Saúde
Prefeitura informa que “sistema de saúde está perto do seu limite” por conta do coronavírus

O prefeito Luiz Carlos Busato, informou no final da noite deste domingo, 28, que o sistema de saúde de Canoas está perto do seu limite, “mesmo com todas as medidas para ampliação de leitos e abertura de hospitais de campanha”.
“Informo que acabei de comunicar ao Governo do Estado e aos prefeitos da região 8 que o sistema de saúde de Canoas está entrando em seu limite, mesmo com todas as medidas para ampliação de leitos e abertura de hospitais de campanha. A proximidade desse limite se deve ao fato de que, nas últimas 72 horas, o número de internados com suspeita e confirmação de coronavírus mais que dobrou.”, disse o prefeito.
“Canoas atende 5 mil pessoas por dia – além dos canoenses, gaúchos de mais de 150 municípios. Com todos, tenho a responsabilidade de ser realista e transparente. A previsão de uma situação ainda mais aguda, infelizmente, está se confirmando. A expansão da pandemia é muito grave”, declarou pelas redes.
Segundo o último balanço, a cidade tem 78 leitos de UTI ocupados, de 88 possíveis – uma taxa de 88,6%. No HU, hospital onde se concentra os pacientes infectados, 35 leitos estão ocupados, de 40 possíveis- uma taxa de 87 %. Busato afirmou que mais 10 leitos serão liberados no Hospital Universitário, mas mesmo isso pode não ser suficiente para evitar o aumento da ocupação.
Saúde
Campanha de vacinação contra HPV para jovens de 15 a 19 anos encerra na próxima terça-feira no RS

A poucos dias do fim da campanha extraordinária de vacinação contra o HPV no Rio Grande do Sul, 5.842 adolescentes entre 15 e 19 anos ainda não foram imunizados. O número representa 27,72% de um total de 21.161 jovens aptos a receber a dose no Estado, segundo estimativa do Ministério da Saúde.
A mobilização tem como objetivo resgatar adolescentes que não receberam a vacina na idade recomendada, entre 9 e 14 anos. De acordo com o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), até o último domingo, 21, 15.319 jovens já haviam sido vacinados. O prazo para procurar uma unidade de saúde segue até a próxima terça-feira, 30.
Segundo a chefe substituta da Seção de Imunizações do CEVS, Isabela Castro, a resistência de pais e responsáveis ainda é um dos principais fatores que impactam a adesão.
Ela explica que parte das famílias associa a vacina ao início da vida sexual, o que não corresponde à finalidade da imunização.
“Queremos garantir a proteção desse público, pensando em uma vacina que consegue prevenir alguns tipos de câncer, que é uma doença que pode levar a óbito”, disse.
O HPV é uma infecção sexualmente transmissível e está relacionado à maioria dos casos de câncer do colo do útero, além de outros tipos como câncer de ânus, pênis, boca e orofaringe.
A vacinação de rotina para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos segue disponível durante todo o ano na rede pública. Em 2025, a cobertura no Estado chegou a 90,67% entre meninas e 79,1% entre meninos.
Segundo Isabela, os índices mostram avanço, principalmente entre os meninos, mas ainda há espaço para ampliar a adesão.
“Com relação à vacinação dos meninos, a gente ficava ali na casa dos 50 ou 55%. Já no ano passado atingimos 79%, mas a gente precisa continuar, avançar”, afirmou.
Na rede pública, a vacina protege contra quatro tipos do vírus. Na rede privada, o custo pode variar entre R$ 800 e R$ 1 mil por dose em Porto Alegre.
Saúde
Hospital Universitário de Canoas amplia cirurgias eletivas e passa a realizar procedimentos aos sábados

O Hospital Universitário de Canoas (HU) iniciou neste mês uma ampliação na oferta de cirurgias eletivas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de junho, os procedimentos também passaram a ser realizados aos sábados, com o objetivo de aumentar a capacidade de atendimento e reduzir a fila de espera por cirurgias.
A medida foi adotada após a ampliação da estrutura do bloco cirúrgico e o reforço das equipes assistenciais. Até então, as cirurgias eletivas eram concentradas nos dias úteis, enquanto os finais de semana ficavam destinados exclusivamente aos atendimentos de urgência e emergência.
De acordo com a direção do hospital, a nova estratégia busca otimizar a utilização das salas cirúrgicas e acelerar o acesso da população aos procedimentos que aguardam agendamento.
Segundo a superintendente hospitalar da Associação Saúde em Movimento (ASM), responsável pela gestão da unidade, Tatiani Pacheco, a ampliação da estrutura permitiu o aumento da oferta de cirurgias. Ela explica que anteriormente o hospital contava com apenas duas salas cirúrgicas em funcionamento, o que fazia com que os procedimentos eletivos fossem frequentemente impactados pela necessidade de priorizar casos de urgência.
“Hoje contamos com uma estrutura ampliada e equipes contratadas e capacitadas, o que nos permite aumentar a oferta de cirurgias e avançar na redução das filas”, afirmou.
Neste primeiro momento, a iniciativa está em fase de testes e prioriza procedimentos de cirurgia geral, especialidade que apresenta demanda reprimida significativa.
O diretor técnico do Hospital Universitário, Fernando Farias, informou que a etapa inicial tem como foco a avaliação dos fluxos de trabalho e da integração entre as equipes. Segundo ele, o objetivo é garantir segurança e qualidade assistencial durante a expansão do serviço.
“Estamos avaliando fluxos, processos e a integração das equipes para assegurar que toda a assistência seja realizada com excelência. Essa etapa é fundamental para que possamos consolidar o funcionamento dos sábados de forma permanente”, destacou.
A ampliação das atividades aos sábados faz parte de um projeto mais amplo de expansão da capacidade cirúrgica do hospital. A previsão é que, após a consolidação da nova rotina, os testes sejam estendidos para os domingos e, futuramente, para o período noturno.
A proposta segue modelos já adotados por hospitais públicos de grande porte e busca ampliar o número de procedimentos realizados sem a necessidade de novas estruturas físicas, utilizando de forma mais intensa os espaços e equipes já disponíveis na instituição.
Saúde
Anvisa suspende lotes de creatina e outros suplementos por irregularidades sanitárias

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da comercialização, distribuição e uso de 11 lotes de suplementos alimentares da empresa IDNLabs. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira, 19, após a empresa comunicar voluntariamente à agência o recolhimento dos produtos.
Entre os itens suspensos estão suplementos de creatina em pó, beta-alanina, BCAA em comprimidos e produtos multivitamínicos e multiminerais. Segundo a Anvisa, a decisão foi tomada após a identificação de uma série de irregularidades relacionadas aos requisitos sanitários.
De acordo com o órgão regulador, foram constatados problemas como descumprimento de normas sanitárias, irregularidades na identificação dos produtos, ausência de advertências obrigatórias nos rótulos, dificuldade de visualização das informações e uso de alegações não autorizadas.
A Anvisa também informou que análises de estabilidade apresentaram resultados abaixo dos limites mínimos ou das especificações declaradas pela empresa. Além disso, a agência apontou que a recomendação de uso da beta-alanina divulgada pela fabricante estaria em desacordo com os limites e condições autorizados.
Os lotes suspensos são:
Suplemento alimentar de creatina em pó — lote 0147.05.2025;
Suplemento alimentar de creatina em pó — lote 0285.05.2025;
Suplemento alimentar de multivitamínicos e multiminerais em comprimidos revestidos — lote 005.01.2026;
Suplemento alimentar em pó beta-alanina — lote 0267.08.2025;
Suplemento alimentar em comprimidos BCAA 2-1-1 — lote 003.01.2025;
Suplemento alimentar de creatina em pó — lote 0148.05.2025;
Suplemento alimentar de multivitamínicos e multiminerais em comprimidos revestidos — lote 0211.07.2025;
Suplemento alimentar em pó beta-alanina — lote 079.02.2025;
Suplemento alimentar em pó beta-alanina — lote 0149.05.2025;
Suplemento alimentar em comprimidos BCAA 2-1-1 — lote 044.01.2025;
Suplemento alimentar em comprimidos BCAA 2-1-1 — lote 004.01.2025.
A agência informou que as medidas foram baseadas em infrações à legislação brasileira de alimentos, incluindo a Lei nº 9.986/1969, além de resoluções da própria Anvisa relacionadas à rotulagem de alimentos embalados e aos requisitos sanitários para suplementos alimentares.

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