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05/02/2026
 

Cultura

CARNAVAL RIO: Viradouro e Portela se destacam na segunda noite do grupo especial

Redação

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em

Viradouro - Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

Por Daniela Uequed e Douglas Angeli

A Unidos do Viradouro fechou o grupo especial do carnaval carioca com um enredo primoroso e original sobre o culto feminino de Dangbé, o vodun serpente e arco-íris difundido em Daomé e trazido para o Brasil. Como não podia deixar de ser, o desfile, concebido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon, foi marcado por fortes coreografias e visual bastante colorido, complementado pelo azul e rosa do amanhecer de terça-feira.

Os pontos altos da apresentação da Viradouro foram a comissão de frente, com a serpente, o casal de mestre-sala de porta-bandeira, Rute Alves e Julinho Nascimento, a bateria do mestre Ciça e o conjunto de alegorias e fantasias desenvolvendo densamente o enredo. Vice-campeã no ano passado, a escola de Niterói é forte candidata ao seu terceiro título na apuração desta quarta-feira.

A Portela apresentou ao público e aos jurados sua nova proposta estética sob a criação dos carnavalescos André Rodrigues e Antônio Gonzaga, com o enredo Um defeito de cor, baseado no livro de Ana Maria Gonçalves, que desfilou no primeiro tripé juntamente com o ministro dos Direitos Humanos Sílvio Almeida.

A comissão de frente, com bela encenação, promoveu o reencontro fictício entre Luiza Mahin e Luís Gama, mãe e filho, e a primeira alegoria representou o Benin tendo a águia, símbolo da escola, em visual diferente, com estampas e galhos retorcidos. A melhor alegoria da escola, entretanto, sofreu uma pequena avaria na parte traseira, com um dos pisos inclinando.

Estandarte de Ouro

Na manhã de terça a Portela foi agraciada com o tradicional prêmio Estandarte de Ouro, do jornal O Globo, como melhor escola e melhor enredo, mas no desfile houve erros de evolução que devem tirar a escola da briga pelo título.

A primeira escola a desfilar foi a Mocidade Independente de Padre Miguel, com o enredo sobre o caju e samba cujo refrão foi cantado com empolgação pelo público. A concepção e o desenvolvimento do enredo, entretanto, deixou a desejar, faltando densidade narrativa e apresentando soluções simplórias nas alegorias e fantasias.

A comissão de frente chamou a atenção interagindo com uma integrante fantasiada de Carmen Miranda que aparecia na arquibancada do sambódromo, facilitado pelo recurso da nova iluminação, que focava no ponto exato.

Mocidade - Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

Mocidade – Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

Após a Portela, foi a vez da Vila Isabel reeditar seu enredo Gbalá, de 1993, desta vez com o carnavalesco Paulo Barros. Na comissão de frente, Oxalá conduzia as crianças ao templo da criação na esperança de que elas possam salvar o mundo de suas mazelas, como a fome, a poluição e a corrupção, representadas no carro abre-alas. As duas primeiras alegorias tiveram nível superior em um desfile cujo apuro estético foi decaindo, prejudicando o bom desenvolvimento do enredo, distante do estilo consagrado pelo próprio carnavalesco.

Vila Isabel - Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

Vila Isabel – Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

A Estação de Primeira de Mangueira, uma das grandes expectativas do público, trouxe sua homenagem a Alcione. Amigos da cantora participaram do desfile, como Maria Bethânia, presente no pede-passagem da escola. O enredo contou a história de Alcione desde suas origens no Maranhão, chegando ao Rio de Janeiro, à fama e à relação com a escola especialmente pelo papel na escola mirim, a Mangueira do Amanhã.

O conjunto das fantasias e alegorias apresentou desequilíbrio de qualidade entre os setores, com altos e baixos. O samba foi bem cantado pelas alas, na melhor performance do quesito harmonia da noite, com destaque também para a bateria.

Mangueira - Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

Mangueira – Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

Antes da noite culminar com a apresentação da Viradouro, o Paraíso do Tuiuti celebrou a luta de João Cândido, o almirante negro, contra os maus-tratos na Marinha. A segunda alegoria trazia um navio com imagens da escravidão e encenação dos castigos aos quais os marinheiros negros eram submetidos na época da revolta da Chibata, com representação de sangue jorrando que deixou a pista tingida. O nível das alegorias e fantasias, no entanto, foi muito baixo do meio para o fim do desfile, somado a abertura de buraco na segunda cabine de jurados.

Tuiuti - Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

Tuiuti – Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro

A grande campeã do carnaval carioca será conhecida na apuração de quarta-feira a partir das 16h.

Cultura

Semana do Cinema começa nesta quinta-feira, 5, em Canoas com ingressos a R$ 10 e R$ 12

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A 1ª Semana do Cinema de 2026 começa nesta quinta-feira, 5, e segue até o dia 11 de fevereiro, oferecendo ingressos promocionais em Canoas. Até as 17h, as entradas custam R$ 10, e após esse horário passam para R$ 12.

A campanha é válida para salas tradicionais em 2D e 3D e também traz descontos nos combos de pipoca. Ficam de fora da promoção as salas VIP, IMAX, pré-estreias e sessões especiais.

Na cidade, a Semana do Cinema acontece no Cinemark do Canoas Shopping e no UCI do ParkShopping Canoas. Para garantir o valor promocional, a recomendação é comprar os ingressos com antecedência pelos sites ou aplicativos do Cinemark, UCI ou Ingresso.com.

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Cultura

Nova Santa Rita assina contrato para aquisição de van cultural MovCEU

Redação

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Divulgação/PMNSR

A Prefeitura de Nova Santa Rita assinou nesta semana contrato com o Governo Federal para a aquisição do MovCEU, uma van cultural itinerante que será utilizada para a realização de atividades artísticas, ações formativas e acesso à produção audiovisual e literária em diferentes regiões do município. O investimento total é de R$ 610 mil, sendo R$ 485 mil em recursos federais e R$ 125 mil de contrapartida da prefeitura.

O MovCEU faz parte de uma política pública do Ministério da Cultura voltada à ampliação do acesso à cultura por meio de um equipamento móvel. A iniciativa é direcionada, principalmente, a municípios, áreas rurais, comunidades periféricas e locais com menor oferta de espaços culturais fixos.

A van conta com estrutura para funcionamento como centro cultural itinerante. Entre os equipamentos disponíveis estão biblioteca com acervo de livros, espaço para oficinas e ações formativas, estúdio para produção e edição audiovisual, óculos de realidade virtual, projetor, telão, palco montável, computadores, câmeras, equipamentos de som e suporte técnico.

Divulgação/PMNSR

De acordo com a proposta, o MovCEU deve circular por bairros e comunidades de Nova Santa Rita, com a realização de sessões de cinema ao ar livre, oficinas, apresentações culturais, atividades educativas e ações voltadas a artistas locais.

Durante a assinatura do contrato, o prefeito Rodrigo Battistella afirmou que o objetivo é ampliar o acesso da população a atividades culturais em diferentes pontos da cidade.

A representante do Ministério da Cultura, Patrícia Afonso, destacou que o programa busca levar equipamentos culturais a locais onde não há estruturas fixas disponíveis.

Já o secretário municipal de Cultura e Turismo, Vagner Silva, afirmou que o projeto será utilizado para ampliar as ações culturais no município e incentivar a participação da comunidade.

A previsão é que a van cultural chegue a Nova Santa Rita até o mês de abril. Após a entrega, o equipamento passará a integrar a programação cultural do município, com ações organizadas pela Secretaria de Cultura e Turismo.

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Cultura

Casa de Artes Villa Mimosa abre calendário de exposições de 2026 com mostra de Alice Rossoni

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Foto: Bru Ourique

A Casa de Artes Villa Mimosa iniciou o calendário de exposições de 2026 com a mostra da artista Alice Rossoni. A exposição reúne obras produzidas pela artista de 17 anos e permanece aberta à visitação por 30 dias no espaço cultural.

A Villa Mimosa mantém programação ao longo de todo o ano e recebe exposições de artistas interessados em apresentar seus trabalhos ao público. O local é voltado à difusão cultural e ao incentivo às artes visuais.

Segundo Alice Rossoni, o projeto começou no fim de 2024, a partir da produção de pinturas com peixes e de pesquisas sobre o peixe beta, espécie comum em aquários.

“A ideia de fazer essa exposição surgiu no fim de 2024, quando comecei a pintar muitos peixes e a pesquisar mais sobre os peixes betas, que são peixes de aquário. A partir disso, passei a usar a arte como uma crítica social. Com o tempo, todo o contexto foi se modificando, porque eu olhava para a parede e me via ali: eles tinham minha alma, minha personalidade, meus medos e inseguranças”, afirmou a artista.

A gestora da Casa de Artes Villa Mimosa, Rosangela Cardoso, destacou o papel do espaço no cenário artístico.

“Aqui é um espaço tanto para artistas já renomados quanto para aqueles que estão começando agora. A casa é um nome extremamente importante para o currículo”, declarou.

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