Olegar Lopes: “O clarim silenciou”


Olegar Lopes – Agenda Tradicionalista

O clarim silenciou

Certamente se ele fosse um boiadeiro sertanejo tocaria o berrante para despertar sua comitiva. Como ele era um tradicionalista que procedeu da caserna, para despertar seus companheiros de causa, Benjamin Feltrin Netto tocava o clarim – instrumento que tocava todas as manhãs nos quartéis por onde prestou serviço, no Exército Brasileiro. Conheci o seu Feltrin numa Convenção do MTG quando, pela manhã enquanto a maioria ainda dormia – eu já havia acordado – ouvi o toque de clarim. Era o seu Feltrin com seu clarim acordando os companheiros, o que ele fazia sempre que estava em congressos e convenções do MTG. Domingo, dia 10 de maio, o Clarim silenciou.

Presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho por duas gestões, janeiro a dezembro de 1994 e janeiro a dezembro de 1995, Benjamim Feltrin Netto iniciou sua vida tradicionalista em Santo Ângelo, no CTG Os Legalistas. Faleceu domingo, dia 10 de maio, em Santa Maria onde residia, com 83 anos. Deixou a esposa Neli e os filhos Rose Mari, Francisco e Ana Cláudia.

Presidente Feltrin com Gerciliano, Carmo e Olegar no DTG Morada de Guapos, dia 22 de dezembro de 1994.

13 de maio de 1888

Data da abolição dos escravos: abolição que, por trás, escondeu interesses republicanos. Os republicanos se engajaram na luta abolicionista porque a escravidão era um sistema de mão de obra que mantinha a economia da monarquia.  Derrubando a escravidão, ficaria mais fácil para os republicanos atingirem seu objetivo: a Proclamação da República. Pois o Império já estava enfraquecido pela doença do Imperador e pela corrupção desenfreada dos ministros. Tanto é verdade que após 13 de maio de 1888, “José do Patrocínio iniciou campanha para que as terras improdutivas dos cafeicultores da Baixada Fluminense fossem entregues aos negros libertos, como indenização, o que fez que conservadores e militares retirassem o apoio à monarquia.”

Como sabemos um ano e sete meses após a República era proclamada.

Fonte: 1893-95 A Revolução dos Maragatos, por Moacyr Flores.

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