, Abmael de Oliveira, Eric Douglas, Leandro Moreira, Alexandre Gonçalves, José Carlos Patrício, Juares Hoy, Jonas Dalagna, Larissa Rodrigues, Heider Couto, Dario da Silveira, Aloísio Bamberg, Alexandre Duarte, Daurinei Alt, Eracildo Linck, Jozir Bernardes Prestes, Neuza Rufatto e Rodrigo D’Avila.

A CPI inicia seus trabalhos nos próximos dias, conforme definição de cronograma pela comissão.

Continuar a ler

Política

Vereador propõe desconto no IPTU para imóveis com câmeras voltadas a espaços públicos em Canoas

Redação

Publicado

em

Vereador propõe desconto no IPTU para imóveis com câmeras voltadas a espaços públicos em Canoas

O vereador Rodrigo D’Avila Lopes (Novo) protocolou, na segunda-feira, 4, o Projeto de Lei nº 48/2026 na Câmara Municipal de Canoas. A proposta prevê a concessão de redução de até 3% no Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) para proprietários de imóveis residenciais ou comerciais que instalarem e mantiverem câmeras de videomonitoramento de alta resolução direcionadas a vias e espaços públicos.

De acordo com o texto, o objetivo é ampliar a cobertura de monitoramento urbano no município sem custos diretos para os cofres públicos, por meio do estímulo a investimentos privados com potencial de uso coletivo.

O benefício dependerá de solicitação do contribuinte e da comprovação de que os equipamentos atendem a requisitos técnicos, que deverão ser definidos posteriormente pelo Poder Executivo Municipal. A regulamentação também deverá estabelecer um limite anual de renúncia fiscal, em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O projeto ainda passará pela análise das comissões temáticas da Câmara antes de ser encaminhado para votação em plenário.

Continuar a ler
publicidade
festivalSicrediGraduação Lasalle

Destaques